quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Paulo Freire e as verdades escondidas

Por Venício A. de Lima, no Observatório da Imprensa:

Trinta anos após sua primeira edição, o que justificaria a republicação de Comunicação e Cultura: as idéias de Paulo Freire, um livro que explora o pensamento e a prática do educador brasileiro no período anterior à dissolução do chamado socialismo real; anterior às eleições que levaram ao poder vários governos populares na América Latina, na contramão da nossa tradição histórica; anterior à revolução digital que dá origem às imensas transformações tecnológicas nas comunicações? O que a prática e a reflexão posteriores de Freire – produtivo até sua morte em 1997 – acrescentaram sobre comunicação e cultura? O que pensam os pesquisadores, sobretudo os brasileiros, a respeito da contribuição de Freire para os estudos de comunicação?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dilma na ONU: sem complexo de vira-lata

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Na abertura da Assembléia Geral da ONU, ao falar para o mundo, Dilma destacou a condição feminina e a especificidade do Brasil no mundo. Emocionou-me a menção que a presidenta fez à lingua portuguesa. Lembrei-me de certo presidente (brasileiro, até prova em contrário) que foi à França e preferiu falar em Francês (!) na Assembléia Nacional daquele país. Era o presidente que certa elite brasileira considerava ”cosmopolita”. Um cosmopolita que preferia falar em francês. Terminou o discurso dizendo “Vive la France!!”. Patético.

Palestina agradece o apoio brasileiro

Por Viviane Vaz, de Ramallah, na CartaCapital:

Milhares de palestinos aproveitaram nesta quarta-feira o dia de folga estabelecido pela Autoridade Palestina para participar das demonstrações de apoio à iniciativa do presidente Mahmud Abbas em buscar um assento na ONU – seja de membro permanente ou observador.

O acordo da Al Jazeera com Washington

Por Heloisa Villela, de Washington, no blog Viomundo:

A notícia é estarrecedora. Mas não foi manchete na imprensa mundial. O diretor geral da rede Al Jazeera, Wadah Khanfar, entregou o cargo ontem sem explicar porque e sem dizer o que fará daqui prá frente. Khanfar é palestino, foi correspondente da Al Jazeera no Iraque, entre outros lugares, e dirigia o jornalismo da empresa há oito anos. É apontado como grande responsável pelo crescimento da tevê que hoje é a mais assistida no mundo árabe e mereceu elogios até da secretária de Estado, Hillary Clinton, o que por si só já seria motivo para deixar qualquer cético de orelha em pé.

A CUT no Encontro Mundial de Blogueiros

Por Rosane Bertotti, no sítio da CUT:

Carregando o simbolismo da tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, que impulsiona o sentimento da integração latino-americana, a cidade paranaense de Foz do Iguaçu sediará entre os dias 27 e 29 de outubro o 1º Encontro Mundial de Blogueiros com o tema “O papel das novas mídias na construção da democracia”.

Michael Moore critica mídia dos EUA

Do sítio Vermelho:

O cineasta estadunidense Michael Moore esteve na última segunda-feira (19) no programa de televisão The Rachel Maddow Show para discutir a cobertura dos meios de comunicação sobre a festa do Tea Party, que teve uma cobertura superdimensionada, diferentemente dos protestos dos movimentos de esquerda no país.

Repórter da Veja admite o crime

Por José Dirceu, em seu blog:

Foi concluída a investigação policial sobre a tentativa de invasão da suíte que ocupo no Nahoum Hotel, em Brasília, ao final de agosto, pelo repórter Gustavo Ribeiro, da revista Veja. E os fatos falam por si. Na apuração realizada na 5ª Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal, fica claro que o jornalista de fato tentou violar o meu apartamento.

O jornalista admitiu que tentou entrar em um ambiente privado. A investigação – que colheu vários depoimentos e também se apoiou em imagens do circuito interno do hotel -- será encaminhada para o Juizado Especial Criminal de Brasília.

Caco Barcelos e a mutilação da Globo

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Não poderia deixar de abordar um belo momento do jornalismo brasileiro, a prova definitiva de que não se pode discriminar profissionais que, até por falta de opção, trabalham para o oligopólio pretensamente imperial e antidemocrático que domina a comunicação no Brasil.

Na terça-feira (20), por volta das 19 horas, foi ao ar o programa da emissora a cabo Globo News, o “Em Pauta”, apresentado pelo jornalista Sergio Aguiar, que entrevistou o jornalista Caco Barcelos e teve a participação virtual da jornalista Eliane Cantanhêde.

