terça-feira, 5 de janeiro de 2016

As barrigas da mídia que o ódio produz

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:


Cheio de problemas, acabei quase não postando durante o dia e, para não me demorar mais, me redimo com obra alheia, retirada do engraçadíssimo Barrigas 2015.

A elas, por minha conta, acrescento a obra de arte de Lauro Jardim, que estreou em O Globo com um “mico” antológico: a denúncia do delator sobre as “contas do filho do Lula” que não foram mencionas hora alguma pelo sujeito e que, com todo o “desmerecimento”, vai ilustrando o post, como hors concours.

Não enche o saco do Chico Buarque

O que falta para Janot prender Aécio?

O sonho (do golpe) não acabou

Por Maurício Dias, na revista CartaCapital:

Palcos das manifestações pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, ruas e avenidas de todas as capitais do País ficaram praticamente vazias no domingo 13. Esse resultado numérico, ao se levar em conta o minguado número divulgado pelos jornais, fontes insuspeitas no caso, em torno de 80 mil pessoas. Foram 350 mil na passeata anterior.

Surgiram várias interpretações para o retumbante fracasso. Há, porém, uma interpretação possivelmente especial. Talvez uma boa tradução política: a bolha do golpismo se desfez, estourada pela força da legalidade. Legalidade é uma referência fundamental, com lições aplicadas à esquerda e à direita, em dois outros importantes episódios de crise política na República.

Rico é 'sonegador'; pobre é 'caloteiro'

Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Uma milícia branca armada até os dentes que toma um prédio público no Oregon e promete resistir contra a opressão do governo federal é composta de “ativistas armados''. Grupos por direitos civis que fecham vias públicas para protestar contra a violência policial contra negros por lá adotam práticas “terroristas''. A discussão sobre esse caso tomou a mídia dos Estados Unidos e Europa e há bons textos mostrando como um “dois pesos, duas medidas'' tem sido adotado para aborda-lo. Conhecemos bem essa prática:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Salário mínimo e luta de classes

Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

Ao longo dos últimos anos, alguns substantivos e adjetivos acabaram ficando meio esquecidos, deixados de lado até mesmo pela maioria dos analistas políticos progressistas. Determinadas expressões de análise da dinâmica social, então, nem pensar mais em utilizá-las. Pecado para uns, sintoma de abordagem jurássica pra outros, o fato é que chamar as coisas e os fenômenos pelos nomes adequados passou a ser um incômodo. Mencionar categorias como capitalismo, exploração da força de trabalho ou mais-valia ficou, digamos assim, “démodé”.

A nova falácia contra Dilma

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

No esforço para combater a Medida Provisória 703, que favorece acordos de leniência com empresas acusadas de corrupção, o procurador Carlos Fernando de Santos Lima, um dos coordenadores da Lava Jato, deixa claro seu engajamento na linha do quanto pior melhor.

Você sabe qual é o debate sobre a MP. Interessado em impedir que o cidadão comum seja forçado a pagar as investigações da Lava Jato com com recessão, desemprego e falta de perspectivas, o governo quer promover uma mudança importante e positiva na Lei Anti-Corrupção, assegurando que os dirigentes responsáveis por atos ilícitos sejam punidos - mas evitando que a pessoa jurídica seja destruída, produzindo um desfalque desnecessário à riqueza do país. Trocando em miúdos, o que se quer é salvar criança quando se joga fora a água suja do banho.

Hotéis e aeroportos lotados: cadê a crise?

Do site Vermelho:

Os dados relacionados às viagens de fim de ano contradizem o cenário que a oposição e setores da mídia pintam sobre a economia brasileira. De acordo com matérias publicadas em grandes veículos, hotéis e aeroportos ficaram lotados no fim do ano. É o caso do Rio de Janeiro, que teve recorde de turistas, e do aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, cujo número de passageiros aumentou 5% em relação ao período de festas do ano passado.

A torcida por um 2016 melhor

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

2016 começa sob o signo da esperança – como todo ano, aliás. Há alguns fatos novos no ar, depois dos problemas enormes que o país enfrentou em 2015.

O primeiro é a vontade geral de que os problemas políticos sejam superados e a economia volte a se recuperar. Em cima dessa expectativa, há uma reavaliação ampla da atuação de vários personagens públicos.

Jaques Wagner, o grilo falante de Dilma

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Um dos maiores erros da presidente Dilma no início do segundo mandato foi ter mantido Aluizio Mercadante no Gabinete Civil e a coordenação política com o vice Michel Temer. Não funcionou, como se viu, e isso não depõe contra a capacidade política e intelectual deles. Eram pessoas erradas no lugar errado e na hora errada. Os dois não se bicavam, Mercadante estava desgastado junto aos aliados e Temer amargurado, como se viu depois por sua carta.

A oposição e os "salvadores da pátria"

Por Mauro Santayana, em seu blog:

A divulgação de "acusações" de delatores “premiados” contra os senadores Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues, Fernando Collor e Aécio Neves vem corroborar o que afirmamos recentemente em O impeachment, a antipolítica e a judicialização do Estado.

