terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

O Globo inocenta o genocida Bolsonaro

BC, juros e independência: em defesa de Lula

Charge: Miguel Paiva
Por Leda Maria Paulani, no Jornal GGN:

Depois de ter escrito Brasil Delivery [1] 20 anos atrás, jamais imaginei que escreveria um artigo com o título deste. Eu argumentava ali que a política macroeconômica de Lula era mais realista que o rei, aprofundando os princípios neoliberais que haviam guiado o governo anterior, sobretudo aqueles que prevaleceram no segundo mandato de Fernando Henrique (depois do abandono do câmbio fixo e da adoção do regime de metas de inflação). De fato, Lula iniciara seu primeiro governo com um pacote pesado de medidas (elevação da Selic de 22 para 26%, elevação da meta de superávit primário para 4,25% - quando o exigido pelo FMI era 3,5% - e forte arrocho monetário que, do dia para noite, via elevação do compulsório dos bancos, cortou cerca de 10% dos meios de pagamento da economia), então justificadas pela necessidade de driblar um suposto descontrole monetário, que ameaçava trazer de volta a inflação, e mais uma crise externa, que estaria colocando a economia brasileira “à beira do precipício”, correndo o risco de se “desfazer como gelatina” ou “derreter como manteiga” (eram essas as expressões da parceria mercado financeiro/mídia mais utilizadas à época).

Questão de vida ou morte para o governo Lula

Foto: Ricardo Stuckert
Por Paulo Nogueira Batista Júnior

Questão de vida ou morte para o governo Lula – mostrar, já em 2023 e 2024, que é capaz de melhorar a vida da população miserável e pobre e de aumentar os salários e o emprego. Por algum tempo, pode-se viver de promessas e discursos. Mas o período de carência não será longo. Logo virão as cobranças e, caso não atendidas, as decepções. Lula certamente sabe disso. E dá mostras de que tem pressa.

É possível fazer diferença já no curto prazo? Sim – ainda que exista um obstáculo poderoso: a autonomia ou independência do Banco Central (BC), cujo comando é exercido por um executivo financeiro indicado por Bolsonaro.

Juros altos do BC custam muito caro ao país

Charge: Clayton
Por Jeferson Miola, em seu blog:

O relatório fiscal do Banco Inter de 30/1/2023 projeta que a despesa do Tesouro Nacional para o pagamento dos juros da dívida poderá atingir R$ 790 bilhões em 2023.

Será mais um recorde vergonhoso do Banco Central. E custará R$ 203 bilhões a mais que o recorde histórico anterior, alcançado no ano passado, quando o Tesouro gastou R$ 586,4 bilhões devido ao aumento do custo da dívida.

O aumento das despesas do Tesouro para o pagamento dos juros da dívida saltou enormemente a partir do início de 2021, quando o Banco Central elevou a taxa básica de juros até alcançar os atuais 13,75%s ao ano, conforme mostram as partes em azul do gráfico:

A escolha de Campos Neto é sabotar Lula

Charge: Rodrigo/Expresso
Por Paulo Moreira Leite, no site Brasil-247:

A crítica de Lula a Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, não envolve qualquer debate sobre ideias econômicas no século XXI.

Os números da campanha eleitoral mostram que brasileiros e brasileiras foram capazes de elaborar uma visão clara das diferenças entre o espírito desenvolvimentista que animou a campanha de Lula e o monetarismo tosco de Paulo Guedes-Bolsonaro, responsável pela tragédia econômica que o país atravessa.

Nessa situação, é difícil negar que, do ponto de vista do desenvolvimento econômico e da defesa dos interesses do país, Lula tenha 100% de razão ao denunciar a natureza predatória da gestão de Campos Neto.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Globo inocenta Bolsonaro na tragédia Yanomami

Charge: Cau Gomez
Por Altamiro Borges


Em editorial publicado nesta segunda-feira (13), o jornal O Globo quase que inocentou o genocida Jair Bolsonaro pela matança dos povos Yanomami. Segundo o diário da famiglia Marinho, que sempre foi tão leviano ao satanizar os ex-presidentes Lula e Dilma e estigmatizar as forças de esquerda, é impossível culpar o fascista por mais este crime: “Será preciso provar a intenção de aniquilar os ianomâmis, condição essencial para tipificar o genocídio. Nada disso está claro”.

#DesmonetizaJovemPan afunda a emissora

@artevillar1
Por Altamiro Borges


A campanha #DesmonetizaJovemPan, liderada pela sessão brasileira do movimento de consumidores Sleeping Giants (Gigantes Adormecidos), está produzindo graves prejuízos financeiros à famosa emissora bolsonarista. Nos últimos dias, mais duas grandes empresas – a Toyota e a Caoa Chery - anunciaram o cancelamento dos seus anúncios publicitários. O total da perda de receita é de R$ 837 mil. O clima na Jovem Pan – também apelidada de Jovem Klan por sua linha editorial de extrema direita e por difundir fake news – é de velório.

