sábado, 7 de abril de 2018

Prisão de Lula: O fim do primeiro ato

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Daqui a pouco, após a missa que lembrará os 68 anos de nascimento de Marisa Letícia, provavelmente Lula irá ao encontro de seus captores da Polícia Federal.

Será o fim do longo primeiro ato da tragédia brasileira, inciada em 2013 e que ganhou personagem central no ano seguinte, quando Sérgio Moro começou a sua caminhada desde as sombras em que montou, com a ajuda de seu velho delator Alberto Yousseff, a Operação Lava Jato e galgou o estrelato nacional, sob as luzes e os salões da mídia.

Por que as elites apelam ao golpe

Por Róber Iturriet Avila e Pedro Vellinho Corso Duval, no site Outras Palavras:

As destituições presidenciais ocorridas em 1964 e 2016 possuem distinções em termos de método, instrumento e velocidade. Um olhar mais cuidadoso, entretanto, é capaz de identificar nestes epifenômenos causalidades nos interesses políticos dos respectivos grupos sociais representados e contrários aos então presidentes. Este breve texto, de forma simplificadora, busca quantificar e qualificar algumas dessas causas através da variação real do salário mínimo, da incidência tributária e das políticas sociais distributivistas interrompidas ou restringidas.

A batalha por Lula em São Bernardo

Foto: Ricardo Stuckert
Por Haroldo Lima, na revista CartaCapital:

O Brasil vê-se na seguinte situação:

Ausência de um chefe de Estado reconhecido, respeitado e suficientemente forte para imprimir rumo à crise imediata. A eventual opinião que Michel Temer teria sobre os fatos em curso não tem importância, nenhuma força expressiva a seguiria.

Os presidentes das duas casas do Congresso sequer são conhecidos da população e também se enxovalharam bastante nas artimanhas golpistas de 2016.

O Supremo Tribunal Federal sofre desgaste persistente e, apesar de ter alguns integrantes que inspiram respeito, tem uma presidenta simplesmente comandando uma obstrução, para que não se discuta e não se reveja uma jurisprudência equívoca.

Lula preso, "deus-mercado" feliz

Por Mauro Donato, no blog Diário do Centro do Mundo:

Quando o juiz Sergio Moro assinou o ‘cumpra-se a pena’ tão logo o STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou a mais que prevista rejeição ao pedido de habeas corpus de Lula, o ‘pregão’ já estava fechado. Passava das 18:00.

Mercado aberto, a notícia de que a prisão de Lula fora decretada fez bolsa subir (2%) e dólar cair (-1,3%). O mercado ‘reagiu bem’, economistas estão comemorando.

Por que? O que alijar Lula da corrida presidencial tem a ver com o alvoroço?

O STF e o populismo judicante

Por Roberto Amaral, em seu blog:

Depois da farsa do impeachment, o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal. A ministra Cármen Lúcia no lugar do correntista suíço Eduardo Cunha.

Nada faltou à sessão do último 4 de abril, nem as manobras regimentais da presidente, antiga professora de direito em Minas Gerais, nem mesmo o populismo enfadonho do ministro Luís Roberto Barroso, o novo “Rui Barbosa de compota”, para recuperarmos a saudosa e precisa verve de Leonel Brizola, referindo-se a outro empolado e falso liberal.

Mais uma volta no parafuso do golpe

Editorial do site Vermelho:

A ordem de prisão contra Lula é consequência da decisão desta madrugada (5) do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o habeas corpus ao ex-presidente, um atentado contra a Constituição Federal. É mais uma volta no parafuso da escalada golpista, e aprofunda as investidas contra as liberdades democráticas e os direitos individuais (civis, políticos, sociais e econômicos) que definem o Estado Democrático de Direito.

A autocrítica das esquerdas na comunicação

Foto: Juliano Vieira/Brasil de Fato
Por Emilly Dulce, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Os instrumentos e linguagens da comunicação sindical e popular foi tema de discussão entre João Franzin, coordenador da Agência Sindical, e Altamiro Borges, autor do Blog do Miro e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Com mediação de Renata Mielli, secretária geral do Barão e coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), os dois jornalistas apontaram, na quarta-feira (28), os erros, acertos e desafios da comunicação do campo progressista. A discussão fez parte do curso A comunicação para enfrentar os retrocessos, promovido pelo Barão de Itararé.

