quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Temer esconde custos das viagens aéreas

Por Altamiro Borges

Pelos nomes indicados para compor o seu “ministério de notáveis” já era possível prever que o “governo” de Michel Temer seria um paraíso dos corruptos. Vários deles estavam metidos em falcatruas, colecionando processos na Justiça. Sete deles inclusive já foram defecados do covil golpista. Outros tantos, como Eliseu Padilha e Moreira Franco, estão na linha de tiro. Mas a sujeira ainda não veio totalmente à tona. A quadrilha no poder tomou inúmeras medidas para encobri-la. A falta de transparência é uma marca deste bando. Uma matéria postada na servil revista Época é prova de que o pior ainda está por vir.

Segundo a reportagem, o governo tem se negado a prestar esclarecimentos sobre os voos de seus ministros nas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). O segredo inclusive tem gerado atritos com setores da Justiça. “O Ministério Público Federal vai reiterar o pedido de informações sobre o custo das viagens de autoridades nos aviões da FAB. O governo afirma que os dados estão protegidos por sigilo e foram enquadrados na classificação de ‘Reservado’ por causa do caráter estratégico... Desde o ano passado, a Procuradoria da República no Distrito Federal investiga a farra dos voos da FAB por ministros do governo”.

Ainda de acordo com a matéria, “o inquérito civil público não alterou a rotina dos pedidos. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, por exemplo, continua requisitando viagens nas aeronaves da FAB alegando ‘segurança’. O dispositivo garante prioridade nos voos, segundo o Decreto nº 4.244/2002. Em nota, o ministério alega que Henrique Meirelles trata de ‘reformas sensíveis’. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também justifica como ‘segurança’ o uso dos jatos oficiais para passar o fim de semana em Porto Alegre”. A farra dos voos da FAB segue turbinada... mas camuflada!

3 comentários:

Vicente Neto disse...

Eliseu Padilha. O Resende, que foi ministro dos transportes no governo Figueiredo, e da Fazenda no início do governo Itamar, morreu em 2011.

Lucia Niemeyer disse...

Quero apontar um deslize no texto: a troca do nome de Eliseu Padilha pelo de Eliseu Resende, já falecido.

Altamiro Borges disse...

O nome foi corrigido.
Muito obrigado
Abraços