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| Foto: Ricardo Stuckert |
Mal foi proclamada a vitória de Lula nas urnas, ergueu-se o coro sinistro de vozes influentes (banqueiros, economistas do mercado, jornalistas, executivos do sistema financeiro etc.) clamando por um ajuste fiscal urgente, de preferência drástico. Se Lula se deixar levar por esse clamor, acabará cometendo um estelionato eleitoral, como vou tentar explicar.
O ajuste fiscal considerado indispensável pelo que parece ser a maioria dessas vozes consistiria num rápido aumento do resultado primário, transformando o déficit atual de 0,5% do PIB (do setor público como um todo), para um superávit primário da ordem de 3% a 4% do PIB, supostamente capaz de estabilizar a dívida como percentagem do PIB.


