segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Cracolândia: trapalhada ou provocação?

http://limpinhoecheiroso.com/
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

A desastrada operação de agentes da repressão ao tráfico, na região conhecida como “cracolândia”, no centro de São Paulo, produz na imprensa uma série de especulações interessantes. Uma delas diz que parte da polícia civil estaria interessada em boicotar o programa humanitário ensaiado pela Prefeitura, com a colaboração do governo do Estado, por disputas de poder no setor de segurança pública. Outra versão indica que, tanto no PT quanto no PSDB, há grupos políticos contrários à convivência pacífica entre o governador e o prefeito. Uma terceira alternativa considera que foi apenas uma trapalhada.

Celac reforça integração regional

Osval/Rebelión
Editorial do sítio Vermelho:

Simón Bolivar, se vivo, estaria exultante com a próxima Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que acontece em Havana (Cuba) nos dias 28 e 29 de janeiro. Os historiadores atribuem ao herói libertador as primeiras palavras sobre a necessidade da integração regional. Isto porque, há quase 200 anos, ele redigiu a Carta da Jamaica, um dos textos mais antigos que faz alusão à unidade do que, na época, chamava-se América Meridional.


domingo, 26 de janeiro de 2014

A verdadeira traição de Hollande

Por Altamiro Borges

A mídia sensacionalista tem feito o maior escarcéu com a crise conjugal do presidente da França. Neste sábado (25), quinze dias após a revista de fofocas “Closer” ter divulgado o suposto caso com a atriz Julie Gayet, François Hollande anunciou sua separação da jornalista Valérie Trierweiler, que era sua namorada, mas tinha status de primeira-dama. A “traição” já está sendo encarada pela imprensa local e mundial como o fim do governo “socialista” e o retorno da direita ao poder – no eterno rodízio entre os partidos neste país que afunda na crise econômica. A decadência de François Hollande, porém, não se deve à sua conturbada vida pessoal, mas sim à traição dos seus compromissos de campanha.

As “picuinhas partidárias” de Alckmin

Por Altamiro Borges

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) só entende a linguagem da violência. Na semana passada, a Polícia Civil desencadeou mais uma ação truculenta e intempestiva contra os usuários de droga na região conhecida como Cracolândia, no centro da capital paulista. A prefeitura, que iniciou um programa inovador de inclusão dos viciados, “Braços Abertos”, condenou a “lamentável” iniciativa. Ao invés de apurar as razões da violência – inclusive há suspeita de que policiais corruptos cobram pedágio dos traficantes da região –, o secretário estadual de Segurança elogiou a ação. Já Geraldo Alckmin decidiu polemizar com o prefeito Fernando Haddad, afirmando que o episódio não justifica “picuinha partidária”.

Demóstenes da Veja vai para a cadeia?

Por Altamiro Borges

Finalmente, o Tribunal de Justiça de Goiás decidiu analisar e julgar as denúncias sobre a ligação do ex-senador Demóstenes Torres com o mafioso Carlinhos Cachoeira. O escândalo envolvendo o “mosqueteiro da ética” da revista Veja e o “empresário dos jogos de azar”, como a mídia insiste em tratar o mafioso, veio à tona em 2012 com a “Operação Monte Carlo” da Polícia Federal. Segundo a apuração do Ministério Público, o demo travestido de moralista, que chegou a ser apontado como presidenciável do DEM, recebeu vantagens indevidas, como bebidas importadas, eletrodomésticos de luxo e mais de R$ 5 milhões, para favorecer Carlinhos Cachoeira em vários negócios ilícitos.

Folha: da “ditabranda” às Diretas-Já

Por Altamiro Borges

A Folha até hoje não fez qualquer autocrítica do seu apoio ao golpe militar de 1964, da sua aliança com o setor linha dura dos generais ou da cedência de suas peruas para os órgãos de tortura. Na fase mais recente, ela também nunca se penitenciou da ficha policial falsa de Dilma Rousseff ou de outros factoides plantados para servir aos interesses da direita. Mas ela adora se jactar dos seus feitos jornalísticos. Na edição desta sábado (25), o diário golpista da famiglia Frias se apresentou como o “Jornal das Diretas”, relembrando o seu papel na cobertura dos comícios em defesa da emenda do deputado Dante de Oliveira que restabelecia as eleições diretas para presidente da República.

