terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Pax Americana: o império sem máscara

Charge: Deniz O. Ilhan/Cartoon Movement
Por Roberto Amaral

“Vamos recuperar nosso quintal” - Peter Hegseth, Secretário de Guerra dos EUA

Há escassa novidade por trás dos fatos: raramente o processo histórico se manifesta de forma tão coerente, clara e reveladora como nos últimos eventos que se abateram, se abatem e por muito tempo ainda se abaterão sobre a Venezuela e a América do Sul (passando pelo Brasil, ninguém se iluda), prolongando a tragédia do país vizinho, levado à miséria por ser naturalmente rico.

País soberano - ao menos no formalismo arcaico do direito internacional, sem forças de efetividade, portanto inútil, como é hoje a ONU, reduzida a mero fórum de debates sem consequência -, a República Bolivariana da Venezuela caminha de volta ao quadro colonial dos maus tempos espanhóis. Paga a pena de abrigar o maior estoque de reservas de petróleo bruto do mundo, nada menos que 303 bilhões de barris (cerca de 1/5 das reservas mundiais), superando Arábia Saudita e Irã. E superando, de longe, os EUA (detentores de algo entre 45 e 55 bilhões de barris), o que começa a explicar muita coisa.

Disposição de luta do sindicalismo

Divulgação
Por João Guilherme Vargas Netto


Os números da economia brasileira traduzem uma situação positiva para o emprego e a renda dos trabalhadores e das trabalhadoras, que formam a maioria da sociedade.

E, no entanto, persiste uma certa “suspensão de juízo” sobre a situação, acarretando um ambiente em que as boas notícias são neutralizadas, não pelas más notícias, mas pela incompreensão, pela “mala vita” preexistente e continuada e por uma oposição ranheta que insiste em não reconhecer os avanços.

No movimento sindical, as conquistas e os serviços prestados pelos dirigentes não têm tido sucesso, por si sós, para sensibilizar, organizar e mobilizar os trabalhadores e as trabalhadoras, a maioria.

Venezuela: o Império ameaça – e está nu

Charge: Luc Descheemaeker/Cartoon Movement
Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

A Venezuela não é para principiantes. No último sábado (3/1), um ataque militar maciço dos Estados Unidos, que concentram no Caribe a maior força naval agressora já reunida nas Américas, sequestrou Nicolás Maduro e decapitou o governo do país. Desde então, Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, têm multiplicado ameaças. Falaram num “segundo ataque”. Alardearam que “qualquer integrante do governo ou das forças armadas” pode sofrer o mesmo que impuseram a Maduro. Acrescentaram que Delcy Rodriguez, a vice-presidente agora em exercício, pode defrontar-se com “algo pior”. Na vociferação mais recente, o próprio Trump “assegurou” num post em rede social, em 6/1, que Washington exigirá de Caracas de 30 a 50 milhões de barris de petróleo (dois meses de produção), cuja receita seria administrada por ele em pessoa…

Irã: centro de uma disputa geopolítica global

Charge: Miguel Paiva/247
Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:


“Isto também passará” - Frase persa.

É muito difícil saber, com precisão, o que está acontecendo, de fato, no Irã. Como sempre, a mídia ocidental fala na “sangrenta ditadura” do Irã e que centenas de pessoas já teriam sido mortas pela repressão do regime iraniano. De outro lado, imagens difundidas no Ocidente mostram incêndios de carros e construções, e o regime acusa alguns grupos de manifestantes de terem atirado e matado policiais iranianos.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, moderado e progressista, já fez vários apelos ao diálogo.

Nesse contexto nebuloso e contraditório, é preciso considerar que Israel e os EUA estão fortemente empenhados na derrubada do regime iraniano há muito tempo. Tanto o governo de Israel quanto o governo dos EUA têm capacidade de promover a chamada “guerra híbrida” e de articular e promover protestos via redes sociais e internet.

Wagner Moura detona fascistas no Globo de Ouro

Irã e o golpe do petrodólar

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Venezuela: Colonialismo e questão agrária

Imprensa esconde "sequestro” de Maduro

Em defesa da Venezuela livre e soberana

O criminoso ataque contra a Venezuela

O fim do império cultural dos EUA?

Lula veta trama para beneficiar golpistas

Wagner Moura faz história no Globo de Ouro

O tamanho da vitória do filme O agente secreto

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

O erro do Barão

Simón Bolívar, o Libertador
Por Manuel Domingos Neto

Com o rapto de Maduro, o flibusteiro que ainda dá as cartas no jogo internacional estendeu a guerra à América do Sul, espaço que Washington sempre julgou reservado para si.

Agora, o Brasil sofre por não ter corrigido o erro cometido pelo Barão do Rio Branco há mais de um século: agregar quase um milhão de quilômetros quadrados ao nosso território brasileiro contando com aparato militar dependente da Alemanha.

O Barão convenceu Hermes da Fonseca a enviar oficiais brasileiros para estagiar no Exército do Kaiser. Inadvertidamente, ou não, nos meteu em marmotagem dispendiosa e enganadora: introduzir modernidade militar em país arcaico.

Defesa Nacional não se compra em balcões. Potência militar que vende material de guerra compra a submissão do cliente.

Não era profecia, senão que sabedoria

Fidel Castro e Hugo Chávez. Foto: José Goitia/AP
Por Jair de Souza


Em uma entrevista dada em 2006, o líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, já fazia um alerta sobre o uso do pretexto do combate ao narcotráfico por parte dos Estados Unidos, para pôr fim ao processo de busca de soberania que estava incomodando ao grande capital do centro do império. Vale muito a pena rever o vídeo neste momento e fazer as devidas reflexões.

Fiz a tradução e legendagem do vídeo ao português, e ofereço à continuação sua transcrição completa.

Doutrina Donroe: Mistura de Corleone e Monroe

Sarah Levy retrata Donald Trump com seu sangue menstrual após
comentários sexistas. Nome da obra: "Whatever" (Tanto Faz), 2015.
  
Por Marcelo Zero

O que aconteceu na Venezuela já era esperado há tempos.

O que pode ter causado surpresa aos desavisados (há muitos e são vocais) foi a facilidade com que a operação foi feita e a “franqueza” de Trump.

“Don Trump” deixou claro que agrediu a Venezuela e sequestrou Maduro para ter acesso facilitado ao petróleo e a outros recursos naturais (bauxita, ouro etc.) da Venezuela.

Confessou que a agressão não tem nenhuma relação com defesa da democracia, e dos direitos humanos, escusa esfarrapada que os EUA sempre usaram para derrubar regimes não-alinhados a seus interesses e destruir países.

Trump e os EUA também confessaram que a agressão não tem nada ver com “narcoterrorismo”.

Mídia brasileira vira linha auxiliar de Trump

Soberania digital é soberania popular

Maduro é prisioneiro de guerra