sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

HSBC: Mídia sonega informações

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Cara srta. Guevara [vice-diretora do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos],

Depois de ler sua troca de mensagens com o jornalista Amaury Ribeiro Jr., estou confuso.

O ICIJ escolheu apenas um investigador no Brasil, o muito respeitado jornalista Fernando Rodrigues, e apenas uma empresa de mídia, o UOL-Grupo Folha [para apurar e divulgar as contas do HSBC no casoSwissleaks].

Kamel agride a liberdade de expressão

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Dirijo-me ao nobre e valoroso povo brasileiro, na qualidade de um cidadão atingido por uma absurda violência política, e que não afeta somente a mim, mas o coletivo e a própria liberdade de expressão de uma nação continental.

Trata-se de um processo movido contra mim por Ali Kamel, empregado da família mais rica do país.

Se Youssef é doleiro, o que é o HSBC?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Todo este caso da “Lava Jato” começou, todos sabem, com a investigação de operações de lavagem de dinheiro que envolviam o doleiro Alberto Youssef, já antes condenado (e perdoado por delação premiada) em episódios da mesma natureza.

Foi daí que se descobriram que parte das remessas era de dinheiro obtido através de empreiteiras que prestavam serviços a Petrobras.

O escândalo do HSBC partiu das revelações de um ex-funcionário do banco, Hervé Falciani, que não é ladrão e muito menos um criminoso condenado (e perdoado) como Youssef.

Levy vai na contramão do mundo

Do blog de Zé Dirceu:

Nosso ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse textualmente na cidade de Nova York que estava encerrada no Brasil a fase de política anticíclica. Falou exatamente no mesmo momento que o FED - Federal Reserve System (o banco central dos Estados Unidos) - deixa claro que não subirá os juros para não prejudicar a recuperação da economia norte-americana.

A mídia e o triunfo da banalidade

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

A imprensa brasileira retoma na sexta-feira (20/2) seus temas prediletos, na prática consagrada de atuar como força política acima dos partidos e das instituições. Mas não pode abandonar completamente a agenda da folia, porque o carnaval só acaba na madrugada de domingo, após o desfile das campeãs. Paralelamente, em algumas cidades os foliões empurraram o calendário católico e invadiram parte da Quaresma com seus blocos anárquicos.

Haddad é favorito para a sua reeleição

Por Renato Rovai, em seu blog:

O governo do prefeito Fernando Haddad patina em baixas avaliações desde junho de 2013, quando ele foi surpreendido pelas manifestações de rua e de alguma forma também foi responsável pelo seu crescimento a partir de São Paulo. Haddad lidou muito mal com aquele movimento e terminou ao lado de Alckmin vendo-o anunciar a redução do preço das passagens, algo que ele já poderia ter feito alguns dias antes.

Privatizações: A distopia do capital

Ato em defesa da Petrobras


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Barbosa, Moro e os ataques à democracia

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Bem medidas as coisas, o ataque de Joaquim Barbosa e Sergio Moro ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, é um ato que tenta afrontar a autoridade da presidente Dilma Rousseff.

Não cabe a um juiz, muito menos de primeira instância, nem a um magistrado aposentado, dizer a presidente da República o que ela deve fazer. O ministro da Justiça pode, deve e já foi criticado por várias razões. Só não pode ser judicializado. Nem Joaquim Barbosa nem Sergio Moro podem dar a impressão aos brasileiros de que tem a atribuição de lhe dar tarefas, definir funções e estabelecer limites.

A surra de Haddad em Villa e Sheherazade

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Só ouviria a Jovem Pan sob a mira de um revólver. Não seria a presença de Haddad na rádio que me levaria a sintonizá-la.

Não dou a minha audiência às mídias que entendo fazerem mal ao Brasil. Aproveito melhor meu tempo.

Acho quase patético que críticos da Globo, por exemplo, não saiam da emissora. Você frequentemente encontra nas redes sociais alguém que ataca o JN, e depois o jornal da noite, e depois a Globonews – e entre tudo isso a CBN.

Suiçalão e os primeiros tucanos gordos

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Os internautas acharam um nome genial para popularizar o escândalo de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal de 8,6 mil contas associadas ao Brasil achadas no HSBC da Suíça. E que agora usarei genericamente para os escândalos de evasão fiscal vazados ou descobertos através do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).

Suiçalão!

Internautas, jornais e o caso HSBC

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O caso HSBC é sintomático dos compromissos de alguns grupos de mídia com a transparência.

Nos anos 80 e 90 teve início uma disputa sem regras no mercado financeiro internacional. Com a ajuda da rede de paraísos fiscais, grandes instituições passaram a reciclar toda sorte de dinheiro, de magnatas, traficantes, petrodólares, da corrupção política, da sonegação, do tráfico de pessoas e do caixa 2 em geral.

Joaquim Barbosa e o vazio político

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Com a presidente Dilma Rousseff descansando numa praia da Bahia e o Congresso Nacional em recesso carnavalesco de 12 dias, o vazio político destes dias de sassaricos tinha que ser ocupado por alguém, como costuma acontecer.

