domingo, 10 de junho de 2018

Tacla Durán e a indústria da delação de Moro

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

Enquanto Sergio Moro era premiado pela realeza de um paraíso fiscal chamado Mônaco, um ex-advogado da Odebrecht denunciava na Câmara a existência de uma quadrilha criminosa operando dentro da própria Lava Jato. Morando na Espanha por ter dupla cidadania e considerado foragido por Moro, Rodrigo Tacla Durán falou durante 4 horas por videoconferência aos deputados. Ele reiterou as acusações que vem fazendo sobre a existência de uma indústria da delação na Lava Jato.

As eleições e as velhas armas

Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

Com as revelações da Lava Jato sobre os vícios comuns a todos os partidos, inclusive aos três maiores, PT, PMDB e PSDB, e a consequente descrença da população na política, decretou-se amiúde, nos últimos tempos, a falência do quadro partidário brasileiro. E também que a eleição deste ano, em tais circunstâncias, favoreceria os outsiders, os estreantes e os partidos novos.

Olhando menos para a eleição presidencial e mais para a disputa nos estados, arrisco-me a dizer que as máquinas partidárias e as velhas armas ainda serão determinantes. É muito provável, por exemplo, que PT e PMDB, não necessariamente nesta ordem, elejam novamente as maiores bancadas da Câmara.

Ação anti-Petrobras leva país ao paleolítico

Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no site Tutaméia:

Grande responsável pela descoberta do Pré-Sal, o geólogo Guilherme Estrella está indignado com os rumos que o governo golpista vem dando à Petrobras: “É um negócio completamente contrário ao interesse nacional, que vai explodir lá embaixo, no preço no diesel, na gasolina, no gás de cozinha, que passou a R$ 80 o botijão!”.

E prossegue: “Por causa dessa explosão de preço do gás, tivemos uma milhão e duzentos mil lares brasileiros voltando para a lenha! Isso é uma coisa primitiva! O país volta ao paleolítico, nós estamos voltando ao paleolítico! O ser humano, há dez mil anos, utilizava lenha.”

Temer e os cúmplices do golpe vagabundo

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

E a Dilma, hem?

Michel Temer superou o próprio recorde e é o presidente mais impopular da história, segundo o novo Datafolha.

82% dos entrevistados avaliam seu governo como ruim ou péssimo, 12 pontos a mais que na pesquisa anterior.

Em setembro do ano passado, o índice era de 73%.

Em abril, um breve instante de esperança, 70%.

Datafolha confirma: o Brasil quer Lula!

Do blog Nocaute:

Preso há dois meses em Curitiba sem ter cometido qualquer crime, o ex-presidente Lula continua na cabeça de todas as pesquisas realizadas por todos os institutos – seja no primeiro, seja no segundo turno.

Desta vez os números são da pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste domingo pelo jornal Folha de São Paulo, que novamente aponta o ex-presidente Lula como favorito na corrida pelo Planalto. Lula lidera a pesquisa com 30% das intenções de voto e venceria com ampla vantagem qualquer candidato em um possível segundo turno.

Temer avança na entrega do petróleo

Por Luana Forlini, no site da Fundação Perseu Abramo:

Na quinta-feira (7/6) foi realizado o leilão para venda de três blocos de exploração de pré-sal: Uirapuru e Três Marias, ambos na Bacia de Santos, e o Dois Irmãos, na Bacia de Campos. Em todos eles, a Petrobras ficou com a menor fatia, entre 30% e 45%, enquanto a maior parte ficará nas mãos de empresas estrangeiras, sobretudo as estadunidenses Chevron e ExxonMobil, bem como a anglo-holandesa Shell. Foi mais um passo do governo golpista de Michel Temer na entrega do petróleo brasileiro.

O papelão histórico do ministro do Trabalho

Por Marcelo Zero, no blog Viomundo:

A especialidade do Golpe é a destruição.

Implode tudo em que bota a mão: soberania, empregos, economia, educação, saúde, ciência, Petrobras, Eletrobrás, etc.

Promove uma devastação econômica, social e política sem precedentes.

Sua grande fonte de inspiração histórica é Átila, o huno. Por onde passa, a grama não cresce mais. Não crescem mais também empregos, oportunidades, salários, justiça social, alimentação, saúde etc.

Em política externa não é diferente. O Golpe inaugurou não apenas uma política externa passiva e submissa a interesses de grandes potências. Inaugurou também o que pode ser chamada de política externa do coice e do zurro.

