sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Palocci e os operadores financeiros

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O ensaio de delação do ex-ministro Antonio Palocci é a demonstração cabal de como funciona a Lava Jato. Sua missão não é prender e punir corruptos e corruptores. É usar o poder de prender e punir corruptos e corruptores para livrar corruptos e corruptores, desde que atendam aos objetivos políticos da operação.

É o caso de Palocci.

Palocci tinha duas formas de operar. Uma delas, era para o PT, as conversas informais com financiadores de campanha. Nessa ponta, conversava com empreiteiras e frigoríficos. Na outra, atuava em benefício próprio agindo preferencialmente com investidores e bancos de investimento.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Lula: líder do povo e homem de Estado

Foto: Ricardo Stuckert
Por Celso Amorim

Foi com enorme honra que recebi, em dezembro de 2002, o convite do Presidente Lula para ser seu Ministro das Relações Exteriores. Diplomata de carreira, eu fora chanceler de Itamar Franco e havia representado o Brasil,em diversos governos, perante às Nações Unidas, em Nova Iorque, à Organização Mundial do Comércio e outras organizações internacionais em Genebra. Quando recebi o convite, era Embaixador do Brasil junto ao governo britânico.

Crônica de uma morte tucana anunciada

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

Os tucanos morreram. O aviso não veio dos adversários, mas foi sendo construído, passo a passo, pelos próprios comandantes do Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB. Até o epitáfio definitivo, anunciado pelo intelectual de maior destaque da agremiação, o filósofo José Arthur Gianotti, em entrevista na Folha de S. Paulo do dia 4 deste mês, o partido vinha se aproximando do óbito por meio de manifestações que aprofundavam sua decrepitude.

O golpe perfeito é obra da CIA

Pobres sustentam cassino financeiro global

Do site Outras Palavras:

Qual impacto que a fuga não-registrada de capitais pode ter no desenvolvimento de um país, principalmente nos mais vulneráveis e pobres? Qual o papel dos paraísos fiscais na facilitação desse fluxo financeiro, que drena importantes recursos de regiões inteiras do mundo? Para tentar responder a essas questões, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), em parceria com o Centro de Pesquisa Aplicada da Escola de Economia da Noruega (SNF), a Global Financial Integrity (GFI), Universidade Jawaharlal Nehru e o Instituto Nigeriano de Pesquisa Social e Econômica, produziu o estudo “Fluxos Financeiros e Paraísos Fiscais: Uma combinação para limitar a vida de bilhões de pessoas“, um extenso relatório em três partes que avalia o fluxo líquido de recursos de entrada e saída de países em desenvolvimento, durante o período de 1980-2012.

Taxa de juros e a reforma monetária

https://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

Durante os dias 5 e 6 de setembro o Conselho de Política Monetária (Copom) deverá realizar sua 209ª Reunião Ordinária. Como acontece a cada 45 dias, os integrantes da diretoria do Banco Central do Brasil assumem um uniforme distinto e debatem a respeito das diretrizes de política monetária do governo. Em particular, os diretores travestidos de conselheiros decidem quanto ao patamar da taxa oficial de juros, a Selic.

O 7 de setembro do golpe

Por Wellington Calasans, no blog Cafezinho:

A vocação de Temer de ser sabujo dos EUA tem neste dia a sua mais expressiva exposição, o desfile oficial do 7 de Setembro. As Forças Armadas que trocaram o projeto do submarino nuclear por jangadas e assistem com ares de cumplicidade à destruição da nossa soberania, pousam de fortes com o desfile de sucatas e batem continência para um presidente ladrão.

Enquanto os verdadeiros heróis são perseguidos ou presos por terem tentado dar ao Brasil a verdadeira independência, ladrões e criminosos lesa-pátria transformam esta efeméride em uma piada sem precedentes na nossa história.

