quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Indicado por Lula no BC sabota a economia

Caricatura: Amarildo
Por Altamiro Borges


Na primeira reunião sob o comando de Gabriel Galípolo, indicado por Lula para presidir o Banco Central, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (29) aumentar a taxa básica de juros, a Selic, em 1 ponto percentual – de 12,25% para 13,25% ao ano. Um verdadeiro atentado contra a economia nacional, que serve somente aos interesses dos abutres financeiros, e que pode desgastar um pouco mais a imagem do governo nesse momento já delicado.

Essa foi a quarta elevação consecutiva da Selic e não dá mais para culpar Roberto Campos Neto, o bolsonarista que chefiava o BC, pela sabotagem. É certo que na última reunião do Copom sob seu comando, em dezembro passado, ele impôs uma camisa de força ao estampar na ata oficial duas novas altas de um ponto na taxa de juros – em janeiro e março. Bob Fields Neto emparedou Gabriel Galípolo. Mas isto não justifica o servilismo ao deus-mercado do novo presidente do BC.

Quem é o verdadeiro criminoso?

Charge: Kike Estrada/Planeta Kike
Por Bepe Damasco, em seu blog:


A parte vira-lata da imprensa do Brasil segue passando pano, no máximo com uma crítica tímida aqui outra acolá, para a investida desumana, truculenta e covarde do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre imigrantes em situação irregular no pais.

Um exemplo deste sabujismo: uma âncora da GloboNews chegou a afirmar que o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, teve que voltar atrás depois que "viu os dentes de Trump", quando claramente quem venceu a queda de braço foi Petro. Depois que o mandatário colombiano proibiu que os imigrantes retornassem ao seu país algemados ou em aviões militares americanos, o que se viu foi o retorno dos colombianos em aeronaves da Colômbia e com todo conforto.

Quem cala, consente

Por João Guilherme Vargas Netto


Quando em uma dada situação somos levados a elogiar um procedimento que deve ser normal, isto é uma crítica aos que lhe deviam assemelhar.

É o que faço ao comparar as edições do dia 24 de janeiro dos quatros grandes jornalões impressos: O Globo, FSP, OESP e Valor em que apenas o primeiro (e que merece, portanto, o elogio) noticiou que a “maioria dos reajustes salariais ficou acima da inflação”, repercutindo os números divulgados pelo Dieese, em matéria de Carolina Nalin.

E foram números convincentes: durante todo o ano de 2024, 85% dos acordos e convenções coletivos negociados pelos sindicatos superaram a inflação do período, o melhor dos resultados desde 2018, quando começou a série histórica das avaliações do Dieese.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Lula cobra resposta dos EUA sobre imigrantes

Michelle Bolsonaro no topo do golpe?

Zambelli chama deportados de criminosos

Lula patina. Como articular uma virada?

Nos 55 anos do martírio de Mário Alves

Memorial da Democracia
Por Roberto Amaral, em seu blog:

Para Mario de Castro Amaral Kemper

Duas foram as surpresas: a chamada telefônica naquela hora da noite, e a voz do outro lado da linha. Não era usual aquele meio de contato. Mário Alves explicaria mais tarde ao companheiro assustado que viera de São Paulo para uma reunião no Rio de Janeiro, e o quadro que o deveria recolher não aparecera. Ele estava em uma churrascaria no Méier, e fui apanhá-lo.

Não tivemos ânimo para discutir a fragilidade de nosso sistema de segurança. Não era o primeiro episódio pondo em risco a vida de um dos principais dirigentes, e, com ela, a organização, mais frágil do que nossas necessárias ilusões permitiam avaliar. Mas a realidade só ficaria clara para nós quando não mais seria permitido nela intervir. Já não éramos, porém, os mesmos das primeiras caminhadas, e de há muito relativizáramos os sonhos de Apolônio de Carvalho – o mais experimentado de nossos quadros parecia reviver na maturidade as esperanças perdidas da revolução espanhola ou os tempos heroicos da resistência francesa com os Maquis.

A contrarrevolução fascista com Trump

Reprodução da internet
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Os piores presságios com a vitória de Donald Trump agora se confirmam como tormentas reais com ele na presidência dos Estados Unidos. Zero surpresa, portanto.

Trump otimizou ao máximo a cerimônia de posse e as primeiras 24 horas na presidência para sinalizar ao mundo o programa da contrarrevolução fascista, reacionária, ultraliberal e libertarianista.

Ele não desperdiçou um único segundo do relógio que marca seus quatro anos à frente da Casa Branca e deu uma arrancada vertiginosa rumo ao caos.

Como prometera, anistiou os criminosos que atacaram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 para impedir a posse de Joe Biden e revogou normas sobre diversidade, justiça climática, direitos de gênero e imigração.

Trump e a fúria dos parasitas

Reprodução da internet
Por Jair de Souza

Com a posse de Donald Trump no comando do império estadunidense pudemos constatar que, entremesclado com seus vários arroubos neocolonialistas, imperialistas e racistas, ficou evidente sua imensa fúria contra aqueles que propõem que o dólar deixe de desempenhar o papel de moeda base para o comércio internacional.

Entretanto, por mais que nos seja desagradável a ideia, somos forçados a admitir que, do ponto de vista do recém-empossado presidente, assim como dos que compartilham de seus interesses, há fundadas razões que justificam esse posicionamento. É que Trump sabe muito bem que não há nenhuma, repetindo com ênfase para que não reste dúvidas, NENHUMA possibilidade de que os Estados Unidos mantenham sua hegemonia no mundo sem contar com a possibilidade de ter sua própria moeda funcionando como meio de pagamento aceito e válido de maneira generalizada.