quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Joice detona “tchutchucas do Centrão”

Joice Hasselmann e Arthur Lira. Reprodução: YouTube

Por Altamiro Borges

As baixarias na extrema-direita nativa não param e são hilárias. Criticada pelas milícias bolsonaristas por participar da festança de Arthur Lira, o presidente eleito da Câmara Federal que reuniu 300 convidados em uma mansão em Brasília, a ex-bolsonarista Joice Hasselmann reagiu irada: "vendidos", "tchutchucas do Centrão".

A deputada federal do PSL-SP, famosa por seu oportunismo, apoiou a candidatura de Baleia Rossi (MDB) na eleição da Câmara. Ela justificou a ida à gandaia do líder do Centrão como um ato de "convivência democrática". O bolsonarismo raiz não aceitou a desculpa e detonou a ex-colega nas redes sociais. “Traíra” foi um dos adjetivos mais usados.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Deputado bolsonarista vai para o esgoto?

Por Altamiro Borges

O deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), um bolsonarista truculento e histérico, não gostou da decisão da 44ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo que o condenou a indenizar em R$ 70 mil o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de suas baixarias e ataques nas redes sociais.

O cínico fascistoide considerou a sentença "um exagero". Só por que o parlamentar sem qualquer decoro e civilidade chamou o magistrado de "cabeça de ovo" e "cabeça de piroca"? Ou por que vomitou na internet agressões do tipo: "Alexandre de Morais você é um lixo" e "você é um esgoto"? A indenização até que foi pequena, uma merreca!

Jornalões abafam carreatas contra Bolsonaro

Bolsonaro deixa órfãos Doria, Moro e Maia

Por Fernando Brito, em seu blog:


A direita ex-bolsonarista – porque, afinal, foi bolsonarista, com mais ou menos vergonha, nas eleições de 2018 – está absolutamente baratinada.

DEM e PSDB, partidos que seriam núcleo de suas plataformas para 2022 mostraram-se não apenas controláveis por Jair Bolsonaro como irremediavelmente divididos em sua caciquia, o primeiro entre Rodrigo Maia e ACM Neto e o segundo entre Doria e Aécio Neves.

Não contem que o acerto Bolsonaro-Centrão não inclua 2022, como vem sendo dito por muitos analistas políticos.

Não é negócio fechado, mas é promessa de compra e venda destas para ser considerada.

Bolsonaro não tem partido e tudo indica que não venha a ter senão para cumprir formalidades. O próprio Aliança pelo Brasil, lançado em novembro passado, com fanfarras, urros e o sutil número (ou calibre) 38, está esquecido faz tempo.

Arthur Lira sinaliza que a guerra continua

Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


A oposição perdeu uma disputa de consequências importantes mas não devemos nos impressionar com a vitória do bolsonarismo, nem também subestimá-la. Bolsonaro segue sendo o polo dominante e atraente no jogo, mas agora será refém do Centrão, pagará caro por cada dia no cargo e verá a oposição parlamentar se ampliar.

O agravamento da pandemia, com a contribuição decisiva da necropolítica governamental, também pautará o Congresso, concorrendo com o Planalto ou decidindo contra o governo.

Ontem mesmo os novos presidentes da Câmara e do Senado defenderam bandeiras caras à esquerda e ao Brasil lúcido, como a vacinação urgente e o retorno do auxílio emergencial.

O esquema de corrupção judicial da Lava-Jato

Por Jeferson Miola, em seu blog:


A Lava Jato é o maior esquema de corrupção judicial do mundo. Não se conhece precedente histórico de processo sistemático e sistêmico de corrupção do sistema de justiça de um país como o promovido pela Lava Jato na perseguição a Lula e ao PT.

A história é repleta de casos de golpes de Estado, atentados contra o ordenamento jurídico, rupturas institucionais e outras modalidades de quebras da ordem democrática. Mas não se encontram registros de semelhante organização criminosa, estruturada e atuante nas distintas instâncias do judiciário e formada por agentes do próprio sistema de justiça, para atentar contra a ordem jurídico-institucional.

Para o jurista e professor Lenio Streck, “não há escândalo similar. Não se tem conhecimento que, em um estado constitucional, tenha havido esse grau de uso do direito contra os adversários e inimigos. O Brasil, nesse ponto, é campeão de lawfare”, disse ele.

Juan Guaidó: um fracasso muito lucrativo?

