quarta-feira, 28 de junho de 2017

A roleta suspeita dos sorteios do Supremo

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Vamos a uma análise probabilística, tão ao gosto dos procuradores midiáticos.

Para avaliarmos a extraordinária coincidência dos processos de José Serra e Aloysio Nunes caírem com o Ministro Gilmar Mendes e o de José Serra com Alexandre de Moraes, o roteiro é o seguinte:

O STF (Supremo Tribunal Federal) tem 11 Ministros:

1. Ministro Roberto Barroso

2. Ministro Marco Aurélio

3. Ministro Luiz Fux

4. Ministra Rosa Weber

5. Ministro Alexandre De Moraes

6. Ministro Gilmar Mendes - Presidente

7. Ministro Celso De Mello

8. Ministro Ricardo Lewandowski

9. Ministra Cármen Lúcia

10. Ministro Dias Toffoli

11. Ministro Edson Fachin

A depressão pós-golpe

Acuado, Temer resolve atacar Janot

Do site Vermelho:

Diante da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Michel Temer resolveu se explicar por meio de um pronunciamento feito nesta terça-feira (27). Tentando mostrar que ainda tem um governo, Temer elencou argumento jurídicos para apontar uma suposta força política. No auge do cinismo, Temer disse que está “recolocando o país nos trilhos”, e que por isso tem sido “vítima dessa infâmia”, e afirmou ainda que não sabe como “Deus o colocou na presidência', ignorando o golpe parlamentar que tirou Dilma Rousseff do poder.

Com o governo enfraquecido e uma defesa frágil, Temer disse que tem conhecimento jurídico – já que sua formação é em direito e foi professor de Direto Constitucional –, para dizer que as provas são juridicamente frágeis.

O faz-de-conta de FHC e de Moro

O retumbante fracasso do golpe

Por Pedro Breier, no blog Cafezinho:

Um amigo que apoiou o impeachment me disse, resignado, alguns dias atrás: “foi golpe mesmo”.

Um conhecido pediu desculpas públicas hoje, em sua página do Facebook, às pessoas com quem ele discutiu defendendo o impeachment. “Eu preciso admitir que a palavra golpe é a melhor definição para a queda da Dilma”, escreveu.

As provas contra os bandidos que assaltaram o poder, especialmente contra Temer, que aparentemente vai morrer abraçado à cadeira onde nunca deveria ter sentado, estão fazendo as pessoas acordarem do torpor a que foram induzidas pelo massacre midiático liderado pela Globo.

O retumbante fracasso do golpe é um fato consumado.

Lista tríplice da PGR empareda Temer

Por Daniel Giovanaz, no jornal Brasil de Fato:

O vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino foi o mais votado pelos colegas para assumir a Procuradoria-Geral da República (PGR), em substituição a Rodrigo Janot. Uma lista tríplice, com o nome de Dino e dos outros dois membros do Ministério Público mais lembrados na eleição desta terça-feira (27), será entregue ao presidente Michel Temer (PMDB) pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Raquel Dodge e Mario Bonsaglia integram a lista de sugestões, e também são cotados para assumir a PGR em setembro.

A "vitória" de Nicolao Dino foi considerada uma surpresa, e uma derrota para os aliados de Temer. Afinal, ele pertence à mesma ala de Rodrigo Janot, atual procurador-geral, que trava uma disputa histórica com o presidente golpista devido às denúncias da operação Lava Jato. Raquel Dodge era considerada a candidata favorita, além de ser a preferida das lideranças do PMDB.

Temer X Janot e Lula X Moro

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Chegou a hora do vale-tudo na guerra aberta entre o Judiciário e a classe política.

As defesas de Temer e Lula resolveram partir para o ataque contra seus acusadores Janot e Moro, respectivamente.

Rodrigo Janot denunciou Michel Temer por corrupção na segunda-feira.

A qualquer momento, Sergio Moro pode anunciar a sentença de Lula também acusado de corrupção.

