quarta-feira, 10 de junho de 2020

Pobreza e trabalho infantil na pandemia

Ilustração do vídeo Sementes, dos rappers Emicida e Drik Barbosa
Por Cida de Oliveira, na Rede Brasil Atual:

As consequências sócio-econômicas da pandemia de Covid-19 em todo o mundo colocam em risco a meta de erradicação do trabalho infantil até 2025. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima em 152 milhões de crianças do planeta trabalhando atualmente, número que vinha sendo reduzido, mas que mostra agora tendência de aumentar. Para muitas famílias, a crise representa a perda da renda familiar, a interrupção da educação e o fim de um dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes: o de não se obrigado a vender sua força de trabalho para sobreviver.


Comunidade internacional tem pena do Brasil

Jornada contra o racismo e o fascismo

O mundo do trabalho e a pandemia

terça-feira, 9 de junho de 2020

Generais darão golpe ou deixarão Bolsonaro?

As trapalhadas do general Pazuello na Saúde

Até 'O Globo' admite que Moro derreteu

Por Fernando Brito, em seu blog:

Até mesmo em seu bastião, o grupo Globo, o derretimento de Sérgio Moro já é admitido.

Hoje, o jornal reproduz as análises da Fundação Getúlio Vargas de que “o ex-ministro está isolado e restrito ao campo lava-jatista”, segundo o diretor de Análises de Políticas Públicas da fundação.

- Bolsonaro tem uma erosão da credibilidade e Moro viu nisso uma oportunidade, fez contraponto, mas não tem a máquina do bolsonarismo de circulação de narrativas.(…) Moro fica numa situação em que quer brigar, busca um segmento de direita crítico ao bolsonarismo, mas não consegue sair dai, não consegue crescer em direção ao centro.

A rigor, Moro ficou sem chão, porque seu campo foi absorvido e tomado por Bolsonaro, desde a campanha eleitoral.

Bolsonaro quer esconder seus crimes

Editorial do site Vermelho:

A decisão do governo do presidente Jair Bolsonaro de não divulgar os dados completos sobre a pandemia de Covid-19, como o fazem quase todos os países do mundo é mais um ato de irresponsabilidade. Ele tenta, criminosamente, ocultar a verdade sobre os danos causados por sua conduta incompatível com o cargo que exerce, em grande parte a responsável pelo descontrole da contaminação e das mortes.

Ousar respirar

Foto: Leonardo Leon/Mídia Ninja
Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

As ruas estão dizendo 'eu não consigo respirar' sob o joelho asfixiante da desordem neoliberal.

Desde 2008, quando o sistema entrou em colapso e dobrou a aposta no veneno para subsistir, o joelho tornou-se ainda mais esmagador.

A engrenagem estéril que reproduz dinheiro na ciranda financeira, sem gerar empregos, bem-estar, nem riqueza social, ajustou os parafusos do maquinismo de extração do suor dos trabalhadores dando voltas seguidas na rosca do garrote.

Menos direitos, mais precariedade, zero de estabilidade no presente, nenhuma garantia de futuro.

Tem sido assim em todos os quadrantes, sob a escolta de movimentos e lideranças brancas e fascistas que dão amparo e se espojam no salve-se quem puder daí decorrente: direitos dos pobres e das minorias não cabem mais no Estado reduzido a uma capatazia dos mercados para poucos.

Sergio Moro antes da fama

O que passou na boiada de Ricardo Salles

Uma CPI para investigar o ex-ministro Moro

Bolsonaro tem medo dos protestos de rua

Fake news, antifascismo e os 70%

Paulo Guedes conduzirá o país ao abismo

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Ricardo Salles “passa a boiada” milionária

Por Altamiro Borges

Na fatídica reunião ministerial de 22 de abril, o sinistro Ricardo Salles admitiu alegremente que a tragédia do coronavírus servia para distrair a imprensa e “ir passando a boiada" da devastação ambiental. E, de fato, isto está em curso. Segundo reportagem do Estadão, o "desmatamento na Amazônia cresceu 22% neste ano”.

A matéria baseia-se no levantamento do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ele mostra que nos cinco primeiros meses do ano o desmatamento na Amazônia atingiu 1.844 km², ante 1.512 km² de janeiro a maio do ano passado – aumento de 22%.

Nenhum real a menos, ninguém sem receber

Por João Guilherme Vargas Netto

De todas as tarefas impostas ao movimento sindical e que têm sido desempenhadas com forte espírito unitário desde o 1º de Maio virtual, a defesa das condições de sobrevivência da massa dos trabalhadores e das trabalhadoras é hoje a tarefa número um com abrangência muito mais ampla do que as próprias bases organizadas dos sindicatos.

É fácil compreender que o caos social não se instalou ainda porque milhões de brasileiros e brasileiras receberam os auxílios emergenciais votados pelo Congresso Nacional, mesmo que muitos outros milhões não conseguiram ainda acesso a eles (incluindo os pequenos e médios empresários).

Saudação aos jovens que foram às ruas

Largo da Batata, São Paulo, 07/6/20. Foto: Mídia Ninja
Por Paulo Moreira Leite, no site Brasil-247:

Mobilizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e outras cidades, a juventude brasileira que foi às ruas neste domingo fez um movimento que ajuda a devolver o Brasil aos brasileiros e brasileiras.

Sim. Nas últimas semanas o bolsonarismo chegou a produzir uma encenação tenebrosa por todo país.

Com faixas inaceitáveis pelo caráter politicamente criminoso - Intervenção Militar, fechamento do STF e outras barbaridades - sua desenvoltura pelo espaço público produzia uma inquietante sensação de impunidade.

Exibindo-se por ruas e avenidas sem serem incomodados, até ameaçavam atingir o objetivo final de todo movimento que deseja implantar uma ditadura - transmitir a noção de que nem vale a pena resistir, pois sua vitória seria uma fatalidade.

Sarah Winter e o plano de 'ucranizar' o Brasil

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

Bolsonaro sempre usou os altos índices de violência do país para justificar o liberou geral no porte de armas. Mas, na reunião ministerial revelada pelo STF, confessou aos ministros haver outros motivos. O presidente deixou claro que pretende armar a população para que ela não seja “escravizada por uma ditadura”. Agora está claro que há um objetivo político declarado por trás dos decretos sobre armas. Não é uma mera questão de segurança pública, mas de armar a população para enfrentamento político. Bolsonaro quer uma guerra civil.

A insurreição mundial contra o racismo

Por Marco Piva, no site Dom Total:

Desde o assassinato de Martin Luther King, em 1968, os Estados Unidos não assistiam as cenas que estão acontecendo como consequência do brutal assassinato de George Floyd, um morador negro de Minneapolis asfixiado até a morte pelo policial branco Derek Chauvin. Em varias partes do país, explodiram manifestações de indignação. Algumas pacíficas, outras violentas. Mas, o sentido parece ser apenas um: o racismo não tem mais vez na sociedade norte-americana.