domingo, 3 de novembro de 2013

Facebook atropela os jornais

Por Carlos Castilho, no Observatório da Imprensa:

A esmagadora maioria dos jornais, revistas e telejornais sempre encarou o Facebook como um lugar para fofocas, confidências e exibicionismo, mas pesquisas recentes mostraram que a maior rede social do planeta já é a fonte de notícias para 30% da população adulta dos Estados Unidos (cerca de 72 milhões de pessoas), o único país a ter estudos detalhados sobre o tema.


Bolsa Família e clientelismo tucano

Por José Dirceu, em seu blog:

A presidenta Dilma Rousseff deixou claro, ontem, quem pretende fazer clientelismo e política eleitoreira com o Bolsa Família. Ela aproveitou para refutar essa contraditória história de que há DNA tucano no programa – contraditória porque a oposição há 10 anos critica o programa ao mesmo tempo em que afirma que o criou a partir das bolsas auxílio instituídas no governo Fernando Henrique Cardoso.

A doença da classe média brasileira

Por Renato Santos de Souza, no blog DoLaDoDeLá:

A primeira vez que ouvi a Marilena Chauí bradar contra a classe média, chamá-la de fascista, violenta e ignorante, tive a reação que provavelmente a maioria teve: fiquei perplexo e tendi a rejeitar a tese quase impulsivamente. Afinal, além de pertencer a ela, aprendi a saudar a classe média. Não dá para pensar em um país menos desigual sem uma classe média forte: igualdade na miséria seria retrocesso, na riqueza seria impossível. Então, o engrossamento da classe média tem sido visto como sinal de desenvolvimento do país, de redução das desigualdades, de equilíbrio da pirâmide social, ou mais, de uma positiva mobilidade social, em que muitos têm ascendido na vida a partir da base. A classe média seria como que um ponto de convergência conveniente para uma sociedade mais igualitária. Para a esquerda, sobretudo, ela indicaria uma espécie de relação capital-trabalho com menos exploração.

A primeira vida de Hugo Chávez

Por Emir Sader, no sítio Carta Maior:

Quando Ignacio Ramonet anunciou que havia começado a fazer um livro de entrevistas, as comparações não poderiam deixar de ser feitas com o excelente livro de entrevistas com o Fidel. Este resume toda a trajetória do líder cubano, pouco antes que ele se retirasse da vida política ativa, que ao mesmo tempo era uma viagem por todos os grandes acontecimentos vividos por Fidel.

O BC e o vampiro no banco de sangue

Por Bepe Damasco, em seu blog:

O Banco Central é o principal instrumento para a aplicação das políticas monetárias de um governo. É assim no Brasil e em boa parte do mundo. E sempre foi objeto do desejo dos mercados. Controlá-lo é a cereja do bolo neoliberal. Por isso, vire e mexe, vem à tona esta história de Banco Central independente. Rentista definindo regras monetárias é a mesma coisa que vampiro tomando conta de banco de sangue.

A Veja e o "Rei dos Coxinhas"




Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A revista Veja, aquela que vive falando em “Custo Brasil”, salários inflacionários, rombo nas contas públicas pelo excesso de gastos populistas e que tem, como principal matéria de economia em sua edição desta semana a afirmação de que com muitos impostos “o Brasil sufoca seus empreendedores” traz, na sua edição São Paulo, uma edificante vídeo-reportagem com um – perdoem-me, não dá para evitar a palavra – babaca que merece da revista o título de “O Rei dos Camarotes”.

Marina Silva e a benção dos banqueiros

Por Wanderley Guilherme, no blog O Cafezinho:

O linguajar da pré-candidata Marina Silva não usa xale. O chega prá lá que deu em Ronaldo Caiado surgiu meio extemporâneo e truculento, mas foi esperto. Quem se abalaria a defender o conhecido ícone do reacionarismo? Ocorre que o senador expulso do noivado Rede-PSB é também um dos representantes parlamentares do agronegócio e foi a este que Marina enviou claro e duro recado. Contribuinte importante do PIB brasileiro por intermédio da produção de alimentos para o mercado interno, o agronegócio responde ainda por enorme fatia das exportações do País.

A PM e o controle da sociedade

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Patricia Acioli e Patricia Amiero. São esses dois nomes que nos vêm, primeiro à lembrança, no momento em que tramita na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, lei que pretende modificar o código disciplinar da Polícia Militar e dos Bombeiros, para tornar mais brandas a punição a membros dessas corporações que cometam crimes e infrações disciplinares.

"O sultão dos camarotes" e a Veja-SP

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Um vídeo está circulando na internet freneticamente neste final de semana. É da Veja SP, e apresenta um “sultão” das baladas chamado Alexander de Almeida, que diz ter 39 anos.

O DCM colocou o vídeo ontem na seção Vídeo do Dia, e agora pela manhã era a coisa mais lida no site.

Contra o extermínio da juventude negra

Do sítio da União da Juventude Socialista (UJS):

“Por que o Sr. atirou em mim?” - Douglas Rodrigues

O assassinato covarde e gratuito de Douglas (jovem secundarista negro de 17 anos) pela Polícia Militar do Governo de São Paulo fez sua última pergunta se espalhar por todo o Brasil. Por que o Estado admite ou promove a morte de 20 crianças e adolescentes negros por homicídio todos os dias? Como ignorar que jovens negros assassinados superem em mais de 70% o número de jovens brancos vítimas do mesmo crime? Por que morrem violentamente cerca de 40 mil jovens por ano, sendo 30 mil negros e da periferia, em especial por homicídios?