Ao povo, nas arquibancadas, dividido e atônito, só resta torcer por um lado ou outro, sem influir no resultado, como os gandulas.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Depois de Temer, Lula será o próximo

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Nem é preciso refletir mais do que um minuto para admitir que só pode haver alguma coisa errada numa festa que reunisse João Roberto Marinho e Luiz Inácio Lula Silva, Fernando Henrique Cardoso e João Pedro Stédile, Roger e Wagner Moura: a queda provável de Michel Temer em ambiente de carnaval cívico.

Concordo que é preciso ter clareza sobre um ponto. A julgar pelo que se pode ler nos jornais e na TV, não há dúvida que foram reunidas provas consistentes contra Temer, que pronunciou uma dessas frases de tom grandioso, sob medida para momentos desesperados: "Nada nos destruirá".

As bases da acusação de Janot contra Temer

Da revista CartaCapital:

Nas 60 páginas da denúncia por corrupção passiva que apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Michel Temer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, busca conectar dois conjuntos de fatos para provar a culpa do presidente. O primeiro envolve a negociação da propina semanal feita entre representantes do grupo J&F, de Joesley Batista, e Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). O segundo conjunto compõe o estreito relacionamento entre Loures e Temer. Para Janot, há evidências de que, ao pedir e receber propina, Loures estava atuando em nome de Temer.

'Fora Temer' tem data marcada para acontecer

Por Jeferson Miola

A denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal contra Michel Temer pelo crime de corrupção contém uma contundência e gravidade tais que limita as possibilidades de sobrevivência do presidente usurpador e da sua quadrilha.

Dessa maneira, a primeira das quatro denúncias do Temer ao STF – além de 1.corrupção, em seguida ele será denunciado por 2.organização criminosa, por 3.obstrução de justiça e por 4.prevaricação – é um fator que contribui para a abreviatura desta tragédia que ele representa na história do Brasil.

Já na primeira denúncia Temer fica emparedado entre três alternativas: ou renuncia, ou se suicida, ou é convertido em réu pela Câmara dos Deputados. Poderá ocorrer, obviamente, a ocorrência simultânea de duas entre as três alternativas.

O desembarque do PSDB é questão de dias

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

É muito difícil, mesmo com a hegemonia paulista incontrastável dentro do PSDB, que Geraldo Alckmin consiga voltar a adiar o desembarque dos tucanos da nau furada de Michel Temer.

As consequências eleitorais de seu apoio a um presidente que consegue ir abaixo do chão em matéria de respeito público – já nem se fala em em popularidade – estão se tornando desastrosas e serem aqueles que “apagam a luz” ainda pode limpar minimamente a cara tucana.

Na Câmara, onde será julgada a denúncia de Janot, a situação é pior ainda que a do Senado, onde os votos que se quer são os coerentes com a índole antitrabalhista do partido, na reforma da CLT, que – graças ao apoio da mídia – não lhes trará maior desgaste.

Dez razões para Moro não condenar Lula

Do site Lula:

A equipe de procuradores da Lava Jato liderados por Deltan Dallagnol acusa Lula de ter recebido um apartamento no Guarujá e o armazenamento do acervo presidencial entre 2011 e 2016 em troca de 3 contratos da Petrobras onde teria havido desvio de recursos. Entenda porque a acusação é absurda em cada uma dessas afirmações e porque uma condenação de Lula é impossível de ser feita dentro da lei:

1- Porque até o Ministério Público admite não ter provas contra Lula e pede que ele seja condenado a revelia da lei

O próprio Ministério Público admite em sua peça final não ter provas contra Lula. Pedem então que os conceitos de prova e de "ato de ofício" (ou seja o ato de corrupção pelo qual Lula estaria sendo julgado) sejam relativizados, e que se use de "responsabilidade penal objetiva" para condenar Lula. Diz que é "difícil provar" os crimes. Cita sete vezes como literatura jurídica para justificar suas teses, obras do próprio Deltan Dallagnol que defendem o uso de indícios, provas indiretas, e relativização da garantia da presunção de inocência, com o objetivo de condenar mesmo quando não se tem prova da culpa. Em suas obras, Dallagnol diz que julgar é um ato "de fé", e que "provar é argumentar" !?!