As Diretas-Já e o crime da TV Globo

Por Altamiro Borges

No dia 25 de janeiro de 1984, cerca de 300 mil pessoas superlotaram a Praça da Sé, no centro de São Paulo, para exigir eleições diretas para presidente da República. A surpreendente mobilização deu a arrancada para a histórica campanha das Diretas-Já, deflagrando dezenas de protestos no país inteiro, e representou o início do fim da ditadura militar instalada com o golpe de 1964. A TV Globo simplesmente omitiu a manifestação. À noite, o Jornal Nacional até mostrou as imagens da multidão, mas afirmou tratar-se da comemoração do aniversário da capital paulista. Este episódio marcante serviu para desmascarar ainda mais a poderosa emissora, que construiu o seu império graças às benesses dos generais golpistas.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Pasta 2474 e o julgamento do 'mensalão'

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Ao liberar o conteúdo da pasta 2474 para oito advogados que haviam pedido o direito de consultar um imenso conjunto de documentos que tem relação penal 470, mas sempre foram mantidos em segredo, o ministro Ricardo Lewandovski tomou uma decisão que pode ter relevância histórica.

A pasta 2474 era mantida em segredo por Joaquim Barbosa. Envolve provas, fatos e indícios que não foram incorporados aos autos da ação penal.

Os quatro meses que mudaram o Brasil

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Foram exatos apenas quatro meses: de 25 de janeiro, dia do primeiro grande comício, em São Paulo, a 25 de abril de 1984, em Brasília, quando a emenda das "Diretas Já" foi derrotada no Congresso Nacional.

Depois de 20 anos de regime militar, o povo saiu às ruas para reconquistar o direito de escolher seu presidente da República em eleições diretas. O movimento acabou se transformando na maior manifestação de massas da nossa história e mudou a cara do nosso país, com o povo brasileiro, pela primeira vez, assumindo o papel de protagonista do seu próprio futuro.

UJS e Barão exigem asilo para Snowden

Por Thiago Cassis, no sítio da União da Juventude Socialista (UJS):

Na tarde desta quinta-feira (23), em Porto Alegre, militantes de diversas centrais sindicais e movimentos sociais se juntaram ao Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé e a União da Juventude Socialista e foram às ruas pedir o asilo em terras brasileiras do ex-analista da inteligência norte-americana, Edward Snowden. Atualmente Snowden está na Rússia.

Estadão adere ao “não vai ter Copa”

Por Altamiro Borges

O oligárquico jornal Estadão, historicamente um dos veículos mais raivosos contra qualquer tipo de manifestação popular, parece que resolveu aderir ao movimento “Não vai ter Copa” – desencadeado nas redes sociais por uma série de movimentos, alguns com propósitos diametralmente opostos. Em editorial nesta sexta-feira (24), o jornalão pede “cautela” ao governo no enfrentamento dos protestos já agendados. Ele reconhece que as manifestações podem prejudicar a imagem da presidenta Dilma Rousseff, inclusive nas eleições de outubro próximo, mas “teoriza” candidamente que isto faz parte da democracia. Haja cinismo! A mídia golpista é, realmente, muito ardilosa!

Folha sabota trabalho de Dirceu

Por Altamiro Borges

A assessoria de imprensa de José Dirceu acaba de divulgar uma nota condenando a decisão da Justiça, tomada nesta sexta-feira (24), de rejeitar o pedido de trabalho do ex-ministro e ex-presidente do PT. A decisão, mais uma vez arbitrária e vingativa, foi adotada com base numa denúncia falsa do jornal Folha de S.Paulo, de que o condenado no midiático julgamento do “mensalão” teria usado celular no presídio da Papuda, em Brasília. Reproduzo abaixo a nota e, na sequência, faço alguns comentários:

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Alckmin e o túmulo da política

Por Luis Nassif, no Jornal GGN

São Paulo não merece um governante da pequena estatura de Geraldo Alckmin. Não adianta os detratores do estado argumentarem que ambos se merecem. Definitivamente não se merecem.