Do nada, ressurgiu Joaquim Barbosa, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, que deixou o conforto da sua aposentadoria precoce e do belo apartamento de Miami para aparecer como convidado especial, entre outras celebridades, no camarote montado pelo jornal O Globo no sambódromo da Marquês de Sapucaí.

O nome do negócio é Suíçalão do HSBC

Por Antonio Lassance, no site Carta Maior:

Um escândalo de grandes proporções abala o mundo das finanças.

O assunto envolve ninguém menos que o segundo maior banco do mundo, o HSBC, e políticos, grupos de comunicação, esportistas, artistas e demais celebridades do mundo dos superendinheirados.

Os bacanas, milhares deles brasileiros, cometeram crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão em grandes proporções. Isso sem contar com outros crimes que podem estar associados à origem do dinheiro.

A quarta-feira de cinzas da mídia

Da coluna "Notas Vermelhas", no site Vermelho:

“Ensaiei meu samba o ano inteiro / Comprei surdo e tamborim / Gastei tudo em fantasia / Era só o que eu queria / E ela jurou desfilar pra mim” (Benito di Paula)

A mídia hegemônica está inconformada. A Asmaticos foi rebaixada (veja nota abaixo). Afinal, era para este ter sido o “carnaval da (operação) Lava Jato” e do caos. Ancelmo Gois, colunista amestrado de O Globo, chegou a escrever, “preocupado”, sobre a possibilidade inclusive de faltar cerveja! Em sua coluna de 6/2 ele dizia existir “uma grande apreensão entre os fabricantes de bebidas por causa desta crise hídrica. No eixo Rio-São Paulo, existem umas 15 fábricas desses produtos (cerveja e chopp). Todas captam água do Paraíba do Sul e do Guandu”. 

HSBC terá de se explicar na Suíça

Da revista CartaCapital:

As fraudes realizadas pelo braço suíço do banco HSBC, sediado no Reino Unido, devem render muitos problemas para a instituição financeira. Dias após a divulgação de denúncias segundo as quais o banco ignorou crimes de clientes, como tráfico de armas, e ajudou correntistas a sonegarem impostos em seus países, o Ministério Público da Suíça anunciou nesta quarta-feira 18 a abertura de uma investigação penal contra o HSBC Private Bank por lavagem de dinheiro e uma operação de busca na sede do banco em Genebra.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Mais um tucano escapa da cadeia!

Por Altamiro Borges

O PSDB foi derrotado nas eleições presidenciais de 2002 e até hoje não conseguiu retornar ao Palácio do Planalto. Mas os tucanos, como expressão das elites, seguem fortes nos aparatos de hegemonia da sociedade. Eles perderam o governo, mas não a totalidade do poder político. Eles mantêm influência em postos chaves – como em vários comandos estaduais da Polícia Federal, em sessões do Ministério Público e na cúpula do Poder Judiciário – inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF). Isto ajuda a explicar porque nenhum grão-tucano foi para a cadeia até hoje. Não há “delações premeditadas”, vazamentos seletivos, prisões arbitrárias ou escarcéu da mídia hegemônica. E alguns tucanos, mais sujos do que pau de galinheiro, seguem livres e soltos e ainda se travestem de paladinos da ética.

As ciclovias de SP e a mídia "sórdida"

Por Altamiro Borges

As principais metrópoles do mundo implantam projetos para garantir maior mobilidade urbana, reduzir os congestionamentos e combater a poluição. Madrid e Paris, por exemplo, já anunciaram que só ônibus, táxis e bicicletas poderão circular pelos seus centros expandidos a partir de 2018. Especialistas afirmam que é preciso adotar medidas urgentes neste setor nevrálgico. Do contrário, os centros urbanos entrarão em colapso e ocasionarão graves transtornos. É com esta visão de futuro que o prefeito Fernando Haddad, de São Paulo, tem tomado medidas ousadas na área de transporte. Elas, porém, esbarram na cruzada antiquada e interesseira da velha mídia, que difunde mentiras na sociedade. Na sua campanha contra as ciclovias, a revista “Veja” até falseou dados estatísticos. Já o decadente Estadão parece obcecado em detonar o jovem prefeito.

O coração do poder no Brasil é a mídia

O “orgulho hétero” de Eduardo Cunha

Por Altamiro Borges

O lobista Eduardo Cunha parece excitadíssimo no seu posto de novo presidente da Câmara Federal. A cada dia ele aparece com uma novidade. Em pleno feriado de Carnaval, ele anunciou que dará a presidência da estratégica Comissão de Finanças a um deputado tucano. Até a Folha estranhou a medida. “Depois de entregar o comando da reforma política ao DEM, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) decidiu oferecer a segunda comissão mais importante da Casa, a de Finanças e Tributação, ao PSDB. Com o aceno, ele contempla os dois partidos que lideram a oposição à presidente Dilma Rousseff e enfraquece ainda mais o PT, que ficou sem cadeira na Mesa Diretora da Casa e com menos influência nas comissões”. Com mais esta iniciativa intempestiva, o “peemedebista rebelde” vai confirmando os seus piores propósitos na direção do legislativo federal.