domingo, 11 de abril de 2010

Paixão conservadora pelo obscurantismo

Reproduzo artigo do escritor Washington Araújo, publicado no Observatório da Imprensa:

Jornais e revistas de grande circulação, redes de TV e rádio com os maiores índices de audiência continuam se alinhando com as forças do atraso, mesmo em seu momento de maior refluxo. Em um tempo em que o mercado demonstra ser incapaz de prover solução aos graves problemas que afligem a maior parte da população, esses veículos parecem inteiramente desnorteados ao ver seu prestígio, poder de influência e capacidade de influenciar opiniões em franco declínio.

Se há dez ou quinze anos um escândalo tinha sempre sobrevida para freqüentar as capas das revistas semanais, primeiras páginas dos jornalões e lugar de destaque na escalada dos maiores telejornais da noite, hoje os escândalos têm vida curta, começam como pequenas ondas e, como elas, terminam sem nunca alcançarem o apogeu. Acontece que escândalos fabricados nascem com prazo de validade vencido. E se conseguem repercutir por três dias, uma ou duas semanas, já é um feito e tanto. O expediente, de tão usado, perdeu o impacto; as pessoas comuns torcem a boca, esboçam sorriso maroto e nem se dão mais ao trabalho de acompanhar a história.

Tema vital

O conservadorismo mostra sua cara quando insiste em menosprezar a legitimidade de, por exemplo, o Bolsa Família. E o rotula como Bolsa Esmola, Bolsa Mendicância e Bolsa Vagabundagem. E apresenta-se de corpo inteiro quando rechaça políticas de ação afirmativa como a de garantir aos afrodescendentes, aos índios, aos ciganos, facilidades para o acesso à educação universitária.

Como muitos medicamentos, o conservadorismo tem como princípio ativo o olhar de soberba, de cima para baixo, a não aceitação que o pessoal do andar de baixo tem os mesmos direitos que os do andar de cima, que a lei é soberana para todos e que a esta todos devem se submeter. O conservadorismo chega a ser um estilo de vida, uma forma de lutar contra qualquer forma de inclusão, seja social, cultural, digital.

A mídia potencializa o conservadorismo quando criminaliza movimentos sociais e interdita o debate sobre liberdade de expressão criando cortinas de fumaça em torno do que deseja, realmente, preservar. E o que ela anseia com todas as suas forças e meios nada mais é que perpetuar a concentração da propriedade dos meios de comunicação, mantendo como cláusula pétrea de sua atividade a compreensão de que, ao contrário do que reza a Constituição federal, não compete ao Estado lançar seus olhos sobre os meios de comunicação que atuam no segmento do rádio e da televisão.

Em outras palavras, pode-se afirmar que qualquer mudança no modus operandi do Estado em relação a este tema vital para a sociedade seria visto como crime de lesa-pátria. Há que se manter aquele conceito de propriedade vigente por tanto tempo à época do Brasil Colônia – o das sesmarias.

Interesses ocultos

Não podemos esquecer que a grande mídia sente uma atração fatal pelas forças do atraso, pelo endeusamento do mercado, pela negligência dos direitos dos oprimidos. No caso do Brasil, estou bem convencido que a grande mídia brasileira é...

* ... a mesma mídia que foi contra o governo de Getúlio Vargas e seu projeto nacionalista e popular, levando-o ao suicídio;

* ... a mesma mídia que se posicionou fortemente contra o governo de Juscelino Kubitschek;

* ... a mesma mídia que apoiou o golpe militar de 1964;

* ... a mesma mídia que apoiou a ditadura (e hoje tenta reescrever a história dizendo que foi contra a ditadura ou ocultando que lhe foi favorável);

* ... a mesma mídia que abafou a inspiradora campanha das "Diretas já!", engolfando o Brasil de norte a sul;

* ... a mesma mídia que na eleição de 1989 tentou convencer a população que o Lula e o PT eram responsáveis pelo seqüestro do empresário Abílio Diniz;

* ... a mesma mídia que apoiou Fernando Collor e editou o debate final naquela eleição em favor dele;

* ... a mesma mídia que abafou a crise econômica e o fato de que o Brasil estava quebrado durante a eleição de 1998, favorecendo decisivamente a reeleição do presidente;

* ... a mesma mídia que publicou ficha apócrifa de Dilma Rousseff como se fosse original dos arquivos da ditadura;

* ... a mesma mídia que assacou de forma impiedosa contra a honra e os valores morais do presidente da República no sórdido episódio protagonizado por Cesar Benjamin;

* ... a mesma mídia que boicotou solenemente (e desmereceu) a 1ª Conferência Nacional da Comunicação, e que apoiou de maneira irrestrita e apaixonada o 1º Fórum Democracia & Liberdade de Expressão, patrocinado por seu Instituto Millenium;

* ... a mesma mídia que se aproveita da liberdade democrática para servir a interesses ocultos, geralmente manipulando as informações e o conhecimento, visando produzir apenas indivíduos dotados de opiniões, não de conhecimento, nem de sabedoria.

