sábado, 14 de outubro de 2017

"Ração pra pobres": Doria brinca com fogo

Por Gilberto Maringoni, na revista Fórum:

Não sei avaliar a qualidade da ração para pobres lançada por João Doria em vídeo para lá de bizarro. É bem possível que seja uma gororoba indigesta feita para saciar a demagogia endêmica do turista que ora ocupa a prefeitura de São Paulo.

Há algo mais grave na operação marqueteira. É o potencial socialmente desagregador da coisa.

Sem comparações mecanicistas, lembremos de como se deu a Revolta da Vacina, em novembro de 1904, no Rio de Janeiro. Ela irrompeu no bojo da campanha de vacinação obrigatória contra a varíola, dirigida pelo governo federal.

O macarthismo contra Paulo Nogueira Batista

Paulo Nogueira Batista Júnior
Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Paulo Nogueira Batista Júnior, um dos mais brilhantes economistas de sua geração, foi indicado em 2015, pela presidente deposta Dilma Rousseff, para um mandato de seis anos como vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, mais conhecido como “Banco dos Brics”. Pelo regulamento do banco, cada país membro tem um vice-presidente. Temer e Meirelles queriam seu cargo mas, em se tratando de organismo multilateral, não puderam, como no caso do ex-presidente da EBC, Ricardo Melo, mudar a lei para acabar com o mandato. 

A entrega de Base de Alcântara aos EUA

Por Júlia Dolce, no jornal Brasil de Fato:

A possibilidade de que o governo golpista de Michel Temer (PMDB) feche, ainda nesta semana, um acordo de entrega do Centro de Lançamento de Alcântara(MA), aos Estados Unidos da América (EUA), tem preocupado movimentos populares e especialistas que defendem a soberania nacional.

As negociações da utilização da base pelos EUA foram retomadas em 2016, após terem sido barradas no Congresso Nacional em 2001, e negadas em um plebiscito organizado na época. A proposta original pretendia criar uma área de domínio dos Estados Unidos, proibindo a utilização da base pelo Brasil, devido à confidencialidade tecnológica. Um novo texto foi entregue ao governo americano há três meses.

O país à deriva e a destruição a galope

Por Paulo Kliass, no site Vermelho:

O final da primeira quinzena de outubro marca 18 meses desde a fatídica sessão em que a Câmara dos Deputados, à época comandada por Eduardo Cunha, votou pela continuidade do processo de impedimento de Dilma Rousseff. Naquela noite de 16 de abril de 2016 teve início a largada para a consolidação desse verdadeiro festival de vale-tudo em que se transformou ainda mais a forma tradicional de se fazer política em nosso país.

Al Capone, um exemplo para o Brasil

Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital:

Semanas antes de deixar a Procuradoria-Geral da República, Rodrigo Janot entregou a primeira denúncia encaminhada ao Supremo Tribunal Federal contra o presidente ilícito Michel Temer. Nela o procurador equiparava o acusado a um chefe de quadrilha apoiado em três crimes: corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa.

Por ter julgado os indícios apontados como consistentes, o relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, autorizou a abertura de investigação. “Temer dava a necessária estabilidade e segurança ao aparato criminoso, figurando ao mesmo tempo como cúpula e alicerce da organização”, Janot apontou na denúncia. Isso significa que Michel Temer comprou a consciência da Câmara.

O STF e o “banco de corrupção de políticos”

Por Jeferson Miola

Lúcio Funaro, o operador da Organização Criminosa [OrCrim] integrada por Temer, Cunha, Padilha, Moreira Franco, Geddel [PMDB] & outros criminosos que, com o auxílio do PSDB presidido por Aécio Neves, conspirou contra o mandato da presidente Dilma para tomar de assalto o poder, revelou que Eduardo Cunha funcionava como um “banco da corrupção de políticos”.

O operador da OrCrim revelou que “todo mundo que precisava de recursos pedia pra ele [Eduardo Cunha] e ele cedia os recursos, e em troca mandava no mandato do cara, era assim que funcionava”.

Trump ameaça revogar licença de TV

Ilustração de Matt Collins
Do blog Socialista Morena:

Esta semana o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou seu veículo de comunicação favorito, o twitter, para ameaçar cassar a licença de um canal de televisão, a NBC News.

