domingo, 28 de julho de 2013

Homicídios de jovens: até quando?

Por Osvaldo Lemos, no sítio da União da Juventude Socialista (UJS):

A última pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), com base nos dados do Subsistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, sobre o Mapa da Violência de jovens em 2013, revela dados alarmantes. Entre 1980 e 2011, as mortes não naturais e violentas de jovens – como acidentes, homicídio ou suicídio – cresceram 207,9%. Mas, se forem considerados só os homicídios, esse aumento chega a 326,1%.

A guerra aos direitos do povo

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A mais nova campanha contra os direitos do povo envolve uma luta mais antiga - contra o Bolsa Família.

A partir de uma nota de jornal, criou-se um alvoroço em torno de Sebastiana da Rocha, cidadã de Cuiabá. Em 2010, dizem os registros do TSE, ela doou R$ 510 para a campanha de Dilma Rousseff. Como o benefício de Sebastiana é de R$ 528, logo renasceu a mais antiga suspeita contra o programa – de que ela estaria sendo usada para transferir dinheiro para a candidata do governo. Divulgada a notícia, o assunto chegou às rádios e já se fala até em abrir uma investigação. É bom que tudo seja bem apurado e não reste nenhuma dúvida a respeito.

Dilma e a regulação do “negócio” mídia

Por Miguel do Rosário, no blog Tijolaço:

Em entrevista à Mônica Bergamo, da Folha, a presidenta Dilma fez as seguintes declarações:

Regulamentação da mídia

“O que eu e Lula jamais aceitaremos é que se mexa na liberdade de expressão. Vou te dizer o seguinte: não sou a favor da regulação do conteúdo. Sou a favor da regulação do negócio.”

O viés de baixa de Sérgio Cabral

Por Maria Inês Nassif, no jornal GGN:

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), venceu a disputa pela reeleição com 66% dos votos, em 2010. Segundo a pesquisa CNI-Ibope divulgada na quinta-feira, não dispõe atualmente de mais de 12% de aprovação ao seu governo. Até o final do ano passado, considerava-se forte o suficiente para ameaçar a presidente Dilma Rousseff de se retirar do palanque da reeleição, se o PT fluminense não recuasse da decisão de lançar o senador Lindbergh Farias ao governo do estado, contra o candidato do PMDB, o vice Pezão. Hoje, estuda seriamente apoiar Lindbergh se o governo arrumar uma saída política honrosa para a situação em que se encontra - apoio, aliás, que não conta com o entusiasmo do senador petista.

Os intelectuais e a esfera pública

Por Emir Sader, no sítio Carta Maior:

O governo Lula surpreendeu aos intelectuais, que ficaram desarmados sobre como reagir. Estavam despreparados para encarar um governo que se propunha a enfrentar a herança neoliberal nas condições realmente existentes.

As pesquisas pós-manifestações

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Na recente safra de pesquisas uma única coisa interessa: o que dizem a respeito da sucessão presidencial. O demais é secundário. Ou melhor, só é relevante por seus efeitos sobre essa questão fundamental.

Se não tivéssemos uma eleição daqui a pouco mais de um ano e se a presidenta não fosse candidata, perguntas sobre a avaliação do governo e de políticas seriam de relevância menor.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O superfaturamento tucano em SP

Por Altamiro Borges

Apesar do silêncio cúmplice do grosso da mídia, a revista IstoÉ que chegou às bancas nesta sexta-feira não recuou nas denúncias sobre o propinoduto tucano em São Paulo. Em nova reportagem de capa, intitulada "A fabulosa história do achaque de 30%", a publicação revela que pelos menos R$ 425 milhões foram saqueados dos cofres públicos num esquema mafioso montado entre o alto tucanato e várias multinacionais do setor de transporte. Será que agora sai a CPI do propinoduto tucano na Assembléia Legislativa? Vale conferir a explosiva reportagem, assinada por Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas:

O FGTS e a ganância patronal

Por Altamiro Borges

Setores de empresariado adoram posar de defensores de um “pacto pelo desenvolvimento nacional”. Mas, pelo jeito, neste pacto os trabalhadores só entram com o pescoço. Prova desta visão tacanha ocorre agora com o debate sobre o adicional de 10% de multa do FGTS cobrada nas demissões sem justa causa. O Congresso cedeu ao lobby patronal e retirou este antigo direito. A presidente Dilma, porém, vetou o fim da cobrança, conforme registrou ontem o Diário Oficial da União. De imediato, as entidades empresariais criticaram o governo e anunciaram que reforçarão a pressão no parlamento contra o veto presidencial. A mídia patronal, evidentemente, dá respaldo à ganância do capital.

O papa e a corrupção... no Vaticano!

Por Altamiro Borges

Num primeiro momento, a mídia oposicionista estranhou a ausência de críticas políticas nos sermões do papa Francisco no Brasil. Já nesta sexta-feira (26), ela soltou rojões com as suas genéricas referências à corrupção durante a visita à favela Varginha (RJ). O alvo, segundo alguns “calunistas”, foi a presidenta Dilma. O repórter Fabiano Maisonnave, conhecido por suas coberturas antichavistas quando era correspondente da Folha na Venezuela, enfatizou: “Num discurso de forte conteúdo social e recheado de mensagens políticas, o papa Francisco encorajou ontem os jovens a lutar contra a corrupção”. Os telejornais, principalmente os da TV Globo, também elogiaram o “recado papal”.

