sexta-feira, 26 de abril de 2019

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Na TV, Bolsonaro mente sobre a Previdência

Por Altamiro Borges

O “capetão” Jair Bolsonaro, que adora disparar fake news pelas redes sociais, agora está se aperfeiçoando em mentir também pela TV. Nessa quarta-feira (24), em cadeia nacional, ele jurou – talvez por Damares da Goiabeira – que o golpe da Previdência reduzirá as desigualdades sociais no país. Em uma fala insossa de um minuto e 30 segundos, o presidente afirmou que sem a aprovação da contrarreforma o Brasil iria afundar:

“É muito importante lembrar que se nada for feito o país não terá recursos para garantir uma aposentadoria para todos os brasileiros. Sem mudanças o governo não terá condições de investir nas áreas mais importantes para as famílias como saúde, educação e segurança... Temos certeza que a nova previdência vai fazer o Brasil retomar o crescimento, gerar emprego e principalmente a reduzir a desigualdade social, porque com a reforma os mais pobres pagarão menos. O Brasil tem pressa”.

Ibope confirma queda de Bolsonaro

Por Altamiro Borges

A sociedade não perdoou nem os “100 dias de lua de mel” do desgoverno de Jair Bolsonaro. Todas as pesquisas apontam que a popularidade do “capetão” despenca rapidamente. A última sondagem, encomendada pela suspeita Confederação Nacional da Indústria e realizada pelo também sinistro Ibope, foi divulgada nesta quarta-feira (24) e causou tremedeiras em Brasília. Em síntese, ela aponta que a avaliação positiva do governo caiu 29 pontos percentuais.

Isto talvez ajude a explicar porque o vice-presidente, general Hamilton Mourão, anda tão excitado em suas andanças, e porque os “pimpolhos” de Jair Bolsonaro – principalmente, o “zero dois” ou pitbull para o pai ou “Carluxo” para os íntimos – estão tão nervosinhos e descontrolados.

Três cenários sobre o futuro de Lula

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

Segundo avaliação de uma corrente de advogados, após ter sua condenação mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), apesar da redução da pena, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poderá obter a liberdade mesmo se o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar inconstitucional a prisão após condenação em segunda instância, em julgamento ainda por ser pautado. Isso porque a decisão desta terça-feira (24) do STJ já configura um acórdão de terceira instância, um degrau acima da condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em janeiro de 2018.

A essência da farsa da condenação de Lula

Por Jeferson Miola, em seu blog:                     

O Estado brasileiro, segundo escrito na Constituição, é laico, mas um Jesus Cristo crucificado e pendurado na parede da sala de sessões da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça [STJ] testemunhou, envergonhado, o arbítrio e a hipocrisia dos “juízes” [entre mil aspas] que mantiveram a condenação arbitrária, sem provas e sem culpa do Lula.

Se fizesse justiça de verdade, o STJ teria anulado esta infâmia que escandaliza o mundo inteiro.

Os algozes alegaram que não podiam discutir as provas [inexistentes] no processo – ou seja, alegaram não poder julgar a essência da farsa que condenou Lula sem prova e sem culpa.

A gestão da Petrobras no governo Bolsonaro

Por William Nozaki, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

Nos 100 primeiros dias do governo Bolsonaro, além das reformas econômicas ultraliberais e das agendas ideológicas neoconservadoras, uma pauta silenciosa teve presença constante nos atos e verbos do Executivo: as transformações estruturais na indústria nacional de petróleo e gás.

As medidas de desmonte levadas à cabo pelo governo foram inúmeras, como se verá adiante, mas chegaram ao debate público por ocasião das declarações e decisões em torno da política de preços dos combustíveis, em especial do diesel.

Lei Rouanet e a cultura em demolição

Por Célio Turino, no site Outras Palavras:

Não é algo atabalhoado, é projeto. Projeto de desmonte da cultura e das artes, é ataque à alma de um povo. Não me refiro especificamente à lei, que tem falhas e pontos a ser mudados e aperfeiçoados, mas ao sentido de demolição de todo um sistema de financiamento da Cultura. Percebendo que não tinha condições de acabar com a lei, pura e simplesmente, por medo e incapacidade para enfrentar o debate, o governo Bolsonaro toma as seguintes medidas:

a) Mudança no nome da lei, tirando a referência ao seu idealizador, Sérgio Rouanet, diplomata e intelectual refinado, ministro da Cultura durante o governo Collor, que agora passará a ser chamada de Lei de Incentivo à Cultura;

Lula não será libertado: é um preso político

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Não se entusiasme com a redução de pena de Lula pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Desde o início, PGR, Lava Jato, tribunais vêm jogando com o fator tempo. Pouparam o PSDB até o momento em que o impeachment e a prisão de Lula estavam garantidas.

O TRF4 aumentou a pena de forma extravagante para impedir a prescrição por conta da idade de Lula. Agora, o STJ reduz a pena no caso do triplex. Se fosse só por conta dele, Lula sairia em setembro. Antes disso, haverá a aceleração do julgamento do sítio, impedindo a mudança do regime de prisão.

Fusão da TV Brasil e NBR é inconstitucional

Governo Bolsonaro implode antes de começar

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Antes de completar quatro meses, o governo Bolsonaro está implodindo, com o capitão presidente e o vice general agora em guerra aberta.