Capital financeiro quer impor seu presidente

Editorial do site Vermelho:

A forte turbulência vivada pelo mercado financeiro nos últimos dias é uma ilustração didática da gravidade da crise brasileira e da hipocrisia do governo golpista e dos setores financeiros que o dominam e usam o poder de Estado para pilhar os cofres públicos.

As explicações dos analistas do chamado “mercado” (isto é, do grande capital especulativo) ilustram a perplexidade da direita ante o quadro eleitoral que se desenha no país. Um desses analistas, o ex-presidente do Banco Central do governo FHC Armínio Fraga, foi direto ao indicar que "caiu a ficha!", referindo-se à crise, que vê como fiscal e política. "Se não está quebrado, o governo está vivendo do cheque especial e a dívida cresce em uma bola de neve", avaliou.

Por que você não deve votar em Bolsonaro

Por Lucas Vasques, na revista Fórum:

Fórum fez uma lista de dez motivos, baseados em fatos reais, para que você possa enviar para o seu amigo que está pensando em votar no Bolsonaro. O diálogo e o convencimento são os temperos principais da democracia. Xingar só interessa a quem não tem argumento.

Homofobia

Jair Bolsonaro já deu inúmeras demonstrações de homofobia. Uma delas, em 2015, rendeu ao deputado a obrigatoriedade de pagar uma indenização de R$ 150 mil por danos morais ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD), criado pelo Ministério da Justiça. A ação foi ajuizada pelos grupos Diversidade Niterói, Cabo Free de Conscientização Homossexual e Combate à Homofobia e Arco-Íris de Conscientização.

sábado, 9 de junho de 2018

Temer desesperado: “Orem por mim”

Por Altamiro Borges

Na quinta-feira retrasada (31), durante a Convenção Nacional das Assembleias de Deus (Conamad), em Brasília, o demoníaco Michel Temer revelou todo o seu pânico diante da paralisação dos caminhoneiros e rogou aos pastores presentes: “Orem por mim e pelo governo. Vocês estarão orando pelo país”. Acompanhado do rentista Henrique Meirelles, que também anda desesperado com os baixos índices nas pesquisas eleitorais, o usurpador ainda afirmou que “fui iluminado por Deus, que disse vai lá no templo da Assembleia de Deus comemorar a pacificação do país”. Ele se referia às negociações que resultaram no fim da greve. Nos dias seguintes, porém, o inferno astral do “iluminado” prosseguiu e se agravou.

Só eleições livres salvam o Brasil

Por Altamiro Borges

O Brasil passa por um período turbulento, de fortes tensões. Parece sentado sobre um vulcão. O movimento dos caminhoneiros, que quase paralisou o país gerando desabastecimento e pânico em vários Estados, apenas confirmou esse quadro de enfermidade. A surpreendente mobilização, com sua direção difusa e sua pauta confusa, forçou o governo golpista a ceder e resultou na queda de Pedro Parente, o representante das multinacionais do petróleo e dos abutres financeiros. A crise, porém, não está superada e pode resultar em novas explosões sociais. Enquanto não alterar a política de preços da Petrobras, que hoje serve aos interesses dos especuladores, e não conter o processo de desmonte da estatal, a questão dos combustíveis seguirá inflamável.

Depois da destruição neoliberal

Por José Luís Fiori, no site Carta Maior:

“Em conjunto, todo o petróleo que as grandes empresas petroleiras privadas produzem por sua conta equivale a menos de 15% da oferta mundial total. Mais de 80% das reservas mundiais são controladas por governos e suas empresas nacionais de petróleo. Das vinte maiores empresas de petróleo do mundo, 15 são estatais. Consequentemente, muito do que ocorre com o petróleo é resultado de decisões que, quaisquer que sejam, são tomadas por governos”. Daniel Yergin, “O Petróleo. Uma história mundial de conquistas, poder e dinheiro”, Paz e Terra, R.J. 2009, p: 895.

Privatização é traição à vontade popular

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Sabemos que as privatizações constituem não só uma das propostas mais nocivas para o futuro do país mas também se tornaram uma das ideias mais impopulares da política brasileira.

Pesquisas do Datafolha e do Ipsos mostram que a maioria de eleitores não só do PT, mas do MDB e PSDB, que formam os principais partidos brasileiros, rejeitam as privatizações por uma margem cada vez mais larga, que chega a 75% no caso dos pemedebistas e 81% dos petistas.

Mesmo assim, aquecendo os motores para a campanha, um bom número de candidatos não hesita em defender as privatizações a qualquer custo - tomando cuidado, é claro, de cercar os projetos reais de um ar de mistério, típico de quem não quer dar na vista.

