domingo, 27 de novembro de 2016

Comunicação é fundamental para a esquerda

Foto: Raphael Coraccini
Por Bruno Hoffmann, no site do PT:

No debate “Os reflexos do golpe na sociedade”, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, no centro de São Paulo, na noite de quinta (25), o músico Tico Santa Cruz, o dramaturgo Sérgio Mamberti e a jornalista Laura Capriglione discutiram como o golpe de Michel Temer impõe retrocessos à cultura e como a comunicação pode ser uma arma valiosa para conquistar a população.

De acordo com Tico, que tem mais de 2,5 milhões de seguidores no Facebook, um dos grandes erros da esquerda nacional é o fato de, muitas vezes, apenas se comunicar dentro da própria “bolha”. Ou seja, apenas entre as pessoas que já têm pensamentos de esquerda.


sábado, 26 de novembro de 2016

Nizan prega maldades e recebe bondades

Por Altamiro Borges

Durante o governo Dilma, o marqueteiro Nizan Guanaes virou colunista da Folha e escreveu apenas platitudes sobre publicidade e comunicação. Ele evitou entrar em bolas divididas, inclusive no período das marchas fascistas pelo impeachment – talvez para preservar seus negócios neste milionário setor. Agora, com a concretização do golpe dos corruptos, o publicitário ricaço resolveu escrachar as suas posições elitistas. Convidado pela governo ilegítimo para integrar o chamado “Conselhão” – que reúne vários financiadores da conspiração golpista –, ele fez questão de bajular o Judas Michel Temer e defendeu a urgência do seu pacote de maldades contra os trabalhadores.

Roda Viva: Sai Chico Buarque, entra Temer!

Por Altamiro Borges

Valeu a pressão! A partir desta segunda-feira (28), a TV Cultura deixará de utilizar a famosa canção de Chico Buarque na abertura do programa Roda Vida – que já foi batizado, em função do seu servilismo ao tucanato e do seu golpismo, de “Roda Morta”. O movimento pela retirada da música, um dos símbolos da resistência à ditadura, foi deflagrado por grupos de cultura – com destaque para o coletivo “Jornalistas Livres” – após a bajuladora “entrevista” concedida pelo Judas Michel Temer. De imediato, ele contou com a adesão do artista, que manifestou o seu descontentamento com a linha editorial do programa da emissora pública de São Paulo, controlada com mãos de ferro pelo PSDB.

Fidel Castro e os vira-latas da mídia

Lula, Frei Betto e Fidel Castro, na Colômbia, em setembro de 2003.
Foto: Alejandro Ernesto (EFE)

Por Altamiro Borges

A mídia brasileira, com o seu complexo de vira-lata, sempre reproduziu a visão imperial dos EUA de satanização do líder cubano Fidel Castro. Agora, com o anúncio da sua morte, ela promove uma festa macabra. Na Globonews, os “calunistas” de plantão não se cansam de repetir a palavra “ditador”. No site da Folha, a manchete garrafal: “Ditador Fidel Castro morre em Cuba aos 90 anos”. Já a asquerosa Veja destaca os “10 fatos sobre a vida do ex-ditador”. E a revista Época segue a toada emburrecedora: “Aos 90 anos, morre o ditador cubano Fidel Castro”. Uma rápida olhada nos sites dos principais veículos internacionais evidencia como a mídia nativa afundou de vez no jornalismo rastaquera.

Fidel Castro, por Eduardo Galeano

Fidel Castro ao lado de Salvador Allende
Do site Outras Palavras:

Seus inimigos dizem que foi rei sem coroa e que confundia a unidade com a unanimidade.
E nisso seus inimigos têm razão.

Seus inimigos dizem que, se Napoleão tivesse tido um jornal como o Granma, nenhum francês ficaria sabendo do desastre de Waterloo.
E nisso seus inimigos têm razão.

Um sorriso para Fidel Castro

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

A hora de Fidel Castro chegou. A hora de entrar para a História.

Hum… Essas duas frases fariam sentido se fosse ele um líder político comum. Mas não! Fidel Castro não precisou sair da vida pra entrar na História. Ele já a havia escrito: com os fuzis e a caneta. Com balas e palavras.