Aonde isso vai dar, quanto tempo ainda o país vai assistir placidamente a este barraco federal armado no Palácio do Planalto?

Parece que nada mais é capaz de espantar os brasileiros, tantos são os desmandos, as bizarrices, as pernadas abaixo da linha de cintura e os escândalos que se multiplicam em progressão geométrica para onde quer que se olhe.

Agora STF fará Justiça a Lula

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Apesar de fanáticos de direita negarem que Lula obteve grande vitória na Justiça via forte redução de sua pena de prisão, essa vitória não só é inegável como – aliada a fatores como liberação de suas entrevistas à imprensa – indica que o STF adotará postura em relação a ele que pode colocá-lo em liberdade muito antes do que pensam seus inimigos.

Há várias matérias na imprensa sobre criminalistas que avaliam que a redução de pena do ex-presidente Lula foi ‘vitória inegável’ dele pela possibilidade de pleitear progressão de pena para regime semiaberto ou domiciliar.


Governo Bolsonaro e os sentidos de educação

Por Luciano Freitas Filho, no site Carta Maior:

Opero com a ideia de que um dos maiores e emergenciais embates do campo político da esquerda, da centro-esquerda e dos intelectuais progressistas com o governo Bolsonaro, hoje, deve ocorrer no âmbito das disputas pelas políticas educacionais (mais precisamente, a disputa pelos sentidos de educação, de docência, de escola e de universidade que instituem essas políticas).

Por outro lado, essa afirmação não se propõe a desviar olhares para questões que circulam no debate atual, tais como: reforma da previdência, armamento ou segurança pública. Ao contrário, percebo as relações que essas discussões têm com a educação básica e superior e, por conseguinte, com uma política educacional de qualidade.

Lula venceu, mas Lava-Jato está ativa

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

O julgamento no STJ fez o percurso utilizado pela Justiça quando precisa reparar um erro flagrante mas não pretende avançar até as últimas consequências. No caso de Lula, isso seria equivalente a rejeitar a condenação do triplex no mérito, pelo reconhecimento da ausência de provas e pela falta de respeito a presunção da inocência.

A importância da decisão deve ser compreendida nesse limite. Por 4 votos a 0, a segunda mais alta corte de Justiça do país admitiu que ele recebeu penas exageradas, tanto por parte de Moro (9 anos) como do TRF-4 (12). A redução foi para 8 anos e dez meses. Não é pouca coisa, quando se recorda o bloco monolítico que defendeu a Lava Jato desde a captura daquele líder politico cuja prisão alterou a sucessão presidencial e abriu caminho paro o abismo institucional em que o país se encontra nos dias atuais.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

O cerco fascista à cultura

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

O cerco fascista imposto pelo governo Bolsonaro ao campo da cultura será tema de debate no dia 7 de maio, em São Paulo. A atividade acontece no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé (Rua Rego Freitas, 454, 8º andar, próximo ao metrô República), a partir das 19 horas, com transmissão ao vivo pela página da entidade.

A situação jurídica do ex-presidente Lula

Atirou no general e foi brincar de 'cowboy'?

Por Júlia Camargo, no blog Tijolaço:

Revela O Globo que “Carluxo” Bolsonaro, em meio ao turbilhão gerado por seus ataques ao vice Hamilton Mourão “praticava disparos em um clube de tiro em Santa Catarina à medida que se agravava a crise deflagrada pela ordem do presidente, no último domingo, para retirar um vídeo em que o ideólogo de direita Olavo de Carvalho fazia críticas a militares, publicado no canal do YouTube do mandatário.”

Bolsonaro é um espertalhão ou um burro?

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

A dúvida atual a respeito de Bolsonaro é simples: trata-se de um espertalhão, que finge ser burro, ou nada mais é do que aquilo que parece? Apesar do esforço que faz, sistematicamente amontoando provas de suas limitações, é expressiva a parcela da opinião pública que não acredita que o capitão seja apenas o que sugere ser. Na esquerda, muitos imaginam que o espetáculo que encena seja um disfarce para iludir o País.

Saída do Brasil da Unasul reduz soberania

Por Luana Forlini, no site da Fundação Perseu Abramo:

Na segunda-feira, 15 de abril, o Itamaraty informou que o Brasil oficializou a sua saída do bloco União das Nações Sul-Americanas (Unasul). A informação foi reforçada pelo presidente Jair Bolsonaro em seu Twitter. O episódio marca o constante enfraquecimento de um projeto soberano de política externa, bem como uma guinada nas relações entre os países da América do Sul com os Estados Unidos.

Balbúrdia institucional e caos econômico

Por André Luiz Passos Santos, no site Brasil Debate:

O mercado financeiro, assim como analistas independentes, vai ajustando para baixo, a cada semana, suas previsões para o crescimento do PIB em 2019. Começam a surgir as primeiras previsões de crescimento anual abaixo de 1%, e é quase uma unanimidade que houve retração no primeiro trimestre. Naturalmente, é cedo ainda para afirmações, mas os indícios são de que teremos mais um ano de crescimento decepcionante, se não houver mesmo um novo recuo do PIB, como vivenciamos em 2015 e 2016.

Os 18 minutos do JN da Globo contra Lula