Atenção às manobras da direita

Editorial do jornal Brasil de Fato:

Esse não é um assunto novo. Mas entendemos ser sempre importante analisar. Trata-se dos passos e lutas dos setores e forças inimigas do povo. É um princípio da luta da classe trabalhadora conhecer a nós mesmos, ter projeto, planos de ações, políticas de alianças etc. Porém, é igualmente importante compreender quem são os inimigos do povo, como se organizam e o grau de coesão deles. Nesse sentido, abordaremos alguns dos pontos sobre os nossos inimigos.

O dia em que a Palestina derrotou os EUA

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Por Katarina Peixoto, no sítio Carta Maior:

Entre a presença de Dilma Rousseff na abertura da 66ª Assembleia Geral da ONU e a ausência de Barack Obama, explícita no discurso do presidente dos EUA, abriu-se um flanco. Faltou Obama no discurso de um presidente enfraquecido e na defensiva, refém de interlocutores ausentes (Bin Laden e o Hamas). E Dilma Rousseff esteve lá, inteira, com a sua história, os seus compromissos e uma agenda clara.

Discurso de Dilma Rousseff na ONU



Senhor presidente da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz Al-Nasser,

Senhor secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,

Senhoras e senhores chefes de Estado e de Governo,

Senhoras e senhores,

Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo.

SP reforça policiamento... no Morumbi

Por Altamiro Borges

As elites vivem criticando os “gastos públicos”, mas adoram um favorzinho do Estado. Segundo a Folha, uma das partidárias do chamado “estado mínimo” – mínimo para os pobres, e máximo para os ricos –, o governo tucano de São Paulo decidiu remanejar 160 policiais militares que trabalham em vários pontos da capital paulista para reforçar o patrulhamento no bairro do Morumbi.

Alckmin punirá a Ecovias por acidente?

Por Altamiro Borges

O mega-engavetamento na rodovia Imigrantes, na semana passada, maculou a imagem vendida pelos tucanos sobre o paraíso das estradas paulistas e sobre o sucesso da privatização do sistema. Segundo a Polícia Rodoviária, a acidente envolveu cerca de 300 veículos. As cenas de destruição, incêndios e pessoas sangrando foram dramáticas. Uma pessoa morreu e mais de 50 ficaram feridas.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Calote na Fundação Roberto Marinho?

Do sítio Os amigos do presidente Lula:

A Fundação Roberto Marinho fez um convênio com o Ministério Turismo, e recebeu R$ 17 milhões dos cofres públicos de 2009 até o primeiro semestre deste ano.

Com o dinheiro, a ONG ligada à TV Globo deveria qualificar 80 mil profissionais, autônomos e estudantes de turismo, gastronomia e hotelaria, em cursos online de inglês e espanhol, para a Copa de 2014.

Esse projeto recebeu o nome de Olá, Turista! e já encerrou suas atividades.

Estudantes expulsam Bolsonaro



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Maringoni e as incríveis capas Veja

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Gilberto Maringoni fez um trabalho didático na Carta Maior: expôs as principais capas de “Veja”, de 1993 a 2010. O período cobre exatamente os dois mandatos de FHC e os dois mandatos de Lula.

A comparação visual é impressionante. Ao lado das capas, Maringoni faz uma pequena análise do conteúdo. Nem precisava. As imagens quase falam por si. Lula é tratado com desrespeito: pé no traseiro, barriga de fora, a faixa de presidente enrolada feito venda nos olhos do presidente. FHC aparece austero, professoral, um estadista.

Mais que isso. Os escândalos na era FHC levam para a capa os pivôs dos escândalos: Ricardo Sérgio, Mendonção, Sérgio Motta… Uma exceção: Eduardo Jorge, secretário particular aparece ao fundo da imagem resignada de FHC, sob a chamada de capa quase amiga: “as ligações e os negócios do ex-assessor que estão fazendo um estrago na imagem do presidente”. Ou seja, FHC não tem nada com isso, mas a revista alerta que o ex-assesor está atrapalhando a boa imagem do estadista. Assim, de amigo para amigo.

Os escândalos da era Lula são escândalos de Lula. Sempre. Lula carrega Zé Dirceu feito um peso já em 2004 (FHC jamais carregou Ricardo Sérgio nas capas de “Veja”; mas o livro do Amaury vem aí pra contar bem essa história); a imagem de Lula se desfaz na capa da revista, em 2005; depois, as manchetes do “Mensalão” (“Ele sabia?” , “Quando e como Lula foi alertado”), sempre com a figura de Lula na capa. Com FHC e a compra de votos para a reeleição, nada parecido. Ninguém perguntou se FHC “sabia”?

A obsessão com a estrela...

E a tentativa (obsessiva?) de arrasar a imagem do PT e dos movimentos sociais: a estrela petista na capa uma, duas, três vezes. Sempre a se desmilinguir. O MST como grande inimigo. E o “polvo” (PT? povão?) a ameaçar a República (ou a ameaçar aqueles amigos de “Veja” que não conseguem voltar ao Palácio?).

