segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O trem da alegria da mídia golpista

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

Realmente, o discurso de austeridade fiscal do governo vale apenas quando se trata de cortar investimentos em educação, saúde e aposentadoria do pobre; não para as mamatas da Globo, Folha, Estadão e Abril, os quatro cavaleiros do golpe.

O trem da alegria começou a rodar a todo vapor!

Os pixulecos federais para os apoiadores do golpe estão brotando como maná dos céus!

Alckmin tira Serra e Aécio de seu caminho

Por José Cássio, no blog Diário do Centro do Mundo:

“Eu nem sabia que o João Doria era do PSDB”.

Agora José Serra, ministro das Relações Exteriores, sabe.

Seu colega de partido é o novo prefeito de São Paulo, eleito em primeiro turno com 3.085.187 votos, numa eleição em que superou Fernando Haddad (PT), Celso Russomanno (PRB), Marta (PMDB) e Luiza Erudina (PSOL).

Medo de vaias: Temer foge da Casa Rosada

Manifestantes jogam ratos para Temer,
em sua visita a quinta de Olivos 
Do site Carta Maior:

Nesta segunda-feira (3/10), Mauricio Macri e Michel Temer realizarão o primeiro encontro entre um presidente do Brasil e da Argentina após a queda de Dilma Rousseff do Planalto, após um processo que o governo argentino acompanhou à distância. O encontro não será na Casa Rosada, sede oficial do Poder Executivo, e sim na Quinta de Olivos, a residência presidencial – equivalente ao Palácio da Alvorada.

Antes de partir a Buenos Aires, Temer afirmou que espera iniciar uma boa relação com Macri: “pensamos parecido”. Aqueles que não pensam como ele, e que acreditam que a saído de Rousseff não foi legítima, realizarão protestos na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, com a consigna “Buenos Aires escracha Temer, o presidente golpista do Brasil”.

A eleição da abstenção e da Lava-Jato

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Não é preciso ter muita imaginação para antecipar a explicação convencional para a derrota histórica sofrida pelo Partido dos Trabalhadores nas eleições municipais, em particular em São Paulo, maior cidade brasileira e tradicional referência para o debate político. Passaremos os próximos dias a ouvir que o PT foi punido por seus próprios erros e pagou por eles. Adversários históricos do partido que desde o nascimento esteve no centro das principais lutas dos trabalhadores e da população mais pobre do país irão profetizar a inevitável derrocada final, que seria a confirmação da desorientação política, de uma suposta falta de valores morais e até ausência de títulos acadêmicos por parte de seu núcleo dirigente.

MBL elegeu oito de seus 45 candidatos

Da revista CartaCapital:

O Movimento Brasil Livre, um dos grupos que liderou os protestos a favor do impeachment de Dilma Rousseff desde 2015, conseguiu eleger oito dos 45 candidatos que apoiou nas eleições municipais de 2016. Para obter esse aproveitamento, de 17%, o grupo elegeu um prefeito no interior de Minas Gerais e sete vereadores, sendo três no estado de São Paulo, dois no Paraná e outros dois no Rio Grande do Sul.

Durante todo o ano de 2015 e o início deste ano, o MBL vendeu sua imagem como a de uma entidade apartidária, que estava nas ruas "contra a corrupção". O avanço do processo de impeachment e aproximação das eleições mostraram que não era bem assim.

Eleição confirma hegemonia dos golpistas

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                                    

Os números são estarrecedores, não só para o PT mas também para toda a esquerda e as forças antigolpistas: os tucanos elegeram no primeiro turno, além de Dória na maior cidade do país, Firmino Filho, em Terezina. E disputarão o segundo turno em oito capitais.

Já o PMDB, embora tenha sofrido derrotas importantes no Rio e em São Paulo, está no segundo turno em seis capitais. No primeiro turno, o partido do usurpador Temer só elegeu o prefeito de Boa Vista (RR), mas detém ainda o maior número de prefeitos do país.

João Doria poderia não assumir o cargo?

Da revista Fórum:

O novo prefeito da cidade de São Paulo, confirmado ontem (2), já no primeiro turno, pode não assumir o cargo se condenado em uma das duas ações judiciais que pedem a cassação do registro da sua candidatura por abuso de poder politico e por utilizar dinheiro oriundo de contrato com pelo menos quatro estados para financiar sua campanha.

