sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Moro e o prêmio para os ladrões bonzinhos

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:


Vejam que “cana dura” é a do Dr. Sérgio Moro para os ladrões confessos.

Está tudo aí, na chamada de O Globo.

Paulo Roberto Costa já pode trocar a tornozeleira eletrônica por uma correntinha de ouro, se quiser.

Alberto Youssef, que já tinha sido solto com a promessa – “eu juro, Doutor Moro” – de não roubar mais e roubou muito também já vai para casa.

O caixa 2 de Skaf e o ‘Volta, FHC’

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O Brasil se consagra cada vez mais como uma versão depravada da formulação de Churchill sobre a Força Aérea Real (“nunca tantos deveram tanto a tão poucos”).

Os coxinhas de diferentes matizes fascistas que foram às ruas clamar contra a corrupção estão saboreando, de maneira rápida e explícita como convém a esta era, a farsa de que participaram.

Paulo Skaf, presidente vitalício da Fiesp, patrocinadora do impeachment, foi citado por Duda Mendonça num depoimento ao MPF.

Kim Kataguiri e a exaltação dos fascistas

Por Luis Felipe Miguel, no blog Cafezinho:

Um traço característico da cosmovisão fascista é a exaltação da força. O próprio Mussolini era um brutamontes, mas muito de seus seguidores não - e fica aquela coisa caricata, do chefete fascista mirrado falando da superioridade dos fortes, tipo o Plínio Salgado.

No Brasil atual, isso sempre me vem à mente quando vejo o impagável astrólogo Olavo de Carvalho prometendo que vai dar porrada em todo mundo, com seu fôlego bronquítico de velho fumante inveterado.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Mineiros internam o cambaleante Aécio

https://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

O cambaleante Aécio Neves ficou desnorteado com o resultado da eleição em Belo Horizonte. Diante da surra que o seu candidato, João Leite, levou no segundo turno do pleito na capital mineira, ele tem repetido à imprensa - como um papagaio, ou melhor, tucano - que "não me sinto derrotado". Mas seu discurso não convence ninguém. No interior do PSDB, ele já é visto como carta fora do baralho para a sucessão presidencial de 2018. Geraldo Alckmin, o governador paulista que fez barba e cabelo nas eleições municipais no principal Estado do país, não esconde a sua alegria e já sinaliza que vai rifar o mineiro do comando nacional do partido. A própria mídia tucana, que sempre blindou o cambaleante, já trata o senador Aécio Neves como uma figura política em decadência, que tende ao ostracismo.


Rolls-Royce vai desapontar os 'coxinhas'?

Por Altamiro Borges

Objeto de desejo dos consumistas, a marca de automóveis Rolls-Royce derrapou feio nesta semana. Reportagens publicadas pelo jornal Guardian e pela emissora pública BBC apontam que a empresa está sendo investigada sob suspeita de usar uma vasta rede de lobistas para obter contratos lucrativos em ao menos 12 países - incluindo o Brasil. Segundo investigação das agências anticorrupção do Reino Unido e dos EUA, ela pagou propina para favorecer seus bilionários negócios. A denúncia está baseada em documentos vazados e em depoimentos de funcionários, que sugerem que a fabricante britânica fez pagamentos ilícitos ao longo de vários anos para aumentar os seus lucros.

O golpista Skaf se perpetua na Fiesp

Por Altamiro Borges

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), é um oportunista de marca registrada. Já tentou duas vezes se eleger governador do Estado, mas foi escorraçado pelas urnas - apesar dos milhões investidos nas campanhas eleitorais. Nas marchas pelo impeachment de Dilma, no ano passado, ele pegou carona na cavalgada golpista e distribuiu os seus patos amarelos na Avenida Paulista. Ele também deu guarita - e até filé mignon - aos fascistas mirins que acamparam diante do prédio da entidade patronal. Mais sujo do que pau de galinheiro, denunciado por várias falcatruas, ele ambiciona o poder. Como não consegue dar novos voos, Paulo Skaf transformou a Fiesp no seu feudo - com a cumplicidade dos industriais omissos e acovardados, seus verdadeiros patos!

Governadores violam LRF. Impeachment?

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, pelo menos oito estados da federação estouraram os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e estão gastando com pessoal bem mais que os 60% da Receita Liquida Corrente admitidos pela lei. Alguém, entre os que condenaram a ex-presidente Dilma Rousseff, vai pedir o impeachment dos governadores destes estados por crime de responsabilidade fiscal? Não, muito pelo contrário. O que o governo federal começou a discutir foi ajustes na LRF e tapar as brechas que eles vêm utilizando para produzir uma “contabilidade criativa” que os deixam falsamente enquadrados nos limites da lei.

Estado de Direito e o Estado de exceção

Por Hylda Cavalcanti, na Revista do Brasil:

O Supremo Tribunal Federal (STF) empossou em setembro a segunda mulher na presidência, a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. Com 208 anos de existência, desde que Dom João VI criou a chamada Casa de Suplicação do Brasil, e 126 anos desde que passou a ser chamado de STF, pela Constituição de 1890, o tribunal já abrigou 167 ministros indicados por presidentes – de Deodoro da ­Fonseca a Dilma Rousseff. Sua competência como Poder da República, de fato, foi redefinida a partir da Carta de 1988 com o objetivo de torná-lo mais próximo dos cidadãos. Mas o Supremo, que se destacou nessa trajetória por momentos ora dramáticos, ora gloriosos, enfrenta críticas por ser visto como uma Corte com marcada atuação politizada, que abala o Estado democrático.

Diálogo na Venezuela não será tarefa fácil

Por Max Altman, no site Opera Mundi:

Foi levada a cabo a primeira sessão destinada a estabelecer o diálogo na Venezuela. Pelas reações iniciais de setores da oposição, não será tarefa fácil. O governo está preocupado em baixar a temperatura política para poder enfrentar os problemas econômicos e sociais. A oposição enfoca a questão política e insiste em derrocar pela via constitucional ou não o presidente Nicolás Maduro.

O governo e a oposição concordaram em instalar quatro mesas temáticas para levar adiante o diálogo. Neste primeiro encontro acertou-se adotar como base de trabalho a proposta dos acompanhantes internacionais a fim de abordar os eixos temáticos, a metodologia e o cronograma do diálogo. Cada mesa será coordenada por um dos acompanhantes com a participação de representantes do governo e da oposição.