terça-feira, 3 de novembro de 2026

O que aprendemos na eleição de 2026?

Por Clomar Porto

A eleição de 2026 deixou muitos recados para quem trabalha com política e comunicação. Talvez o mais importante deles seja também o que exige maior capacidade de reflexão: não estamos apenas diante de uma mudança na maneira de fazer campanha. Estamos diante de uma transformação na própria forma de fazer política, construir lideranças, organizar forças e estabelecer relações com a sociedade.

Há alguns anos repetimos que as redes sociais ganharam importância nas eleições. Essa constatação já é insuficiente. As redes deixaram de ser apenas instrumentos utilizados pela política para chegar até as pessoas. Tornaram-se um dos principais ambientes onde a própria política acontece. É ali, muitas vezes no intervalo entre uma receita, uma piada, um vídeo de futebol ou algum conteúdo de entretenimento, que milhões de brasileiros encontram uma mensagem política. E é também ali que conhecem lideranças, formam opiniões, identificam adversários, compartilham indignações e passam a fazer parte de comunidades.

Varrer os Bolsonaros da vida política do país

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Li não lembro onde e por isso não dou o crédito: “no sangue da família Bolsonaro não corre uma gota sequer de hombridade.”

A afirmação é inquestionável, mas ainda assim incompleta para a definir o mau-caratismo dos integrantes do clã.

Talvez seja a única família no mundo na qual seus membros não possuem uma virtude sequer.

O Planeta Terra é habitado por cerca de 8 bilhões de pessoas. Até há alguns anos, Bolsonaro pai, na minha opinião, despontava como o mais nefasto e repugnante desses seres humanos.

Mas hoje a disputa pelo nada honroso título é acirrada.

Os Bolsonaros perderam utilidade para Trump

Por Jeferson Miola, em seu blog:

A reconstituição da fuga de Flávio Bolsonaro não deixa dúvidas do envolvimento ativo dos governos argentino e estadunidense na operação cinematográfica planejada com pelo menos duas semanas de antecedência numa típica missão de exfiltração do aliado de Javier Milei e Donald Trump.

Apesar da negativa do chefe do Departamento de Estado Marco Rubio, está confirmado que a remoção do Flávio e família do Brasil com traslado secreto para os EUA foi coordenada, executada e financiada diretamente desde a Casa Branca com envolvimento central do assessor presidencial Jason Miller.

Agentes dos EUA atuaram ilegalmente nos territórios brasileiro e argentino – além, obviamente, de assegurarem o ingresso do fugitivo na Flórida mesmo sem documentação válida.

Janones e a mobilização política nas redes

Por Frei Betto

Poucas figuras na política brasileira contemporânea conseguiram traduzir tão bem a lógica das redes digitais em ação política concreta quanto o deputado federal André Janones (Rede-MG). Seu trabalho à frente do canal “Exército do Lula” no WhatsApp não apenas redefiniu os parâmetros da militância digital, mas também ofereceu à esquerda brasileira um modelo de engajamento que combina escala, organização e linguagem popular.

Apoiadores de Flávio pedem 'help' a Trump

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Ajuste fiscal ou estelionato eleitoral?

Foto: Ricardo Stuckert
Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Mal foi proclamada a vitória de Lula nas urnas, ergueu-se o coro sinistro de vozes influentes (banqueiros, economistas do mercado, jornalistas, executivos do sistema financeiro etc.) clamando por um ajuste fiscal urgente, de preferência drástico. Se Lula se deixar levar por esse clamor, acabará cometendo um estelionato eleitoral, como vou tentar explicar.

O ajuste fiscal considerado indispensável pelo que parece ser a maioria dessas vozes consistiria num rápido aumento do resultado primário, transformando o déficit atual de 0,5% do PIB (do setor público como um todo), para um superávit primário da ordem de 3% a 4% do PIB, supostamente capaz de estabilizar a dívida como percentagem do PIB.

A eleição de Lula e as lições da virada

Foto do site Mais Brasil
Por João Guilherme Vargas Netto


Quero extrair para a ação do movimento sindical as duas lições da virada espetacular do presidente Lula: o papel da mobilização dos jovens e das ruas e o papel das redes sociais da internet onde o ponderado não é o empoderado; a atitude conta.

Cada campanha salarial deve ter o seu momento mobilizatório e de rua, que no caso mais corriqueiro, é o próprio local de trabalho ou a porta de fábrica.

Alguém sempre dizia que não basta fazer o bem, é preciso fazê-lo bem. Não basta a busca dos ganhos reais do salário sem a mobilização que o precede e o sustenta, mobilização dos associados e dos não associados, sobretudo dos jovens, trabalhadores e trabalhadoras.

A vitória das urnas e a nova hegemonia

Foto: Ricardo Stuckert
Por Roberto Amaral

Na vigésima quinta hora, o Brasil se salvou.

Salvou-se (uma segunda vez) das ameaças do neofascismo, entre nós entreguista e profundamente corrupto, pois essas são as características da famiglia que por muito pouco não recuperaria a locação do Palácio do Planalto. Trata-se de uma súcia politicamente primária e geneticamente corrompida. Seu representante no pleito é investigado pela polícia, acusado de laços com a delinquência: sua “folha corrida” registra desde as “rachadinhas” de salários com funcionários de seu gabinete parlamentar à suspeita de ligação com milícias, e matadores de aluguel, lavagem de dinheiro em casas de apostas, crimes financeiros, crimes contra a administração pública e associação com o gangster que operava a partir do Banco Master, uma azeitada empresa voltada à corrupção, nas barbas do Banco Central. E ainda precisará explicar como um advogado sem causas comprou em Brasília uma mansão avaliada em 6 milhões de reais.

CNN garfava R$ 10 mi por ano de Vorcaro

Chegou a hora de Trump na eleição dos EUA

Flávio é o Guaidó de Rio das Pedras

UNE celebra Lula e protesta contra Tarcísio

Democracia em rede, soberania em disputa

Os impactos da vitória de Lula para o mundo

Lula 4 enfrentará Congresso mais hostil

A eleição histórica e os desafios de Lula

Da vitória de Lula à fuga de Flávio Bolsonaro