sexta-feira, 16 de abril de 2021

Impune, Abraham Weintraub será candidato?

Por Altamiro Borges

Em fevereiro último, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito em Brasília contra Abraham Weintraub por difusão de fake news. O ex-ministro da Educação, que foi defenestrado do laranjal e depois fugiu para os EUA, fez acusações levianas contra as universidades federais. Como anda o tal inquérito, que sumiu da mídia?

Entre outros absurdos, o fascistoide acusou as universidades públicas de produzirem drogas ilícitas. Sem apresentar provas, ele esbravejou no site bolsonarista “Jornal da Cidade Online” em novembro de 2019: "Você tem plantações de maconha, mas não são três pés de maconha, são plantações extensivas em algumas universidades".

Ricardo Salles e a troca do delegado da PF

Pandemia e tecnologias de visualização

Casas Bahia: o escândalo de pedofilia

A tragédia brasileira assombra o mundo

Capa do 'Libération' de 15/4 (Reprodução)
Por Leneide Duarte-Plon, no site Carta Maior:


Quando diferentes atores se uniram à mídia, em 2016, para afastar a presidente Dilma Rousseff, num processo de impeachment sem crime de responsabilidade, abriu-se a caixa de Pandora.

Nos cinco anos que se passaram, o país não parou de correr em direção ao abismo.

Agora, o mundo está em estado de alerta para o “risco Brasil”.

O país se tornou uma prisão a céu aberto para 215 milhões de brasileiros que não têm o direito de sair do país pois se tornaram um perigo para o resto da humanidade.

Vale a pena sonhar

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Este título do livro autobiográfico de Apolônio de Carvalho, um gigante na luta por liberdade e igualdade, emoldura com perfeição o sentimento experimentado por mim no dia seguinte à decisão do plenário do Supremo.

A anulação de todas as condenações de Lula pela quadrilha da Lava Jato de Curitiba é daqueles fatos épicos, cuja importância histórica será objeto de análise de pesquisadores desta e das próximas gerações.

Por ora, cabe assinalar que essa é uma vitória de todos os democratas e lutadores políticos e sociais que travaram o bom combate nas ruas, nas redes, nos partidos do campo popular e sindicatos, nas escolas e universidades, na imprensa contra-hegemônica e nas entidades da sociedade civil.

Pandemia e o caos econômico de Paulo Guedes

Cobertura da economia em ano de pandemia

Regulação e universalização das comunicações

O sindicalismo e os dois Brasis

Por João Guilherme Vargas Netto


Não me refiro aos dois Brasis de Jacques Lambert – um país desenvolvido e um país subdesenvolvido – nem à casa grande e à senzala da Belíndia.

Refiro-me aos dois Brasis de hoje, um deles o Brasil dos brasileiros, dos milhões que sofrem desamparados a pandemia e se desesperam com ela e o Brasil dos políticos, dos que passam a boiada e alimentam as pautas diversionistas na mídia grande.

É o Brasil real, com suas necessidades e para o qual a VIA seria o caminho contraposto ao Brasil de costas para si próprio, encharcado das águas de Brasília e aprisionado em seus rolos sucessivos.

Infelizmente esta bolha política escandalosa contamina e perverte a própria oposição atônita e desorientada frente a cada novidade que aparece.

A pandemia da fome

Por Frei Betto, em seu site:


Não bastasse o genocídio promovido pelo governo Bolsonaro, favorecendo a infecção de 15 milhões de pessoas e a morte de 350 mil no Brasil, muitas delas asfixiadas em casa ou na fila de hospitais por falta de leitos, o povo brasileiro se vê, agora, diante de outro fator letal: a fome.

Em dezembro de 2020, de 213 milhões de brasileiros, 19 milhões literalmente não tinham o que comer. E 117 milhões não sabiam o que haveriam de comer no dia seguinte, sobreviviam em insegurança alimentar. Os dados são da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania Alimentar e Nutricional.

Basta olhar para as ruas do Brasil para constatar, tristemente, como é atual o poema “O bicho”, de Manuel Bandeira (1947): “Vi ontem um bicho / na imundície do pátio / catando comida entre os detritos. / Quando achava alguma coisa, / não examinava nem cheirava: engolia com voracidade. / O bicho não era um cão, / não era um gato, / não era um rato. / O bicho, meu Deus, era um homem.”

Kassio Conká pouco se lixa para coerência

Por Gilberto Maringoni, no Diário do Centro do Mundo:

Já escrevi que Kassio Conká seria, juntamente com Dias Toffoli, o pior ministro do STF. Ledo engano!

Hoje me penitencio, de chicotinho nas costas.

Kassio Conká não apenas não é o derradeiro da fila, como se agiganta a cada dia no proscênio de nossa Suprema Corte.

Kassio Conká tem a nobreza dos valentes que não temem o pior dos perigos humanos, o ridículo.

Kassio Conká sabe perfeitamente com que objetivo foi nomeado, sabe quem o indicou, sabe não ter predicado intelectual algum para vestir a toga e nesse conjunto de atributos reside sua grandeza.

Kassio Conká pouco se lixa para coerência jurídica, normas constitucionais ou letra da lei. É capaz de alegar ausência de direito de defesa em julgamento de um habeas corpus.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Pedro Bial, Lula e o desespero da Globo

Pandemia e o caos econômico de Paulo Guedes

CPI da Covid leva Guedes para UTI

Por Fernando Brito, em seu blog:

Há um homem à procura de uma porta de saída e ele é o ex-todo-poderoso Ministro da Economia, Paulo Guedes.

Está plantando nos jornais que considera deixar o posto, que já não é Ipiranga, se Jair Bolsonaro sancionar sem vetos o Orçamento, como quer o Centrão.

É o que faz, hoje, na capa do Estadão, em reportagem cheia de offs.

Guedes é um homem de temperamento e práticas autoritárias, incapaz de articular-se politicamente.

Conseguiu ter problemas na reforma da Previdência até com Rodrigo Maia, talvez o deputado mais alinhado com os cortes de direitos sociais que o ministro pretendia.

STF confirma: Lula segue elegível

Foto: Ricardo Stuckert
Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

O Supremo Tribunal Federal (STF) decretou, no início da noite desta quinta-feira (15), por 8 votos a 3, a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba no julgamento sobre decisão liminar do ministro Edson Fachin nesse sentido, anulando assim as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato. Com isso, Lula se mantém elegível. Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso votaram a favor de anular os julgamentos. Nunes Marques, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux foram votos vencidos.