quarta-feira, 10 de junho de 2020

Abrigar todos que discordam do fascismo

Por Vanessa Grazziotin, no jornal Brasil de Fato:

Há uma semana praticamente estamos vendo eclodir no mundo inteiro, e no Brasil não é diferente, grandes manifestações populares que se somam à luta contra o racismo, a violência policial, que lamentavelmente impera em grande parte do mundo.

Esses episódios surgiram a partir da morte de um negro estadunidense, George Floyd, uma morte que foi assistida pelo mundo e chocou, pelo menos, os democratas, os humanistas.

Aqui no Brasil nós já vivíamos uma escalada de ações de ambos os lados. Bolsonaro continua coordenando o seu grupo fascista, incentivando o seu grupo para o confronto e o enfrentamento com os poderes constituídos.

Bolsonaro e a aposta no caos

Por Silvio Caccia Bava, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

A situação é desesperadora. Vivemos uma epidemia que já mata mais de mil pessoas por dia no Brasil, sem que o governo federal tenha adotado uma estratégia de defesa da vida e mobilizado todos os recursos disponíveis para controlar a Covid-19. O vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, além de todos os seus desatinos, mostra que o governo nem sequer aborda a pandemia que se alastra pelo país. Ao contrário, Bolsonaro sabota a proposta de isolamento social e se choca com as orientações da Organização Mundial da Saúde e de seu próprio Ministério da Saúde, o que já levou dois ministros a se demitirem em plena pandemia. Pesa sobre o presidente da República a acusação de estar promovendo um genocídio dos brasileiros.

Doze dias que abalaram os Estados Unidos

Manifestantes em StPaul (Minnesota). Foto: NYT
Por Richard Greeman, no site Outras Palavras:

Deflagrados pelo assassinato de George Floyd pela polícia e alimentados pela relutância das autoridades de Minneapolis em prender e processar os três cúmplices do assassino, os protestos de multidões varreram os estados Unidos como intensidade inédita desde os anos 1960. Em mais de 150 cidades, os afro-americanos e seus aliados encheram as ruas, enfrentando a pandemia de Covid-19 e a violência da polícia. Desafiaram séculos de desigualdades de raça e classe, exigindo liberdade de justiça para todos e colocando em xeque uma estrutura de poder racista e corrupta, baseada em repressão violenta.


Pobreza e trabalho infantil na pandemia

Ilustração do vídeo Sementes, dos rappers Emicida e Drik Barbosa
Por Cida de Oliveira, na Rede Brasil Atual:

As consequências sócio-econômicas da pandemia de Covid-19 em todo o mundo colocam em risco a meta de erradicação do trabalho infantil até 2025. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima em 152 milhões de crianças do planeta trabalhando atualmente, número que vinha sendo reduzido, mas que mostra agora tendência de aumentar. Para muitas famílias, a crise representa a perda da renda familiar, a interrupção da educação e o fim de um dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes: o de não se obrigado a vender sua força de trabalho para sobreviver.


Comunidade internacional tem pena do Brasil

Jornada contra o racismo e o fascismo

O mundo do trabalho e a pandemia

terça-feira, 9 de junho de 2020

Generais darão golpe ou deixarão Bolsonaro?

As trapalhadas do general Pazuello na Saúde

Até 'O Globo' admite que Moro derreteu

Por Fernando Brito, em seu blog:

Até mesmo em seu bastião, o grupo Globo, o derretimento de Sérgio Moro já é admitido.

Hoje, o jornal reproduz as análises da Fundação Getúlio Vargas de que “o ex-ministro está isolado e restrito ao campo lava-jatista”, segundo o diretor de Análises de Políticas Públicas da fundação.

- Bolsonaro tem uma erosão da credibilidade e Moro viu nisso uma oportunidade, fez contraponto, mas não tem a máquina do bolsonarismo de circulação de narrativas.(…) Moro fica numa situação em que quer brigar, busca um segmento de direita crítico ao bolsonarismo, mas não consegue sair dai, não consegue crescer em direção ao centro.

A rigor, Moro ficou sem chão, porque seu campo foi absorvido e tomado por Bolsonaro, desde a campanha eleitoral.

Bolsonaro quer esconder seus crimes

Editorial do site Vermelho:

A decisão do governo do presidente Jair Bolsonaro de não divulgar os dados completos sobre a pandemia de Covid-19, como o fazem quase todos os países do mundo é mais um ato de irresponsabilidade. Ele tenta, criminosamente, ocultar a verdade sobre os danos causados por sua conduta incompatível com o cargo que exerce, em grande parte a responsável pelo descontrole da contaminação e das mortes.

Ousar respirar

Foto: Leonardo Leon/Mídia Ninja
Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

As ruas estão dizendo 'eu não consigo respirar' sob o joelho asfixiante da desordem neoliberal.

Desde 2008, quando o sistema entrou em colapso e dobrou a aposta no veneno para subsistir, o joelho tornou-se ainda mais esmagador.

A engrenagem estéril que reproduz dinheiro na ciranda financeira, sem gerar empregos, bem-estar, nem riqueza social, ajustou os parafusos do maquinismo de extração do suor dos trabalhadores dando voltas seguidas na rosca do garrote.

Menos direitos, mais precariedade, zero de estabilidade no presente, nenhuma garantia de futuro.

Tem sido assim em todos os quadrantes, sob a escolta de movimentos e lideranças brancas e fascistas que dão amparo e se espojam no salve-se quem puder daí decorrente: direitos dos pobres e das minorias não cabem mais no Estado reduzido a uma capatazia dos mercados para poucos.

Sergio Moro antes da fama

O que passou na boiada de Ricardo Salles

Uma CPI para investigar o ex-ministro Moro

Bolsonaro tem medo dos protestos de rua

Fake news, antifascismo e os 70%

Paulo Guedes conduzirá o país ao abismo

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Ricardo Salles “passa a boiada” milionária

Por Altamiro Borges

Na fatídica reunião ministerial de 22 de abril, o sinistro Ricardo Salles admitiu alegremente que a tragédia do coronavírus servia para distrair a imprensa e “ir passando a boiada" da devastação ambiental. E, de fato, isto está em curso. Segundo reportagem do Estadão, o "desmatamento na Amazônia cresceu 22% neste ano”.

A matéria baseia-se no levantamento do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ele mostra que nos cinco primeiros meses do ano o desmatamento na Amazônia atingiu 1.844 km², ante 1.512 km² de janeiro a maio do ano passado – aumento de 22%.

Nenhum real a menos, ninguém sem receber

Por João Guilherme Vargas Netto

De todas as tarefas impostas ao movimento sindical e que têm sido desempenhadas com forte espírito unitário desde o 1º de Maio virtual, a defesa das condições de sobrevivência da massa dos trabalhadores e das trabalhadoras é hoje a tarefa número um com abrangência muito mais ampla do que as próprias bases organizadas dos sindicatos.

É fácil compreender que o caos social não se instalou ainda porque milhões de brasileiros e brasileiras receberam os auxílios emergenciais votados pelo Congresso Nacional, mesmo que muitos outros milhões não conseguiram ainda acesso a eles (incluindo os pequenos e médios empresários).