Estrago irremediável

O debate que interessa às massas da humanidade mudou de eixo há mais de 20 anos. Enquanto corpos editoriais foram conservados no formol do falso intelectualismo, o mundo girou e a Lusitana – aquela famosa empresa carioca de mudanças – rodou muito. Só a mídia não viu. Ou não quis ver. Ou se fez de rogada.

O leitor escolhe a situação. A grande imprensa divulgou o momento mesmo em que foi derrubado o muro de Berlim, mas não captou o evento em sua inteireza, em sua magnitude. Com a queda do reboco do infausto muro o mundo se libertou da opressão ideológica e mesmo que o capitalismo tenha se autodeclarado vencedor, a verdade é que não houve vencedores, apenas vencidos. Há muito que o capitalismo deixou de prover soluções duradouras para a manutenção da paz no mundo, há muito que o sistema renunciou à missão de saciar a fome que aprisiona 2/3 da espécie humana, há muito que se esvaziou o papel da Organização das Nações Unidas como símbolo de equilíbrio da ordem mundial.

Nada disso foi manchete porque nada disso foi notícia para um jornalismo ávido por sensação e alheio a percepções; para uma mídia ciosa por manter seu próprio muro de Berlim, tão bem simbolizado por seu extremo partidarismo, por sua cruel parcialidade na hora de decidir o que pode e o que não pode ser tratado como notícia.

Essa mídia, que tantas vezes avocou para si a missão de tribunal plenipotenciário e que deveria ter por obrigação informar a população, assume a missão de julgar e condenar desafetos políticos, lançando na fogueira da cobertura jornalística precária e tendenciosa pessoas que deram o melhor de si para construir um país mais justo. Do mesmo jeito como atuaram no escabroso caso da Escola de Base, em São Paulo. Ali tudo teve início, é bom recordar, para não esquecermos do quão abusiva pode ser a mídia, quando "duas mães de alunos dessa escola deram queixa na delegacia de que seus filhos de quatro e cinco anos estariam sendo molestados sexualmente na escola, e talvez, levados numa Kombi para orgias num motel, onde seriam fotografados e filmados". O delegado de plantão, não apenas acolheu a denúncia como teve a iniciativa de alardear junto à imprensa o teor da denúncia demolidora, antecipando uma condenação dos donos da Escola Base, Maria Aparecida Shimada e seu marido, Icushiro Shimada.

Resumo da história: só no final do inquérito, dez anos depois, os proprietários foram declarados inocentes.

Neste caso específico com exceção do jornal Diário Popular, fizeram parte da onda acusatória contra os proprietários e funcionários da Escola Base a Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, SBT, TV Globo, Veja, TV Record, Rádio e TV Bandeirantes e IstoÉ. Escrevendo sobre o caso, o psicanalista Raimundo de Lima destacou que "as indenizações obtidas por danos psicológicos, morais e materiais não conseguirão reverter o que eles perderam de saúde, de dignidade, de imagem pessoal e profissional limpa perante a sociedade. Não conseguirão reaproximar casais, pais e filhos e amigos, todos afastados pela contaminação do veneno da delação e da acusação vazia".

Lições de Reich

A execração pública dos proprietários da Escola Base foi um dos episódios mais perversos protagonizados pela grande imprensa brasileira. O caso mostrou à larga quão insidiosa pode ser a imprensa quando descuida de seu dever básico – a busca da verdade. Guardando-se as proporções, o sofrimento causado aos donos da Escola Base guarda paralelos com aquele sofrido pelo capitão Alfred Dreyffus, na França, no limiar do século 19. Neste episódio as honras da justiça foram feitas por um cidadão extraordinário, o escritor Émile Zola. A ele, tão somente, coube a missão de reconstruir os pilares da justiça e seu libelo "J´Accuse!" (Eu acuso!) é uma das mais instigantes peças jamais escritas em defesa da justiça e da liberdade humana. Conta-se que, ao insurgir-se contra a imprensa francesa e contra as forças armadas da França, Zola dedicou o melhor dos seus talentos, seu tempo, suas finanças, sua saúde. E é fato que enquanto na fria madrugada parisiense uma luz bruxuleava (sempre quis usar esta palavra!) no andar térreo da casa do notável escritor, isso era sinal de que a consciência da França estava acesa.

Deixemos São Paulo e Paris de lado e voltemos ao tema. Pois bem, não se trata de ser de direita ou de esquerda porque essa discussão há muito passou a se assemelhar àquelas infindáveis discussões para saber qual era o sexo dos anjos. O debate atual – e aquele que realmente importa – é o existente entre os que têm (educação superior, cargos, títulos, riqueza) e os que não têm (saneamento básico, educação formal, emprego). Neste debate o papel da imprensa é crucial. Porque precisamos tratar mais do mundo que queremos do que do mundo que temos. Pensar hoje nas gerações futuras. Mas como fazer isso se, lamentavelmente, sabemos quão conservadora é a nossa grande imprensa, quão imediatista, quão dissociada da defesa dos valores humanos ela vem se mostrando?

