quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Verdades e mentiras sobre a Venezuela

Reprodução da internet
Por José Manzaneda, no site Cubainformación:

Os grandes meios de comunicação silenciam todas as vozes que apoiam o governo venezuelano e seu presidente, sequestrado pelos EUA, Nicolás Maduro.

O assassinato, para executar esse sequestro, de mais de cem pessoas, ou é censurado ou reduzido a um mero detalhe informativo (1). Enquanto isso, programas de entrevistas na televisão e no rádio, artigos e reportagens na imprensa justificam a barbárie, o terror e a destruição do direito internacional por parte do governo de Donald Trump (2).

A apologia ao terrorismo de Estado goza de tal impunidade graças à chuva fina de mentiras, durante anos, sobre a opinião pública internacional (3). Vamos recapitular.

1. A Venezuela é uma ditadura. Falso.

A escolha das tarefas sindicais

Por João Guilherme Vargas Netto


Exceto nos casos de emergência que exijam pronta atuação, os dirigentes sindicais têm a prerrogativa de escolherem as tarefas a serem enfrentadas e cumpridas.

No dia a dia da ação sindical isto se processa quase intuitivamente com as escolhas sendo feitas pela exigência de prioridades.

As reuniões da diretoria, os seminários para definição de pauta, os congressos e eleições estatutários têm, todos, entre suas atribuições a de escolher as tarefas a serem enfrentadas exercitando a planificação.

As campanhas salariais em torno das respectivas datas-bases são um bom exemplo de como se escolhem as tarefas: aprovação da pauta de reivindicações, mobilização da categoria, definição de procedimento, conquista de ganhos reais e avanços nas cláusulas sociais e sindicais e a divulgação da vitória.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Pastor da Igreja da Lagoinha é preso pela PF

Irã: entre o preconceito e a manchete fácil

O ditador (preferido) da rede Globo

Charge: Diego Mallo/The New Yorker
Por Rosângela Ribeiro Gil, no site A terra é redonda:


1.

Em tempos obscuros como os atuais, precisamos redobrar a atenção sobre o que vemos, ouvimos e lemos; e que pretensamente nos dizem ser a verdade dos fatos.

A hegemonia política das classes dominantes, conforme formulação de Gramsci, não se sustenta apenas pelo uso da força, mas pelo convencimento ao disseminar valores, ideias e narrativas. Este último aparato encontra forte sustentação no poderio comunicacional monopolizado por grandes grupos econômicos. Nada é por acaso, nenhuma palavra é usada num discurso jornalístico sem medidas e desmedidas ideológicas. É o que se percebe, cotidianamente, na circulação massiva, por exemplo, no “jornalismo profissional” do Grupo Globo, mais especificamente da TV Globo (e adjacências, como a GloboNews).

Três fatos sequestrados pela mídia brasileira

Ilustração: Vano Meparidze
Por Ângela Carrato, no site Viomundo:

Sequestro 1

A solenidade do Dia da Democracia, comemorada na quinta-feira (8/1) pelo governo federal, para marcar os três anos da derrota da tentativa de golpe de estado no Brasil foi sumariamente boicotada pela mídia corporativa. Boicote que se estendeu às dezenas de manifestações populares que aconteceram nas capitais e principais cidades.

Ao contrário dos manipulados protestos contra a então presidente Dilma Rousseff, entre 2013 e 2016, que tiveram nesta mídia uma espécie de porta-voz e espaço para a sua convocação, a comemoração da vitória da democracia foi desconsiderada.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Estamos correndo um risco existencial

Charge: Aroeira/247
Por Paulo Nogueira Batista Jr.

“Os Estados Unidos são os primeiros a passar da barbárie à decadência sem conhecer a civilização.” Georges Clemenceau, primeiro ministro francês

O ataque dos Estados Unidos à Venezuela deixa escancarado o risco que correm o Brasil e outros países. Prevalece a lei da selva. A superpotência imperial mostra-se plenamente disposta a usar a força militar para avançar seus interesses. O Hemisfério Ocidental inteiro, da Groenlândia à Patagônia, passou a ser visto, abertamente, sem disfarces, como “quintal” dos EUA.

Em 2019, publiquei um livro com o título O Brasil não cabe no quintal de ninguém. De fato, o nosso país é um dos maiores do mundo em termos geográficos, populacionais e econômicos. Mas repare bem, leitor ou leitora, na escolha das palavras. Escrevi: “de fato”. Esses fatos objetivos – território, demografia e PIB – não são suficientes. Falta-nos uma dimensão crucial da soberania: a convicção por parte do brasileiros de que temos a obrigação de nos comportarmos à altura das dimensões do Brasil, o que inclui, por suposto, a disposição de resistir com energia a qualquer ameaça ou incursão vinda do exterior. E pior: faltam-nos camadas dirigentes ligadas visceralmente ao país. A verdade é que embora o Brasil não caiba no quintal de ninguém, grande parte da elite brasileira cabe no quintal de qualquer um.

Venezuela e os assuntos estratégicos

13/01/26: Trabalhadores do transporte de Caracas exigem
a libertação do presidente Maduro e de Cilia Flores/RNV
Por Pedro Carrano


Se engana quem acha que a luta contra a extrema direita/neofascismo no Brasil está separada da solidariedade à Venezuela. Ou que o "melhor" seria não misturar as coisas. As políticas do imperialismo – ditadura nos anos 60 e 70, aplicação do neoliberalismo nos anos 90; passando por golpes recentes de novo tipo etc -, sempre foram ditadas no continente como um todo, guardadas as particularidades de cada país.

O sequestro de um presidente e bombardeio no país vizinho é uma ameaça central ao Brasil. É por petróleo e recursos minerais, aquíferos e por terras raras.

A dificuldade de dialogar sobre o tema da Venezuela com os trabalhadores, na contramão da mídia empresarial, justifica abandonar uma questão estratégica, em nome de calculismo imediato?