Por Altamiro Borges
“O rastro de Bolsonaro é contaminado por doenças, está cheio de malária, diarreia, verminoses, feridas, pneumonia, tomado pela desnutrição, vômito e coceira. O caminho de Bolsonaro é assim e por isso nós, mulheres da floresta, não queremos que seu filho Flávio assente na cadeira de presidente”, afirma a carta assinada por 60 lideranças femininas Yanomami reunidas no 17º Encontro de Mulheres, com representantes de 30 comunidades de nove regiões do território.
O manifesto foi publicado no site Repórter Brasil, que também traz contundentes relatos sobre o temor dos povos da reserva indígena em Roraima. “Eu não quero o filho do Bolsonaro. Não quero os nossos filhos cheios de malária de novo”, alerta Noemia Yanomami. Ela vive na região da maloca Papiu, uma das mais afetadas pelo garimpo na Terra Indígena Yanomami – a maior do Brasil em extensão, com população de 31 mil habitantes e área comparável à de Portugal.