O austríaco Wilhelm Reich (1897-1957), considerado gênio por alguns e louco por outros, foi o maior revolucionário da Psicologia do século 20. Pioneiro da revolução sexual, precursor dos movimentos ecológicos e da psiquiatria biossocial, Reich desenvolveu também artefatos usados na cura do câncer e na diminuição dos efeitos negativos da energia nuclear. É dele uma frase que tem me incendiado a imaginação sempre que me ponho a pensar sobre a mídia que temos e aquela que gostaríamos de ter. Eis a frase:

"Cada ato mesquinho nosso faz retroceder mil passos qualquer esperança que possa restar quanto ao nosso futuro".

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sábado, 10 de abril de 2010

A propaganda com medo da lei

Reproduzo artigo do professor Laurindo Lalo Leal Filho, publicado no sítio Carta Maior:

Anúncio de página inteira publicado nos jornalões brasileiros, no dia 6/4, exalta os supostos benefícios da propaganda. Assinado por entidades de anunciantes e de agências de publicidade, ele tenta reagir às iniciativas em favor da existência de um controle público sobre a propaganda. Trata-se de uma vitória dos movimentos sociais e das entidades empenhadas na luta por uma regulação mais rígida sobre essa atividade. Mostra, pelo menos, que elas começam a incomodar quem se julgava intocável.

Não fossem ações como as do Instituto Alana, com o seu projeto “Criança e Consumo”, por exemplo, e os publicitários jamais deixariam de lado o atendimento de suas ricas contas para preparar e publicar um texto incrivelmente enganoso, aliás como muitas de suas peças publicitárias.

Depois de exaltarem a importância da propaganda na disputa pelo mercado chegam a uma conclusão inédita: “a grande maioria das pessoas gosta de propaganda”. Não dizem de onde tiraram tal conclusão. De que pesquisa saíram os dados para sustentar afirmativa tão cabal. É só mais um slogan, tão a gosto do meio.

Mas não ficam por aí. No final do texto está a resposta ao Instituto Alana e aos parlamentares comprometidos com uma legislação mais moderna para o setor. Diz o anúncio: “E quando alguém não gosta (da propaganda), faz o óbvio: muda de canal na hora do intervalo, troca a estação de rádio, deixa de ler o anúncio publicado no jornal”. Simples, não? Ou simplista demais?

Claro que quem escreveu esse texto sabe que isso não é verdade. Eles mesmos produzem os merchandisings que campeiam à solta nas novelas, programas de auditório, transmissões esportivas e são veiculados de forma a impossibilitar a tal mudança de canal na hora do anúncio. Sabem também que ninguém vai girar o botão do rádio quando começa um comercial que o ouvinte, obviamente, nem sabe ainda do que se trata. E é difícil fechar os olhos para uma página inteira de jornal como essa publicada sob o patrocínio das entidades das agências de propaganda e dos anunciantes.

Afinal a missão desses profissionais é fazer de tudo para que o telespectador, o ouvinte e o leitor não desgrudem da mensagem e introjetem o seu conteúdo. É um contra-senso pedir para que eles fujam de algo embalado pelos publicitários para conquistá-los. Em novela recente, em meio à fantasia, a madame entra no carro novo sob o olhar de cobiça da empregada e ressalta, entre as várias qualidades do veículo, o fato de ele ter o piso alto, ficando imune às enchentes. Focalizava-se com destaque a marca do carro e passava-se a mensagem de que, com ele, o problema social das enchentes estaria resolvido. Individualmente, para quem pudesse comprar o tal carro. Aos demais a lama ou o afogamento.

Mas voltando ao anúncio publicado nos jornais. A frase final, referindo-se a possibilidade de mudar de canal, de emissora ou de página, é primorosa: “É impressão nossa ou isso é o direito de escolha levado a sério?”. Direito de escolha? Escolher entre o que? Entre emissoras que transmitem programas iguais, veiculam os mesmos anúncios e não dão nenhuma alternativa aos hábitos consumistas, individualistas e anti-sociais? E mais, que violam a lei sem cerimônia ao ultrapassar o limite máximo de 25% da programação permitidos para propaganda no rádio e na TV. Com a conivência silenciosa de agências e anunciantes.

