sexta-feira, 11 de maio de 2018

A Lula o que é de Lula

Por Jeferson Miola, em seu blog:

1. Nunca antes um período político do Brasil foi marcado por tamanha imprevisibilidade como o atual.

A única variável da conjuntura que tem mantido previsibilidade e constância no tempo é a variável eleitoral, caracterizada por 2 fenômenos:

[i] a definitiva falta de competitividade eleitoral de todas as candidaturas da direita e do bloco golpista para a eleição de outubro; e, de outra parte,

[ii] a invencibilidade do Lula – um candidato imbatível e cuja imbatibilidade aumenta na proporção direta da violência e perseguição desferida contra ele.

A Argentina sob ataque

Por Paulo Nogueira Batista Jr., na revista CartaCapital:

A Argentina está sob ataque dos mercados e acabou tendo de recorrer ao FMI. O Banco Central foi levado a aumentar a taxa básica de juros para 40% ao ano (em comparação com taxas em torno de 6% a 8% na maioria das principais economias emergentes).

A esperança é de que essa pancada nos juros e o apoio do FMI desativem a corrida contra o peso argentino, a moeda que mais tem sofrido com a onda de desvalorizações provocada pela alta das taxas de juro nos Estados Unidos.

O que aconteceu? A Argentina era celebrada nos mercados desde a posse do presidente Mauricio Macri em fins de 2015. O FMI vinha fazendo avaliação basicamente positiva da política econômica desse país, ainda que com a ressalva de que o ajuste fiscal era excessivamente gradual.

Carnaval midiático celebra decisão no STF

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Prevê-se que ao longo do dia de hoje a 2a. Turma do Supremo encerre a votação daquele recurso apresentado pela defesa de Lula para impedir a prisão antes do transito em julgado.

Só falta um voto, do decano Celso Mello. Se ele votar a favor do recurso, o placar final será de 4 a 1. Se votar contra, o debate termina em 5 a 0.

Pelas regras do plenário virtual, caso Celso Mello fique quieto, a votação será encerrada à meia noite e seu voto será contabilizado, automaticamente, como alinhado ao do relator Edson Fachin.

O Globo vai executar o Elio Gaspari?

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

Foi "o documento mais perturbador" que o pesquisador Matias Spektor, da Fundação Getúlio Vargas e colonista da Fel-lha localizou em vinte anos de trabalho.

O documento do diretor da CIA, William Colby dirigido ao secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Henry Kissinger, em 11 de abril de 1974.

O documento revela que o presidente Ernesto Geisel não só sabia da execução de 104 opositores do regime militar, como autorizou que o morticínio continuasse, desde que sob o controle de seu chefe do SNI e sucessor (por ele diretamente escolhido), general João Figueiredo.

Novidades no financiamento de campanhas

Da Rede Brasil Atual:

As eleições de 2018 terão novas regras de financiamento das campanhas. Desde 2015, quando o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a doação de pessoas jurídicas, o Congresso Nacional passou a discutir uma nova legislação sobre o tema, chegando à chamada minirreforma eleitoral, votada no final do ano passado.

Em 2016, foi aplicada a decisão da Corte, com as campanhas sendo financiadas somente por doações de pessoas físicas. Já para 2018, vale o disposto na Lei 13.488/2017, votada no Legislativo em outubro de 2017 e sancionada no mesmo ano. A nova legislação estabelece a criação do Fundo Especial de Financiamento da Campanha (FEFC), composto por 30% das emendas de bancadas estaduais e também pela compensação paga às emissoras de rádio e de TV por propaganda partidária.

O Brasil do golpe à luz de Gramsci

Por Luiza Dulci, no site Outras Palavras:

Antonio Gramsci, importante teórico marxista e fundador e militante do Partido Comunista Italiano, viveu num dos períodos mais efervescentes do século XX, os anos 1920, quando os movimentos operários viviam o auge da sua organização política em diversos países do continente. A esperança revolucionária, no entanto, foi derrotada pela ascensão dos movimentos fascistas, dos quais o próprio Gramsci foi vítima direta. Na prisão, dedicou-se àquela que é sua obra mais conhecida, Os cadernos do cárcere, escrita, portanto, no calor do fracasso revolucionário.