São Paulo é a cidade dos movimentos de saúde mental, a cidade que abriga brasileiros e estrangeiros de todos os lugares, a cidade de movimentos e organizações sociais relevantes, de grupos de opinião modernos, o estado que abriga as melhores consultorias, universidades, institutos de pesquisa, as maiores e melhores empresas, a melhor estrutura de cidades médias, as mais amplas estruturas sindicais, da Fiesp-Ciesp, Fecomercio à CUT.

De "rolezinhos" e "rolexzinhos"

Por Mauro Santayana, em seu blog:

O setor de shoppings centers se encontra acuado, nas grandes cidades brasileiras, pelo fenômeno do "rolézinho". A situação chegou a tal ponto, que, contrariando o direito de livre expressão, já há centros comerciais pedindo ao Facebook que retire do ar páginas que envolvam esse tipo de encontro, que convoca, pela internet, centenas de jovens a comparecer, em data e horário específicos, a endereços-alvo previamente determinados.

A tática dos poderosos no Brasil

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Minha primeira experiência com a tática foi no interior de São Paulo. Jovem repórter, vi quando um candidato a prefeito de Marília, originário da Arena, o partido de sustentação da ditadura militar, apareceu todo engessado na véspera da eleição e foi acusado de forjar uma surra para despertar compaixão dos eleitores.

Joaquim Barbosa veste Prada

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo

E ficamos sabendo pela revista da qual Joaquim Barbosa é ídolo que, mesmo na Europa, ele acompanha tudo que se fala a seu respeito.

Pela Veja, ele mandou uma resposta ao advogado de João Paulo Cunha, que numa boa tirada dissera que ele fora dar um rolezinho em Paris.

A Alckmin o que é de Alckmin

Foto: Serjao Carvalho / Flickr
Por Renato Rovai, em seu blog:

Ingenuidade é algo que tem limite. O governo do estado tem sido informado de todos os passos da prefeitura em relação à Operação Braços Abertos, que a partir do diálogo e da inclusão social tenta criar uma nova condição de vida para os usuários da região da Cracolândia. Aqueles que moravam nas ruas da região foram convidados a morar em hotéis pagos pela administração municipal, a fazer refeições no Bom Prato e a trabalhar em serviços de zeladoria de praças e ruas. Os que aceitaram passaram a receber 15 reais por dia, além dos outros benefícios. De cara, 300 se inscreveram.

30 anos da campanha das Diretas-Já

Por Emir Sader, no sítio Carta Maior:

Dia 25, sábado, dia do aniversário de São Paulo, marca também a data dos 30 anos de começo da campanha das diretas-já. Foi uma imensa manifestação, com a presença dos principais líderes da oposição à ditadura – Ulysses Guimarães, Lula, Brizola, Tancredo, Montoro -, que se considera como o lançamento da campanha pelas eleições diretas-já, contornando o projeto de transição controlada colocado em prática pela ditadura, que previa as primeiras eleições presidenciais sem controle direto das FFAA, pelo Colégio Eleitoral e não pelo voto direto.

Bancos: assédio moral e metas abusivas

Por Lisa Carstensen, no sítio Repórter Brasil:

Em um contexto marcado por denúncias constantes de assédio moral organizacional, aquele que não é pontual, mas sim sistemático, por afastamentos relacionados a problemas de saúde e até por suicídios, a pressão por metas abusivas é vista por dois em cada três bancários brasileiros como o principal problema enfrentado pela categoria em 2013. É o que aponta consulta feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) com a participação de 37 mil trabalhadores do setor. Dos participantes, 66,4% reclamaram deste ponto específico.

Cracolância e os dilemas de Haddad

Por Igor Felippe, no blog Escrevinhador:

Eleito prefeito de São Paulo, Fernando Haddad estendeu a mão para o governador Geraldo Alckmin. A perspectiva do petista era distensionar as relações com os tucanos, construindo uma clima de “convivência pacífica” em torno de políticas públicas para a cidade.