A Globo e as suas armas sujas

Por Helder Lima e Paulo Donizetti de Souza, na Rede Brasil Atual:

O sistema globo de "jornalismo" de guerra volta a atacar com suas armas sujas. Em sua edição desta terça-feira (5), o Jornal Nacional dedicou três minutos à entrevista com Rodrigo Janot, o procurador-geral da República sobre sua atuação na reta final de seu mandato. Outros 12 minutos foram dedicados ao vazamento de conversa entre Joesley Batista e Ricardo Saud, ambos delatores da J&F, em que citam sem consistência alguma integrantes do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal – dando a entender que estariam sob suspeição. E outros cinco minutos foram usados para destacar acusações de Janot à cúpula do PT e aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.


Bolsonaro e a falácia da "corrida do nióbio"

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

O nióbio não é uma mina de ouro que o Brasil tem nas mãos e não sabe explorar, ao contrário do que prega Jair Bolsonaro (PEN-RJ) inspirado no falecido fundador do PRONA, Enéas Carneiro (aquele do bordão “meu nome é Enéas). Uma audiência pública na Câmara colocou o nióbio em pratas limpas: o Brasil já faz uma exploração racional do minério. O presidenciável direitista, a propósito, não deu as caras na reunião.

Como se fosse um especialista, Bolsonaro vem pregando aos incautos por aí que o nióbio “vale mais que o ouro”, como disse na palestra da Hebraica em que insultou os povos quilombolas. E é esta, aliás, a razão para o insulto: o deputado de extrema-direita está de olho nas terras indígenas e quilombolas para exploração mineral e usa o nióbio para convencer as pessoas de que acabar com as reservas será bom para o país. Na mesma palestra, Bolsonaro disse literalmente que, se eleito presidente, “todo mundo terá uma arma de fogo em casa, não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola”.

Janot, JBS e a seletividade na Lava-Jato

Por Sergio Lirio, na revista CartaCapital:

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, corre o risco de se tornar o São Sebastião do Ministério Público, aquele soldado romano que preferiu a morte a flechadas a renegar sua fé cristã.

Janot prometia lançar inúmeras flechas contra Michel Temer, mas, às vésperas de ser substituído no cargo pela colega Raquel Dodge, as setas parecem ter mudado de rumo e virado em sua direção. O fato de ter aderido à cruzada que transformou agentes públicos em inquisidores, em meros executores dos autos-da-fé, o colocaram nesta situação.

Desemprego e a precarização do trabalho

Por Ana Luíza Matos de Oliveira, no site da Fundação Perseu Abramo:

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Trimestral (PNADC), a taxa de desocupação foi de 12,8% de maio a julho de 2017, com queda de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2017 (13,6%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior (11,6%) houve alta de 1,2 ponto percentual.

Mas o destaque dos dados é para o fato de que o número de empregados com carteira de trabalho assinada (inclusive trabalhadores domésticos), que foi de 33,3 milhões de pessoas no trimestre analisado: o número mostrou estabilidade frente ao trimestre anterior, mas caiu 2,9% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (- 1,0 milhão de pessoas). 

Quem são os neonazistas brasileiros?

Por Lu Sudré, na revista Caros Amigos:

"Devemos assegurar a existência de nosso povo e um futuro para as crianças brancas". As 14 palavras de David Lane, influente líder do neonazismo, ecoaram no mundo todo após serem ditas por supremacistas brancos em Charlottesville, cidade do Estado norte-americano de Virgínia, no dia 12 de agosto. As tochas de fogo que marcaram a história da Ku Klux Klan estavam nas ruas como há muito tempo não se via. Tais palavras podem estar mais próximas do que se imagina.

Segundo a antropóloga Adriana Dias, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que mapeia a atuação dos principais grupos neonazistas do País na internet desde 2002, existem mais de quatro mil sites neonazistas em domínio brasileiro.

Independência? Que Independência?

Por Jandira Feghali

Com quase meio milhão em déficit de moradias, mais de 1 milhão de desempregados, trabalhadores com dívidas crescentes, cenas cotidianas de guerra urbana e uma universidade estadual ameaçada, o Rio de Janeiro corajosamente resiste neste 7 de setembro.

