Por Altamiro Borges
Nesta quarta-feira (21), a revista piauí postou uma reportagem bombástica com o título: “Uma tarde no lago – um churrasco na lancha com Flávio Bolsonaro, lobistas e garotas de programa durante a pandemia”. A gravíssima denúncia, porém, não foi destaque na midiazona falsamente moralista no dia seguinte.
A Folha deu na manchete: “Campanhas de Lula e Flávio travam guerra de sigilos na reta final do segundo turno”. Já o Estadão estampou na capa: “Pesquisa mostra cenário mais indefinido: indecisos crescem”. E o jornal O Globo cravou: “Flávio e Lula têm distância mínima em meio a alta de indecisos”. A mesma operação abafa foi patrocinada pelos principais telejornais, como o Jornal Nacional da TV Globo.
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Flávio Bolsonaro já sofre deserções e traições
Por Altamiro Borges
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) deve ter elevado ainda mais a tensão no comando de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que teme uma virada de Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Além de confirmar o empate técnico entre os dois ambos (45 a 44%), o que já havia sido apontado em todas as sondagens recentes, ela trouxe outros dados preocupantes para o fascistoide.
Entre outros, ela mostrou uma forte queda da rejeição de Lula – de 53% para 47% em apenas uma semana –, um crescimento do número de indecisos – de 7% para 14%, o que torna a votação ainda mais aberta – e um aumento do temor do eleitor com a possibilidade do retorno do clã Bolsonaro ao poder. Segundo a sondagem, o medo da volta ao governo da familícia é de 44% dos entrevistados, acima dos que temem a continuidade do atual governo (42%). Como base nesses índices, o comando de campanha de Lula avalia que “a virada está acontecendo”.
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) deve ter elevado ainda mais a tensão no comando de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que teme uma virada de Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Além de confirmar o empate técnico entre os dois ambos (45 a 44%), o que já havia sido apontado em todas as sondagens recentes, ela trouxe outros dados preocupantes para o fascistoide.
Entre outros, ela mostrou uma forte queda da rejeição de Lula – de 53% para 47% em apenas uma semana –, um crescimento do número de indecisos – de 7% para 14%, o que torna a votação ainda mais aberta – e um aumento do temor do eleitor com a possibilidade do retorno do clã Bolsonaro ao poder. Segundo a sondagem, o medo da volta ao governo da familícia é de 44% dos entrevistados, acima dos que temem a continuidade do atual governo (42%). Como base nesses índices, o comando de campanha de Lula avalia que “a virada está acontecendo”.
Quem fiscaliza o poder da própria Globo?
Por Rosângela Ribeiro Gil, no site do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé:
Neste momento, escrevo este texto envolvida numa das cenas mais canalhas no Brasil. Uma TV privada – mas ela é uma concessão pública – omissa, manipuladora e sem-vergonha, mesmo diante dos fatos. Ao contrário do que pergunta a peça institucional de autopromoção do seu “jornalismo profissional”, na voz decantada de Renata Lo Prete: “quer se informar para entender o mundo?”; mesmo assistindo, ouvindo e lendo, não podemos confiar no jornalismo profissional da TV Globo.
Com qual moral a TV Globo acha que coloca a “capa” de heroína e nos exige confiar nela? Como assim? O que significa confiar em você, TV Globo?
Neste momento, escrevo este texto envolvida numa das cenas mais canalhas no Brasil. Uma TV privada – mas ela é uma concessão pública – omissa, manipuladora e sem-vergonha, mesmo diante dos fatos. Ao contrário do que pergunta a peça institucional de autopromoção do seu “jornalismo profissional”, na voz decantada de Renata Lo Prete: “quer se informar para entender o mundo?”; mesmo assistindo, ouvindo e lendo, não podemos confiar no jornalismo profissional da TV Globo.
Com qual moral a TV Globo acha que coloca a “capa” de heroína e nos exige confiar nela? Como assim? O que significa confiar em você, TV Globo?
Globo, Metrópoles e o jornalismo de joelhos
Por João Filho, no site Intercept:
Novas mensagens encontradas no celular do ex-dono do Banco Master colocam a grande imprensa brasileira no olho do furacão do escândalo. CEOs da Globo e do Metrópoles comiam na mão de Daniel Vorcaro e tentavam agradá-lo de todas as maneiras.
Não é novidade que boa parte do jornalismo brasileiro funciona a reboque de interesses financeiros, mas o WhatsApp do Vorcaro revelou ao público as entranhas de como as salsichas são fabricadas na grande imprensa. O departamento comercial é quem dá as cartas no jornalismo e tem poder para influenciar os rumos do país.
Enquanto o escândalo do Master se desenrolava, Vorcaro dava ordens para os CEOs dessas empresas, que prontamente se mobilizavam para atendê-las. O ex-banqueiro encomendava reportagens, editava textos, escolhia manchetes e reclamava quando as coisas não saíam como ele queria. A expressão “quem paga escolhe a música”cabe perfeitamente.
Novas mensagens encontradas no celular do ex-dono do Banco Master colocam a grande imprensa brasileira no olho do furacão do escândalo. CEOs da Globo e do Metrópoles comiam na mão de Daniel Vorcaro e tentavam agradá-lo de todas as maneiras.
Não é novidade que boa parte do jornalismo brasileiro funciona a reboque de interesses financeiros, mas o WhatsApp do Vorcaro revelou ao público as entranhas de como as salsichas são fabricadas na grande imprensa. O departamento comercial é quem dá as cartas no jornalismo e tem poder para influenciar os rumos do país.
Enquanto o escândalo do Master se desenrolava, Vorcaro dava ordens para os CEOs dessas empresas, que prontamente se mobilizavam para atendê-las. O ex-banqueiro encomendava reportagens, editava textos, escolhia manchetes e reclamava quando as coisas não saíam como ele queria. A expressão “quem paga escolhe a música”cabe perfeitamente.
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