quinta-feira, 19 de julho de 2012

A mídia e a greve nas universidades

Por Joana Tavares, no sítio Minas Livre:

Perseu Abramo já dizia, no seu clássico “Padrões de manipulação da grande imprensa”, que a mídia comercial lança mão de diversos artifícios para divulgar uma versão distorcida da realidade. Ele adverte que “não é todo o material que toda a imprensa manipula sempre”, mas que há padrões observáveis no conjunto da produção jornalística que demonstram que a maioria incorre em algum grau de manipulação. E nem é preciso dizer que toda manipulação tem objetivos e interesses.

Perillo: mídia joga a toalha

Por Saul Leblon, no sítio Carta Maior:

Tucanos e demos ainda esperneiam e se agarram à estaca fixada por José Serra, em abril - "Sinceramente, eu dou meu voto de confiança ao Marconi Perillo", disse então o o ex-governador de SP ao Estadão (14-04-2012). Os fatos diluvianos despejados esta semana na CPI do Cachoeira, porém, romperam o dique político demarcado por Serra, cujo objetivo era impedir que a água caudalosa vertida de Goiás dissolvesse o plano de utilizar o julgamento do mensalão, em plena campanha municipal de 2012, como alicerce aglutinador do udenismo anti-petista, já de olho na disputa de 2014. Inútil. O vertedouro das evidências contra Perillo tornou-se incontrolável.

EUA, OEA e os golpistas do Paraguai

http://paraguayresiste.com
Editorial do sítio Vermelho:

A desmoralizada Organização dos Estados Americanos (OEA) – que tem sido desde sua criação, em 1948, instrumento da política dos Estados Unidos na América Latina, defronta-se, nesta quarta-feira (18), com sua máscara: está marcada para ocorrer em Washington, na sede da organização, uma reunião para avaliar a situação do Paraguai, a menos de um mês do golpe de estado relâmpago que depôs o presidente constitucional Fernando Lugo. Nessa reunião a OEA vai decidir se pune ou não o governo golpista pelo rompimento da democracia.

terça-feira, 17 de julho de 2012

CPI deve investigar Delta/Serra

Por Altamiro Borges

A assessoria técnica do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo analisou os dados publicados pelo "Portal da Transparência Estadual", que é gerenciado pelo governo tucano no estado. O resultado é muito instigante. Eles revelam que, entre 2002 e 2011, a construtora Delta - acusada de ser empresa "laranja" da quadrilha de Carlinhos Cachoeira - assinou pelo menos 27 contratos com estatais e órgãos públicos em São Paulo. Eles totalizam quase R$ 1 bilhão em obras.

Mensalão: PSDB abre o jogo

Por Altamiro Borges

No desespero para defender o governador Marconi Perillo, que está mais sujo do que pau de galinheiro e corre o sério risco de sofrer impeachment, o PSDB divulgou hoje uma nota oficial em que abre o jogo sobre as suas intenções eleitoreiras no julgamento do chamado "mensalão do PT". Após rechaçar a proposta da CPI do Cachoeira de convocar novamente o tucano de Goiás, com base nas pesadas denúncias publicadas pela revista Época, a direção da sigla confessa que o julgamento no STF visa desgastar eleitoralmente o PT.

Pedágio urbano e mentiras de Alckmin

Por Altamiro Borges

A mídia ontem deu destaque para a decisão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de implantar até 2014 um sistema integrado de pedágios em todas as rodovias privatizadas de São Paulo. A notícia caiu como uma bomba e revoltou os paulistas. No início do mês, o governo tucano já havia aumentado o valor dos pedágios. A nova investida elevará ainda mais o lucro das concessionárias privadas - generosas financiadoras de campanhas eleitorais.

Manning: preso político dos EUA

Criador da Mafalda completa 80 anos

DEM: fadado a morrer nas urnas

Por José Dirceu, em seu blog:

A eleição de 7 de outubro próximo pode ser a última que o DEM disputará. O Democratas – que já se chamou PFL, Frente Liberal, PDS e ARENA (de hoje para o passado), sendo que este último foi o partido criado para abrigar os parceiros civis do golpe militar de 1964 –, está prestes a mudar novamente. Agora, algumas de suas principais lideranças confirmaram ao jornal Correio do Brasil que, enquanto marcha para o fim aparentemente inexorável nas urnas de outubro, o partido já negocia a fusão com outra legenda. No momento, a mais provável é o PMDB.

Globo, Collor e o túmulo do jornalismo

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Há pouco que falar sobre a extensa matéria do Fantástico que promoveu um massacre de injúrias e difamações contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello no último domingo. Aliás, além de xingar e difamar, a Globo pode ter dado curso a calúnias.

