quinta-feira, 11 de setembro de 2025
quarta-feira, 10 de setembro de 2025
Bolsonaro em pânico: medo de ir para a Papuda
![]() |
| Reprodução |
Mesmo com o voto incoerente e delinquente do ministro Luiz Fux, que alegou incompetência do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar Jair Bolsonaro e outros sete milicianos, há consenso de que eles serão condenados a duras penas de prisão na sexta-feira (12). Ainda há dúvidas sobre a dosimetria – o tamanho das penas – e sobre o destino dos criminosos, principalmente do chefão da Orcrim (Organização Criminosa), o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
Nos últimos dias, muito se especulou sobre seu possível xilindró. Falou-se que a Superintendência da Polícia Federal em Brasília já teria montado uma sala especial para acolher o fascista. Também foi aventada a possibilidade de ele ficar detido no Batalhão da Polícia Militar do Guará, que serviu de hospedagem para Anderson Torres, o ex-ministro da Justiça do seu covil. Uma proposta que foi rejeitada de imediato pelo comando do Exército foi a de prender o “capetão” numa saleta do Quartel General, do chamado Forte Apache, que já aloja o general Braga Netto.
Voto de Moraes demole Bolsonaro
![]() |
| Charge: Miguel Paiva/247 |
Em um voto demolidor, no qual costurou os fatos e os encadeou com maestria, Alexandre de Moraes, ministro relator do processo da trama golpista, não deixou pedra sobre pedra, a ponto de alguns advogados de defesa admitirem sob anonimato para a imprensa seu desânimo em relação ao veredicto do julgamento.
Moraes votou pela condenação de todos os réus por tentativa de golpe de estado, abolição violenta do estado democrático de direito, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração do patrimônio tombado.
Mostrando um extremo conhecimento de todas as provas coletadas pela Polícia Federal e produzidas nos depoimentos, Moraes, durante mais de cinco horas, expôs as entranhas da organização golpista e sua atuação articulada, dissecando cada episódio da escalada criminosa.
Projeto anistia Bolsonaro, PCC e milícias
![]() |
| Charge: Geuvar |
“Queremos uma anistia ampla, geral e irrestrita”, proclamou na Avenida Paulista Tarcísio de Freitas, já despido do disfarce de tecnocrata moderado e vestido com o traje bolsonarista-truculento.
A minuta do projeto bolsonarista concede uma anistia tão irrestrita que beneficia até organizações criminosas; e, inclusive, milícias! Sim, milícias!O projeto bolsonarista diz que além dos golpistas, também serão anistiados os integrantes de “organização criminosa, associação criminosa ou [que participam da] constituição de milícia privada”.
Está claro que estamos diante de um movimento político ilegal, porque criminoso. Um movimento de caráter fascista, e organicamente vinculado ao submundo do crime organizado.
A minuta do projeto bolsonarista concede uma anistia tão irrestrita que beneficia até organizações criminosas; e, inclusive, milícias! Sim, milícias!O projeto bolsonarista diz que além dos golpistas, também serão anistiados os integrantes de “organização criminosa, associação criminosa ou [que participam da] constituição de milícia privada”.
Está claro que estamos diante de um movimento político ilegal, porque criminoso. Um movimento de caráter fascista, e organicamente vinculado ao submundo do crime organizado.
Um novo Brasil no julgamento do golpe
![]() |
| Charge: Bira Dantas & Claudia Carezzato |
O julgamento de Jair Bolsonaro e dos demais golpistas, iniciado neste 9 de setembro, é possível porque um novo Brasil foi gestado nestes 30 anos de democracia e amadurecimento político. Já não somos o país que sempre contemporizou com golpes contra a vontade popular e a democracia, que jamais puniu os que os promoveram, tanto civis quanto militares, e que, algumas vezes, aceitou submissamente interferências estrangeiras em seu destino, em conluio com suas elites.
O fato de um ex-presidente, Jair Bolsonaro, ser um dos réus que serão condenados não é o que confere maior singularidade ao julgamento. Sem considerar a ditadura e todo o passado, na fase democrática os ex-presidentes Collor, Lula e Temer já foram processados judicialmente, por razões distintas e em contextos também diversos.
Por três razões principais podemos dizer que este julgamento é um divisor de águas e um definidor de nosso futuro.
O fato de um ex-presidente, Jair Bolsonaro, ser um dos réus que serão condenados não é o que confere maior singularidade ao julgamento. Sem considerar a ditadura e todo o passado, na fase democrática os ex-presidentes Collor, Lula e Temer já foram processados judicialmente, por razões distintas e em contextos também diversos.
Por três razões principais podemos dizer que este julgamento é um divisor de águas e um definidor de nosso futuro.