Quando dirigida às crianças, os efeitos da publicidade tornam-se ainda mais perversos. A presidente do Instituto Alana, Ana Lucia Vilela, conta que até em áreas carentes de cidades como São Paulo já é possível perceber esse fenômeno. A partir de um projeto social desenvolvido pela instituição na zona leste da cidade constatou-se que “crianças cujas famílias dependem de cestas básicas não saem de casa sem passar batom. Que acham que a maior felicidade do mundo é ter cabelos longos e loiros iguais aos da Barbie. Meninas que vestem micro-saias e ficam grávidas na adolescência. Meninos que insultam mulheres e tomam cerveja. Mães que, depois de muito choro e muita insistência dos filhos, gastam todo seu dinheiro para comprar um boneco Power Ranger. Filhos que depois de ganhar um Power Ranger, brincam dois dias, abandonam o boneco e começam a pedir a próxima novidade anunciada na televisão. Ou ainda garotos que falam que agora sim os pais podem comprar tudo o que querem porque determinado banco oferece crédito acompanhado de alguns bonequinhos de brinde. Crianças e adolescentes brasileiros repetindo diariamente o nome de inúmeras marcas, que algumas vezes estão entre as dez primeiras palavras de seu recém-formado vocabulário”.

Diz ainda que “do Rio Grande do Sul ao Amapá, das periferias dos grandes centros urbanos ao interior da Bahia, eles querem se vestir e comer da mesma forma. Querem marcas – usar o tênis Nike, comer Fandangos e ter a mochila da Hello Kitty. Preferem não ir à praia ou ao campo porque sabem que lá não encontrarão tevê ou videogame. Trocam o suco de mexerica por Coca-Cola, e arroz, feijão e couve, por Big Mac com batata frita”.

Para Ana Lucia “os pais não são os únicos responsáveis pelos filhos que não param de pedir produtos vistos na tevê, que são obesos, sexualmente precoces ou com comportamentos violentos. A responsabilidade maior está nas empresas e agências de publicidade que apostam no mercado infantil, procurando a vulnerabilidade de cada faixa etária da infância e adolescência para criar consumidores fiéis: as crianças de consumo”.

O anúncio dos publicitários e dos anunciantes publicado nos grandes jornais é uma reação à denúncias como essa, aos projetos de lei tramitando no Congresso para por limites nessa farra e ao aumento das pesquisas científicas mostrando os males da propaganda. Reação de quem se acha acuado e percebe que o tempo dos privilégios está acabando.

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A mídia e o prêmio "O Corvo do Ano"

Reproduzo artigo do professor Emir Sader, publicado no sítio Carta Maior:

Carlos Lacerda foi o fundador do PIG. Ex-comunista – como convém a um extremista de direita – publicou um livro denunciando o Partido Comunista. Passou a ser o principal líder golpista, renomado por ser dos que literalmente batia nas portas dos quartéis (chamados de “vivandeiras de quartel”), insuflando o golpe nos seus inflamados golpes e discursos no Congresso.

Pró norteamericano militante, anti-nacionalista, anti-getulista, frontalmente contra o movimento sindical e todos os movimentos populares, adepto militante da SIP (Sociedade Interamericana de Prensa, vetusto lugar de coordenação da imprensa mais reacionária, pró-EUA e golpista do continente, até hoje) – Lacerda tinha todo o perfil do reacionário de carteirinha.

Entre outras sandices antidemocráticas, disse: “Getúlio não dever ser candidato à presidência, se for, deve ser derrotado; se ganhar, não deve tomar posse, se tomar posse, deve ser derrubado por um golpe”. Chamava JK de “ladrão” e outras coisas mais dessa ordem, típicas de uma revista semanal, herdeira atual do Lacerda.

Foi chamado de “corvo”, pelo cheiro de carniça de tudo o que tinha a ver com ele – golpe, ditadura, massacre de mendigos no Rio, imprensa de direita, denuncismo dos “subversivos”. Acreditava que o golpe – que ele tanto pregou – tinha sido feito para tirar seus maiores adversários nas eleições programadas para 1965, JK e Brizola, deixando o campo livre para que fosse eleito ou praticamente nomeado pelos militares.

Enganou-se e terminou a vida penosamente: quando seus ideais se realizavam, com um governo em que seu companheiro de partido, a UDN, Juracy Magalhaes, primeiro ministro de Relações Exteriores da ditadura afirmava “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” (sic), um governo que escancarou a entrada de capitais externos, prendeu, torturou, fuzilou, desapareceu os que considerava “subversivos”, o corvo não tinha lugar. Morreu sem pena nem glória, como um “corvo”.

Hoje vários jornais e jornalistas se candidatam a ser os corvos dos tempos atuais. Vamos fazer a lista dos candidatos e no fim do ano decidiremos quem merece o prêmio, numa batalha que, desde já, sabemos que será muito dura, tantos e tão medíocres são os candidatos.

Arrisco um primeiro candidato: Otávio Frias Filho, pela “ditabranda”, pelas acusações falsas, pelo silêncio sobre o que não lhe agrada.

Indiquem vocês os outros candidatos, controlemos seus desempenhos – frenéticos em ano de campanha eleitoral – e no fim do ano decidiremos quem merece o prêmio “O corvo do ano” 2010.

