domingo, 22 de agosto de 2021

Militares monitoram PMs para impedir motins

Por Jose Cassio, no Diário do Centro do Mundo:

Chefes militares consultados pelos ex-presidentes Sarney, Temer, Collor, FHC e Lula afastaram a hipótese de Bolsonaro contar com insubordinação nas forças e bancar o golpe, mesmo admitindo que essa é a intenção do sujeito.

Neste caso, o temor responde por Polícia Militar.

É nas PMs que está o risco de rompimento da cadeia de comando. A preocupação é tanta que os militares estão monitorando.

Nas Forças, o alinhamento dos comandantes da Marinha, almirante Almir Garnier, e da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, com Bolsonaro, e ainda o fato dos oficiais terem se unido ao mandatário no que se convencionou chamar de “partido militar” incomoda, mas não gera maiores preocupações, segundo o Estadão.

Bolsonaro acena ao Centrão com mais cargos

Por Julinho Bittencourt, na revista Fórum:


O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) ofereceu mais quatro ministérios para o Centrão.

De acordo com a coluna de Lauro Jardim, ainda não há definição de quais ministérios seriam. O certo mesmo é que dois iriam para o Senado e outros dois para a Câmara.

O colunista informa ainda. Um dos líderes afirmou que o grupo não deixa o governo tão cedo: “Antes de 2 de abril, ninguém sai”.

A data é o prazo final para a desincompatibilização de quem disputará as urnas de outubro.

Bolsonaro ficou caro pra turma do dinheiro

Por Fernando Brito, em seu blog:

O Brasil vive, enfim, a tal “enxurrada de dólares”, tão prometida pelos que se dedicaram, a todo custo, a demolir qualquer pretensão do país ao progresso econômico social.

A Folha, neste domingo. dedica duas reportagens à análise das pioras que o país sofreu no Governo Bolsonaro, a mais completa delas a de Fernando Canzian mostrando que o ”Custo Bolsonaro’ cobra fatura com dólar, inflação, juros e miséria em alta“, de onde reproduzo o gráfico daí de cima expondo a redução violentíssima dos investimentos estrangeiros no país: apenas um terço em um ano (considerado o acumulado em 12 meses).

sábado, 21 de agosto de 2021

Bolsonaro faz arruaça; Lula vai ao Nordeste

Contra o STF, Bolsonaro vai para a guerra

O brasileiro está sendo empurrado pra fome?

A derrota dos Estados Unidos no Afeganistão

MP-1045: mais uma tentativa de deforma

Bolsonaro está rouco com suas ameaças

Afeganistão, conjuntura internacional e Brasil

Bolsonarismo está cercado. Desistirá?

Quem treinou a extrema direita brasileira

Afeganistão e a crise política mundial

Bolsonaro e Damares vetados em inauguração

Por Altamiro Borges

O “capetão” Jair Bolsonaro e seus capachos deverão sentir cada vez mais o rechaço da sociedade brasileira. Na semana passada, Ricardo Salles, o ex-ministro da devastação ambiental que já deveria estar preso, foi hostilizado em dois locais públicos de São Paulo. Agora é o próprio presidente da República e a sinistra Damares Alves que são rejeitados em um evento político.

Segundo o site Metrópoles, “os filhos do falecido procurador-geral de Justiça Wanderlino Nogueira Neto ingressaram com uma ação judicial, nesta terça-feira (17), para impedir que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, participem da inauguração da Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case) que levará o nome dele”.

Alexandre Garcia é desmentido ao vivo na CNN

Por Altamiro Borges

Alexandre Garcia, ex-assessor de imprensa da ditadura militar e atual puxa-saco de Jair Bolsonaro, está cada dia pior. Ele precisa ser urgentemente internado. Nesta quinta-feira (19), durante o programa “Novo Dia” da CNN, ele afirmou que os jovens “não precisariam tomar a vacina”. O perigoso negacionista foi desmentido ao vivo pela emissora.

"A estatística mostra que parece que o vírus não se dá bem com jovem, com crianças principalmente", disse o fanático bolsonarista. Pouco depois, a apresentadora Elisa Veeck desmentiu a fake news com base em dados científicos:

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Entre o boquirroto e o estrategista

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:


O governo de Jair Bolsonaro tem muitos defeitos, tanto políticos quanto éticos. Mas é na educação que seu projeto destrutivo vem se estabelecendo de forma mais sistemática. O que é negacionismo em algumas áreas e defesa de interesses econômicos em outras, é desmonte programado na educação.

Há um duplo jogo no bolsonarismo: a ganância dos ganhos imediatos e a construção de bases para se manter no poder. O que é terra arrasada no meio ambiente e nos direitos trabalhistas, por exemplo, se traduz em absoluto cuidado em desmontar a crítica, afrontar a inteligência e estabelecer um ambiente propício ao autoritarismo.

Uma questão de coerência (e decência)

Por Eric Nepomuceno, no site Brasil-247:


Quando no fim de março Marcelo Queiroga foi chamado para suceder no ministério da Saúde o general da ativa Eduardo Pazuello, cúmplice eficaz do genocídio levado adiante por Jair Messias, alguns destacaram o fato de ele ser médico cardiologista.

Ou seja, era alguém do ramo sucedendo a quem ao assumir sequer tinha ideia do que era o Sistema Único de Saúde, o SUS.

Além disso, depois da imunda subserviência de um general da ativa do Exército diante de um capitão da reserva com péssimos antecedentes em seus tempos de caserna, um médico talvez significasse uma mudança nos rumos do governo.

Por menos profunda que fosse, diante da catástrofe levada a cabo por Pazuello e a cambada de militares por ele espalhada pelo ministério, qualquer mudança seria bem-vinda.

Aras cai nas mãos de Alexandre de Moraes

Por Fernando Brito, em seu blog:


Provavelmente inócua nas mãos de outros ministros do STF, a notícia crime por prevaricação apresentada pelos senadores Alessandro Vieira e Fabiano Contarato contra o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, tendo caído nas mãos de Alexandre de Moraes, pode se tornar um problema de última hora para a aprovação da recondução do PGR, que começa com a sabatina marcada para a próxima terça-feira.

A censura do TSE e o fator Pablo Ortellado

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:


É preciso tomar cuidado com essa medida do TSE de desmonetizar sites políticos. O que são sites políticos? São sites com posição política ou geradores de fake news? Anos atrás, tentou-se misturar maliciosamente os dois tipo de site.

O autor dessa manobra foi o cientista político Pablo Ortellado.

Agora, em artigo no Estadão, ele aponta a monetização pelo Google como o ponto central dos blogs.

Ou seja, propõe que o veto atinja os adsense do Google, principal instrumento de financiamento dos jornais digitais sérios de esquerda e direita.

Ortellado não é um intelectual correto.

Apareceu, inicialmente, oferecendo artigos para os chamados blogs progressistas, especialmente análises sobre os movimentos de rua.

Esse ódio que assola o país

Por Frei Betto, em seu site:


É notório que há no Brasil um clima de ódio e discórdia, agudizado pela atual disputa eleitoral. Não participo dele. Situações de vida me ensinaram a não ter ódio de ninguém nem somatizar conjunturas políticas. Meditação e oração são meus antídotos.

É óbvio, há pessoas das quais prefiro não ser amigo. Não por querer mal a elas, e sim por discordar radicalmente de suas ideias, que contrariam os princípios que norteiam a minha vida. Isso torna o diálogo quase impossível. E não sou de bater boca. Só lamento o sofrimento que causam quando as teses que defendem são levadas à prática. Como é o caso do racismo, da homofobia, do machismo, da arrogância e da opressão.