A derrota do PT e os desafios futuros

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

As eleições municipais trazem consequências variadas para a oposição e para a situação.

As principais conclusões a serem tiradas:

Peça 1 – a derrota de Fernando Haddad

A derrota no primeiro turno em São Paulo foi a maior demonstração, até agora, da eficácia da política de “delenda PT”, conduzida pela Lava Jato junto com a mídia. Não se trata apenas de uma derrota a mais, mas a derrota do mais relevante prefeito da cidade de São Paulo desde Prestes Maia.

Doria anuncia mais mortes no trânsito

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Impressionante a rapidez do retrocesso que espera os paulistanos.

João Dória apressou-se em anunciar hoje, no Bom Dia SP, que fará, na primeira semana de governo, a liberação dos limites de velocidade nas marginais da cidade: 90, 70 e 60 km/he não mais 70, 60 e 50 Km, respectivamente nas pistas expressa, central e local.

É só o tempo, diz ele, de trocar as placas.

Mídia, classe média e o voto conservador

Por Emir Sader, na Rede Brasil Atual:

Uma das características políticas do Brasil nos últimos anos tem sido a polaridade entre a votação nas regiões em que o papel dos meios de comunicação é determinante – de que as grandes cidades do Centro-Sul é o melhor exemplo – e aquelas em que a melhoria das condições de vida da população é determinante – como no Nordeste do país – e anula o efeito da imprensa. Foi assim, caracteristicamente, na reeleição da Dilma, em 2014, quando ela foi amplamente derrotada no Centro-Sul – com a grande e decisiva exceção de Minas Gerais onde, ainda assim, foi derrotada em Belo Horizonte –, mas triunfou, sempre com mais de 70%, no Nordeste do Brasil.

Sobre as eleições e os epitáfios

Por Valter Pomar, em seu blog:

Só tem algo mais chato do que uma derrota: os epitáfios escritos pelos inimigos, adversários e falsos amigos.

Contra eles, só há um antídoto: o exame da realidade, a busca das causas, retomar as energias e voltar a caminhar.

Ponto 1

Para começo de conversa: a esquerda já sofreu, está sofrendo e ainda vai sofrer derrotas piores do que as deste 2 de outubro de 2016.

Golpe não deu votos ao PMDB de Temer

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

O PT, como era previsível, perdeu nas urnas deste domingo mais da metade das prefeituras que tinha e só ganhou em uma capital, Rio Branco (AC). Mas foi o PSDB, e não o PMDB, que o removeu do Planalto com o golpe do impeachment para herdar o governo, o maior beneficiário da onda conservadora. Derrotado no chamado “triângulo eleitoral das Bermudas” (Rio, São Paulo e Belo Horizonte), o partido de Temer venceu apenas em Boa Vista (RR), com Teresa Jucá, no primeiro turno. Certamente um resultado frustrante para quem patrocinou o golpe apostando na viabilização de um projeto próprio de poder. “Derrotamos o PMDB em homenagem à democracia brasileira”, proclamou Marcelo Freixo, do PSOL, sob gritos de “Fora Temer. Ele passou ao segundo turno derrotando o peemedebista Pedro Paulo.

domingo, 2 de outubro de 2016

Um tsunami conservador arrasa o país

Por Altamiro Borges

Ainda é muito cedo para analisar o resultado das eleições municipais deste domingo (2). A contagem dos votos segue em muitas cidades médias e pequenas e o segundo turno, no final de outubro, é que definirá, de fato, o novo quadro de correlação de forças no país. Mesmo assim, a primeira impressão é de que o Brasil sofreu um tsunami conservador, que terá consequências desastrosas para o sofrido povo brasileiro. No rastro do "golpe dos corruptos", que depôs a presidenta Dilma e levou ao Palácio do Planalto uma gangue de mafiosos neoliberais, a eleição confirmou a guinada direitista no Brasil.


Jandira dá "apoio incondicional" a Freixo

Por Altamiro Borges

Antes mesmo do término da apuração no Rio de Janeiro, a deputada Jandira Feghali (PCdoB) gravou vídeo em que declara seu "apoio incondicional" à candidatura de Marcelo Freixo (PSOL) no segundo turno. Ela agradeceu o carinho dos seus eleitores, explicou que houve migração de seus votos devido às últimas pesquisas e reafirmou que a sua campanha visou demarcar politicamente com o "golpe dos corruptos" - inclusive contra a golpista da TV Globo. Ao final, sem titubear, Jandira Feghali afirmou que agora é total apoio a Marcelo Freixo para derrotar o "retrocesso civilizatório".