Os riscos das novas regras eleitorais

Por Luís Eduardo Gomes, no site Sul-21:

As eleições de outubro serão as primeiras para presidente, governador, senador e deputados que os eleitores irão às urnas sob as novas regras eleitorais, aprovadas nas minirreformas realizadas em 2015 e 2017. Entre as principais mudanças estão a proibição do financiamento empresarial de campanha, a redução do tempo e da duração do horário eleitoral gratuito e a imposição de limites de gastos para as campanhas. O Sul21 conversou nesta semana com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), desembargador Jorge Luís Dall’Agnol, e com o advogado especializado em Direito Eleitoral Antônio Augusto Mayer dos Santos sobre quais serão os principais efeitos dessas minirreformas a serem percebidos pelos eleitores.

O Brasil embranquecido na tela da TV

Por Carol Castro, na revista CartaCapital:

Não dá mais para esconder a cor majoritariamente negra do Brasil. No último censo do IBGE, 54% das pessoas confirmaram sua negritude. Mas a televisão, e a cena artística em geral, ainda tenta pintar de branco a cara do País. E o Ministério Público do Trabalho (MPT) anda atento à falta de representatividade nas emissoras brasileiras.

Logo que a novela Segundo sol, da Rede Globo, estreou, em maio, a internet se enfureceu para questionar o óbvio: como pode uma trama sobre axé, na Bahia (o estado mais negro do Brasil), ter pouquíssimos atores e atrizes negros?

Prefeito estrangula a cultura em Porto Alegre

Por Igor Natusch, no site The Intercept-Brasil:

Muitas críticas podem ser feitas ao governo tucano de Nelson Marchezan Jr. em Porto Alegre, mas ninguém poderá reclamar da falta de novas ideias. Nesta semana, a prefeitura surpreendeu com mais uma inovação: resolveu cobrar pelo aluguel da Praça da Alfândega, espaço público onde ocorre gratuitamente, há mais de 60 anos, a tradicional Feira do Livro da cidade. Parece piada, mas a Câmara Rio-grandense do Livro recebeu mesmo o inédito carnê, com vencimento em setembro, um mês antes do início do evento.

Evangélico não segue voto de liderança

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

Segundo pesquisa realizada em São Paulo, na última quinta-feira (31), durante a Marcha para Jesus, pelo Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (Neamp) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em parceria com o Grupo de Pesquisa Comunicação e Religião da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a intenção de votos entre os evangélicos. Ele tem 20,09%, seguido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), com 15,6%, e pela ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), que aparece com 5,91%. O estudo entrevistou 423 pessoas e não definiu margem de erro, já que a Polícia Militar não fez estimativa de público.

Queimando dólares para apagar o fogo?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O Banco Central avisou ontem à noite e agiu hoje cedo, vendendo dólares em proporções cavalares – estima-se uma média superior a 3 bilhões por dia além do normalmente ofertado, ou um “extra” de mais de R$ 10 bilhões de reais diários – e promete fazer o mesmo nos próximos dias.

Tudo para obter uma queda igualmente cavalar na cotação da moeda norte-americana.

Que me recorde, não houve intervenção tão pesada quanto esta no – pausa para gargalhar – “regime de câmbio livre”.

A esquerda e os caminhoneiros

Por Ricardo Gebrim, no jornal Brasil de Fato:

Tudo sempre está em disputa. Mas, diversas lideranças e correntes de esquerda defenderam que era possível disputar o recente movimento dos caminhoneiros. O debate não é secundário, situações similares tendem a ocorrer na conjuntura e precisamos saber como enfrentá-las.

A contradição é real e com potencial mobilizador. A bandeira de luta contra os reajustes no diesel e na gasolina é legítima. Também é inquestionável a presença de caminhoneiros trabalhadores nas empresas e autônomos que enfrentam um cotidiano de exploração.

Pré-Sal é cada vez mais dos gringos

Do site da FUP:

Mergulhado em escândalos de corrupção e sem apoio algum da população, o governo Temer entregou mais oito bilhões de barris de petróleo às multinacionais, ao concluir nesta quinta-feira (07) a 4ª Rodada de Licitações do Pré-Sal, onde cada barril saiu ao preço médio de R$ 0,26. Os três campos leiloados - Dois Irmãos (na Bacia de Campos), Três Marias e Uirapuru (na Bacia de Santos) - contêm reservas estimadas de 12,132 bilhões de barris de petróleo. A Petrobrás, mesmo pagando o maior valor em bônus do leilão (R$ 1 bilhão do total de R$ 3,150 bilhões arrecadados) e exercendo a preferência dos 30% de participação mínima nos consórcios, como prevê a lei, terá direito apenas a 3.999 bilhões de barris. Ou seja, 33% das reservas licitadas.