terça-feira, 17 de dezembro de 2019

COP-25: Bolsonaro expõe o Brasil ao escárnio

Por Agnes Franco, no site da Fundação Perseu Abramo:

A COP-25 foi muito aquém do esperado. E, diferentemente de um passado pouco distante, em que o Brasil impulsionava as metas mais ambiciosas em favor da redução da emissão de Gases do Efeito Estufa (GEEs), desta vez o protagonismo foi às avessas: tratado como “párea” ou “uma ameaça à vida”, o Brasil foi o maior destaque negativo desta Conferência das Partes (COP), a órgão máximo e decisório da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC).


Adeus à água como bem comum?

Por José Álvaro de Lima Cardoso, no site Outras Palavras:

O problema da falta de água, que é diagnosticado em várias partes do mundo, afeta sempre a sociedade de forma diferenciada. Como todo direito básico existente, quem enfrenta dificuldades no acesso a água são sempre os mais pobres, o que ocorre tanto nos países imperialistas centrais, quanto nos subdesenvolvidos. Os EUA e a Europa também enfrentam grandes problemas de falta de água, a maioria dos rios dos EUA e do Velho Continente estão contaminados. No caso dos EUA, o próprio desenvolvimento recente da indústria extrativa de gás de xisto contribui para a contaminação dos lençóis de água.

Onde Witzel e Bolsonaro se encontram

Por Fernando Brito, em seu blog:

Segurança pública, sabem todos os que a analisam como política pública, é um indicador essencialmente subjetivo – é a sensação de segurança.

Ainda que alimentado por uma base real – os índices de criminalidade – esta sensação provém de percepções que vêm da experiência nas ruas e do impacto da mídia.

No Rio, ambos favorecem – e há muito tempo – que esta percepção seja negativa.

Não é preciso aprofundar-se em estudos, basta olhar os jornais de hoje.

Bolsonaro, COP-25 e a luta da juventude

Por Randolfe Rodrigues, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

O Brasil construiu nas últimas décadas políticas ambientais que o credenciaram internacionalmente a desempenhar papel de destaque em conferências tendo o meio ambiente como temática. Nossa diplomacia ajudou na articulação de acordos globais importantes e colaborou destravando negociações, credenciando o País como um líder internacional ambiental. Infelizmente, o governo Bolsonaro destruiu essa reputação.

Sobre a eleição na Inglaterra

Por Jeremy Corbyn, no site A terra é redonda:

Vivemos em tempos altamente voláteis. Dois anos e meio atrás, na primeira eleição geral que eu disputei como líder do Partido Trabalhista, nosso partido aumentou em 10 pontos percentuais sua participação no voto popular. Na quinta-feira, numa noite desesperadamente decepcionante, retrocedemos oito pontos.

Eu pedi um período de reflexão no partido, e não há poucas coisas a considerar. Não acredito que esses dois resultados eleitorais contrastantes possam ser entendidos isoladamente.

Os últimos anos testemunharam uma série de agitações políticas: a campanha pela independência escocesa, a transformação do Partido Trabalhista, o Brexit, a ascensão eleitoral trabalhista e agora a vitória do “Concluir o Brexit” de Johnson. Nada disso é uma coincidência.

Os seguidores de Bolsonaro nas redes sociais

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Empresa especializada em monitorar as redes sociais, a Bites projeta que o capitão presidente Bolsonaro chegará ao dia 31 de dezembro, no final do primeiro ano de mandato, com 33 milhões de seguidores nos seus perfis oficiais no Facebook, Twitter, Instagram e Youtube.

É o quarto colocado no mundo inteiro na lista de 13 nomes com maior contingente de aliados digitais, segundo a Bites.

Para se ter uma ideia do que representa esse exército digital do capitão, foram 19 milhões de posts para a ativista sueca Greta Thunberg, contra 103 milhões, sendo 90 milhões no Brasil, sobre Bolsonaro.