Desemprego e arrocho. Acorda peão!

Por Altamiro Borges

O "deus-mercado" prometeu que com o golpe do impeachment de Dilma a economia iria deslanchar e que os empregos ressuscitariam num passe de mágica. Já a mídia privada, que antes só dava notícias pessimistas, mudou abruptamente de postura e passou a difundir um cenário róseo. Os "urubólogos" se converteram em otimistas radiantes - talvez como forma de agradecimento ao covil golpista pelo aumento das verbas de publicidade. Já o Judas Michel Temer, não vale nem comentar. Afinal, ele é apenas um fantoche, um fujão, um típico oportunista - sem voto e sem legitimidade. A promessa do paraíso, porém, não durou muito tempo. E muitos "midiotas", que foram às ruas rosnar pelo "Fora Dilma", já devem ter concluído que fizeram papel de otários, de massa de manobra dos golpistas!

Temer, o fujão, vota escondido!

Por Altamiro Borges

O usurpador Michel Temer morre de medo das vaias. Neste domingo (2), ele foi o primeiro a votar na Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Perdizes, na zona oeste da capital paulista. Temendo os protestos agendados por estudantes, o "fujão" chegou ao local por volta das 7h30 - meia hora antes da abertura dos portões para os eleitores e três horas e meia antes do horário de votação divulgado pela própria assessoria do Palácio do Planalto. De acordo com o noticiário, o Judas ainda reforçou o seu esquema de segurança – com agentes em uma van e em mais dois outros carros descaracterizados. A manobra evitou as vaias e os gritos de "Fora Temer", mas confirma o rápido desgaste do golpista.

sábado, 1 de outubro de 2016

PMDB e PSDB lideram time de "fichas-sujas"

Por Altamiro Borges

O site Congresso em Foco fez um levantamento detalhado sobre os partidos com maior número de candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa. Daria até manchete nos jornalões e destaque na tevê na semana decisiva das eleições municipais. O estudo, porém, simplesmente foi ofuscado pela imprensa falsamente moralista. E não é para menos. Os dois partidos campeões em políticos "fichas-sujas" são exatamente o PSDB e o PMDB, os principais responsáveis pelo "golpe dos corruptos" que depôs a presidenta Dilma. O levantamento poderia servir de alerta aos "midiotas" de várias cidades, que estão prestes a votar em candidatos mais sujos do que pau de galinheiro.

FMI manda Temer ferrar o trabalhador!

Por Altamiro Borges

Pelo jeito, uma antiga palavra de ordem dos movimentos sociais brasileiros será retomada em breve: “Fora daqui, o FMI”. No triste reinado do tucano FHC, o Brasil firmou três acordos com o Fundo Monetário Internacional e seus algozes impuseram o receituário neoliberal de desmonte do Estado, da nação e do trabalho. Com a vitória de Lula em 2002, um novo ciclo politico se iniciou no país e a submissão ao órgão foi superada, inclusive com o pagamento de antigas dívidas. O slogan perdeu o sentido. Agora, porém, o covil golpista de Michel Temer retoma a relação servil com o FMI, que já passa a dar ordens sobre os rumos da economia – logicamente visando beneficiar os banqueiros e ferrar os trabalhadores.

A estratégia do PIG contra PT e PCdoB

Manifesto de jornalistas em apoio a Haddad

Reeleição de Haddad é parte do restabelecimento da democracia ameaçada

O jornalismo deve apresentar os fatos da maneira mais objetiva possível. No entanto, temos visto cotidianamente versões, opiniões, distorções ou, mesmo, invenções sendo divulgadas como fatos.

Esta postura é alimentada pela direção de grandes veículos de comunicação que não agem segundo as normas do bom jornalismo mas, sim, motivados por interesses políticos, ideológicos ou econômicos, o que tem causado danos à reputação, credibilidade, imagem e, até mesmo, integridade física de alguns profissionais que são agredidos durante coberturas jornalísticas.