A criminalização da política, na tentativa e na pressa de retirar o PT do Palácio do Planalto por outros meios que não os eleitorais, iria descambar para a condenação, paulatina, geral e irrestrita, da atividade como um todo.

2016, o ano da recuperação

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Todos os golpismos deverão ser enterrados neste primeiro semestre.

É uma avaliação otimista, mas com base na realidade.

Boa parte dos processos que vem provocando instabilidade política deverão ser finalizados em março, mas com desdobramentos até junho.

São eles, principalmente, o debate sobre a cassação de Cunha na Câmara, o impeachment de Dilma e a análise de processos contra a eleição presidencial, no TSE.

O Brasil que você não vê na TV

Sem-teto cresce 86%... em Nova York

Por Altamiro Borges

Na véspera da virada do ano, mais de 57 mil pessoas dormiram em abrigos públicos em Nova York, um dos maiores símbolos do império capitalista. Esta grave denúncia, publicada na edição brasileira do diário espanhol El País, dificilmente será destaque no Jornal Nacional da TV Globo. Afinal, para a mídia colonizada, com o seu complexo de vira-lata, os EUA são o paraíso na terra. Não é para menos que tantos ricaços têm comprado mansões em Miami, "apesar da crise". Já o Brasil, que insiste em reeleger os "populistas de esquerda", é o inferno no mundo, garantem os vira-latas de plantão. Vale conferir a reportagem da jornalista Amanda Mars:

Filho do presidente do TCU é investigado

Por Altamiro Borges

A oposição golpista - tendo à frente o senil FHC, o cambaleante Aécio Neves e o psicopata Eduardo Cunha - ainda aposta todas as suas fichas no parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os gastos do governo Dilma em 2014. Após a derrota no STF da "comissão do impeachment" articulada pelo presidente da Câmara Federal e do relatório do TSE que sugere a "aprovação com ressalvas" dos gastos de campanha da petista, o caminho que sobrou para os golpistas é o da rejeição das contas de Dilma pelo TCU. O problema é que a cada dia surgem novas denúncias sobre os integrantes "éticos" deste órgão "fiscalizador", que reúne inúmeros políticos velhacos e oportunistas.

TV Câmara censura críticas a Cunha

Por Altamiro Borges

Gozando da impunidade garantida pela Justiça e da blindagem de alguns setores da mídia golpista, o correntista suíço Eduardo Cunha, que ainda preside a Câmara Federal, segue aprontando das suas. Ele é partidário da tática de que a melhor defesa é o ataque. Na semana passada, deputados se queixaram que tiveram suas falas editadas pela TV Câmara - hoje totalmente dominada por serviçais do lobista. Segundo relato do site da revista Época neste domingo (3), "o programa Fatos e Opiniões foi editado para excluir comentários negativos contra o presidente da casa, Eduardo Cunha".

Retrocessos ameaçam a América Latina

Por Frei Betto, no site Pátria Latina:

A vitória eleitoral de Macri, novo presidente da Argentina, é mais um passo da América Latina rumo ao neoconservadorismo. O processo de desmonte das políticas neoliberais, tão em voga nas décadas de 1980 e 1990, teve início com a eleição de Chávez na Venezuela, em 1998.

Em seguida, foram eleitos vários presidentes progressistas: Lula no Brasil, Lugo no Paraguai, Zelaya em Honduras, Funes em El Salvador, Bachelet no Chile, Morales na Bolívia e Mujica no Uruguai. Cuba e Nicarágua foram pioneiras nesse processo.

domingo, 3 de janeiro de 2016

O polêmico artigo de Dilma na 'Folha'

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A primeira treta de 2016 já está no ar. No centro está um artigo que Dilma escreveu para a Folha a propósito do Ano Novo.

A questão é: Dilma apanhou tanto da Folha, e é assim que ela responde?

Para mim, trata-se de um modelo mental obsoleto. Dilma enxerga a mídia ao velho modo – jornais e revistas impressos, rádios e televisão.

A internet, nesta ótica, é uma coisa exótica e para poucos.

Dilma pode dar uma guinada à esquerda

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

O cerco ao governo Dilma Rousseff, a Lula e ao PT está chegando a um ponto que pode provocar uma reviravolta inédita na política. E isso não é suposição. Quem conhece os petistas sabe que não existe hipótese de aceitarem o golpe. E o que se nota na oposição midiática é que ela não aceita esperar por 2018.

Apesar de o impeachment ter sido dificultado pelo STF, há um fato que não pode ser mudado: as medidas de ajuste fiscal vão fazer a vida do brasileiro piorar antes de melhorar. Sindicatos e movimentos sociais não vão ter como explicar às suas bases que é preciso ajustar as contas públicas, e que os mais pobres terão que dar sua contribuição.

Estadão "descobre" o elo Cunha-Temer

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:


O Brasil tem uma coisa original na imprensa.

É o “todo mundo sabe, mas só quando interessa vira notícia”.

O Estadão dominical “descobre” que uma emenda de Eduardo Cunha a uma Medida Provisória de 2012 que estabeleceu novas regras para a gestão dos portos no país favoreceu um doador de campanha do vice-presidente, Michel Temer.