Refém de um governo federal quadrilheiro e sem pudor e um governo estadual fracassado, a população de nosso estado viu a venda da Cedae ser autorizada, e outras contrapartidas inaceitáveis serem aprovadas por uma maioria na Assembleia Legislativa. Sem debate ou consulta popular, um dos maiores entes federativos do Brasil foi engessado sob real intervenção do atual Palácio do Planalto entreguista.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Lula rechaça mentiras de Antônio Palocci

Por Cristiano Zanin Martins, no site Lula:

A história que Antonio Palocci conta é contraditória com outros depoimentos de testemunhas, réus, delatores da Odebrecht e provas e que só se compreende dentro da situação de um homem preso e condenado em outros processos pelo juiz Sérgio Moro que busca negociar com o Ministério Público e o próprio juiz Moro um acordo de delação premiada que exige que se justifique acusações falsas e sem provas contra o ex-presidente Lula. Palocci repete o papel de réu que não só desiste de se defender como, sem o compromisso de dizer a verdade, valida as acusações do Ministério Público para obter redução de pena e que no processo do tríplex foi de Léo Pinheiro.

O desvio de foco para encobrir a verdade

Por Dilma Rousseff, em seu site:

A denúncia proposta pela Procuradoria-Geral da República acusando a mim de pertencer e ao PT de constituir uma organização criminosa é um documento que deve ter sido reunido às pressas e baseado, exclusivamente, em depoimentos de delatores premiados.

Não há comprovação resultante de qualquer investigação feita. Apenas ilações, deduções e insinuações tratadas como verdade. Apenas as convicções dos acusadores, baseadas em modelos fantasiosos .

A capa canalha do Globo contra Lula e Dilma

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O responsável pela capa canalha do Globo associando as malas de dinheiro no “bunker” de Geddel à denúncia de Janot contra Lula e Dilma é Ascânio Seleme, diretor de redação (com todo respeito, nome de xarope contra a tosse dos anos 40).

Evidentemente que Ascânio é apenas a longa manus de João Roberto Marinho, presidente do Conselho Editorial e dono do negócio.

O ato político-cultural pela paz na Venezuela

Janot, covarde, quer se "limpar" na mídia

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A desmoralização da Procuradoria Geral da República o faz buscar, rápido, a recuperação de sua imagem diante da mídia.

Claro, usando os alvos dos quais a mídia gosta: Lula e Dilma.

Apresentou ao STF o pedido de abertura de inquérito contra ambos, Edinho Silva, João Vaccari, Antonio Palocci , Guido Mantega, Paulo Bernardo silva e a senadora Gleisi Hoffman por supostos desvios na Petrobras, segundo as primeiras informações.

É claro que Lula pode ser absolvido!

Foto: Ricardo Stuckert
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Não é de hoje que o Partido Justiceiro – composto por setores do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal decididos a usar politicamente esse Poder – tenta criar um clima de inexorabilidade contra Lula. Sua eventual condenação é tratada como se fosse impossível impedir que sobrevenha.

Como o PJ (Partido Justiceiro) está coligado ao PM (Partido da Mídia) na FLJ (Frente Lava Jato), esses dois atores políticos tratam de produzir essa sensação de fatalidade em relação às chances de Lula de ser absolvido em 2ª instância da condenação que sofreu em 1ª instância.

Furacão Harvey não veio do nada!

Por Naomi Klein, no site The Intercept-Brasil:

Este é o momento exato para falarmos de mudanças climáticas e de todas as outras injustiças sistêmicas – do perfilamento racial à austeridade econômica – que transformam desastres como o Harvey em catástrofes humanas.

Quem assiste à cobertura do furacão Harvey e das enchentes de Houston ouve muita gente dizendo que essa é uma tempestade sem precedentes; que ninguém conseguiu prevê-la e, portanto, se preparar adequadamente para ela.

Mas fala-se muito pouco dos motivos pelos quais esses eventos climáticos sem precedentes, que quebram recordes, estão acontecendo com tanta frequência – a ponto de a expressão “recorde” já ter se tornado um clichê meteorológico. Em outras palavras, não vamos ouvir muito, se é que vamos ouvir alguma coisa, sobre mudanças climáticas.