Serra e Demóstenes: sempre unidos

Cachoeira, escolas chinesas e a Veja

Por Vinicius Mansur, no sítio Carta Maior:

No dia nove de junho de 2011, em ligação telefônica interceptada pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF), às 14:59, o contraventor Carlos Cachoeira revelou a Gleyb Ferreira da Cruz, um de seus auxiliares, de acordo com a PF, o seu projeto para construção de escolas em Goiás. “Comenta com ninguém não, mas o Thiago passou modelo pra nós, tá? Vai alugar várias escolas no estado, entendeu? E vamos construir, porque na hora que sair, tá pronta, é só oferecer”, disse Cachoeira. O nome do secretário de educação de Goiás é Thiago Peixoto.
 

Collor na TV Globo. Pipocou?

Por Marco Aurélio Mello, no blog DoLaDoDeLá:

Minha passagem pelo Jornal da Globo durou três anos. Foi logo após Ana Paula Padrão assumir a bancada do telejornal em 2000, ao substituir Lilian Witte Fibe, com quem também tive a honra de trabalhar interinamente. No início, acumulei as funções de editor de política e economia, aproveitando-me da experiência adquirida no Bom Dia Brasil e fazendo jus à extensão no Curso de Formação de Governantes da Fundação Escola de Governo, curso do qual fui bolsista.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eugênio Sales: o cardeal da ditadura

Por José Ribamar Bessa Freire, no sítio Sul 21:

O tratamento que a mídia deu à morte do cardeal dom Eugênio Sales, ocorrida na última segunda-feira, com direito à pomba branca no velório, me fez lembrar o filme alemão “Uma cidade sem passado”, de 1990, dirigido por Michael Verhoven. Os dois casos são exemplos típicos de como o poder manipula as versões sobre a história, promove o esquecimento de fatos vergonhosos, inventa despudoradamente novas lembranças e usa a memória, assim construída, como um instrumento de controle e coerção.

Washington, capital da guerra perpétua

Por Tom Engelhardt, na revista Mirante:

Os estadunidenses podem se sentir mais distantes da guerra do que em qualquer época desde que começou a II Guerra Mundial. Certamente, uma porcentagem menor de nós – menos de 1% – serve nas forças armadas nesta época de voluntários e, em face disso, as guerras constantes empreendidas por Washington em terras distantes parecem não tocar nas vidas da maioria dos estadunidenses.

Ato pela democracia no Paraguai

No dia 21 de junho o Congresso de Deputados do Paraguai, formado por sojeros, empresários e mafiosos dos tradicionais partidos políticos, iniciou o processo de "Juicio Político" contra o presidente democraticamente eleito Fernando Lugo.

"FHC plagiou intelectuais banidos"

Por Gianni Carta, na revista CartaCapital:

Foram necessários 43 anos para que Subdesenvolvimento e Revolução, do mineiro Ruy Mauro Marini, desse o ar da graça no Brasil. Publicada pela primeira vez no México em 1969, a obra clássica do marxismo brasileiro ganhou edições em diversos países, inclusive naqueles da América Latina a viver sob o jugo de ditaduras. O que nos leva a perguntar: por que tanto tempo para se reconhecer um grande intelectual brasileiro? Marini (1932-1998), presidente da Política Operária (Polop) e autor de Dialética e Dependência, passou 20 anos no exílio a partir do golpe de 1964. Professor no México e no Chile, onde dirigiu o Movimento de Izquierda Revolucionária (MIR), ele não era, é óbvio, bem-vindo pela ditadura brasileira.

"Neomacartismo" cresce nos EUA

Foto: http://isabelallende.com
Por Rui Ferreira, no sítio Opera Mundi:

A classe intelectual está mais uma vez sob ataque nos Estados Unidos. Por trás dessa recente ofensiva ronda o fantasma do “Macartismo”, período de intensa patrulha anticomunista que começou de forma bastante semelhante nos anos 1950. Os alvos preferenciais também eram integrantes da sociedade com ideias “subversivas”.

Eletricitários entram em greve

Do jornal Brasil de Fato:

Após mais de 20 anos sem realizar uma greve por tempo indeterminado, os trabalhadores eletricitários de todas as empresas do grupo Eletrobras – Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul e outras 10 empresas - paralisaram suas atividades a partir desta segunda-feira, dia 16/07. A decisão pela greve foi tomada em assembleias realizadas em todo país.

A Veja e a trama do mensalão