Meus piores pesadelos se concretizaram

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Nunca, nem em meus piores pesadelos, imaginei ver Jair Bolsonaro presidente da República. Ele sempre foi para mim só uma piada de péssimo gosto, um personagem folclórico do mal, um integrante do baixo clero que jamais iria alçar voos maiores. Imaginem, portanto, minha surpresa e desgosto ao ver que milhões de brasileiros puderam votar nesta triste figura para comandar nosso país.

O Reino Desunido de Boris Johnson

Por Antonio Lassance, no site Carta Maior:

Boris Johnson e Jeremy Corbyn são responsáveis por algo muito importante na política britânica: que a distinção entre esquerda e direita fique clara e cristalina.

É uma pena que parte desse esclarecimento seja obra de um político de extrema direita.

Diferenças nítidas entre esquerda, centro e direita sempre foram um elemento distintivo importante do sistema político britânico.

Nublar essas diferenças claras de programa entre os partidos do espectro político, entretanto, foi um dos legados mais relevantes e perversos deixados pelo ex-primeiro-ministro Tony Blair.

É de se lamentar que partidos que deveriam estar à esquerda se proponham a fazer políticas de centro direita como se fossem suas próprias, ao invés de rechaçá-las - sem prejuízo de que governos de coalizão façam concessões pontuais.

O AI-5 de Sergio Moro

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A história nos mostra que a essência do AI-5, que consolidou a ditadura militar em dezembro de 1968, encontrava-se na decisão de suspender o habeas corpus. Esta medida, sabemos todos, abriu caminho para a institucionalização da tortura de presos políticos.

Naquele país que manifestava a vontade de se rebelar contra o regime dos generais, através de protestos estudantis, greves operárias e manifestações culturais vigorosas, a tortura representava uma ação direta contra a resistência.

Já não bastava cassar mandatos de parlamentares eleitos, nem perseguir adversários políticos de diversas formas.

Glenn Greenwald entrevista Evo Morales

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Um balanço da mídia no governo Bolsonaro

Por que você paga tanto imposto?

A tragédia da privatização da água

Bolsonaro e a manipulação pela internet

OEA e a eleição na Bolívia: fraude ou não?

Crivella, chuvas e caos no Rio de Janeiro

O MST e o empreendedorismo social

Um encontro com Lula

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

O Instituto Lula está no lugar de sempre, ao lado do Museu do Ipiranga, não sei se no ponto em que D. Pedro I, do alto do seu muar, proclamou a Independência, não do Brasil, e sim de si próprio. E lá fui visitar meu velho e caríssimo amigo Lula, que regularmente comparece instalado no escritório do andar de cima. E o Instituto está como sempre esteve sob o olhar protetor de Paulo Okamoto, guardião fiel, embora o ex-presidente o chame afetuosamente de sovina.

'Ajustes econômicos' festejados pela mídia

Por Marcio Pochmann, na Rede Brasil Atual:

Na perspectiva dos donos do dinheiro e seus porta-vozes midiáticos, o aprofundamento da agenda neoliberal herdada de Temer pelo governo Bolsonaro teria permitido realizar os ajustes essenciais para que a economia brasileira voltasse a crescer sustentadamente. Com isso, o corte nos investimentos e gastos governamentais que torna o Estado menor, reduziria o déficit público e permitiria que o protagonismo do setor privado comandasse a expansão econômica.

A renhida disputa no bestialógico

Por Haroldo Lima, no site Vermelho:

Desde seu início, o governo Bolsonaro surpreendeu e chocou pelo baixo nível cultural de seus componentes e pelas opiniões tresloucadas de seus mentores. Sob certo aspecto, parecia a composição burlesca de um teatro de comédia com palhaços chinfrins. Mas apenas parecia - porque o palco desse teatro bufa era o governo do Brasil.

Pairava acima do grupo governamental tido como “ideológico”, a figura alucinada de um chamado guru que vivia nos Estados Unidos como uma assombração, deitando falação sobre uma porção de coisa, esbanjando ignorância, petulância e palavrão.