quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Manual de sobrevivência no Natal

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

A essa altura, você deve estar suando frio ao imaginar os horrores que viverá nos próximos dias – principalmente se for paulista. Progressista, esquerdista ou como queira se definir, já sabe que, mesmo que seja crítico ao PT - certamente de forma civilizada -, para aquele seu cunhado, primo, sogro ou mesmo irmão, pai ou mãe, você será sempre “petista”.

Estará em uma festa, o que já lhe tira a opção de mandar aqueles parentes chatos para aquele lugar; você terá que suportá-los, porque se tiver uma reação que seria natural ante uma afronta, acabará estragando a festa de gente que você curte – possivelmente, sua esposa ou esposo, filhos etc.

Racismo e direita, tudo a ver

Por Dennis de Oliveira, no blog Quilombo:

Combater o racismo implica necessariamente ser de esquerda no Brasil. Isto porque ser contra o racismo é ser contra o sistema de opressão vigente que possibilita que o capital se concentre e se reproduza em padrões altíssimos as custas da superexploração da mulher negra e do homem negro. Isto não significa que todo mundo de esquerda é antirracista. Mas o inverso é verdadeiro. 

Dilma se realinha com sentimento popular

Editorial do site Vermelho:

O sistema financeiro detestou, em especial a banca internacional com sede em Wall Street, mas os brasileiros têm muito o que comemorar – este talvez seja o principal sentimento que ajuda a explicar a troca de comando no Ministério da Fazenda. Saiu o fiscalista, monetarista, “mãos-de-tesoura” (seja lá o apelido preferido para designá-lo) Joaquim Levy, e entra o desenvolvimentista Nelson Barbosa.

Os serviçais brasileiros do imperialismo também não gostaram da troca de ministros. O título do editorial do jornal O Globo, neste sábado (19) foi explícito: “Dilma assume a Fazenda e nomeia Barbosa”. É como se esperasse um governo cindido – a presidenta cuidaria dos assuntos da administração, mas a direção da economia caberia ao “homem do mercado”, o ministro da Fazenda Joaquim Levy. É uma posição absurda e esconde a defesa de uma ilegalidade: o responsável pelas ações e políticas de governo é a presidenta Dilma Rousseff. Foi ela que recebeu os votos de 54,5 milhões de brasileiros para cumprir essa tarefa!

Linguagem da mídia controla pensamentos

Por Léa Maria Aarão Reis, no site Carta Maior:



A arrogância e a impunidade levam a mídia hegemônica, corporativa e comprometida, que com hipocrisia se diz isenta (!), a prosseguir, como um trator, reforçando seu perfil de partido político inconfessado e espúrio em que se transformou: o PIG.

Parece sem limites a audácia com a qual falseia a realidade objetiva, perseguida, com esforço, no jornalismo ético. A velha mídia usa palavras e expressões que fazem o papel de “agente contaminador” como diz Zygmunt Bauman no seu livro, Medo Líquido. Manipula e asperge mais medo e insegurança àqueles latentes em todos nós, neste mundo do século 21. Distorce significados com eufemismos; entorpece, envenena corações e mentes, confunde os desavisados e silencia quando é conveniente aos interesses dos seus proprietários. Ludibria e mente sem pudor.

PSDB, Alstom e o acordo de R$ 60 milhões

Do jornal Brasil de Fato:

Acusada de pagar propina para garantir um contrato junto à gestão de Mário Covas (PSDB) no governo paulista, a empresa Alstom fechou um acordo com a Justiça e pagará R$ 60 milhões para se livrar do processo, instaurado em 2008. O caso era referente a contratos de fornecimento em duas subestações de energia da Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE), em 1998.

A multinacional francesa também está envolvida no esquema de cartel na licitação de compra de trens do Metrô e da CPTM, porém, o acordo para se livrar de processo não envolve esses casos. Todas as investigações mencionadas são de que a Alstom tenha pagado suborno a membros do PSDB para conquistar benefícios em licitações e contratos.

Mulher de Cunha vai para a cadeia?

Por Altamiro Borges

O correntista suíço Eduardo Cunha, que ainda preside a Câmara Federal, continua posando de valente diante dos holofotes da mídia. Afirma que não vai renunciar e que ainda será o principal responsável pela queda da presidenta Dilma Rousseff. Nos bastidores, porém, parece que o lobista está se pelando de medo. Ele teme pelo seu futuro político e, principalmente, pela prisão de sua esposa, Cláudia Cruz, ex-apresentadora da TV Globo, e de sua filha. Segundo as apurações em curso, parte da grana obtida com propinas e outras negociatas foi depositada em sua conta bancária. Uma notinha publicada na semana passada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha, dá bem a dimensão do seu pânico:


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Alckmin, Doria e o racha do PSDB