As imagens coletadas por Maringoni são também, e isso me ocorre agora, as imagens de uma derrota clamorosa. Nunca um órgão de imprensa apostou tantas fichas em derrotar um presidente e um partido. Nem Carlos Lacerda foi tão longe contra Vargas, porque não tinha os recursos visuais das capas de “Veja”.

A turma do esgoto, instalada na Marginal Pinheiros, usou e abusou dos recursos visuais. E das mentiras (dólares de Cuba, contas de Lula no exterior…). E perdeu. Duas vezes. Ou três vezes, se contarmos 2002, 2006 e 2010.

E o medo do povo!

A história das capas de “Veja” é a história do preconceito (quem não se lembra da “mulher, nordestina” – cruz, credo – que pode decidir a eleição em 2006?). Preconceito derrotado. É a história de um discurso de ódio. Derrotado. “Veja” e sua máquina de manipulações foram derrotadas de forma espetacular. Isso é o mais impressionante na coletânea feita pelo Maringoni.

Isso tudo não absolve o PT e Lula de seus erros. Maringoni, aliás, nem é do PT. Faz opopsição pela esquerda, no PSOL. Mas é daqueles que não perderam o juízo e sabem que o inimigo principal não está no lulopetismo. Basta olhar para as capas de “Veja” para saber que ali está não apenas um inimigo feroz da esquerda e dos movimentos sociais. A “Veja” é inimiga do Brasil. Ela e suas capas odiosas e odientas. Derrotadas.

Tão derrotadas como Ali Kamel da Globo – com o delegado Bruno em 2006 e a bolinha de papel em 2010. Mas a “Veja”, é preciso reconhecer, foi muito mais longe que Kamel. Ele é mais sutil, mais inteligente. A “Veja”, não. É boçal. Bom saber e ver que a boçalidade odiosa de “Veja” foi derrotada.

O mais incrível é que “Veja” segue a alimentar o discurso de que o PT e o lulismo querem calar a imprensa. Hehe. Se houvesse “projeto autoritário”, a “Veja” não estaria aí até hoje. Lula e o PT ganharam da “Veja”, na bola. Sem tapetão.

O que choca é outra coisa: o lulismo e o PT seguem a alimentar o monstro. É o que diz Maringoni:

“A visão de Veja é a visão da extrema direita brasileira. Tem uma tiragem de um milhão de exemplares e é lida por muita gente. Entre seus apreciadores está, surpreendentemente, o governo brasileiro. Este não se cansa de pagar caríssimas páginas de publicidade para uma publicação que o achincalha com um preconceito de classe raras vezes visto na imprensa. Freud deve explicar.”

Presos cubanos: Maradona apela a Obama

Por Iroel Sánchez, no blog cubano La Pupila Insomne:

O gigante do futebol argentino e mundial, Diego Armando Maradona, somou-se à campanha internacional pela liberdade dos Cinco Patriotas ao enviar uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em que pede para acabar com a injustiça que já dura mais de 13 anos.

Abril negociou com a ditadura

Veja, n. 95, 01-07-1970, pág.30 e 31
Por Luiz Gustavo Pacete, no Portal Imprensa:

Quando tinha 10 anos de idade, o garoto José Hamilton Ribeiro, nascido na pacata cidade paulista de Santa Rosa do Viterbo, sofria de uma enfermidade chamada “osteomielite”, inflamação nos ossos que o obrigava a contar com a ajuda de uma muleta para apoiar a perna esquerda. Mesmo com restrições, o menino não deixou de confirmar que sua vocação era a reportagem. “Caiu um avião perto da minha cidade. Imagina! Se hoje já é notícia, naquela época então nem se fala. A molecada saiu correndo para ver o acidente e eu não pensei duas vezes, mesmo com dificuldades fui ver o que tinha acontecido”.

A pobreza galopante nos países ricos

Editorial do sítio Vermelho:

A crise econômica mundial acentua uma situação descrita por Karl Marx desde o Manifesto do Partido Comunista, em 1848: a tendência “normal” do capitalismo é a concentração escandalosa da riqueza num dos polos da sociedade, em contrapartida à pobreza extrema imposta a grande parte da população.

As origens do jornalismo de esgoto

Paulo Nogueira, no sítio Brasil 247:

Onde surgiram os jornais? E por quê? E como nós, jornalistas, ficamos tão malafamados?

Bem.

O crédito da inovação é geralmente concedido aos italianos de Veneza, no século XVI. O governo local decidiu publicar um jornal para manter os cidadãos a par dos acontecimentos. Era conhecido como “gazetta”, o nome de uma moeda barata veneziana. O jornal, mensal, custava uma “gazetta”. Os primeiros jornalistas eram chamados, na Itália”, de “menanti”, uma derivação da palavra latina “minantis”, que significa “ameaçadores”.