Por Altamiro Borges
A apuração das eleições de meio de mandato – “midterms” – nos EUA deve durar mais alguns dias, mas ela já confirma a fragorosa derrota de Donald Trump, o arrogante presidente do império em decadência. A surra do chefão do fascismo internacional superou as expectativas e as pesquisas mais otimistas. O Partido Republicano perdeu a maioria que possuía na Câmara dos Representantes e no Senado e também foi humilhado nos pleitos para os 50 governos estaduais.
Até o início da tarde desta quarta-feira (4), o Partido Democrata contabilizava 237 deputados eleitos – 28 a mais do que na atual legislatura. Já o Partido Republicano somava apenas 147 assentos. Outras 51 cadeiras seguiam em disputa, mas a projeção é de que a vantagem dos Democratas se amplie e até supere o melhor desempenho da sigla desde 2008. Naquele ano, quando Barack Obama ganhou a eleição pela primeira vez, a legenda elegeu 257 deputados federais.
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Flávio foge e vira fardo pra extrema direita
Por João Filho, no site Intercept:
A vitória de Lula foi inédita, histórica e espetacular. A derrota de Flávio foi inédita, histórica e patética.
O petista conseguiu seu quarto mandato e sua eleição virou um símbolo internacional de enfrentamento ao neofascismo. A campanha de Lula apontou caminhos para o enfrentamento à extrema direita no resto do mundo.
O golpista, sem mandato e imunidade, fugiu para os EUA para escapar dos muitos anos de cadeia que inevitavelmente encararia. Mesmo com o apoio maciço das elites, da Meta, do Tribunal Superior Eleitoral, do mercado financeiro e de parte importante da grande mídia, Flávio Bolsonaro tomou uma virada acachapante.
A vitória de Lula foi inédita, histórica e espetacular. A derrota de Flávio foi inédita, histórica e patética.
O petista conseguiu seu quarto mandato e sua eleição virou um símbolo internacional de enfrentamento ao neofascismo. A campanha de Lula apontou caminhos para o enfrentamento à extrema direita no resto do mundo.
O golpista, sem mandato e imunidade, fugiu para os EUA para escapar dos muitos anos de cadeia que inevitavelmente encararia. Mesmo com o apoio maciço das elites, da Meta, do Tribunal Superior Eleitoral, do mercado financeiro e de parte importante da grande mídia, Flávio Bolsonaro tomou uma virada acachapante.
Não existe mais direita 'civilizada' no Brasil
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:
A direita “civilizada”, realmente democrática, foi extinta após o golpe contra a presidente Dilma e a enxurrada ideológica do lavatismo e do antipetismo de matiz fascistoide.
Na ânsia obsessiva de “destruir o PT”, as oligarquias destruíram a democracia e a política, criando uma onda política extremamente reacionária que acabou por levar ao poder Jair Bolsonaro, o miliciano fascista, que passou a exercer hegemonia absoluta sobre a direita brasileira.
A direita tradicional foi simplesmente varrida do mapa político brasileiro. Os civilizados de verdade que sobraram acabaram aderindo ao campo liderado pelo PT e seus aliados.
A direita “civilizada”, realmente democrática, foi extinta após o golpe contra a presidente Dilma e a enxurrada ideológica do lavatismo e do antipetismo de matiz fascistoide.
Na ânsia obsessiva de “destruir o PT”, as oligarquias destruíram a democracia e a política, criando uma onda política extremamente reacionária que acabou por levar ao poder Jair Bolsonaro, o miliciano fascista, que passou a exercer hegemonia absoluta sobre a direita brasileira.
A direita tradicional foi simplesmente varrida do mapa político brasileiro. Os civilizados de verdade que sobraram acabaram aderindo ao campo liderado pelo PT e seus aliados.
A mentira nunca é libertadora
Por Jair de Souza
O recém concluído processo eleitoral brasileiro está sendo considerado em boa parte do mundo como uma importante lição para a humanidade sobre como enfrentar o avassalador ressurgimento da extrema direita de cunho nazifascista, um fenômeno que se tornou uma ameaça bem palpável em várias regiões do planeta, em particular na América Latina.
Conforme nos revelam os estudos históricos sobre a evolução do sistema capitalista, em períodos de grande desespero, os responsáveis políticos pelos interesses do grande capital recorrem a movimentos de características nazifascistas com o propósito de derrotar e exterminar a resistência popular aos efeitos sociais que essas turbulências geram. Essas forças de extrema direita costumam adquirir contornos variados, segundo as características socioculturais predominantes no país, povo, ou momento em que a crise capitalista se agudiza.
O recém concluído processo eleitoral brasileiro está sendo considerado em boa parte do mundo como uma importante lição para a humanidade sobre como enfrentar o avassalador ressurgimento da extrema direita de cunho nazifascista, um fenômeno que se tornou uma ameaça bem palpável em várias regiões do planeta, em particular na América Latina.
Conforme nos revelam os estudos históricos sobre a evolução do sistema capitalista, em períodos de grande desespero, os responsáveis políticos pelos interesses do grande capital recorrem a movimentos de características nazifascistas com o propósito de derrotar e exterminar a resistência popular aos efeitos sociais que essas turbulências geram. Essas forças de extrema direita costumam adquirir contornos variados, segundo as características socioculturais predominantes no país, povo, ou momento em que a crise capitalista se agudiza.
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