terça-feira, 21 de maio de 2013

A política retrógrada de Aécio Neves

Editorial do sítio Vermelho:

Imerso em profunda crise política, cuja manifestação mais aparente são as divisões internas, o PSDB realizou no último sábado (18), a sua convenção partidária em Brasília, na qual, como era previsto, o senador Aécio Neves assumiu o comando da sigla e deu os primeiros passos para a corrida presidencial de 2014.

domingo, 19 de maio de 2013

Serra prega unidade. Tucanos tremem!

http://www.ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

O eterno candidato José Serra, que andava meio sumido do ninho tucano e até ameaçou deixar o PSDB, apareceu na convenção nacional da sigla neste sábado (18). Setores da mídia direitista festejaram o seu desprendimento, que indicaria a forte unidade da oposição para as eleições presidenciais de 2014. O seu discurso, porém, deixa margens a dúvida e causa tremedeiras nos adeptos de Aécio Neves, o cambaleante presidenciável da legenda. Em nenhum momento o ex-governador paulista explicitou seu apoio ao senador mineiro. Até o jornalista Josias de Souza, da Folha tucana, estranhou a sua retórica marota. “O balé de José Serra na convenção que empurrou Aécio Neves para a antessala da candidatura presidencial deixou claro que a unidade do PSDB, tal como o partido a trombeteia, não existe”.

Aécio, Perillo e os “canalhas”

Por Altamiro Borges

Em clima de guerra, que já antecipa o que será a baixaria da sucessão de 2014, o PSDB elegeu no sábado a sua nova direção nacional. Aécio Neves, o cambaleante candidato tucano, conseguiu fechar acordos para garantir a presidência da sigla. Em seu discurso, o senador mineiro fez duros ataques aos governos Lula e Dilma e bajulou o rejeitado reinado de FHC. Já o governador de Goiás, Marconi Perillo, foi ainda mais duro – talvez para escapar das perguntas sobre os seus vínculos com o mafioso Carlinhos Cachoeira ou sobre as recentes denúncias da revista CartaCapital acerca da “central de grampos ilegais” implantada pelo seu governo no estado. Ele chamou o ex-presidente Lula de “o maior canalha desse país”. Haja canalhice!

Golpe da Coca-Cola não é manchete

Por Altamiro Borges

A Coca-Cola é uma das maiores anunciantes do mundo e do Brasil. Isto talvez explique o silêncio da mídia comercial diante de uma decisão da Justiça na semana passada. A fábrica da multinacional estadunidense em Minas Gerais foi multada em irrisórios R$ 460 mil por reduzir a quantidade de refrigerante nas embalagens de 600 ml para 500 ml. A multa, aplicada originalmente pelo Procon-MG, foi mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu que "a informação da alteração da embalagem foi prestada de forma insuficiente diante da força das marcas, o que causou dano aos consumidores".

Bolsa Família e os sabotadores

Por Altamiro Borges

Segundo a Agência Brasil, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou neste domingo que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do boato sobre a suspensão do Programa Bolsa Família. "A informação falsa de que só seria possível sacar o benefício até ontem (18) levou muitas pessoas às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios. A Presidência da República detectou a informação em estados como a Paraíba, o Amazonas, o Maranhão e o Rio de Janeiro. O boato se espalhou pelas redes sociais e há beneficiários perguntando se o Bolsa Família será suspenso ou cancelado", descreve a matéria.

A gritaria contra os médicos cubanos

Videla e a morte dos carrascos

Por Altamiro Borges

Faleceu nesta sexta-feira (17) o general Jorge Rafael Videla, que presidiu a Argentina entre 1976 e 1981 e foi o principal símbolo da sanguinária ditadura militar no país vizinho. "Ele era um homem mau e a sua morte nos deixa aliviados", desabafou Estela Carlotto, líder da organização Avós da Praça de Maio. Para Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz, o ditador "passou pela vida causando muito dano e traindo os valores de todo um país". Diferente do Brasil, porém, o carrasco não morreu impunemente. Aos 87 anos de idade, ele cumpria pena de prisão perpétua. Videla também era réu em outros julgamentos por crimes de lesa-humanidade.

Mídia esconde queda da inadimplência

Por Altamiro Borges

De janeiro a abril deste ano, 8,92 milhões de brasileiros saíram da lista de inadimplentes da Serasa Experian,  empresa que monitora a evolução dos pagamentos de empréstimos e financiamentos. Na comparação com o mesmo período de 2012, houve uma melhora de 6,4% neste cadastro. Além da queda da inadimplência, também caiu o contingente de pessoas que entraram para esta lista macabra. Este balanço positivo, porém, não foi manchete dos jornalões e nem mereceu comentários na tevê dos tais "analistas de mercado" - nome fictício dos porta-vozes dos agiotas financeiros.

A politização irrefreável de Gurgel

Por Luis Nassif, em seu blog:

Até seu último dia na Procuradoria Geral da República, Roberto Gurgel tratará de submeter o Ministério Público aos seus objetivos políticos. Pouco importa se aumentarão as resistências contra os procuradores, se o adversários tratarão de obscurecer o trabalho legítimo de procuradores na linha de frente com as jogadas políticas de Gurgel.

Meteoros e cometas nas eleições

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

A irrupção meteórica de Fernando Collor no cenário nacional e o que aconteceu nos breves meses em que esteve à frente do governo federal marcaram a cultura política brasileira contemporânea.