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A imagem do Congresso e a mídia

Reproduzo artigo do professor Venício A. de Lima, publicado no Observatório da Imprensa com o título “A imagem do Congresso: o que a mídia tem a ver com isso”:

Pesquisa Datafolha recentemente divulgada dá conta de que 33% dos entrevistados consideram o desempenho de deputados e de senadores ruim ou péssimo. Uma pequena melhora em relação a resultados apurados um mês antes, quando o percentual era de 39%. O articulista da Folha de S.Paulo usa a conhecida adversativa e afirma: "Mas não se pode afirmar que há uma tendência de melhora da imagem do Congresso". A matéria informa ainda que, nos últimos dez anos, a rejeição de deputados e de senadores flutuou na faixa de 30% a 40% e que, desde 2004, a taxa de aprovação varia entre 11% e 19%, estando hoje em 16%.

Quatro dias depois, a mesma Folha, publica matéria informando que "prestigiados senadores e deputados desistem de concorrer à reeleição este ano". A desistência de cerca de 12% dos atuais senadores e deputados de disputar a reeleição nas próximas eleições tem sido objeto de comentários na grande mídia já há algum tempo.

O que chama a atenção do observador, no entanto, é que não se estabelece qualquer relação entre a primeira notícia – a má avaliação pública do Congresso Nacional – e a segunda – a desistência de políticos importantes de disputar a reeleição. E mais: não se estabelece qualquer relação entre o tipo de cobertura que a grande mídia vem fazendo das atividades do Congresso Nacional, ao longo de todos esses anos, e os fatos noticiados. O tema não é novo, mas sua importância nos leva a tratá-lo aqui ainda mais uma vez.

Cobertura negativa

Repito o que já escrevi: não há dúvida de que a grande mídia tem sido instrumento importante na revelação pública de ilícitos graves envolvendo representantes eleitos e, também, de altos funcionários do Congresso Nacional. Deputados e senadores têm estado envolvidos em atividades criminosas e/ou eticamente condenáveis. Procedimentos de investigação ou processos legais contra parlamentares correm tanto nas comissões de ética do próprio Congresso como nas instâncias competentes do judiciário.

Tudo isso é verdade.

No entanto, é inegável que a cobertura política que a grande mídia oferece das atividades diárias de 513 deputados, 81 senadores e milhares de funcionários do Congresso Nacional se reduz, quase que exclusivamente, a aspectos negativos. Ignora-se, na maioria das vezes, o trabalho sério e honesto realizado nas comissões permanentes e transitórias, nos debates em plenário, na aprovação de legislação e no cumprimento das diversas outras atribuições constitucionais das Casas Legislativas. Ignora-se, sobretudo, o papel fundamental – e insubstituível – que o Parlamento exerce no equilíbrio entre os poderes republicanos e, por óbvio, no funcionamento da democracia.

Faz todo sentido lembrar, uma vez mais, a constatação que a professora Maria do Carmo Campello de Souza (já falecida) fez sobre a cultura política brasileira ainda ao tempo da transição para a democracia, no final da década de 1980. Dizia ela:

"O teor exclusivamente denunciatório de grande parte das informações (dos meios de comunicação) acaba por estabelecer junto à sociedade (...) uma ligação direta e extremamente nefasta entre a desmoralização da atual conjuntura e a substância mesma dos regimes democráticos. (...) A despeito da evidente responsabilidade que cabe à imensa maioria da classe política pelo desenrolar sombrio do processo político brasileiro, os meios de comunicação a apresentam de modo homogeneizado e, em comparação com os dardos de sua crítica, poupam outros setores (...). Tem-se muitas vezes a impressão de que corrupção, cinismo e desmandos são monopólio dos políticos, dos partidos ou do Congresso". ("A Nova República brasileira: sob a espada de Dâmocles", in Alfred Stepan, organizador, Democratizando o Brasil, Paz e Terra, 1988].

Responsabilidades da grande mídia

As recentes constatações, relativas à persistente má avaliação do Congresso Nacional por parte significativa da população brasileira e a desistência de políticos importantes de buscarem a reeleição nas próximas eleições, não seriam uma boa ocasião para que a grande mídia fizesse uma avaliação de sua cobertura política e de suas responsabilidades sociais?

A insistência em mostrar apenas o que é negativo em relação à atividade parlamentar não levaria a "uma ligação direta e extremamente nefasta entre a desmoralização da atual conjuntura e a substância mesma dos regimes democráticos"?

Afinal, não é mais possível "fazer de conta" que a grande mídia apenas "reflete" o que acontece na sociedade e não tem qualquer responsabilidade na construção e manutenção da agenda pública de debates – e, mais importante, na imagem pública dos políticos e da política.

Sem abdicar do papel que se auto-atribui de fiscalizadora do poder – público e/ou privado – a grande mídia, até por coerência com as bandeiras que sustenta, deveria estar preocupada com sua responsabilidade na consolidação e manutenção da democracia. Ou não é esse seu compromisso fundamental?

