sábado, 2 de março de 2019

TV manipula seus espectadores com imagens

Do site Carta Maior:

O documentário A revolução não será televisionada*retrata como a mídia corporativa usa o monopólio dos meios de comunicação para estimular, induzir e promover golpes de estado – no caso, a Venezuela do ano de 2002 e a América Latina. Mostra a tentativa fracassada de golpe que conseguiu depor durante apenas 48 horas o presidente Hugo Chávez, num mesmo processo de manipulação da comunicação de massa que a mídia tentou e ainda tenta no Brasil de hoje. O empresário Pedro Carmona foi declarado chefe de estado durante dois dias, quando então a situação política voltou a ser controlada pelas forças de Chávez.

Carnaval é resposta das ruas a Bolsonaro

Por Ayrton Centeno, no jornal Brasil de Fato:

Por artes do calendário, Jair Bolsonaro fecha o segundo mês de seu operoso governo – sobretudo no campo da citricultura – e imediatamente começa o Carnaval. Soa como uma intervenção da Providência, uma trégua na desgraça em favor da graça. Que já está sendo aproveitada como réplica irreverente ao mais atabalhoado e tragicômico governo da história da república.

O Carnaval de 2019 é o mais “politizado” do século. Antes mesmo da festa começar, o bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, de São Paulo, arrebatou uma multidão que desfilou gritando uma palavra de ordem bem objetiva. A frase começava com “Ei, Bolsonaro, vai…” e concluía com aquela sugestão bastante específica que todos sabemos qual. Outros blocos e escolas de samba, de sul a norte, vão levar às ruas uma crítica debochada a este tempo que nos coube ver e viver.

Bolsonaro é um risco para a democracia

Editorial do site Vermelho:

Jair Bolsonaro não engana ninguém, no Brasil e no mundo: ele representa uma ameaça à democracia. Foi assim que o instituto Freedom House – sediado em Washington, no Estados Unidos – classificou seu governo retrógrado.

Aquela é uma organização que se dedica a avaliar as condições da democracia no mundo.Em seu mais recente relatório, intitulado "Liberdade no Mundo - 2019", classificou os países como “livres”, “parcialmente livres” e “não livres”. Nele, o Brasil figura como “livre” - classificação que pode ser entendida como se usasse uma figura de linguagem comum em análises econômicas: com viés de baixa. "Livre", mas com muitas restrições que configuram a ameaça à democracia ali referida: ataque aos direitos civis e degradação dos direitos políticos.

A teleguiada de Moro e o velório de Arthur

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Que ninguém pense que foi por bondade que a juíza teleguiada por Moro permitiu que Lula saísse da prisão para velar o netinho de 7 anos recém-falecido. Moro e Bolsonaro queriam impedir Lula de velar a criança, mas a juíza Carolina Lebbos foi OBRIGADA a deixar que o ex-presidente exercesse seu direito constitucional.

Deveria haver um limite para o nível de selvageria que alguém pode manifestar publicamente. Um dos filhos pilantras de Bolsonaro não hesitou em ir ao Twitter verbalizar a vontade do pai o do comparsa Sergio Moro de impedirem o ex-presidente encarcerado de exercer seu direito constitucional de deixar a prisão para velar um parente próximo recém-falecido.

No país da mentira e da canalhice

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                                                                                 
Já tinha colocado um ponto final neste texto, quando tomei conhecimento da terrível tragédia que foi a morte do pequeno Arthur, de 7 anos, neto do ex-presidente Lula. Mais um duro golpe para um homem que só fez o bem em 72 anos de vida. Em meio à comoção e às manifestações de afeto e solidariedade a Lula e à sua família, surgem nas redes sociais pessoas comemorando o falecimento de uma criança de 7 anos e atacando Lula num dia de imensa dor. Nenhuma surpresa, pois o bolsonarismo reúne os seres mais abjetos e repugnantes que se possa imaginar. Nada têm de humanos, são monstros que brotaram da escuridão para destilar ódio por todos os poros. São do nível dos torturadores que eles defendem.

