segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Democracia é empecilho à agenda de Guedes

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

Paulo Guedes foi um professor não muito chegado ao batente. Faltava com frequência às aulas, não corrigia os exercícios e depois cobrava nas provas os exercícios que não havia corrigido. Era um professor tão medíocre que os alunos se mobilizaram para tirá-lo da PUC. E conseguiram.

Esse preguiça em lecionar contrasta com a dedicação do Chicago Boy em implementar uma política econômica ultraliberal para a ditadura sanguinária de Pinochet. Contrasta também com o empenho em multiplicar sua fortuna no day-trade, o cassino do mercado financeiro em que a sorte é decisiva para o investidor. Guedes tinha obsessão por esse jogo e passava muitas horas comprando e vendendo ações. Segundo seus ex-sócios, chegou a perder R$20 milhões nessa cracolândia dos investidores.

Em defesa do papel impresso

Por João Guilherme Vargas Netto

Nas guerras da comunicação o papel impresso anda levando uma goleada das mídias digitais.

De acordo com o site Poder 360, de dezembro de 2014 a outubro de 2019, no Brasil, a evolução da circulação impressa de uma amostra de dez veículos grandes caiu em média 52%, enquanto a evolução em média da circulação digital (assinaturas pagas) de nove destes veículos aumentou 96%, com os espetaculares 322% do Valor Econômico.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Neoliberalismo: capitalismo como terrorismo

Por Marcia Tiburi, no site da revista Cult:

As tentativas de compreender e explicar o capitalismo servem ao processo de superá-lo. Está provado que o capitalismo não é justo para a maior parte das pessoas que habitam o mundo porque o acúmulo do capital nas mãos de poucos seres humanos, alguns indivíduos e suas famílias, em detrimento da imensa maioria da população mundial, uma grande parte em estado de inanição, implica processos de exploração do trabalho humano e de apropriação indébita do patrimônio universal, incluso o imaterial, marcados por processos de injustiças sociais e políticas até o extremo da violência.

O "pacote anticrime" e o Estado de Exceção

Por Orlando Silva, no site da Fundação Maurício Grabois:

O projeto de lei 882/2019, encaminhado ao Congresso Nacional pelo Ministério da Justiça, propõe uma série de alterações substanciais na legislação penal brasileira, afetando 14 diplomas, entre eles o Código Penal (decreto-lei 2848/40), o Código de Processo Penal (decreto-lei 3689/41), a Lei de Execução Penal (Lei 7210/84) e a Lei de Crimes Hediondos (Lei 8072/90). Alega-se que o objetivo da reforma é melhorar as condições de combate à corrupção, ao crime organizado e aos crimes violentos contra a pessoa.

A tragédia do AI-5 contra a democracia

Editorial do site Vermelho:

Em O Dezoito Brumário de Luis Bonaparte, Karl Marx escreveu: "Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.” Seria, segundo ele, um processo “em que a tradição das gerações mortas volta para assombrar a memória dos vivos”.

Paulo Guedes, o AI-5 e a alta do dólar

Por Renato Rovai, em seu blog:

No dia 13 de janeiro de 1999, o governo FHC depois de ganhar a eleição por manter o real valorizado frente ao dólar, num claro estelionato eleitoral, enterrou aquela política cambial.

A decisão causou um grande impacto econômico, político e social no país. E de lá até o final do mandato, FHC só segurou o tranco da malandragem. Não governou mais com autonomia, ficando refém do FMI.

Com a desvalorização cambial, o banco Marka e o FonteCindam, do ex-diretor do Banco Central do Brasil, Luiz Antônio Gonçalves, que apostaram na estabilidade do real, ficaram insolventes. Enquanto as demais instituições financeiras se preparavam para a alta do dólar. Conforme foi posteriormente comprovado em sentença definitiva no âmbito da Justiça Federal, havia um esquema de venda de informações privilegiadas, Cacciola alegou não se beneficiar dele, pois seu banco quebrou justamente porque foi um dos únicos a não apostar na desvalorização.

O petróleo nas praias do Nordeste

Jornalistas contra os ataques de Bolsonaro

STJ aceita denúncia contra Witzel

Guedes e o AI-5: pode se assustar, sim!

O que é o racismo estrutural?