Sem foro, Bolsonaro vai para a 1ª instância

A luta pela democratização da comunicação

Mídia rentista protege bolsonarista do BC

Bolsonaro usou cartão corporativo na eleição

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Economistas defendem queda dos juros do BC

Charge: Cicero
Por Altamiro Borges


Diante do terrorismo do “deus-mercado” e da mídia rentista, um grupo de economistas lançou nesta sexta-feira (10) um manifesto em defesa da queda dos juros e contra a política monetária ortodoxa do Banco Central. Com o título “taxa de juros para a estabilidade duradoura: economistas em favor do desenvolvimento”, o documento é encabeçado por Luiz Carlos Bresser-Pereira, Leda Paulani, Monica De Bolle, Luiz Gonzaga Belluzzo, Luciano Coutinho, Nelson Marconi, Antonio Correa de Lacerda, Paulo Nogueira Batista Jr., entre outros intelectuais de renome.

Desmatamento na Amazônia cai 61% em janeiro

Charge: Sinfrônio
Por Altamiro Borges


O fim das trevas de Jair Bolsonaro e do seu ministro da devastação ambiental, Ricardo Salles, já traz alívio para a maior floresta tropical do planeta. A área desmatada na Amazônia caiu 61% em janeiro de 2023 em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No total, o desmatamento foi de 167 quilômetros quadrados. Em janeiro de 2022, a área atingida foi de 430 km².

Sem foro especial, Bolsonaro vai à 1ª instância

Charge: Fraga
Por Altamiro Borges


Em mais uma decisão que aproxima o genocida Jair Bolsonaro da cadeia, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu enviar oito pedidos de investigação contra o ex-presidente para a 1ª instância da Justiça já que ele perdeu o foro especial ao não ser reeleito e deixar o cargo. Agora é que o “fujão” e “cagão” não retorna tão cedo dos EUA – isso se o governo ianque lhe conceder o visto de turismo por mais seis meses.

Banco Central é refém do sistema financeiro

BC independente é crime contra o povo

Charge: Geuvar
Por Jair de Souza


Em fevereiro de 2021, pouco antes de a Câmara dos Deputados aprovar a proposta do governo bolsonarista para efetivar legalmente a autonomia do Banco Central, eu publiquei aqui mesmo neste espaço um artigo que buscava alertar a todos acerca da gravidade do crime contra os interesses populares que estava prestes a ser consumado.

Agora, passado pouco mais de um mês da posse do governo democrático-popular que pôs fim ao regime do nazismo bolsonarista, estamos constatando a triste comprovação da correção das preocupantes observações levantadas naquele momento.

Um Banco Central independente, sob o comando de um representante do capital financeiro indicado pelo anterior governo nazista bolsonarista, parece estar determinado a infernizar a vida das novas autoridades eleitas, que tiveram a ousadia de pôr fim ao plano de perpetuação da aliança militar-financeira agrupada em torno do bolsonarismo.

A conversa fiada da 'independência' do BC

Charge: Jota Camelo
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Que sentido faz, do ponto de vista republicano, que governos eleitos pelo voto popular abdiquem de interferir na política monetária em favor de bancos, fundos de investimento e corretoras de valores?

Este debate, por razões óbvias, é interditado pelos comentaristas econômicos e políticos da mídia corporativa. Aliás, o neoliberalismo é pródigo em impingir à sociedade verdades cristalizadas e absolutas com se fossem dogmas divinos.

Uma coisa é reconhecer que a composição conservadora atual do Congresso Nacional não permite sequer que se especule sobre o fim da autonomia do BC. Outra bem diferente é não denunciar essa anomalia institucional aprovada por deputados e senadores durante o governo Bolsonaro.

Até porque, se não há condição para essa situação seja revertida em curto e médio prazos, que, pelo menos, plante-se a semente para que, no futuro, seja respeitada na plenitude a premissa da soberania popular, pilar básico do estado democrático de direito.

Banco Central autônomo é dogma neoliberal

Charge: Aziz
Por Jeferson Miola, em seu blog:


A autonomia do Banco Central é um dogma do pensamento único neoliberal; um totem sagrado do capital financeiro.

O debate mundial sobre a autonomia do Banco Central foi encorpado nos anos 1990, no auge da expansão da hegemonia neoliberal e do fim da União Soviética e regimes satélites do leste europeu.

Foi quando o economista estadunidense Francis Fukuyama “decretou” o fim da história e a chegada da humanidade ao nirvana neoliberal: privatizações, desregulamentação dos mercados, flexibilização do mercado de trabalho e abertura indiscriminada das economias nacionais para a livre penetração dos capitais.

A era da ultra-financeirização do capitalismo triunfara de “forma definitiva” sobre a utopia socialista e anticapitalista.

É preciso superar o imobilismo 'progressista'

Foto: Ricardo Stuckert/ PR
Por Roberto Amaral, em seu blog:


"Se a aparência e a essência das coisas coincidissem, a ciência seria desnecessária" - Karl Marx, O capital

Em recente debate sobre defesa nacional e segurança pública (youtu.be/cWpnLzsdiJ8), ouvi de Luiz Eduardo Soares a expressão “funcionalismo mesclado de marxismo vulgar”, cacoete analítico segundo o qual a análise da realidade se reduz à contemplação de sua aparência: a realidade é o que é porque não poderia ser de outro jeito, e é deste jeito porque atende a um interesse – e, evidentemente, se se trata de um interesse dominante, só pode ser um interesse de classe poderoso.