Os militares e o governo Bolsonaro

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

De um empresário líder de classe em São Paulo, com bom conhecimento da área militar.

No início havia esperança de que os militantes da reserva, que subiram com Jair Bolsonaro, pudessem enquadrá-lo.

Isso não ocorreu. A grande esperança seria o general Augusto Heleno, tido como de boa formação. Depois, constatou-se que ele é apenas um boa praça, cordato, doce, mas sem disposição de liderar ou dar ordens.

Nathalia Queiroz nunca pisou na Câmara

Por Amanda Audi, no site The Intercept-Brasil:

Um crachá, parece pouco, mas, para entrar na Câmara dos Deputados, o plástico pendurado no pescoço é essencial. Quem não é funcionário nem credenciado (como os jornalistas, por exemplo) não escapa de um burocrático registro que exige entregar um documento e tirar uma fotografia antes de ganhar o acesso como visitante. Nathalia Queiroz, segundo Jair Bolsonaro, era funcionária de seu gabinete de deputado federal, mas nunca teve o crachá. Ela também não tinha vaga de garagem no prédio e nem mesmo consta dos registros de visitantes da Câmara, como mostram documentos obtidos com exclusividade pelo Intercept.

Arthur: um mártir no Brasil dos Bolsonaros

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

“Lula em velório é larápio posando de coitado”, blasfemou a abominável figura de Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do capitão, eleito deputado federal pelo PSL em São Paulo, com votação recorde.

De larápios, o filho Zero Três deve entender bastante, pois vive cercado deles nos laranjais dos gabinetes bolsonarianos, frequentados também por milicianos cariocas homenageados pela família.

Como se fosse um desses milicianos perigosos, Lula chegou ao velório do neto Arthur, de sete anos, escoltado por policiais federais com armas de grosso calibre.

Uma nova desumanidade contra Lula

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Antropólogos nos descrevem como um povo emotivo, com dificuldade para tomar decisões racionais neste mundo de tantas tragédias e tantas tristezas. Correta ou não, baseada em preconceitos ou em nosso complexo de vira-lata, somos um país de chorões de alma sofrida, que não resistem a um dramalhão. Mas agora chegamos a um limite.

Se Lula for impedido de velar o neto Arthur, partilhar a dor com os pais, irmãos, tios e tias de uma família que convive há tanto com a dor e o sofrimento de tantas pessoas próximas, é bom avisar que esse povo pacífico, amoroso e bem comportado, vai acabar perdendo a cabeça.

O netinho de Lula e o ódio fascista

Por Altamiro Borges

Qualquer ser humano com um mínimo de dignidade ficou triste e abatido com a morte prematura do menino Arthur Araújo, de 7 anos, neto do ex-presidente Lula. Mas os fascistas, os que cultivam o ódio e a violência, não são seres humanos. Não dá nem para chamá-los de vermes, já que estes têm função na natureza. Cínicos, eles berram “Deus acima de todos”. No fundo, eles veneram o demônio, a morte. Para estes psicopatas deveria servir a lição do Papa Francisco: “Quando você comemora a morte de alguém, o primeiro que morreu foi você mesmo”. Em vida, esses milicianos laranjas deveriam pagar por seus crimes. No poder, Hitler e Mussolini festejaram a morte de milhões de pessoas indefesas. Ao final, eles foram devidamente punidos!


sexta-feira, 1 de março de 2019

Lalo Leal lança 'A mídia descontrolada'

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

No dia 13 de março de 2019, à partir das 18h30, a unidade da Livraria da Vila situada na Rua Fradique Coutinho (915), em São Paulo, sedia o lançamento do novo livro de Laurindo Leal Filho, o Lalo: "A mídia descontrolada - Episódios da luta contra o pensamento único", lançado pelo selo do Barão de Itararé.

Compareça, adquira a sua cópia e bata um papo com o Lalo. A atividade inaugura o calendário do Barão em 2019 e a entrada é franca.