Ninguém teve tanta influência na América Latina do pós-Segunda Guerra. Tudo o que se fez, pela esquerda ou pela direita em nosso continente, ao longo de quase 60 anos, foi para apoiar ou derrotar o exemplo de Fidel.

Fidel Castro e o futuro socialista

Lula: Descanse em paz, companheiro Fidel

Do site Lula:

Morreu ontem o maior de todos os latino-americanos, o comandante em chefe da revolução cubana, meu amigo e companheiro Fidel Castro Ruz.

Para os povos de nosso continente e os trabalhadores dos países mais pobres, especialmente para os homens e mulheres de minha geração, Fidel foi sempre uma voz de luta e esperança.

Seu espírito combativo e solidário animou sonhos de liberdade, soberania e igualdade. Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania.

Com o exemplo de Fidel Castro, sempre!

Por José Reinaldo Carvalho, em seu blog:

O falecimento do Comandante em Chefe da Revolução Cubana traz profunda consternação aos comunistas brasileiros. A notícia entristece o nosso povo, pelo qual, como por todos os povos do mundo, o Companheiro Fidel nutriu os melhores sentimentos de solidariedade.

Fidel dedicou sua vida à libertação dos povos, às grandes causas da humanidade - a paz, a libertação nacional, a emancipação social dos trabalhadores, o socialismo. Lutar era seu elemento. E lutou como poucos, arrostando perigos, enfrentando inimigos poderosos.

50 verdades sobre Fidel Castro

Por Salim Lamrani, no site Opera Mundi:

1. Procedente de uma família de sete filhos, Fidel Castro nasceu no dia 13 de agosto de 1926 em Birán, na atual província de Holguín, da união entre Ángel Castro Argiz, rico proprietário de terras espanhol oriundo da Galícia, e Lina Ruz González, cubana.

2. Aos sete anos, ele se muda para a cidade de Santiago de Cuba e vive na casa de uma professora encarregada de educá-lo. Ela o abandona à própria sorte. “Conheci a fome”, lembraria Fidel Castro e “minha família tinha sido enganada”. Um ano depois, ele entra no colégio religioso dos Irmãos de la Salle, em janeiro de 1935, como interno. Deixa a instituição para ir para o colégio Dolores, aos 11 anos, em janeiro de 1938, depois de se rebelar contra o autoritarismo de um professor. Segue sua escolaridade com os jesuítas no Colégio de Belém em Havana, de 1942 a 1945. Depois de uma graduação brilhante, seu professor, o padre Armando Llorente, escreve no anuário da instituição: “Distinguiu-se em todas as matérias relacionadas às letras. Excepcional e congregante, foi um verdadeiro atleta, defendendo sempre com valor e orgulho a bandeira do colégio. Soube ganhar a admiração e o carinho de todos. Cursará a carreira de Direito e não duvidamos de que encherá de páginas brilhantes o livro de sua vida.”

Músicos homenageiam Fidel Castro

Dilma lamenta morte de Fidel Castro

Por Dilma Rousseff, no Blog do Alvorada:

Sonhadores e militantes progressistas, todos que lutamos por justiça social e por um mundo menos desigual, acordamos tristes neste sábado, 26 de novembro. A morte do comandante Fidel Castro, líder da revolução cubana e uma das mais influentes expressões políticas do século 20, é motivo de luto e dor.

Fidel foi um dos mais importantes políticos contemporâneos e um visionário que acreditou na construção de uma sociedade fraterna e justa, sem fome nem exploração, numa América Latina unida e forte.

Fidel Castro, o líder da revolução cubana

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Calero, o anti-herói, pode derrubar Temer

Por Renato Rovai, em seu blog:

Marcelo Calero foi o ducentésimo vigésimo quinto nome a ser avaliado por Temer para assumir o ministério da Cultura. Antes dele, uma fila que saia do Palácio de Planalto e terminava lá na cidade satélite de Taguatinga já havia recusado o convite do então presidente interino. Ninguém queria botar no currículo tamanha desonra.

Mas eis que surge Calero e topa o cargo. De secretário.

Sim, parece um passado longínquo, talvez ninguém mas se lembre. Mas Temer havia acabado com o MinC. E Calero não chegou ministro, virou depois.