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mirando as armas e combatendo a pobreza

Reproduzo release enviado pelo amigo Vinicius Souza:


Todos os anos, mais de 500 mil pessoas morrem vítimas de armas de fogo no mundo. Muitas outras são feridas ou ficam com seqüelas permanentes. Além das incontáveis tragédias familiares, a violência armada também afeta diretamente o desenvolvimento dos países – em especial países pobres - que sofrem com sérias limitações ao seu crescimento econômico e social. Por outro lado, governos continuam investindo grandes montantes de dinheiro na compra de novas armas - que frequentemente acabam nas mãos dos criminosos - ao invés de investir em áreas importantes como educação e saúde.

Não há, atualmente, nenhuma lei que regule o mercado internacional de armas e munições. A ausência de um Tratado que estabeleça regras válidas para todos os países muitas vezes permite que as armas e munições que circulam pelas fronteiras acabem em mãos erradas – mãos que usam estas armas para matar, espalhar insegurança e conflito, violar os direitos humanos e destruir a esperança e a oportunidade de superar a pobreza.

Para estimular a discussão sobre este assunto tão crítico nos países em desenvolvimento, a Oxfam Internacional, em parceria com o Instituto Sou da Paz e o Viva Rio, está lançando no Brasil o concurso Mirando as armas e combatendo a pobreza. O concurso é aberto para todos os países, mas o foco é o Brasil, a África do Sul e a Índia.

Todos podem participar: basta inscrever uma proposta de argumento para um documentário de 5 a 15 minutos sobre este tema. O argumento deve ser encaminhado no formulário próprio em português para o e-mail: shootingpoverty@drop.io até o dia 01 de junho de 2010. As três melhores propostas serão selecionadas por um júri internacional e receberão todos os recursos para a produção, incluindo uma semana inteira de gravação com equipamento profissional e produtor exclusivo. Os documentários serão apresentados por seus diretores na sede da ONU em Nova Iorque. O diretor do filme mais votado pelo público através do site www.shootingpoverty.org ganhará uma câmera Sony EX1R com equipamento de iluminação e captação de som portáteis.

Mais informações em português, orientações para escrever seu argumento, exemplos e dicas de uma diretora vencedora do Oscar, além dos prazos e do regulamento completo do concurso estão no site http://shootingpoverty.org/pt-br/ que pode também ser acessado pelos links em http://www.soudapaz.org/ e http://www.vivario.org.br .

Contatos
Sobre o concurso:
Vinicius Souza - vgpsouza@uol.com.br
(11) 9631-0666/ 5093-2855/ 8279-9997
Natasha Leite - natasha@vivario.org.br
(21) 2555-3771

Sobre o Instituto Sou da Paz:
Daniela Caldeirinha – daniela@soudapaz.org (11) 3812-1333
http://www.soudapaz.org/
Sobre o Viva Rio:
Graciela Bittencourt - graciela@vivario.org.br (21) 2555-3750
http://www.vivario.org.br

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Assembléia de fundação da Altercom

Reproduzo abaixo o release de convocação da assembléia constituinte da Altercom:

A Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) realiza neste sábado, dia 10 de abril, sua Assembléia Constituinte, que deverá aprovar a carta de princípios e o estatuto da entidade. O encontro ocorrerá das 8h30min às 17h, no auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (rua Genebra, 25, São Paulo). A pauta da assembléia é a seguinte:

8h30 às 9h – Encontro para debates preliminares;

9h às 10h –Discussão e aprovação da Carta de Princípios da Altercom;

10h às 12h –Discussão e aprovação do Estatuto da Altercom;

12h às 13 h – Inscrição das chapas para Diretoria (I. Assembléia Geral; II. Presidência; III. Conselho Fiscal; IV. Diretoria Executiva; V. Secretarias Técnicas; VI. Conselho Consultivo);

13h às 14h30h – Almoço;

15h – Eleição e escrutínio;

16h – Ato político de posse da diretoria eleita com a presença do senador Renato Casagrande (PSB) dos Deputados Paulo Teixeira (PT), Luiza Erundina (PSB), Manuela D’Ávila (PCdoB), Brizola Neto (PDT)e Rui Falcão (PT), para a formação de uma frente parlamentar de apoio à Altercom.

A Altercom contará com um grupo de conselheiros que participarão das atividades e debates propostos pela entidade. Estão confirmados os nomes de : Luis Fernando Veríssimo, Ricardo Musse, José Luis Fiori, Ladislau Dowbor, Laurindo Leal Filho, Venício Lima, Emir Sader, Moacyr Scliar, Luiz Gonzaga Belluzzo, Ermínia Maricato, Carlos Alberto de Almeida, Emiliano José e Maria Victória de Mesquita Benevides.