A guerra nada folclórica de Damares Alves

Por Berenice Bento, no site Outras Palavras:

O avanço das agendas conservadores e de extrema direita é uma onda global de reação, entre outras motivações, ao crescente protagonismo de discursos e práticas que questionam modelos tradicionais de família. Será que pensávamos que iríamos teorizar e atuar em torno de questões centrais que sustentam a família e não haveria reação globalizada? Quem acreditou que tínhamos acumulado conquistas suficientes e que estávamos em outro patamar das disputas por reconhecimento, talvez faça uma leitura da história numa perspectiva evolucionista.

Venezuela não vive uma calamidade pública

Por Renato Rovai, em seu blog:

Se você comparar a qualidade de vida do cidadão médio na Venezuela com a de um alemão, é como se o primeiro vivesse no inferno. Mas, se por outro lado você vier a compará-la com a de um egípcio, queniano ou indiano, é como se ele vivesse no céu.

A Venezuela vive uma aguda crise econômica e a fake news da vez é que está em calamidade pública e precisa de ajuda humanitária.

Como se sabe, Caracas é a capital do país e, com aproximadamente 5 milhões de habitantes, concentra boa parte da classe alta da nação e também imensos bolsões de pobreza.

Maduro pôs fim a uma farsa na Venezuela

Moro desmente o 'Jairzinho Paz e Amor'

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Passando na peneira, vê-se que o episódio de desmoralização de Sérgio Moro – perdoe-se o trocadilho – acontecido ontem com a “desnomeação” de uma suplente de conselheira do Ministério da Justiça tem a mesma substância do que havia sido recém superado, o da ofensa pública ao então ministro Gustavo Bebianno.

Em ambos, não havia prejuízo algum em que Jair Bolsonaro seguisse a velha regra da política de deixar que os problemas amadureçam nas árvores para só depois derrubá-los a vara.

Carnaval como forma de protesto político

Por Alexandre Putti, na revista CartaCapital:

“Eu quero é botar meu bloco na rua. Gingar, pra dar e vender.” Quando Sérgio Sampaio compôs essa música, em 1976, com alto teor político embutido, não imaginou que quarenta e três anos depois o Carnaval se tornaria, ele mesmo, um ato político.

Essa transformação da festa popular não surgiu agora. O Carnaval de rua vem ganhando força – não necessariamente política – nos últimos anos, principalmente nas grandes capitais. Em São Paulo, por exemplo, o aumento foi de mais de 60% em relação ao ano passado. Maior crescimento comparado com outras cidades.

E se Bolsonaro não entregar a Previdência?

Bolsonaro elogia ditador pedófilo

Bolsonaro completa dois meses de ameaças

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

Na tarde de uma quinta-feira (14 de fevereiro), o presidente Jair Bolsonaro comandou uma reunião sobre a reforma da Previdência usando uma camisa do Palmeiras falsificada, dessas que se compram até por R$ 10 numa banca à porta do estádio.

Depois, junto com sua equipe, incluindo o "superministro" Paulo Guedes (Economia), posou para uma "foto oficial", desta vez vestindo chinelos, uma calça talvez de náilon e um paletó sobre a mesma camiseta verde-limão, em frente a um quadro do consagrado artista brasileiro (e que foi comunista) Di Cavalcanti.

Como os bilionários se tornam bilionários

Por James Petras, no site Carta Maior:

Neste ensaio, discutiremos as raízes socioeconômicas das desigualdades e a relação entre a concentração da riqueza e a mobilidade descendente das classes trabalhadoras e assalariadas.

Como os bilionários se tornam bilionários

Ao contrário da propaganda promovida pela imprensa de negócios, entre 67% e 72% das corporações tinham zero obrigações tributárias após créditos e isenções … enquanto seus trabalhadores e empregados pagavam entre 25% a 30% em impostos. A taxa para a minoria de corporações, que pagou qualquer imposto, foi de 14%.