As rebeliões na América Latina dividida

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Bolsonaro quer licença para matar no campo

Por Altamiro Borges

Em mais uma guinada fascistizante, o “capetão” Jair Bolsonaro afirmou nessa segunda-feira (25) que enviará ao Congresso Nacional projeto de lei autorizando o emprego da chamada GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para reintegração de posse em propriedades rurais. A medida é uma verdadeira licença para matar no campo brasileiro, servindo de reforço a ação criminosa de grileiros e latifundiários – hoje disfarçados de “modernos” barões do agronegócio. As GLOs são operações de segurança que podem durar vários meses e que incluem as forças públicas, incluindo soldados das Forças Armadas e agentes da Polícia Federal.

Nova armação de Moro para prender Lula

'Sugestão' de AI-5 iguala Guedes a Bolsonaro

Por Fernando Brito, em seu blog:

Paulo Guedes traiu pela língua a sua adesão ao projeto ditatorial dos Bolsonaro.

Ontem, em Washington, disse que quando se ” chama todo mundo para quebrar a rua ” se alguém pedir o AI-5″.

- Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente? Levando o povo para a rua para quebrar tudo. Isso é estúpido, é burro, não está à altura da nossa tradição democrática.

Quem está chamando por qualquer quebradeira nas ruas? A única quebradeira que se tem notícia é na área da economia, com empresas encolhendo ou fechando por conta da estagnação dos negócios.

Bolsonaro pretende instalar Estado policial

Da Rede Brasil Atual:

O presidente Jair Bolsonaro anunciou ontem (25) que vai editar um projeto de lei que autoriza o emprego de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para reintegração de posse em propriedades rurais. Também disse nos últimos dias que a ampliação do excludente de ilicitude – que impede a punição de policiais que matem pessoas em ações de segurança – deve valer para manifestações. Ainda ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, repetiu o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e disse que um novo Ato Institucional 5 (AI-5) pode ser editado. Para cientista política Roseli Coelho, o governo vem “testando” a democracia e caminha para instalar Estado policial no Brasil.

Emprego e o círculo de ferro neoliberal

Por José Raimundo Trindade, no site Carta Maior:

A análise conjuntural para este terceiro trimestre de 2019 enseja alguns movimentos econômicos e sociais distintos do período imediatamente anterior, porém não se observa nenhuma alteração estrutural no quadro de emprego e renda social que nos pudesse afirmar que estaríamos frente a uma inflexão duradora de crescimento e expansão da economia. O crescimento do PIB continua estacionado em uma taxa inferior a 1% e não aponta uma possível recuperação na geração de empregos a altura das necessidades da população brasileira.


Bolsonaro e Guedes pregam a solução final

Por Gilberto Maringoni

A barbaridade externada por Paulo Guedes em Washington tem toda lógica nos dias que correm.

Não se trata apenas de uma viúva de Pinochet quem fala. Trata-se de uma declaração de guerra.

Ela está intimamente ligada ao projeto ultraliberal de segunda onda.

As marcas essenciais dessa segunda onda são:

1. É muito mais agressiva que a primeira, nos anos 1990.

Quem vai cuidar das cuidadoras de idosos?

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Reproduzindo uma ideia cada vez mais frequente em levantamentos sobre o mercado de trabalho, a reportagem "Um futuro de raros empregos", publicada pelo Valor Econômico (22/11/2019) aponta uma única atividade remunerada que terá lugar assegurado em nossa sociedade - cuidadoras de idosos.

"São alguns dos empregos que se manterão no futuro", anuncia a legenda de uma foto na qual duas imigrantes de traços asiáticos alimentam duas senhoras de idade avançadíssima numa "residência de repouso na Alemanha."

Embora essa visão seja frequente na maioria das discussões sobre o assunto, a dura realidade é que nem este serviço tem futuro garantido - pelo menos na escala que se imagina necessária.

Guedes quer para o Brasil a ditadura do Chile

Por Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo:

A defesa de Paulo Guedes do AI-5, ecoando Eduardo Bolsonaro, além de mentirosa, revela o caráter autoritário do ministro da Economia e sua nostalgia pinochetista.

Primeiro, a mentira.

Em Washington, numa entrevista, declarou o seguinte sobre Lula:

“Chamar o povo para rua é de uma irresponsabilidade. Chamar o povo para a rua para dizer que tem o poder, para tomar. Tomar como? Aí o filho do presidente fala em AI5, aí todo mundo assusta, fala o que que é?”

Eduardo Bolsonaro evocou o infame ato institucional no canal de Leda Nagle no Youtube no final de outubro.