“Com todas estas notícias falsas sendo veiculadas pela NBC e outras redes, em que ponto é apropriado questionar suas licenças? Ruim para o país!”, tuitou Trump. O presidente tinha ficado enfurecido com uma reportagem publicada pelo canal afirmando que ele tem pressionado para aumentar o arsenal nuclear norte-americano.

Dica ao Ministro Gilmar Mendes

Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

Prezado Ministro Gilmar Mendes,

Desculpe pelo “prezado”, mas depois de três processos que me move, já me sinto quase íntimo de V. Excia.

Tomo a liberdade de, sem que me fosse pedido, dar-lhe alguns conselhos. E nem pretendo descontar das condenações que, por sua influência, certamente os tribunais superiores me aplicarão, até que o caso chegue ao Supremo e eu possa ser defendido pelo campeão do garantismo, Ministro Gilmar Mendes.

MBL e a escalada fascista no Brasil

País da impunidade é uma ova!

Por Bepe Damasco, em seu blog:

A minha geração, da infância à maturidade, foi bombardeada pelo mantra “o país está deste jeito devido à impunidade”. Em 2017, podemos cravar : nada mas falso. A sanha punitivista que engolfa a sociedade fez do Brasil a quarta maior população carcerária do planeta, caminhando a passos lagos para se tornar a terceira.

Exemplo de política de degradação humana posta em prática pelo Estado, o nosso sistema carcerário consolidou-se no topo do ranking das vergonhas nacionais. Longe do objetivo de tentar recuperar minimamente os apenados para o convívio social, o calvário a que são submetidos nas penitenciárias só os transforma em pós-graduados no crime. Os altos índices de reincidência dos que deixam as cadeias são a prova cabal da falência do sistema.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Danilo Gentili, a vodca e a cadeia

Por Altamiro Borges

O fascistoide Danilo Gentili, um dos ícones da extrema-direita que tem atacado museus e artistas “em defesa da família e dos bons costumes”, perdeu totalmente as estribeiras. Em seu programa “The Noite”, exibido no SBT nesta semana, ele deu vodca para uma adolescente de 15 anos. Conforme aponta Keila Jimenez, do site R-7, a brincadeira pode lhe render uma ordem de prisão. Este não é o primeiro nem o último crime do “humorista”, que utiliza uma concessão pública de televisão para promover os piores absurdos e para fazer proselitismo político dos mais reacionários. Vale conferir a matéria:

O colar de botijões de Ana Maria Braga

Do Facebook de PIG - Partido da Imprensa Golpista
Por Altamiro Borges

Na cruzada para derrubar Dilma Rousseff, a Rede Globo acionou todas suas estrelas midiáticas – de Willian Bonner, âncora do Jornal Nacional, ao “indignado” Fausto Silva, com seu salário de R$ 5 milhões. Um dos papeis mais ridículos, porém, coube a apresentadora Ana Maria Braga, que no passado recebeu o apelido de “Anameba Brega” do cáustico Zé Simão. Para fustigar a presidenta eleita democraticamente pela maioria dos brasileiros, ela desfilou em seu programa com um colar de tomates – em uma crítica descontextualizada sobre a alta do preço do produto. Imagine se agora, após ajudar a alçar ao poder da quadrilha de Michel Temer, ela resolvesse desfilar com um colar de botijões de gás – produto que teve aumento de 48% no preço em apenas quatro meses?

Veja, Globo e a ira dos fascistas. Ingratos!

Por Altamiro Borges

A edição desta semana da revista “Veja” irritou uma ampla fauna de reacionários – de grupelhos fascistas que organizaram as marchas contra Dilma Rousseff até os fundamentalistas religiosos, passando por pessoas preconceituosas e agressivas. Com a manchete “Meu filho é trans”, a publicação narrou “a saga dos pais de crianças que não se identificam com seu sexo biológico – condição que afeta 1 milhão de brasileiros”. Bastou para que os inúmeros internautas, que durante anos foram adestrados pela revista golpista e sensacionalista, saíssem do armário com um ódio selvagem. Ingratos e mal-agradecidos!

A semana pela democratização da mídia


O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) realiza, entre os dias 15 e 21 de outubro, a Semana Nacional pela Democratização da Comunicação 2017, com debates, seminários e atividades em diversos estados, com destaque para as atuais ameaças à liberdade de expressão por todo o país.

"Dia 17 de outubro é o Dia Nacional pela Democratização da Comunicação. Todos os anos, o FNDC organiza uma semana em torno desta data para chamar a atenção para as várias agendas e lutas em torno desse assunto", diz a coordenadora-geral do FNDC, Renata Mielli, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Em defesa da revista CartaCapital

Por Roberto Amaral, em seu blog:

Democracia e monopólio ideológico são termos que não se conciliam, como igualmente incompatíveis são democracia e ditadura do pensamento único, que se expressa, entre nós, por intermédio do monopólio ideológico dos meios de comunicação de massa.

Um monopólio a serviço do atraso, do conservadorismo, do antinacional e do anti popular. A chamada mídia, que começa a controlar, inclusive, as redes sociais, é, no Brasil, o grande partido da direita e do golpismo, papel, aliás, que sempre exerceu em momentos de crise.

Quem fiscaliza a 'ração pra pobre' de Doria?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

João Dória lançou a sua “ração para pobre“, um composto para famílias em situação de carência alimentar e que procurem os equipamentos sociais da cidade de São Paulo.

O produto, diz o G1, será doado pela empresa Plataforma Sinergia, que fabrica o composto a partir de alimentos que estão perto da data de vencimento e fora do padrão de venda em supermercados. Ao que parece, também de restaurantes.

Bolsonaro foge de debate nos EUA

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

Publicamos abaixo texto do grupo Defend Democracy in Brazil, uma das organizações de brasileiros formadas nas lutas contra o golpe no Brasil em 2016, com informações exclusivas sobre decisão de Bolsonaro de não participar de um evento onde poderia enfrentar protestos e críticas.

Lembramos ainda que o Intercept fez uma ótima reportagem sobre a passagem de Bolsonaro nos EUA, incluindo um vídeo em que o deputado bate continência para a bandeira norte-americana, faz coro aos gritos de USA, USA, USA!, e afirma que dará “carta branca para policial matar”.

Golpe trouxe de volta o entulho autoritário


Por Luis Felipe Miguel, no blog Diário do Centro do Mundo:

Quando terminou a ditadura militar e uma nova Constituição foi escrita, uma das tarefas principais que se colocaram para as forças democráticas foi a remoção do chamado “entulho autoritário”, isto é, de toda a legislação ordinária vinculada à ordem ditatorial.

Tarefa difícil, inconclusa, já que cada item do entulho encontrava protetores, seja nos grupos beneficiados, seja nos inconformados com a democratização. Uma vitória particularmente importante foi o fim do julgamento de militares pela Justiça Militar quando cometem crimes contra civis, o que ocorreu apenas na metade dos anos 1990.

O planejado bonde da insensatez

Por Jandira Feghali

Os constantes protestos em exposições artísticas no Brasil não passam de uma mirabolante e bem pensada cortina de fumaça. Grupos neofascistas, os mesmos que foram às ruas pedir o impeachment sem crime de Dilma e hoje apoiadores do presidente Temer, criaram um rendez-vous na tentativa de fazer os olhos da sociedade se distanciarem dos crimes do mandatário ilegítimo. Com a segunda denúncia batendo às portas do plenário da Câmara dos Deputados, os 14 milhões de desempregados e cortes brutais no orçamento de políticas sociais, o país todo se envolve numa discussão sobre censura.

As sombras na decisão sobre Aécio

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Ainda que se considere que a decisão de 6 votos a 5 que deixou para o Senado a palavra final sobre o destino do mandato de Aécio Neves tenha sido uma medida acertada do ponto de vista dos princípios do Estado Democrático de Direito, como sustenta um grande número de juristas, ela não traz nenhum sinal animador ao atual momento político.

Não representa a consolidação de uma jurisprudência necessária nem afasta qualquer suspeita de motivação política óbvia, para favorecer um dos generais do PSDB e aliado de Michel Temer.