O papel da mídia no golpe de 2016

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

O golpe que depôs Dilma Rousseff e, junto a Michel Temer, alçou ao poder uma agenda de regressões brutais e de absoluto desmonte do país, teve participação importante do parlamento, que votou pelo impeachment, e também do judiciário, que o corroborou. Mas talvez nenhum papel tenha sido tão crucial como o jogado pela mídia monopolista, que pautou, insuflou e, desde então, vem sustentando a farsa golpista. Os jornalistas Mino Carta, Maria Inês Nassif e Paulo Henrique Amorim estarão no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé (Rua Rego Freitas, 454, conjunto 83 - República - São Paulo/SP), no dia 15 de maio, para discutir o tema. Para participar do debate, que tem início às 19 horas, basta preencher a ficha de inscrição aqui. A entrada é franca.

A sombra do FMI na América Latina

Por Lucía Converti y Sergio Martín Carrillo, no site Vermelho:

Nesta terça-feira (8), através de uma mensagem em rede nacional de televisão, o presidente argentino Maurício Macri anunciou o regresso de seu país à mesa de negociações do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Sua retórica de “voltar ao mundo”, que anunciou em seu projeto eleitoral, finalmente despencou. Apesar da humilhação frente aos fundos abutres e as boas palavras, “a chuva de investimentos” nunca chegou e a seca de financiamento se agudizou. Os argentinos vivem um flash back e voltam a lembrar dos temores desterrados graças às políticas econômicas aplicadas pelos governos precedentes a Macri. O FMI volta à América Latina, ainda que na verdade, nunca tenha saído totalmente.


Filhote da ditadura é eleito no Paraguai

Por Ignacio González Bozzolasco, no blog Socialista Morena:

Quase três semanas depois das eleições para presidente, congresso e governos regionais no Paraguai, os resultados das urnas permanecem causando polêmica. O vencedor, por uma diferença de apenas 3,7%, segundo os resultados parciais, foi o senador Mario Abdo Benítez, o “Marito”, candidato do Partido Colorado, que derrotou o adversário, o opositor Efraín Alegre, liberal, da Alianza Ganar.

A partir do início da contagem oficial dos votos começaram as denúncias e protestos. Entre acusações de fraude por parte da Alianza Ganar e o pedido de recontagem oficial, Alegre se negou a admitir a derrota. Tudo isso colocou em dúvida a confiabilidade não só dos resultados como do sistema eleitoral paraguaio como um todo, minha área de pesquisa acadêmica. No entanto, o triunfo de Abdo já é oficial.

CIA confirma execuções na ditadura militar

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O memorando liberado pelo Departamento de Estado dos EUA e revelado hoje é estarrecedor.

Envolve diretamente pelo menos dois ex-presidentes da República, Ernesto Geisel e João Figueiredo – e, indiretamente, Emílio Médici – nas execuções sumárias de militantes “subversivos” durante o regime militar.

O primeiro teria autorizado a continuidade do assassinato de integrantes de organizações clandestinas, encarregando Figueiredo de decidir quais deveriam ser mortos, durante uma reunião em 30 de março de 1974, na presença do ex-chefe do Centro de Informações do Exército, general Milton Tavares e de seu sucessor, Confúcio Danton de Paula Avelino.

O PSB é a noiva do momento

Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

Com a decisão de Joaquim Barbosa de não ser candidato, há um partido solteiro na praça, sendo cortejado por candidatos da esquerda e da direita. Dizendo não ter pressa, o PSB só reunirá sua executiva no final de maio, para a primeira discussão do caminho a seguir na eleição, pois candidato próprio não mais terá. Se a decisão fosse hoje, admite o líder na Câmara, Júlio Delgado, prevaleceria a liberação dos diretórios para apoiarem os candidatos que melhor favorecessem suas alianças locais. Essa solução contornaria a divisão que se instalou com a decisão de Barbosa mas do PSB mais um partido sem identidade nacional, empenhado em eleger bancadas e governadores. “O Brasil não está precisando de mais um MDB. Para isso existem outros partidos”, diz o líder.

1968: As greves de Contagem e Osasco

Por Augusto C. Buonicore, no site da Fundação Maurício Grabois:

Quando falamos em 1968 pensamos automaticamente no grande movimento de contestação juvenil que tomou as ruas das principais cidades da França, Alemanha, Praga, dos Estados Unidos, México e Brasil. Mas, não houve apenas um 1968 estudantil, embora este tivesse tido maior força e visibilidade. Existiu, também, um 1968 operário. Na França, o “68 de macacão” se apresentou com toda a sua pujança na grande greve geral realizada em maio daquele ano. No Brasil, ele teve dois momentos marcantes: as greves de Contagem (MG) e de Osasco (SP).