O que é a Altercom

Empresários, empreendedores individuais, estudantes, professores e ativistas da área da comunicação criaram a Altercom no dia 27 de fevereiro deste ano, durante encontro realizado em São Paulo. A entidade terá como objetivo central defender os interesses políticos e econômicos das empresas e empreendedores de comunicação comprometidos com os princípios da democratização do acesso à comunicação, da pluralidade e da liberdade de expressão. Não a liberdade apenas para uns poucos grandes grupos midiáticos, como ocorre hoje, mas sim para a maioria da população que não tem respeitado hoje o direito à uma informação de qualidade.

Quanto mais proprietários e empreendimentos de comunicação houver no país, maior será a liberdade de expressão. Essa é uma das idéias que anima a criação da nova entidade: a garantia da expressão coletiva, a universalização do direito à liberdade de expressão. Por meio de uma intervenção coletiva organizada e articulada em todo o país, a Altercom pretende propor e disputar políticas públicas, além de regulamentações que democratizem o acesso aos meios e aos recursos de comunicação no Brasil. Outro objetivo da entidade é dar visibilidade às novas experiências midiáticas e comunicacionais que vêm se expandindo pelo país.

A idéia de criar a nova entidade surgiu no processo de debates preparatórios para a I Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro, em Brasília. De lá para cá ocorreram uma série de reuniões preparatórias, em São Paulo e em Porto Alegre, que culminaram no encontro de 27 de fevereiro. No terreno econômico, a associação defenderá, entre outras coisas, uma regulamentação mais justa e clara das verbas públicas de publicidade, de modo a estimular a diversidade de opiniões existente na sociedade brasileira. Além disso, procurará articular pequenos e médios empresários e empreendedores do setor para disputar também parte da verba dos anunciantes privados. A Altercom pretende ainda abrir espaço para centenas de empreendedores individuais – a maioria deles blogueiros – que surgiram nos últimos anos no Brasil.

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TV Globo manda no futebol e no Kassab

Como já era esperado, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) vetou ao projeto de lei 564/06, que restringia o horário do término dos jogos de futebol nos estádios da capital paulista até as 23h15. Numa nota lacônica, o demo alegou que “a limitação não parece razoável”. O projeto, de autoria dos vereadores Antonio Goulart (PMDB) e Agnaldo Timóteo (PR), foi aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo em 10 de março. Mas, novamente, o prefeito cedeu à TV Globo.

Com mais esta decisão antipopular, o demo revela todo o seu servilismo diante da Rede Globo e prejudica os amantes do futebol, impondo horários inviáveis aos paulistanos que gostam de ir aos estádios. Já a poderosa emissora, que se coloca acima dos anseios da sociedade na defesa de seus lucrativos negócios, demonstra todo o seu desrespeito aos torcedores e ao futebol brasileiro – que é encarado como mais uma mercadoria e não como um entretenimento popular.

“Televisão não pode regulamentar a vida”

Durante os intensos e tensos debates na Câmara de Vereadores, a prepotente a TV Globo sequer enviou seus representantes para discutir o tema. Apostou suas fichas no medo dos parlamentares e, como último recurso, no veto do prefeito. Mas, pressionados por vários setores da sociedade, os vereadores surpreenderam a emissora ao aprovar o projeto. Além da crítica dos torcedores, os vereadores sentiram a pressão de outros setores descontentes com o horário de transmissão das partidas. A Rádio Jovem Pan, por exemplo, fez campanha explícita pela aprovação do projeto.

Em editorial veiculado diariamente, ela atacou a TV Globo pela “forma primária e leviana como se pretendeu manipular a opinião pública e a consciência dos nossos vereadores e deputados”. Ainda segundo o editorial, “a grade de uma televisão não pode regulamentar a vida, a ponto de prejudicar a paz, o sono e a segurança dos cidadãos, o descanso de todos, de quem vai ao estádio e de quem assiste TV em casa. Essa não é uma briga do bem contra o mal. É um movimento que coloca o apelo popular, as pessoas pedindo o fim dos jogos às 10 da noite, o bom senso, enfim”.

Rebelião das outras emissoras

A pressão, porém, não foi suficiente. A Rede Globo contou com a fidelidade do prefeito Kassab, que deve favores à emissora por sua projeção política. Na prática, ela continuará mandando no futebol brasileiro, impondo horários absurdos para os jogos. Ela detém o direito de transmissão do campeonato nacional e de vários torneios estaduais, o que já provoca distorções, obrigando os torcedores de determinados estados a assistirem partidas de outras localidades. Este monopólio também prejudica outras emissoras de televisão, que se submetem à grade da TV Globo.

Antonio Carlos Teixeira, em artigo no Observatório da Imprensa, chega a fazer um apelo para que as outras redes de televisão se rebelem. “Essa postura, que revela a crueldade do monopólio da transmissão esportiva, tem passado dos limites. Por isso, a necessidade das demais emissoras se unirem para tentar quebrar o monopólio do TV Globo. O torcedor não tem mais opção aos domingos e às quartas-feiras. Engole-se aquilo que lhe enfia goela abaixo. No seco. Sem choro”.