Moro ordena prisão express de Lula

Por Eric Nepomuceno, no site Carta Maior:

Apenas 18 horas depois da decisão do Superior Tribunal Federal (STF) negando o pedido de habeas corpus preventivo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, favorito para as eleições de outubro, foi objeto de uma ordem de prisão expedida pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro. Se trata do mesmo juiz que o condenou em um juízo que, na opinião de juristas e advogados, não só do Brasil como de algumas das mais prestigiosas escolas de direito do mundo, esteve marcado por muitas arbitrariedades e manipulações, sem que houvesse uma única prova contra o líder progressista.

Lula e a destruição do Estado de Direito

Por Samuel Pinheiro Guimarães

1. As práticas de corrupção e o comportamento ilegal têm caracterizado a ação das classes hegemônicas não somente no Brasil como em outras sociedades, desde as mais desenvolvidas, como os Estados Unidos, às mais pobres, como diversas nações africanas.

2. Os principais integrantes dessas classes hegemônicas são grandes proprietários rurais; donos de grandes bancos e instituições financeiras; proprietários de grandes empresas industriais e de serviços; donos de grandes meios de comunicação; os principais rentistas; executivos de grandes empresas nacionais e estrangeiras; seus representantes no Poder Legislativo, no Poder Executivo e no Poder Judiciário.

Quilombos urbanos na Ilha do Maranhão

Por Gerson Pinheiro de Souza

Uma questão que remonta ao movimento negro pré-Constituição de 88 e ganha folego com a conquista do Estatuto da Igualdade Racial e demais políticas afirmativas destinadas à população negra continua presente junto aos movimentos sociais organizados dos bairros de maior concentração negra da grande São Luís: a presença dos quilombos urbanos, suas gêneses, motivações, e atualmente a necessidade de auto reconhecimento, auto declaração e reconhecimento pelo Estado Brasileiro.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Fascistas do MBL festejam no bordel Bahamas

Por Altamiro Borges

Saiu no site Folha, da golpista famiglia Frias: “Depois de cancelar o ato na avenida Paulista nesta sexta-feira (6) para festejar a prisão de Lula, o Movimento Brasil Livre remarcou a comemoração para a frente do Bahamas Club, em Moema. O dono da boate e hotel, Oscar Maroni, promete desde 2016 distribuir cerveja de graça nos arredores do seu estabelecimento quando o petista for preso”. Nada mais emblemático. Os fascistas mirins, que posam de falsos moralistas contra exposições de arte e destilam ódio contra artistas, pretendiam comemorar a prisão de Lula em um dos bordeis mais famosos do país, que alegra parte da cloaca empresarial nativa.

Contra o estado de exceção, liberdade pra Lula

Das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo

A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, representando os principais partidos e movimentos progressistas do país, repudiam o mandato ilegal de prisão contra o presidente Lula.

A decisão tomada pelo juiz Sérgio Moro expressa mais uma etapa do golpe de Estado contra a democracia, as conquistas do povo brasileiro e a soberania de nossa nação.

Prender o histórico líder da classe trabalhadora para impedi-lo de participar do processo eleitoral é o objetivo que mobiliza os setores mais reacionários do sistema de justiça, dos meios monopolistas de comunicação e das elites brasileiras.

Total solidariedade a Lula

Do Projeto Brasil Nação

Nós, integrantes do Projeto Brasil Nação, prestamos integral solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula é vítima de um processo judicial que afronta os princípios básicos da Justiça. Sua condenação sem provas é inaceitável. A decretação de sua prisão é um desrespeito à Constituição.

A violência contra Lula é o ápice do ataque que o país sofre desde 2016, quando da derrubada do governo legitimamente eleito.

A democracia está morta no Brasil

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Um caixão de pinho está barato.