A democracia dos EUA acabou
![]() |
| Charge: Thiago/Cartoon Movement |
Os mentecaptos abrem uma bandeira imensa na Paulista e lá, na land of the free, a Suprema Corte simplesmente suspendeu ordem de juíza da Califórnia que proibia agentes da ICE (a polícia de imigração) de prenderem gente, em Los Angeles, com base em “racial profiling”, isto é, prender pessoas com base na sua aparência, no seu sotaque etc.
Agora, é permitido e legal. Se você tiver sotaque e/ou aparência “latina”, você pode ser brutalmente preso e deportado, com a benção da Suprema Corte trumpista.
Isso é uma violação frontal aos direitos assegurados pela Constituição dos EUA a qualquer pessoa, seja ela cidadã ou não.
segunda-feira, 8 de setembro de 2025
domingo, 7 de setembro de 2025
Tarcísio radicaliza com discurso golpista
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:
No 7 de setembro de 2025, na Avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, jogou fora a imagem de moderado e assumiu de vez a retórica mais radical do bolsonarismo. Em tom inflamado, atacou o Supremo Tribunal Federal, mirou o ministro Alexandre de Moraes e repetiu inúmeras vezes que Jair Bolsonaro é o único nome da direita.
Logo de início, deixou claro que seu discurso não era de governador, mas de cabo eleitoral: “Só existe um candidato para nós: Jair Messias Bolsonaro”. E, em tom de confronto, insistiu: “Não podemos ser mais tímidos, não sejamos tímidos, vamos defender isso com toda a força da nossa alma”. Ao falar sobre os condenados pelos atos de 8 de janeiro, Tarcísio pregou a libertação geral: “Essa anistia, assim como foi em 79, tem que ser ampla, tem que alcançar todo mundo, tem que ser irrestrita”.
No 7 de setembro de 2025, na Avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, jogou fora a imagem de moderado e assumiu de vez a retórica mais radical do bolsonarismo. Em tom inflamado, atacou o Supremo Tribunal Federal, mirou o ministro Alexandre de Moraes e repetiu inúmeras vezes que Jair Bolsonaro é o único nome da direita.
Logo de início, deixou claro que seu discurso não era de governador, mas de cabo eleitoral: “Só existe um candidato para nós: Jair Messias Bolsonaro”. E, em tom de confronto, insistiu: “Não podemos ser mais tímidos, não sejamos tímidos, vamos defender isso com toda a força da nossa alma”. Ao falar sobre os condenados pelos atos de 8 de janeiro, Tarcísio pregou a libertação geral: “Essa anistia, assim como foi em 79, tem que ser ampla, tem que alcançar todo mundo, tem que ser irrestrita”.
Mais um pouco e Tarcísio vira herói na Folha
![]() |
| Charge: Miguel Paiva/247 |
Um caso exemplar de naturalização do fascismo pela grande imprensa. Leiam essa nota de Fábio Zanin, na coluna Painel da Folha:
“Vencedor da semana: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que entrou de vez na campanha pela anistia a Bolsonaro e recolocou o tema na pauta do Congresso”.
Pois na mesma semana em que Tarcísio foi considerado “vencedor”, colegas de Zanin, da área de esportes, comentavam a condenação do jogador Bruno Henrique, do Flamengo, por ter tentado enganar um árbitro e assim favorecer apostas de amigos em jogos nas TEDS.
Tarcísio larga de vez figurino de 'moderado'
![]() |
| Charge: Aroeira/247 |
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), discursou na tarde deste domino (7) no ato bolsonarista da Avenida Paulista e deixou de lado qualquer figurino de "moderado". Atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, defendeu a anistia e apelou ainda a um "revisionismo histórico" sobre a ditadura para atacar a esquerda.
"É possível celebrar a independência sem liberdade? Dá pra ter independência sem liberdade? Não existe independência sem liberdade. Essa festa aqui não está completa, porque Jair Messias Bolsonaro não está aqui conosco", começou Tarcísio. "Não podemos ser mais tímidos, não sejamos tímidos, vamos defender isso com toda a força da nossa alma. (...) Para isso, é fundamental que nós tenhamos Jair Messias Bolsonaro na eleição do ano que vem. Só existe um candidato para nós, que é Jair Messias Bolsonaro. Nós estamos aqui hoje para aclamar por justiça."
Anistiar golpistas é novo ataque à democracia
![]() |
| Reprodução |
Diante da iminente condenação de Jair Bolsonaro e comparsas integrantes da cúpula da organização criminosa que tramou a tentativa de golpe de Estado, o consórcio da direita e da extrema-direita, com o protagonismo do governador paulista Tarcísio de Freitas, deu tração, na Câmara dos Deputados, a um projeto para anistiá-los. É uma ação que faz parte da investida contra o Brasil pelo governo Donald Trump, dos Estados Unidos, com o tarifaço e a pressão direta sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar livrar Jair Bolsonaro da cadeia.
sábado, 6 de setembro de 2025
Assinar:
Comentários (Atom)