O papel da igreja na pandemia e na crise

Bolsonaro é o novo centro do trumpismo

Rodrigo Maia e o golpe final do Centrão

Leite condensado rouba a cena na pandemia

Permanecem as questões sobre o impeachment

Arthur Lira, o ditador da Câmara Federal

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados


Por Altamiro Borges

Arthur Lira, o líder do Centrão, projetou-se na política como "soldado" do golpista corrupto Eduardo Cunha. Foi promovido a "general" pelo fascista Jair Bolsonaro. Eleito presidente da Câmara Federal na noite desta segunda-feira (1), ele já dá sinais de que será um ditador. Seu primeiro ato a frente do cargo foi anular a proporcionalidade na composição da Mesa Diretora da Casa.

No mesmo golpe, Arthur Lira também cancelou a formação do bloco que apoiou a candidatura de Baleia Rossi (MDB), principal adversário do bolsonarista na eleição. Ele era formado por 10 siglas (PT, MDB, PSDB, PSB, PDT, Solidariedade, PCdoB, Cidadania, PV e Rede). O ditadorzinho alegou que o bloco partidário foi formalizado após o prazo estipulado e convocou nova eleição.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Equador confirmará guinada à esquerda?

Reprodução do Facebook de Andrés Arauz
Por Altamiro Borges

Após as vitórias progressistas na Argentina e na Bolívia, o Equador poderá ser o próximo país a confirmar uma guinada à esquerda na América do Sul. Todas as pesquisas eleitorais indicam que Andrés Arauz, da coalizão "Unión por la Esperanza", pode ser eleito presidente já no próximo domingo (7).

O economista de apenas 35 anos ocupou importantes cargos nos governos de Rafael Correa – presidente do Equador de 2007 a 2017, que hoje vive exilado na Bélgica como vítima da "guerra judicial" (lawfare) em seu país. Ele foi ministro da Cultura e depois do Conhecimento. Também foi diretor do Banco Central.

Até o TCU desconfia de gastos na pandemia

Por Altamiro Borges

Até o Tribunal de Contas da União (TCU), sempre tão dócil com Jair Bolsonaro, já desconfia dos gastos no combate à pandemia da Covid-19. Na semana passada, o órgão afirmou que há indícios de ilegalidades no uso de dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) para a compra e distribuição de cloroquina e seus derivados e deu cinco dias de prazo para as explicações oficiais.

Não faltam motivos para desconfiança do TCU. Em pleno caos no Amazonas, com pessoas morrendo asfixiadas sem ter oxigênio nos hospitais, o governo federal enviou 120 mil comprimidos de hidroxicloroquina em Manaus. O general-ministro Eduardo Pazuello, o patético “craque em logística”, torrou grana pública com um remédio sem comprovação científica.

Cadê o cartão de vacinação de Bolsonaro?

Por Altamiro Borges

Em 11 de janeiro passado, o juiz federal Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara Federal de Brasília, exigiu explicações do Palácio do Planalto sobre o sigilo de até cem anos decretado ao cartão de vacinação do presidente Jair Bolsonaro. O magistrado atendeu a uma ação popular da deputada federal Gleisi Hoffmann, presidenta do PT.

"Justamente pela controvérsia instaurada, é indubitável o interesse público na informação acerca do histórico de Jair Bolsonaro quanto à sua saúde e imunização, dado não se estar a tratar de um cidadão qualquer, mas do chefe de Estado e de governo da nação brasileira", justificou a parlamentar paranaense.

Jornalões abafam carreatas contra Bolsonaro

Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Por Altamiro Borges

Neste domingo (31), pelo segundo final de semana consecutivo, ocorreram carreatas e atos pelo impeachment do "capetão" Jair Bolsonaro em várias cidades. Os jornalões, porém, deram pouco destaque aos protestos. A Folha registrou apenas três atos e tentou estigmatiza-los. Já os jornais Estadão e O Globo deram notas minúsculas.

No oligárquico Estadão, que tem pavor das forças de esquerda, o registro foi curto e frio: "Manifestantes em frente ao Congresso Nacional criticaram a atuação do governo no combate à pandemia e pediram o impeachment de Jair Bolsonaro. Foram registradas também carreatas em São Paulo e no Rio de Janeiro". Ponto final!

Omissão de Bolsonaro e atraso das vacinas

Outro mundo ainda é possível?

O trabalho e a globalização capitalista