O papa e o complexo de vira-lata

Por Altamiro Borges

A visita do papa Francisco é reveladora do complexo de vira-lata da mídia nativa. Além da overdose na exposição do evento – que transformou a programação das tevês numa espécie de missa pública e colocou em dúvida se o Brasil é realmente um país laico –, ainda há os que só veem defeitos na recepção ao líder católico. Tudo deu errado e a culpa, lógico, é da presidenta Dilma e da incompetência brasileira. Eliane Cantanhêde, a da “massa cheirosa” da Folha, não perde oportunidade para desferir as suas bicadas tucanas:

60 anos do ataque ao Quartel Moncada



Lewandowski fulmina Daniel Dantas

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

O ansioso blogueiro recebeu de seu (excelente ) advogado Dr Cesar Marcos Klouri o seguinte e-mail:

Caríssimo Paulo,

Essa irretocável decisão do Ministro Ricardo Lewandowski fulmina, de vez, a pretensão daqueles que imaginam poder manipular o Poder Judiciário, com investidas que agridem o direito constitucional à liberdade de expressão.

Essa é a verdadeira Justiça !

Abs, 
Cesar Klouri 

Tudo é política na mídia, estúpido!

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

O leitor ou leitora atenta de jornais e revistas pode achar que as notícias são uma espécie de carrossel que gira continuamente, trazendo a cada ciclo novas informações sobre indicadores econômicos, competições esportivas, dados sobre saúde e educação e declarações de políticos.

Tudo parece seguir um curso fiel à realidade objetiva. No entanto, quando essa observação é respaldada por pesquisas sobre jornalismo, o olhar pode ir mais longe e a compreensão dos processos midiáticos tradicionais se torna mais acurada.

A falta de transparência de Barbosa

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

“A vida pública deve ser e tem que ser vigiada pela imprensa.”

Joaquim Barbosa disse isso ao receber um prêmio do Globo, em março passado.

“Não consigo ver a vida do Estado e de seus agentes e personagens sem a vigilância da imprensa. Na minha concepção, a transparência e abertura total e absoluta devem ser a regra. Não se deve ter mistério para aqueles que exercem a atividade pública que eu exerço atualmente”, acrescentou.

TeleSur completa 8 anos de transmissão

Do jornal Brasil de Fato:

A rede de televisão multiestatal, TeleSur (Televisión del Sur ), completou nesta quarta-feira (24) oito anos de transmissões ininterruptas. Com sede na Venezuela, a TV foi inaugurada em 2005, pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, e pelo cubano, Fidel Castro.

É a política, Dilma!

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Até as carpas que habitam o lago em frente ao Palácio do Planalto sabem que a presidenta Dilma precisa distribuir cartões vermelhos e amarelos para vários ministros. Manter um trânsfuga como Paulo Bernardo na Esplanada chega as ser uma provocação aos militantes do PT e a todos os lutadores pela democratização das comunicações no país. Já as gestões de Helena Chagas, José Eduardo Cardoso, Gleise Hoffmann e Ideli Salvati oscilam entre a incompetência e o oportunismo carreirista, entre a concepção equivocada da finalidade de suas pastas e a falta de um mínimo de habilidade política.

O emprego nos governos Dilma e FHC

Por Cadu Amaral, em seu blog:

Existem diversos problemas no Brasil. A cada problema que se resolve, outros surgem. Isso faz parte da dialética da vida real. As demandas surgem a partir das situações concretas. De dez, onze anos para trás, a grande pauta reivindicatória era o emprego. A questão da qualidade e das garantias por vezes eram secundarizadas. Afinal, não se tinha nem emprego, então como cobrar qualidade e direitos? A partir de 2003 essa lógica começou a mudar.

A deterioração das contas externas

Editorial do sítio Vermelho:

A mídia costuma classificar, erradamente, o déficit em conta corrente como déficit das contas externas, um procedimento que não é exato. O balanço de pagamentos compreende o conjunto das contas externas (conta corrente mais conta de capital) e, visto corretamente desta maneira, as contas externas do Brasil ainda estão superavitárias. O que há, de fato, é um déficit em conta corrente, causado principalmente por remessas de lucros e dividendos de multinacionais instaladas no país. É necessário entender isso para que não se reproduza um senso comum falso.

O terrorismo econômico da mídia

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Na última quarta-feira, o IBGE divulgou os resultados da sua Pesquisa Mensal do Emprego (PME) e, apesar de trazer boas novidades, foi apresentada pela mídia, a partir dali, como sendo ruim por o desemprego de junho deste ano ter sido 0,2 ponto percentual maior do que no mesmo mês do ano passado.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dilma suspenderá anúncios da Globo?

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

Pela legislação em vigor no Brasil, empresas que sonegam impostos não podem receber dinheiro público. Elas praticam crime fiscal, prejudicando os investimentos na educação, saúde, transporte e outros serviços. Neste item, a publicidade oficial dos órgãos do governo e das estatais pode ser encarada como um tipo de subsídio. A TV Globo, que abocanhou mais de R$ 500 milhões em anúncios em 2012, foi denunciada pela blogosfera – a partir de Miguel do Rosário, do blog Cafezinho – por ter sonegado milhões em impostos. Até hoje, a poderosa emissora não mostrou o Darf, o comprovante do pagamento. Fica, então, a pergunta: o governo Dilma suspenderá a publicidade na Rede Globo?