Por Altamiro Borges

Na segunda-feira passada (14), num glamoroso jantar na casa de Flávio Rocha, dono da Riachuelo, o governador Geraldo Alckmin declarou o seu apoio à pré-candidatura do "cansado" João Doria Jr. à prefeitura da capital paulista pelo PSDB. Para uma plateia composta pela fina flor da elite nativa – Gustavo Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira, Rubens Ometto, da Cosan, Lírio Parisotto, da Usiminas, e Roberto Klabin, entre outros ricaços –, ele fez altos elogios ao trambiqueiro, que também é apresentador de um programa tedioso na Band. Afirmou que João Doria, o Júnior, tem “juventude, saúde e disposição” para “trabalhar por São Paulo”. A declaração de amor, porém, gerou ciumeira e traiçoeiras bicadas no ninho tucano, segundo reportagem da Folha deste domingo (20).


Chico Buarque retruca "leitores da Veja"

Por Altamiro Borges

Os fascistas mirins, filhinhos de ricaços corruptos que se travestem de éticos, estão cada vez mais agressivos. Na noite desta segunda-feira (21), um grupo de playboys tentou intimidar o compositor, cantor e escritor Chico Buarque quando ele deixava um restaurante no Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro. "Petista, vá morar em Paris", gritaram os direitistas mimados. Apesar das provocações, o renomado artista se manteve calmo e até polemizou com os fanáticos. "Vocês são leitores da Veja?", indagou Chico Buarque, com sua fina ironia.

Impeachment é aposta do Brasil improdutivo

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Está na hora de dar um intervalo no golpismo, um arrefecimento nessa disputa ideológica anacrônica e se começar a pensar seriamente no próximo tempo do jogo.

A insistência no impeachment, por parte de Gilmar Mendes e de setores do PSDB, já ultrapassou os limites de qualquer razoabilidade. A intervenção do STF (Supremo Tribunal Federal) e as manifestações gerais de condenação ao impeachment, o racha no PMDB, o desmonte da imagem de Michel Temer, comprovam que o impeachment é o caminho mais traumático para o país.

Cunha, livre e solto, segue conspirando

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Acreditem.

Lambrecado, lambuzado, denunciado e provado, o sr. Eduardo Cunha apareceu ontem na TV Câmara para posar de “estadista do golpe”.

Sua “entrevista” foi ao ar à noite e será nauseantemente repetida todos os dias desta semana.

Disse, no programa, que “até março” o impeachment, que nem mesmo a primeira comissão de análise tem formada, depois da decisão do STF que anulou sua manobra, estará terminado.

FMI vai comandar economia da Argentina?

Por Max Altman, no site Opera Mundi:

Não foi necessário mais que uma semana para que Mauricio Macri assentasse as bases de uma mudança dramática do modelo econômico, num formato ortodoxo como que ditado pelos burocratas do FMI. O receituário neoliberal foi adotado tendo como suas linhas fundamentais as seguintes medidas: a) eliminação dos impostos de exportação agropecuários – a soja de 35% para 30% – e industriais; b) eliminação das restrições para a compra de moeda estrangeira – o que desvalorizou de imediato o peso em 42%; c) eliminação de quotas para exportação de carne, trigo e matérias primas em geral; d) abertura comercial para as importações; e) eliminação de regulações bancárias que impunham taxas mínimas para os prazos fixos e máximas para os créditos; f) eliminação de limitações para o ingresso de capitais especulativos; g) eliminação do regime de informações das empresas sobre suas estruturas de custo e níveis de rentabilidade; h) promessa de eliminação da ‘Ley de Medios’; i) antecipação de uma drástica redução dos subsídios a usuários de eletricidade e gás.

A corrupção na Petrobras começou com FHC

Do blog Viomundo:

O acúmulo de informações sobre a Operação Lava Jato deixa claro: o Petrolão começou no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Diz ele que era, então, um esquema “desorganizado”. Ou seja, a corrupção do PSDB é mais “vadia” que a do PT/PMDB/PP/PSB e outros, parece sugerir o sociólogo.

É exatamente a mesma lógica utilizada para justificar como legais doações feitas pelas empreiteiras envolvidas na Lava Jato a Aécio Neves em 2014, quando aquelas que abasteceram os cofres de Dilma teriam sido “criminosas”.

Impeachment, STF, mídia e a democracia

Por Celso Vicenzi

O principal jornal catarinense, na edição de 18 de dezembro/2015, na página 18, apresenta um quadro com o voto de cada ministro do STF, dividindo-os em "favorece o governo" e "favorece a oposição". É a mesma ênfase e linha de raciocínio presente nos telejornais da Rede Globo, na tentativa de pressionar e indispor os integrantes da mais alta Corte do país com a população. É uma visão reducionista, que induz os leitores/telespectadores a interpretar o voto de cada ministro como um voto eminentemente político. Aliás, têm sido frequentes insinuações de que determinados ministros votam de um jeito ou de outro apenas porque "foram indicados" para o Tribunal por Lula ou Dilma.