Custa pouco mais de 500 reais, embora o Campo da Esperança - nunca um nome foi tão apropriado - informe que houve reajuste na tabela e o preço do jazigo de uma gaveta tenha saltado de R$ 638,50 para R$ 668,89 e que a locação de uma capela para velório padrão 1 - o que quer que queira dizer isso - passará a custar R$ 253,34 e não mais R$ 241,83.

FNDC debate internet e direitos digitais

Por Táscia Souza, no site do FNDC:

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) vai realizar, nos dia 13 e 14 de abril, em São Paulo, o seminário: “Internet, liberdade de expressão e democracia: desafios regulatórios para a garantia de direitos”. A discussão, inédita na organização, conta com apoio do do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e coincidirá com a 21ª Plenária Nacional da entidade, que acontece de 13 a 15 de abril, também na capital paulista. A participação no seminário é gratuita e aberta ao público.

Ibope: 72% dos brasileiros rejeitam Temer

Da Rede Brasil Atual:

Nova pesquisa divulgada nesta quinta-feira (5) mostra que apenas 5% da população avalia o governo de Michel Temer como bom, enquanto 72% consideram a gestão federal péssima. Os dados são do Ibope a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que na última pesquisa já mostrava uma rejeição de 74% ao presidente.

A maneira de governar de Temer também é desaprovada pelos entrevistados: 87%. Das 2 mil pessoas ouvidas, apenas 9% disseram aprovar o método de trabalho do emedebista. A pesquisa foi realizada em 126 municípios, entre 22 e 25 de março.

STF: Um espetáculo deprimente

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

A sessão do Supremo Tribunal Federal que negou o habeas corpus ao ex-presidente Lula pode ser analisada por vários olhares, do campo jurídico ao político. No entanto, há uma dimensão simbólica, que não foi muito falada, mas que ficou explícita na tarde de quarta-feira: a falsidade. Tudo era mentira: os atores, o cenário, o enredo e o contexto. Talvez emane daí o sentimento de engano que tomou conta de quem acompanhava aquele espetáculo deprimente.

Não esquecer da grande inimiga, a Globo

Por Pedro Breier, no blog Cafezinho:

Está consumada mais uma etapa do golpe, com o STF rasgando a Constituição para permitir a prisão de Lula.

São importantes e justas as críticas do campo democrático aos ministros que se vergaram ao fascismo lavajateiro e também as críticas aos governos petistas, responsáveis por suas nomeações para o STF.

Penso, contudo, que nossas baterias devem voltar-se precipuamente, só para variar, para a Globo.

STF menor, crise maior

Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:


Nem pacificação, nem estabilidade. O julgamento em que o STF empurrou o ex-presidente Lula para a prisão, negando-lhe o habeas corpus por 6 votos a 5, prenuncia mais degradação institucional e mais radicalismo na sociedade. A letra da Constituição mal amada, como queixou o ministro Marco Aurélio, perdeu mais cor e relevância. Daqui para a frente, o STF estará na mira dos que podem gritar mais, armados, togados ou vestidos de verde-amarelo. O STF caiu na vida, resvalou para a nefasta mistura entre justiça e disputa política. A pressão externa estará para sempre associada ao resultado, e a arte da rasteira política, que a presidente Cármen Lúcia praticou com maestria, tomou assento na corte. Mas o objetivo supremo foi alcançado. Lula estará fora da disputa eleitoral.

Recursos de Lula no STF para evitar a prisão

Foto: Jorge Ferreira/Mídia Ninja
Por Patricia Faermann, no Jornal GGN:

O Supremo Tribunal Federal (STF) tinha em mãos, até esta quinta-feira (05), cinco ações que poderiam rever a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: duas delas são os Habeas Corpus já julgados nesta semana pelo Plenário e outras três ainda representam esperanças.

Um deles é a ação declaratória de constitucionalidade 43, protocolada pelo Partido Ecológico Nacional (PEN), que pede a revisão da decisão do STF tomada em 2016, que autoriza a prisão após a segunda instância [acesse aqui].