Os custos do funeral de Michel Temer

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Temer é um zumbi que o Brasil precisa mandar logo para o mundo dos mortos. Agora ele vai, pisou no próprio feitiço. Temer só não cairá se as leis fundamentais da política tiverem sido revogadas e se não restar ao país o mais tênue compromisso com a decência. Ao fatiar a denúncia que apresentou ao STF contra ele, o procurador-geral Rodrigo Janot deu-lhe um nó triplo: ainda que a maioria da Câmara perca completamente a vergonha e negue licença ao STF para processá-lo por corrupção passiva, outras duas denúncias terão que ser apreciadas. Uma por obstrução da Justiça, outra por participação em organização criminosa. Mas quanto custaria ao Brasil a travessia desta via crucis que pode consumir todo o resto do ano e talvez até entrar pelo próximo adentro? Para reduzir os danos de uma sangria prolongada é que agora o tempo ritual deve ser aproveitado para a construção de uma saída democrática e politicamente sustentável para a crise em os autores do golpe de 2016 jogaram o país.

Bye, bye, Brasil

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

A elite se entediou do Brasil.

Economistas de bancos, gente bem sucedida de berço, executivos prestigiados estão se desfazendo de ativos e participações no país e rumam para temporadas sabáticas no exterior.

O comboio classe A reedita no ‘formato pessoa física’ o percurso que o patrimônio, o chamado dinheiro grosso, sempre fez e continua a fazer.

A explicação para o enfado é a resiliência dos impasses que o golpe tarda a resolver.

Nada contra o golpe, a nonchalance é ... com o Brasil.

O país secularmente marcado por crises recorrentes, desta vez não parece reunir tônus para superar seus gargalos.

Skaf é a cara escarrada do desastre do golpe

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

No futuro - e eu me refiro a amanhã, mesmo -, cientistas estudarão as ruínas dessa república de bananas e verão imagens de milhares de otários em torno de um pato amarelo.

- Quem estava por trás do animal?, perguntará o doutor Jones.

- Um industrial sem indústria chamado Paulo Skaf, responderá a doutora Francesca.

Em entrevista ao Estadão, Skaf falou que “não cabe à Fiesp falar sobre renúncia de Presidente da República, mas defender a retomada do crescimento do País e soluções para os 15 milhões de pessoas que estão sem emprego. Cabe à Fiesp defender reformas estruturais para recuperar a competitividade”.

Ação contra Temer e os golpistas da Câmara

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o presidente Michel Temer e seu ex-assessor Rodrigo da Rocha Loures ao Supremo Tribunal Federal na última segunda-feira (26), sob acusação de corrupção passiva. Veja a íntegra da denúncia [aqui].

A partir de agora, o ministro Edson Fachin, relator do inquérito no STF, deve decidir quando enviará a denúncia à Câmara dos Deputados, que precisa dar o aval para o Supremo decidir se abre ou não um processo contra o presidente. Para a autorização ser aprovada, são necessários os votos de pelo menos 342 deputados.

João Vaccari e a derrota de Moro


A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) absolveu, em julgamento encerrado hoje (27), por dois votos a um, o ex-secretário de Finanças e Planejamento do PT João Vaccari Neto. Em nota, a presidenta nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que a decisão "mostra o cuidado que deveria ser tomado pelas autoridades antes de aceitarem delações premiadas que não são acompanhadas de provas".

A senadora petista diz que a decisão do TRF-4 chama a atenção quanto ao "uso abusivo de prisões preventivas, que submetem, injustamente, pessoas à privação de liberdade". Vaccari está preso por determinação do juiz de primeira instância Sérgio Moro desde abril de 2015.

Temer e o golpe do veneno

Por Márcia Lia, na revista Fórum:

O primeiro desafio no que diz respeito aos agrotóxicos é conseguirmos explicar às pessoas que eles se relacionam com uma imensa cadeia socioambiental. Afetam o meio ambiente, a agricultura, as relações sociais, a economia e a saúde pública. A política condescendente aos agroquímicos é parte de um jogo político que só beneficia meia dúzia de gigantes produtores enquanto criminaliza os movimentos sociais. O desmonte do Ministério do Desenvolvimento Agrário, junto à PEC 215 e o fortalecimento da bancada do ruralista deixam claro o que eles querem.