domingo, 21 de junho de 2020

Impeachment de Bolsonaro; cassação de Flávio

Por Jeferson Miola, em seu blog:

As instituições não “funcionam normalmente” com o Congresso Nacional escondido na quarentena para não enfrentar os temas cruciais e urgentes da conjuntura política.

No contexto da epidemia, o Congresso tem sido um verdadeiro “leão” para defender e operar os interesses da classe dominante e do capital. Neste período, o parlamento aprovou projetos prejudiciais à soberania e à economia do país e contrários aos interesses dos trabalhadores – como a MP 936, a privatização do saneamento, o auxílio trilionário a banqueiros etc.

Caiu Weintraub, o pior ministro da Educação

Por Ana Julia Ribeiro, no jornal Brasil de Fato:

Estamos já nos acostumando, mas quebrando o que é quase regra no governo Bolsonaro, dessa vez a confusão não foi numa sexta-feira, mas sim na quinta-feira dia (18). Rolou a prisão do Queiroz, portaria racista e demissão do Abraham Weintraub, o pior ministro da Educação que o Brasil já teve.

Por sua notável perversidade, Weintraub, não poderia sair do Ministério da Educação (MEC) sem antes cometer mais uma de suas barbaridades contra as politicais educacionais de caráter afirmativas e equitativas. Assim, o ex-ministro revogou a Portaria Normativa nº 13 de 2016, que estabelecia a política de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência nos cursos de pós-graduação.

Impeachment é ameaça concreta a Bolsonaro

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

A pior semana para o presidente Jair Bolsonaro desde sua posse chega ao fim nesta sexta-feira (19) com uma soma de fatos devastadora para o mandatário que se elegeu como representante da antipolítica tradicional. Tendo de se render ao Centrão para tentar afastar um processo de impeachment, Bolsonaro viu sua discípula Sara Winter ser presa na segunda-feira (15), aliados serem devassados por ações de busca e apreensão. Também recebeu a notícia de que 11 parlamentares de seu séquito tiveram sigilos quebrados pelo Supremo Tribunal Federal, que também nesta semana formou maioria a favor da validade do inquérito das fake news – um tema com potencial para cassar a chapa que o elegeu, ao lado do general Hamilton Mourão.

37 milhões estão sem empregos no Brasil

Por Clemente Ganz Lúcio, no site Vermelho:

Novas pesquisas passam a mensurar os impactos da crise sanitária sobre o mundo do trabalho. A PNAD COVID19, produzida pelo IBGE a partir de maio, traz indicadores sobre saúde e sobre o mercado de trabalho[1]. Neste artigo vamos destacar alguns números relativos ao mundo do trabalho.

Em maio o IBGE estimou em 170 milhões a população em idade de trabalhar, das quais 95,3 milhões ou estavam ocupadas (84,4 milhões) ou desempregadas (10,9 milhões). O contingente desocupado aumentou em mais de 1 milhão entre a primeira e a quarta semana de maio, assim como cresceu 1,5 milhões o número de pessoas que passaram a integrar a força de trabalho. A maioria que chega no mercado de trabalho não acha emprego. A taxa de participação está em 56% e indica uma baixa pressão na procura, se considerado que a taxa normalmente tende a estar a acima de 60%. Menos da metade da população (49,7%) em idade de trabalhar estava ocupada. Um mercado de trabalho anêmico em sintonia com a grave situação.

A política de frente para derrotar Bolsonaro

Por Roberto Amaral, em seu blog:

A Frente Ampla necessária para a defesa da democracia não é um produto ideológico, assim desapartado da realidade, muito menos relíquia doutrinária: trata-se de imperativo da necessidade histórica, e resulta das condições objetivas em que se trava a luta política de nossos dias. É, portanto, um ditado da correlação de forças presente, que põe na defensiva as forças populares e democráticas brasileiras. Eis por que, mantidas as condições atuais, propor a “frente de esquerda” como instrumento prioritário de ação só contribuirá para nos desviar da tarefa imediata de hoje: unir as forças democráticas que se opõem ao projeto bolsonarista. Esse desvio de rota mais dificulta ao invés de facilitar a unidade, enfraquece ao invés de nos fortalecer na luta, e por fim desagrega quando precisamos unir e ampliar. Ao fim e ao cabo, termina por levar mais água para as rodas do moinho da reação, já tão forte. Este não é o momento de dispersar, mas, sim, de acumular forças.

sábado, 20 de junho de 2020

Prisão de Queiroz baqueou milicos no laranjal

Por Altamiro Borges

A prisão do miliciano Fabrício Queiroz, o faz-tudo do clã Bolsonaro, parece que baqueou os generais que arrumaram uma boquinha no laranjal do governo. Segundo informa a Folha neste sábado (20), “incomodada com Queiroz, a ala militar do governo fala em 'ministério de notáveis'”. As articulações estariam aceleradas!

A proposta evidencia a preocupação dos milicos, que temem os "desdobramentos imprevisíveis da prisão de Queiroz". A expressão "ministério de notáveis" remonta a 1992, quando Fernando Collor encarou denúncias de corrupção que levaram à abertura do processo do seu impeachment e à sua renúncia no mesmo ano.


Quem é Mario Frias, novo sinistro da Cultura?

Weintraub caiu. Dá para comemorar?

As estratégias possíveis para Bolsonaro

1 milhão de infectados pela Covid no Brasil

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Pandemia e a urgência da reforma tributária

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Contra a censura. Somos todos Aroeira!

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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Quem é Mário Frias, novo panaca da Cultura?

Por Altamiro Borges

Na pressa para abafar a prisão do amigão Fabrício Queiroz e a demissão do bajulador Abraham Weintraub, o presidente Bolsonaro nomeou nesta sexta-feira (19) o ex-ator global Mário Frias para a Secretaria Especial da Cultura. Ele substituirá a atriz Regina Duarte, que deixou o cargo no laranjal há cerca de um mês.

A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Prova do total desprezo pela Cultura, o “capetão” extinguiu o ministério, cortou verbas da área e nomeou cinco secretários em 17 meses. Antes do medíocre Mário Frias, já ocuparam o posto Regina Duarte, Roberto Alvim, Ricardo Braga e Henrique Pires.

Fascistas ameaçam matar ministros do STF

Por Altamiro Borges

Ao votar na quarta-feira (17) pela legalidade do inquérito das fake news, Alexandre de Moraes leu algumas das ameaças recebidas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nos últimos dias. As mensagens revelam o grau de radicalidade e insanidade das falanges bolsonaristas, que ameaçam a frágil democracia brasileira.

Conforme enfatizou o ministro, é preciso "que se pare de uma vez por todas de se fazer confusão de críticas, por mais ácidas que sejam, e que devem existir e continuar, com agressões, ameaças e coações". Na sequência, ele fez a leitura de três mensagens asquerosas. A primeira é de uma advogada – “advogada” – do Rio Grande do Sul: