domingo, 23 de fevereiro de 2020

Brasil ruma para virar uma grande Colômbia

Por Marcelo Zero

Com o bolsonarismo, o Brasil caminha para se transformar numa espécie de grande Colômbia.

Notadamente aquela Colômbia dos anos 90 e do início deste século, mas que ainda se mantém. Um país regido por um modelo político assentado no tripé forças armadas, milícias paramilitares e partidos de extrema direita.

Concebido e direcionado não só para combater a guerrilha, mas para sufocar as organizações de esquerda de um modo geral e para reprimir revoltas populares, esse modelo recebeu o apoio decidido dos EUA e, paradoxalmente, foi financiado, em grande parte, por atividades ilícitas, especialmente o narcotráfico.

A liberação de ofensas morais

Por Manuel Domingos Neto

Vontade de dirigir-me aos congressistas, aos integrantes do Judiciário, às autoridades do país...

Vontade de alertar sobre a necessidade irrecorrível de destituição, o mais brevemente possível, do Presidente da República, seguida de processo legal e punição conforme à lei vigente.

Não exatamente por conta do entreguismo desavergonhado e da imposição de sofrimentos à sociedade, problemas que só podem ser resolvidos no embate político.

É que o Presidente ofendeu moralmente a mulher brasileira na pessoa da jornalista Patrícia Campos Mello.

Esse crime deu sequência à longa série de agressões morais assacadas por esse indivíduo ao longo de sua vida pública.

Um grande Rio das Pedras

Por Fernando Rosa, no blog Senhor X:

Os jornais noticiam que Bolsonaro cobrou de Guedes o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em, no mínimo, 2% neste ano. A “cobrança” renderia uma “piada de caserna” da velhota Seleções Reader’s Digest. O assunto, no entanto, é sério e evidencia que as portas do Posto Ipiranga podem estar sendo fechadas. E não é para menos pois, ao contrário do prometido, além de não crescer, a economia entrou em desaceleração.

Caos no Bolsa Família amplia crise social

Por Ana Luíza Matos de Oliveira, no site da Fundação Perseu Abramo:

Em momento de crise social e aumento da pobreza, o governo tem reduzido a proteção social no país. Este quadro de enxugamento do Estado tem desamparado especificamente os mais pobres e mais vulneráveis do país, desassistido os possíveis beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF), os do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os que solicitam benefícios no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Com frequência, o público alvo destes três programas ao mesmo tempo fica a ver navios.

A última chance de salvar Julian Assange

Ilustração: Pinguino Kolb
Por John Pilger, no site Outras Palavras:

Neste sábado, em Londres, haverá uma marcha da Australia House à Praça do Parlamento, o centro da democracia britânica. Os manifestantes levarão fotos do editor e jornalista australiano Julian Assange. No próximo 24 de fevereiro [segunda-feira de Carnaval], ele estará diante de um juiz, que decidirá. se deve ou não ser extraditado para os Estados Unidos, para morrer em vida.

Conheço bem a Australia House. Como sou australiano, costumava frequentar o local para ler os jornais da minha terra, na época em que havia acabado de chegar a Londres. Inaugurada pelo rei George V há mais de um século, a abundância de mármores, pedras, lustres e retratos solenes, importados da Austrália enquanto soldados australianos morriam no massacre da Primeira Guerra Mundial, garantiu sua fama de “marco imperial de monumental servidão”.

Miriam Leitão e os recursos do BNDES

Por Arthur Koblitz, na Rede Brasil Atual:

A nova intervenção da jornalista Miriam Leitão sobre o BNDES (A verdade não cabe numa caixa-preta, artigo publicado nas edições online e impressa do jornal O Globo, no dia 30 de janeiro) é uma importante oportunidade para trazer o debate público sobre o banco e suas políticas para um foco mais racional e construtivo. Isso é fundamental não apenas para a instituição, mas para o debate sobre estratégias para o desenvolvimento do país.

Desfile do crescimento medíocre de Bolsonaro

Editorial do site Vermelho:

Jair Bolsonaro entra no segundo ano de governo na condição de estelionatário eleitoral. Já que o carnaval começou, nada mais apropriado do que demonstrar essa verdade no ritmo da passarela. Ele representa ideias econômicas que vieram ao mundo nas décadas de hegemonia do neoliberalismo, e pareciam mortas, que ressurgiram com nova roupagem, agora com outros estribilhos e outras cantilenas.

Ainda candidato, Bolsonaro entrou na marcha de Paulo Guedes prometendo fazer o país voltar a crescer, mas, a julgar pelo zunzunzum da mídia, a evolução tende a chegar à fase da dispersão sem ter passado direito pela fase da concentração.

Bolsonaro pede passagem: o bicho vai pegar

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Mais cedo do que se temia desde a sua posse, o capitão Jair Bolsonaro resolveu ir à guerra contra tudo e contra todos ao mesmo tempo: o Congresso, os governadores, a imprensa, a cultura, a ciência, os direitos humanos, os índios, as mulheres, os negros, o meio ambiente e o que mais encontrar no caminho rumo ao caos.

Como se previa, não restará pedra sobre pedra quando esta barbárie chegar ao fim, se um dia chegar.

“Tem que entender que o pessoal verde está chegando, e o bicho vai pegar”, ameaçou o presidente da República em sua “live” semanal das quintas-feiras, ao anunciar o envio de tropas das Forças Armadas para o Ceará. “Se é pra tratar com flor essa galera, não fiquem enchendo nosso saco”, acrescentou com sua finesse habitual.

Bolsonaro, sem pesos e medidas na demagogia

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Jair Bolsonaro disse que vai “implodir o Inmetro”.

Pode ser até que seja um populismo primário, misturando história de tacógrafos – que os táxis não precisam ter – com a renovação gradual dos taxímetros, provocadas por mudanças tecnológicas – os sistemas e freios ABS, agora obrigatórios, implicaram mudanças em sensores da caixa de marchas, para evitar fraudes.

Mas, como adverte Luís Nassif, no GGN, é um caminho aberto para lobbies e fraudes no mecanismos de certificação.

Bernie Sanders, um estranho no ninho

Por Sebastião Velasco e Cruz, no site Carta Maior:

Bernard Sanders é um desmentido cabal do adágio que anuncia, no jovem radical, o velho conservador. Nascido em uma família de trabalhadores judeus, de origem polonesa, moradores do Brooklin, Sanders — ou melhor Bernie, como então era chamado — ingressou na idade adulta em um período dramático da história dos Estados Unidos, e viveu intensamente as lutas que marcaram sua geração. Tendo estudado no College de Brooklin e depois na Universidade de Chicago, onde se graduou em Ciência Política, Bernie Sanders – como hoje o conhecemos – participou ativamente dos movimentos dos direitos civis e contra a guerra do Vietnã.

Desprovido de dotes excepcionais de orador, destacava-se, porém, por seu grande talento em congregar pessoas diferentes em torno de si e de com elas construir consensos. Membro da Young People’s Socialist League (seção juvenil do Partido Socialista da América), presidiu o capítulo do CORE (Congress for Racial Equality) na Universidade e integrou o SNCC (Students Non Violent Coordinating Committee), organização que esteve à frente de grandes mobilizações e foi liderada por jovens cujos nomes se tornaram famosos, nacional e internacionalmente. Objetor de consciência, mas tendo escapado do alistamento compulsório por idade, Bernie Sanders incluiu em seu currículo nessa época uma detenção, com multa, por resistência à prisão durante um protesto contra o racismo.

Brasil caminha para o colapso

Por Fernando Silva, no site Correio da Cidadania:

As re­centes pro­vo­ca­ções mi­só­ginas de Bol­so­naro e seu clã-fa­mi­liar mi­li­ciano contra a re­pórter Patrícia Campos Melo, da Folha de S. Paulo; os in­dí­cios cada vez mais evi­dentes do en­vol­vi­mento dos bol­so­naros com as mi­lí­cias formam os mais novos traços de uma inequí­voca con­tra­dição po­lí­tica e ins­ti­tu­ci­onal: a exis­tência de um pre­si­dente da Re­pú­blica fas­cista, chefe de uma facção, que faz questão de ocupar seu tempo em busca de so­lu­ções au­to­ri­tá­rias para o país. Di­ante disso, por que é to­le­rado um go­verno tão de­vas­tador de di­reitos e com um peso de fa­ná­ticos e pro­vo­ca­dores extremistas no seu in­te­rior sem pa­ra­lelo na his­tória re­cente do país, pelo menos desde o final da ditadura mi­litar? 

Homens da CIA no golpe da Bolívia

Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:

Um artigo do site Behind Back Doors, conhecido por suas revelações sobre a ingerência norte-americana na América Latina, apresenta uma lista dos mais importantes agentes da CIA que participaram do golpe contra o ex-presidente da Bolívia, Evo Morales.

Anuncia também que a operação na Bolívia continua e que há outros governos “não amigos” nos planos de desestabilização política do continente. O próximo alvo pode ser Manágua.

Em sinal de que a ofensiva contra a esquerda na Bolívia de fato continua, na quinta-feira a Justiça Eleitoral do país barrou a candidatura de Evo ao Senado nas eleições marcadas para maio, alegando que ele não provou residir no distrito eleitoral pelo qual se candidataria.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Petardo: Impeachment de Bolsonaro é viável?

Por Altamiro Borges

Pela lei n° 1.079, que regula o impeachment, o "capetão" já poderia ser enxotado da Presidência da República. Artigo 9°, por exemplo, tipifica como crime de responsabilidade "proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo". Bolsonaro se enquadra nesse crime!

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Mas não basta citar um dos 65 tipos de crimes listados na lei 1.079 sobre o impeachment. É preciso mobilização de rua para convencer 2/3 dos deputados federais a autorizar a cassação e 2/3 dos senadores para decretá-la. Quem topa ir para rua para derrubar o laranjal de Bolsonaro?

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Até a revista IstoÉ  a mercenária "QuantoÉ", que apostou na desestabilização política no país e ajudou a chocar o ovo da serpente fascista  agora teme o fascismo do "capetão". Na edição desta semana, ela deu um "Basta!" garrafal na sua manchete.

A vitória da greve dos petroleiros

Weintraub e o escândalo na Unifesp

A estratégia bolsonariana

O que risco que corre a democracia