Algumas consequências são óbvias, como o aumento da aversão ao risco do eleitor comum, que desenvolveu, a partir daquela experiência, ojeriza aos “candidatos-surpresa”, os que lhe são apresentados na última hora e parecem sedutores. Como vimos nas principais eleições realizadas desde então, o espaço para invencionismos diminuiu de forma considerável. Na dúvida, a vasta maioria dos eleitores prefere não arriscar.

A batalha midiática na América Latina

Por Graziela Wolfart, no sítio do Instituto Humanitas Unisinos (IHU):

"Pela primeira vez no continente, políticas que reestruturam os sistemas de comunicação prosperam nas agendas públicas. É uma tentativa de superar a histórica letargia do Estado diante da avassaladora concentração das indústrias de informação e entretenimento nas mãos de um reduzido número de corporações, quase sempre pertencentes a dinastias familiares". A afirmação é de Dênis de Moraes, autor do livro recém-lançado pela Mauad Vozes abertas da América Latina: Estado, políticas públicas e democratização da comunicação.

sábado, 18 de maio de 2013

Marina e Feliciano são a mesma coisa?

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Marina Silva, você sabe, saiu numa defesa atabalhoada do deputado Marco Feliciano. Como afirmamos no Diário, num post que se tornou viral, foi o fim de uma promessa de renovação. Numa longa e confusa peroração sobre o estado laico, em que cita a Bíblia algumas vezes, ela disse o seguinte no auditório da Universidade Católica de Pernambuco:

O fracasso do terrorismo midiático

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

No mesmo dia do mês passado em que o país recebeu uma excelente notícia sobre a sua economia, o Jornal Nacional a transformou em notícia ruim de forma a não destoar do noticiário maníaco-depressivo com que a mídia de oposição ao governo federal vem tentando convencer o país de que estamos à beira da ruína econômica.

Lula e o recalque da mídia

Por Cadu Amaral, em seu blog:

O recalque é algo que não se pode medir. Pelo menos não existe máquina ou quantificação ou equação que o faça. Mas é muito evidente que tal sentimento aflora pelos poros dos barões da mídia. Foi lançado em São Paulo, no último dia 13 de maio, o livro "10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil – Lula e Dilma", organizado pelo sociólogo Emir Sader e editado pela Boitempo Editorial. A obra reúne análises de vinte e um teóricos sobre o período, entre eles, Marilena Chauí.

Helena Chagas e o papel da mídia

Por Antônio Mello, em seu blog:



Quando li essa manchete no Portal EBC, levei um susto e fiquei perguntando ao meu zíper (não aos botões, porque a manchete me acertou bem ali, na altura da calça onde fica o zíper):

A disputa entre Barbosa e Gurgel

http://www.ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Bepe Damasco, em seu blog:

Os dois parecem disputar uma competição particular tendo como palco a arena da República Federativa do Brasil. Ganha quem fizer mais pontos nas modalidades cerceamento de direito de defesa, atropelo dos regimentos do STF e da PGR, moralismo seletivo, linchamento de réus, arrogância, prevaricação, autoritarismo, violação do direito penal, ataque à harmonia entre os poderes e afronta à Constituição. Até o momento, no entanto, essa contenda antirrepublicana registra empate. E, pelo "poder de fogo" apresentado pelos competidores, tudo leva a crer que o jogo chegue ao fim sem ganhadores. Afinal, eles se merecem e se equivalem. É mais fácil, porém, apontar o perdedor : o sistema de garantias individuais, um dos pilares do Estado Democrático de Direito.

Questão palestina perturba Israel

Por Breno Altman, no sítio Opera Mundi:

A última campanha eleitoral para o Knesset, o parlamento de Israel, realizada em janeiro, teve uma característica curiosa. O tema sobre qual todos falam e comentam há 65 anos quase não esteve em pauta. Nenhum dos principais partidos quis saber o que fazer e por onde seguir nas negociações de paz com os palestinos.

Como matar os jornalistas

Por Mauro Santayana, em seu blog:

O Brasil é um dos países mais perigosos para os jornalistas. Se excluirmos as zonas de guerra ou de conflito armado interno, o país se encontra à frente nessas estatísticas. Nove já morreram este ano. Aqui nenhum jornalista morre de balas perdidas, como é comum nos confrontos bélicos. Todas acham seu alvo. Só este ano, 4 jornalistas foram assassinados em nosso país – e 600, nos últimos dez anos, no mundo.

Curso fortalece mídia alternativa

Banda larga: pá de cal no oligopólio

Por Laurindo Lalo Leal Filho, na Revista do Brasil:

Em 1994, o respeitável jornal inglês The Guardian atirou no que viu e acertou no que não viu. Em um exercício premonitório encartou numa de suas edições alguns exemplares do que poderia ser o jornal no então longínquo ano de 2004. A novidade, além do tamanho reduzido, era a personalização das informações. Por meio de um banco de dados, o jornal saberia exatamente quais eram os interesses de cada um de seus leitores, os quais, através de um cartão magnético, imprimiriam um exemplar pessoal em qualquer banca. Havia ainda o requinte da impressão ser feita em um tipo de fibra impermeável, capaz de resistir à água das banheiras, local onde o jornal poderia ser lido com grande conforto, bem ao gosto dos ingleses.