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Os dilemas do PT

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O PT está enfrentando o seguinte dilema:

Apesar de todos os percalços, continua sendo o partido de esquerda mais estruturado, mais popular e com maior penetração no sindicalismo e nos movimentos sociais. E possui a maior liderança popular do país, Lula.

A prisão de Lula promoveu um pacto inédito entre os partidos de esquerda. Por outro lado, cada qual procura se viabilizar. E aí, se esbarra na grande incógnita: a candidatura de Lula a presidente.

General Mourão é o novo "Aerotrem"

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Lembram-se daquela figura meio sinistra do baixinho, barrigudinho, careca e de bigode chamado Levy Fidélix, que aparece como candidato em todas as eleições, defendendo um tal de “Aerotrem”, que ninguém sabe o que é?

Pois é, agora ele ameaça não ser candidato a presidente para lançar em seu lugar o general da reserva Antonio Hamilton Mourão pelo seu PRTB, que quer dizer Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, seja lá o que for isso.

Os golpes midiáticos nasceram na Venezuela

Por Nicholas Valdés, no site Carta Maior:

O conhecido jornalista espanhol Ignacio Ramonet afirmou nesta segunda-feira que foi na Venezuela que aconteceu o primeiro golpe de Estado midiático da história, e que o fato obriga a refletir sobre como utilizar os meios de comunicação no mundo de hoje.

No dia 11 de abril de 2002, há 14 anos portanto, houve uma tentativa de derrubar o então presidente Hugo Chávez, o que foi possível, durante algumas horas, especialmente graças ao papel dos meios de comunicação nos eventos que o propiciaram, declarou Ramonet, em entrevista para Prensa Latina, durante o encontro Venezuela en la Encrucijada (“Venezuela na Encruzilhada”), organizado pela Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade.

O fantasma neoliberal volta na Argentina

Temer, enfim, descobre sua insignificância

Por Carlos Fernandes, no blog Diário do Centro do Mundo:

Dizem que para ver a ilha é preciso sair da ilha.

Essa afirmativa é correta e profunda de inúmeras maneiras. Para quem enxerga determinadas situações de fora, as condições que as definem podem parecer óbvias. Mas para quem as vivenciam internamente, imersas e enclausuradas num universo próprio onde confundem-se as causas e efeitos de seus atos, a ilusão é sempre um conselheiro mais afetuoso, ainda que nada confiável.

A abolicionista e humanitária americana, Harriet Tubman, uma vez declarou que havia libertado mil escravos e que poderia ter libertado outros mil, isso se eles soubessem que eram escravos.

A Argentina, mais uma vez

Por Lecio Morais, no Blog do Renato:

Desde a semana passada, a América Latina, outra vez, segue em crise financeira pela fuga de dólares, com os capitais voltando aos EUA tentando serem os primeiros a comprar os treasuries, na suposição que o FED aumentará sua taxa de juro.

Vários países estão sofrendo perdas de reservas, em especial, a Argentina. Mesmo no Brasil, as saídas são fortes, mas as nossas reservas de 370 bilhões de dólares, construídas pelo governo Lula, nos dão garantia. Mas, mesmo assim, o real tem se desvalorizado.

Hoje, Macri anuncia que a Argentina pedirá socorro ao FMI. A fragilidade do país frente a uma saída de capitais especulativos mostra que as reformas financeiras adotadas por Macri são inadequadas às condições reais da Argentina.

Da Síria à República de Curitiba

Por Aristóteles Cardona Júnior, no jornal Brasil de Fato:

Não consigo olhar para o que acontece com o Brasil e com o mundo e não lembrar do escritor Eduardo Galeano. Não só pela clareza com a qual o escritor uruguaio apontava para várias das contradições de nossa humanidade, mas particularmente por conta de um livro. Refiro-me ao livro “De Pernas pro Ar – A Escola do Mundo ao Avesso”, lançado no Brasil em 1999. Digo isso porque realmente o mundo parece 'de pernas pro ar', com mentiras sustentando perseguições políticas e até guerras.

O golpe e o vexame internacional

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Há um ano, o governo brasileiro encaminhou à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) um pedido formal de adesão. Foi uma mudança na posição do País, que, nas administrações de Lula e Dilma Rousseff, não a buscara.

No início do mês passado, chegou a resposta: o governo americano fez saber que era contra nossa admissão e que, em seu lugar, aceitaria a solicitação da Argentina. Os vizinhos serão colegas de Chile e México, os únicos países latino-americanos com assento no “clube das nações ricas”, onde estão todas as economias capitalistas avançadas e algumas em desenvolvimento.