segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Ajuste fiscal ou estelionato eleitoral?

Foto: Ricardo Stuckert
Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Mal foi proclamada a vitória de Lula nas urnas, ergueu-se o coro sinistro de vozes influentes (banqueiros, economistas do mercado, jornalistas, executivos do sistema financeiro etc.) clamando por um ajuste fiscal urgente, de preferência drástico. Se Lula se deixar levar por esse clamor, acabará cometendo um estelionato eleitoral, como vou tentar explicar.

O ajuste fiscal considerado indispensável pelo que parece ser a maioria dessas vozes consistiria num rápido aumento do resultado primário, transformando o déficit atual de 0,5% do PIB (do setor público como um todo), para um superávit primário da ordem de 3% a 4% do PIB, supostamente capaz de estabilizar a dívida como percentagem do PIB.

A eleição de Lula e as lições da virada

Foto do site Mais Brasil
Por João Guilherme Vargas Netto


Quero extrair para a ação do movimento sindical as duas lições da virada espetacular do presidente Lula: o papel da mobilização dos jovens e das ruas e o papel das redes sociais da internet onde o ponderado não é o empoderado; a atitude conta.

Cada campanha salarial deve ter o seu momento mobilizatório e de rua, que no caso mais corriqueiro, é o próprio local de trabalho ou a porta de fábrica.

Alguém sempre dizia que não basta fazer o bem, é preciso fazê-lo bem. Não basta a busca dos ganhos reais do salário sem a mobilização que o precede e o sustenta, mobilização dos associados e dos não associados, sobretudo dos jovens, trabalhadores e trabalhadoras.

A vitória das urnas e a nova hegemonia

Foto: Ricardo Stuckert
Por Roberto Amaral

Na vigésima quinta hora, o Brasil se salvou.

Salvou-se (uma segunda vez) das ameaças do neofascismo, entre nós entreguista e profundamente corrupto, pois essas são as características da famiglia que por muito pouco não recuperaria a locação do Palácio do Planalto. Trata-se de uma súcia politicamente primária e geneticamente corrompida. Seu representante no pleito é investigado pela polícia, acusado de laços com a delinquência: sua “folha corrida” registra desde as “rachadinhas” de salários com funcionários de seu gabinete parlamentar à suspeita de ligação com milícias, e matadores de aluguel, lavagem de dinheiro em casas de apostas, crimes financeiros, crimes contra a administração pública e associação com o gangster que operava a partir do Banco Master, uma azeitada empresa voltada à corrupção, nas barbas do Banco Central. E ainda precisará explicar como um advogado sem causas comprou em Brasília uma mansão avaliada em 6 milhões de reais.

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