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

O acelerado declínio da mídia golpista

O jornal Valor publicou recentemente matéria que deve ter irritado os filhos de Otávio Frias – os donos da Folha, do Datafolha e do próprio Valor – em parceria com as Organizações Globo. Ela informa que, de 1996 a 2009, a Folha perdeu 43% de seus leitores. No mesmo período, O Globo, dos filhos do Marinho, teve queda de 36%; e o Estadão caiu 23%. Os herdeiros estão afundando os impérios dos seus pais, que tiveram a sua fase áurea nos tempos da ditadura militar no Brasil.

O artigo é até razoavelmente honesto e consistente. Ele tenta apontar as causas da decadência dos jornais impressos. Mostra que a internet causou a migração de milhões de leitores; que a recente crise capitalista afetou as empresas tradicionais, que cortaram gastos e pioraram a qualidade dos conteúdos; e que, na contracorrente, há um crescimento dos jornais populares e gratuitos. Estas causas são reais e geram fortes abalos na mídia impressa do mundo todo.

A crise mundial da indústria de jornal

Há poucos dias foi divulgado o relatório “Estado da Imprensa”, publicado anualmente pelo Pew Project for Excellence in Journalism. Ele comprova que a situação da mídia impressa mundial é dramática. Como apontou Carlos Castilho, num artigo no Observatório da Imprensa, “o relatório de 2010 está carregado de pessimismo, a ponto de prever que os jornais norte-americanos têm um prazo até 2013 para achar um novo modelo de negócios”. O risco é de se tornaram inúteis!

Já o Instituto Poynter, da Flórida, estima que a indústria de jornal perdeu 30% de sua capacidade produtiva, avaliada em US$ 1,6 bilhão, desde 2000. E a firma Veronis Suhler Stevenson calcula que, em 2013, a mídia dos EUA deve faturar 43% a menos do que em 2006. “É uma queda assustadora e que fica ainda mais preocupante quando se leva em conta que a tiragem média dos jornais norte-americanos caiu 25,6% desde o ano 2000 e que aproximadamente 14 mil jornalistas ficaram desempregados desde 2007”, conclui Castilho.

A perda de credibilidade dos jornais

Neste sentido, a grave crise da mídia impressa tem fortes razões objetivas. Mas o artigo do Valor peca ao não tratar também das causas subjetivas. Ele isenta os barões da mídia de qualquer culpa pelo vertiginoso declínio. Nem daria para esperar outra atitude do jornalista, que poderia colocar o seu emprego em risco. Vários estudos, porém, têm demonstrado que há uma sensível perda de credibilidade dos jornais tradicionais. O próprio êxodo para a internet deriva da queda dos meios unidirecionais, com os leitores procurando fontes alternativas de informação e entretenimento.

Pascual Serrano, um dos criadores do sítio Rebelión, não vacila em afirmar que a atual declínio decorre de quatro fatores essenciais: “crise de identidade” (o público já não confia nos veículos, tendo constatado que eles mentem e ocultam a realidade); “crise de objetividade” (o mito da neutralidade sucumbe e a confiança no jornalismo despenca); “crise de autoridade” (a internet revela a capacidade das mídias alternativas de enfrentar o poder das corporações); e “crise de informação” (a dinâmica mercantilista provoca a perda de qualidade da atividade jornalística).

O PIG não presta, é um lixo

No mesmo rumo, Emir Sader conclui que “a crise da imprensa é da perda de credibilidade, é uma crise ética, de sua transformação num instrumento de publicidade, do ponto de vista econômico, e da sua constituição em mentor político e ideológico da direita. Os dados demonstram que todos os grandes jornais brasileiros perdem leitores e, sobretudo, perdem influência. Embora todos os maiores jornais e quase todas as revistas semanais – à exceção da Carta Capital – sejam de férrea oposição ao governo, este mantém 83% de apoio e eles conseguem apenas 5% de rejeição ao governo. Temos aí a uma idéia da baixíssima produtividade desses órgãos de oposição”.

Mais escrachado, o blogueiro Paulo Henrique Amorim festejou os dados recém-divulgados pelo Valor. Para ele, a reportagem só cometeu um erro. “Esqueceu-se da principal causa da acelerada decadência do PIG (Partido da Imprensa Golpista). O PIG não presta... O PIG é um lixo”.

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Imagens da ditadura de José Serra






Foto 1- Repressão à greve dos funcionários da Universidade de São Paulo (USP);

Foto 2- Repressão à greve dos policiais civis; cenas de guerra na capital paulista;

Foto 3- Repressão à greve dos professores diante do Palácio dos Bandeirantes;

Foto 4- Repressão às vítimas das enchentes na zona leste da capital paulista.


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