A farsa de Lobão e a Lei Rouanet

Por Tico Santa Cruz, em sua página no Facebook:

Que Lobão gosta de latir como um cão feroz, todo mundo sabe, fala, esbraveja, acusa…

Mas…

Fiz uma pesquisa sobre sua relação com a Lei Rouanet, que ele GRITA como sendo "A mortadela que os artistas recebem para defender o Governo", mas pouca gente sabe que LOBÃO TEVE UM PROJETO APROVADO PELA LEI ROUANET.
 

Gilmar Mendes devia sofrer impeachment

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Falei várias vezes, neste ano, do jurista alemão do século 19 Rudolf von Ihering, um dos grandes inovadores do direito.

Quem não se defende quando injustiçado, ensinou ele, merece rastejar como um verme.

Você deve à sociedade processar quem abusa de você com insultos, ofensas, acusações sem prova ou conduta inadequada. Só assim as coisas melhoram para todos.

Neste sentido, é mais do que hora de Gilmar Mendes ser processado. Conforme determina a Constituição, um juiz do STF pode ser objeto de uma ação de impeachment caso quebre o decoro. Isto configura crime de responsabilidade.

Frente Brasil Popular: balanço e desafios

Por Valter Pomar, em seu blog:

1. O ano de 2015 está perto de acabar. Que balanço fazemos deste ano? Qual foi o papel da Frente Brasil Popular? Quais desafios nos esperam no ano de 2016?

2. A principal característica de 2015 foi a ofensiva das elites contra os setores populares. Esta ofensiva teve diferentes protagonistas (os setores médios reacionários, o grande capital, os partidos de direita, o oligopólio da mídia, segmentos do aparato de Estado - com destaque para o judiciário, o MP, a PF e as forças armadas) - e teve múltiplos alvos (os direitos trabalhistas, os direitos sociais, as liberdades democráticas, as mulheres, os negros, a juventude especialmente da periferia, os movimentos sociais, os partidos de esquerda, a política do governo, o mandato presidencial).

Por que defender a democracia?

Por Leo de Brito, na revista Teoria e Debate:

Entender e compreender os diferentes sistemas de organização política inseridos no contexto de uma determinada sociedade não é tarefa das mais fáceis. Todo e qualquer sistema político constituído essencialmente de representantes do povo tem suas virtudes e falhas.

Com a democracia não é diferente. No auge de sua vida política, Ulysses Guimarães – a principal liderança articuladora da Constituição de 1988 – já alertava a nova geração de brasileiros que pela primeira vez presenciava a luz de um regime democrático: “A grande força da democracia é confessar-se falível de imperfeição e impureza, o que não acontece com os sistemas totalitários, que se autopromovem em perfeitos e oniscientes para que sejam irresponsáveis e onipotentes”.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Paulo Skaf e os patos da Fiesp

Por Altamiro Borges

O oportunista Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), deve estar com cara de nádega - ou de pato. Excitado com a conspiração do correntista suíço Eduardo Cunha, que manobrou na Câmara Federal para acelerar o processo do impeachment de Dilma, ele passou a pregar abertamente a derrubada da presidenta. Distribuiu bonecos do "pato" - símbolo da campanha dos sonegadores contra os impostos - na marcha golpista da Avenida Paulista e ainda fez a Fiesp aprovar um documento pelo impeachment que relembra o sombrio período em que os industriais paulistas financiaram o golpe de 1964 e apoiaram os crimes da sanguinária ditadura militar.

Os próximos passos do impeachment

Da revista CartaCapital:

A Câmara dos Deputados terá de refazer a votação que elegeu uma chapa alternativa para a comissão especial do impeachment. A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal entendeu que a candidatura da chapa não é legítima e defendeu que a indicação dos membros da comissão seja feita pelos líderes dos partidos ou blocos. Também decidiu que a nova votação terá de ser aberta.

“A candidatura avulsa é constitucionalmente inaceitável”, disse o ministro Luís Roberto Barroso, que abriu a divergência ao votar contra o relatório do ministro Luiz Edson Fachin. “Essa disputa com candidaturas alternativas deve ser intrapartidária, e não levada ao Plenário”, continuou Barroso.

Governo faz balanço mirando fevereiro

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

No ambiente político desembaçado pela decisão do STF em relação ao ritual do impeachment, o governo encerra o ano parlamentar buscando acertar os ponteiros com os líderes da coalizão com vistas à nova etapa que virá com a reabertura do Congresso, em fevereiro. Hoje à tarde o ministro Ricardo Berzoini reúne-se com os líderes aliados para um balanço do que já passou – e o pior já teria passado, na avaliação palaciana – buscando recompor a base para enfrentar a tramitação do impeachment na Câmara logo que o Congresso reabrir. À noite, a presidente Dilma abre o Alvorada para uma confraternização com os aliados, para a qual está convidando ministros, deputados e senadores.