segunda-feira, 11 de abril de 2022

Arthur do Val convoca MBL contra sua cassação

Charge: Gilmar Fraga
Por Altamiro Borges


Em vídeo postado em suas redes sociais, o deputado estadual Arthur do Val (União Brasil-SP), o asqueroso Mamãe Falei, convocou a militância do Movimento Brasil Livre (MBL) para ocupar a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta terça-feira (12), quando o pedido de cassação do seu mandato será julgado. Ele apela que a situação é “emergencial”.

“É realmente uma emergência. Terça-feira agora, dia 12, vai ser votada a minha cassação e a minha inelegibilidade. Isso significa que eu não vou mais poder disputar eleição pelo menos até 2032”, choramingou o parlamentar, que sempre foi metido a valentão. Ele agora se faz de vítima, de coitadinho, de perseguido. Chega a ser patético!

Em seu relatório ao Conselho de Ética da Alesp, o deputado Delegado Olim (PP-SP) sugeriu a cassação do mandato do fascistinha do MBL por suas declarações sexistas e escrotas sobre as mulheres da Ucrânia. O relator também rebateu as alegações dos advogados de defesa de Arthur do Val e ressaltou que ele é “reincidente em faltas disciplinares”.

As manobras do fascistinha para salvar o mandato

Levantamento da Alesp revela que já são 21 representações que pedem a imediata cassação de Arthur do Val por quebra de decoro parlamentar. Para evitar a pena máxima, o líder do MBL deixou o frágil partido Podemos e se filiou ao influente e profissional União Brasil. E sua defesa tem defendido que seja aplicada apenas a “censura”, conforme o Código de Ética do Legislativo.

Essas manobras podem até salvar o mandato do parlamentar direitista. Segundo reportagem do Estadão, “para aprovar a cassação, é necessário o apoio de 48 deputados, além de relatório favorável do Conselho. Conforme o jornal mostrou, ao menos 40 parlamentares já pediram a cassação de Arthur do Val por meio de representações”.

Como lembra o site UOL, “Mamãe Falei foi o segundo deputado estadual paulista mais votado em 2018, com 478,2 mil votos – atrás de Janaína Paschoal (PRTB). Sua campanha foi baseada em críticas à esquerda e ao sistema político tradicional. Na Alesp, rompeu também com aliados da direita e se isolou politicamente”. A conferir no que vai dar!

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