As contas do governo e os rentistas

Editorial do sítio Vermelho:

O novo passo do “teatro da oposição” em torno do governo Dilma Rousseff foi registrado, nesta sexta-feira (1º) nas páginas dos jornalões conservadores que ecoam os interesses da especulação financeira.

sábado, 2 de novembro de 2013

A lei britânica e a mídia desnorteada

Por Altamiro Borges

Nos últimos dias, os barões da mídia nativa – que fazem de tudo para interditar o debate sobre a urgência da democratização dos meios de comunicação no país – sofreram dois baques. Primeiro, a Suprema Corte da Argentina declarou constitucional a temida “Ley de Medios”. Logo na sequência, a “bolivariana” e “comunista” rainha Elizabeth II aprovou o projeto de regulação da imprensa no Reino Unido. Desnorteados, os jornalões e as emissoras de tevê estrebucham e temem que o assunto volte a ganhar força no Brasil – que hoje ostenta o triste título de “vanguarda do atraso” neste debate estratégico.

PCC serviu de palanque para Alckmin?

Por Altamiro Borges

Com sua imagem abalada pelos constantes protestos de rua e pelas denúncias do propinoduto tucano, parece que Geraldo Alckmin decidiu usar um perigoso expediente para reconquistar a credibilidade. Pelo menos é isto que insinua Antônio Ferreira Pinto, ex-secretário estadual de Segurança Pública do governador do PSDB, em entrevista ao jornal Valor desta quinta-feira (31). Em meados de outubro, a mídia tucana fez grande estardalhaço com uma suposta ameaça da organização criminosa PCC contra a vida do tucano. O seu ex-secretário, porém, garante que a denúncia não tinha qualquer consistência e ataca: “Alckmin está aproveitando para colher dividendos políticos com a ameaça do PCC”.

Ley de Medios. Vitória do povo!

Por Vagner Freitas, no sítio da CUT:

Nesta terça-feira (29), foram derrubados na Suprema Corte argentina os últimos obstáculos contra uma das leis de regulação dos meios de comunicação mais abrangentes e modernas do mundo. Aprovada em 2009 pelo Congresso, a Lei dos Meios da Argentina acaba com a reserva de mercado dos meios de comunicação, democratiza a informação e estimula a pluralidade dos debates.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Alckmin, mídia e farsa eleitoreira

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Após os protestos de rua de junho os políticos em geral perderam popularidade – à exceção de Marina Silva, que ganhou aprovação com aqueles movimentos e depois perdeu o que tinha ganhado enquanto políticos como Dilma Rousseff, que haviam sido mais prejudicados, foram se recuperando e a opinião pública foi despertando da catarse em que mergulhara.

Violência policial. Salve, São Paulo!

Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Um dia, retornando para casa quando morava no Campo Limpo, fui parado por um punhado de viaturas policiais. O pessoal, com armas apontadas para mim, gritou para que saísse do carro e não mexesse um músculo mesmo que a vaca tossisse. Haviam recebido uma denúncia de espancamento e eu, por estar passando na avenida errada, na hora errada, era o suspeito. Muito tempo depois, quando a identificação foi negativa, acabei liberado.

De Grandis apostou na blindagem errada

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

A enrascada em que se meteu o procurador da República Rodrigo De Grandis se deve à sua aposta na blindagem errada: julgou que o PSDB fosse um todo homogêneo e não se deu conta de que a blindagem da mídia beneficiava exclusivamente o grupo ligado ao ex-governador José Serra.

Na rota da qualidade da imprensa

Por Mino Carta, na revista CartaCapital: 

Segunda, 28, realizou-se a já tradicional festa de CartaCapital, destinada a entregar os prêmios das empresas e dos empresários mais admirados no Brasil e a celebrar, com o atraso de dois meses, também tradicional, o aniversário da revista, no caso o décimo nono. Como se deu desde o começo do seu mandato, contamos com a presença, muito honrosa para nós, da presidenta Dilma Rousseff. A cobertura do evento está nesta edição e uma edição especial nas bancas.

Barbacena: loucos ou excluídos?

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

No conto Sorôco, sua mãe, sua filha (Primeiras Estórias, 1962), João Guimarães Rosa conta a história de um homem que leva a mãe e a mulher para a estação do trem que as transportará para o hospício em Barbacena (MG).

“O que os outros se diziam: que Sorôco tinha tido muita paciência. Sendo que não ia sentir falta dessas transtornadas pobrezinhas, era até um alívio. Isso não tinha cura, elas não iam voltar, nunca mais. De antes, Sorôco agüentara de repassar tantas desgraças, de morar com as duas, pelejava. Daí, com os anos, elas pioraram, ele não dava mais conta, teve de chamar ajuda, que foi preciso. Tiveram que olhar em socorro dele, determinar de dar as providências de mercê. Quem pagava tudo era o Governo, que tinha mandado o carro. Por forma que, por força disso, agora iam remir com as duas, em hospícios. O se seguir.”

Chega de comprar em Miami

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Neste ano, até o mês de setembro, o déficit de transações correntes – diferença entre o que enviamos e recebemos de dinheiro do exterior – alcançou mais de 80 bilhões de dólares. Boa parte do rombo advindo de dois hábitos adquiridos com o aumento da renda da população: um deles, o de andar de automóvel. O outro, o de viajar para fazer compras no exterior.