A contra reforma de Temer

Por Samuel Pinheiro Guimarães

1. De 1500 a 2003, as classes hegemônicas brasileiras, estreitamente vinculadas as classes hegemônicas das metrópoles coloniais, hoje às classes hegemônicas dos Estados Unidos, organizaram a economia, a sociedade, o sistema político e o Estado brasileiros de acordo com seus interesses e em seu benefício.

2. A extrema concentração de riqueza e de renda, a situação de pobreza de grande parte da população, as condições de saúde, alimentação, saneamento, educação, transporte, segurança e cultura da enorme maioria demonstram cabalmente que a organização da sociedade feita pelas classes hegemônicas não beneficiou e não beneficia a esmagadora maioria do povo brasileiro.

O lodo, o povo e a rua

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

No Brasil dos anos 80, como agora depois do golpe, a discussão sobre o país e o seu desenvolvimento estava interditada.

A pauta dominante era a impossibilidade da sociedade brasileira de comandar o seu desenvolvimento.

Pelas leis de mercado, o país se reduzira a um pedaço de crosta terrestre à deriva.

Condenada ao degredo econômico, a população chapinhava no lodo político bombeado por uma ditadura que estrebuchava mas ainda oprimia.

À La Vue de Tous

Por Marcelo Zero

À La Vue de tous, à vista de todos, o governo Temer, que nunca foi sólido, se desmancha no ar. Melhor: se desmancha na lama rasa do compadrio e da corrupção.

E pensar que Dilma, uma presidenta que até os piores adversários reconheciam ser honesta, foi apeada ilegalmente do poder para dar lugar a essa vara de suínos vorazes e fisiológicos. Alguém consegue imaginar Dilma pressionando um ministro para resolver, de forma irregular, a questão pessoal, menor, corrupta de outro ministro? Impossível. Geddel sequer teria tido coragem de chegar perto de Dilma com uma “reivindicação” desse tipo.

O crime de responsabilidade de Temer


Políticos da oposição afirmam que a queda do secretário de governo, Geddel Vieira Lima, aprofunda a crise do governo Temer. Com indícios de que o presidente atuou para resolver "impasse" entre Geddel e o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, que saiu acusando Geddel fazer pressão para liberar a construção de edifício em Salvador em que comprou um dos apartamentos, parlamentares já anunciam que entrarão com pedido de impeachment contra Temer.

"Vamos entrar com pedido de impeachment por crime de responsabilidade do presidente Michel Temer", afirma o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Segundo ele, a base do pedido será o depoimento à Polícia Federal do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, em que afirma ter sido "enquadrado" por Temer em benefício de Geddel. "A saída de Geddel é só o início. Este governo precisa cair em sequência", disparou o senador, pelo Facebook.

Golpe impõe retrocesso à cultura

Foto: Raphael Coraccini
Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Os impactos causados na sociedade e na cultura por parte do golpe que destituiu Dilma Rousseff e alçou Michel Temer ao poder foram tema de debate nesta quinta-feira (24), em São Paulo. Os artistas Sérgio Mamberti e Tico Santa Cruz, além da jornalista Laura Capriglione, falaram sobre os retrocessos no campo cultural impostos pela agenda regressiva do novo governo, o papel das mídias alternativas e a importância de a esquerda apostar na comunicação.

Oito das oito testemunhas inocentam Lula

Do site Lula:

O juiz paranaense de primeira instância Sérgio Moro está ouvindo, nesta semana, as testemunhas de acusação elencadas pelo MPF-PR (Ministério Público Federal no Paraná) em processo movido contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A tese dos procuradores do Paraná é a de que Lula seria o "proprietário oculto" de um imóvel no Guarujá, e o teria recebido de uma empreiteira em troca de favores e fraudes efetuadas em contratos da Petrobras com a construtora. 

Pois bem: das oito testemunhas ouvidas até agora, todas disseram que jamais conversaram com Lula sobre qualquer atividade fraudulenta em contratos da Petrobras. Também disseram não ter qualquer conhecimento ou prova de que o apartamento do Guarujá guarda alguma relação com Lula ou com as atividades desenvolvidas pela empreiteira na estatal petrolífera.