Por Altamiro Borges
Os discursos contra a corrupção dos bolsonaristas só enganam mesmo os inocentes e os imbecis. A cada dia que passa, mais um farsante dessa milícia é desmascarado. Na sexta-feira passada (13), o deputado federal Vinicius Gurgel (PL-AP) foi alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de atuação em uma organização criminosa que teria desviado recursos públicos no Amapá. Segundo a PF, a quadrilha teria surrupiado grana destinada a trechos não pavimentados da BR-156. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Malafaia é condenado a indenizar Felipe Neto
![]() |
| Charge: Latuff |
O mercenário da fé Silas Malafaia, dono da igreja neopentecostal Assembleia de Deus Vitória em Cristo, segue colecionando derrotas na Justiça. Ele agora foi condenado pelo Judiciário do Rio de Janeiro a pagar R$ 25 mil de indenização por danos morais ao influenciador digital Felipe Neto. A sentença ainda é passível de recurso, mas representa novo revés para o endemoniado “pastor”.
O processo tem origem em declarações obradas pelo bolsonarista durante a polêmica envolvendo a Bienal do Livro de 2019, quando o debate sobre a censura a obras com temática LGBTQIA+ tomou conta da cena política e cultural da cidade. Nos autos, Felipe Neto relatou que foi alvo de uma série de ofensas, nas quais Silas Malafaia o chamou de “bandido”, “canalha” e “lixo moral”, além de atribuir a ele práticas como “perverter crianças” e “manipular menores”.
Toffoli, Master e a criação da nova Lava-Jato
![]() |
| Divulgação |
O Supremo Tribunal Federal (STF) não apenas permitiu a existência da Operação Lava Jato, como foi o seu principal catalisador. A conivência de ministros - e aqueles que, mesmo discordando, se alinharam ao status quo - criou as condições ideais para que uma estrutura de perseguição política se consolidasse.
Hoje, essa omissão começa a cobrar seu preço, e o ministro Dias Toffoli, no interior da própria Corte, é a primeira vítima do novo lavajatismo.
Em 2020, quando presidente do Supremo, Toffoli declarou que a Lava Jato não teria ocorrido sem o apoio do STF. “Não existiria Lava Jato, não existiria nenhum desses combates essenciais à corrupção, se não fossem essas leis”, falou.
Segundo ele, foi o STF que concedeu ao Ministério Público os superpoderes de investigação.
Hoje, essa omissão começa a cobrar seu preço, e o ministro Dias Toffoli, no interior da própria Corte, é a primeira vítima do novo lavajatismo.
Em 2020, quando presidente do Supremo, Toffoli declarou que a Lava Jato não teria ocorrido sem o apoio do STF. “Não existiria Lava Jato, não existiria nenhum desses combates essenciais à corrupção, se não fossem essas leis”, falou.
Segundo ele, foi o STF que concedeu ao Ministério Público os superpoderes de investigação.
Pela revogação da "Lei do Multimídia"
Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:
O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé manifesta seu apoio integral à revogação da Lei nº 15.325/2026, que regulamenta a chamada profissão de “multimídia”. Entendemos que a norma, aprovada e sancionada sem diálogo efetivo com as categorias profissionais impactadas, representa um grave retrocesso para o jornalismo, para as demais profissões da comunicação e para o conjunto da sociedade.
A criação de uma categoria genérica de “profissional multimídia”, abrangendo atividades como criação, produção, edição e gestão de conteúdos, conforme estabelecido pela referida lei, ameaça garantias legais, condições de trabalho e a identidade profissional dos jornalistas e de outras categorias regulamentadas, ao permitir que funções historicamente privativas de determinadas profissões sejam exercidas por uma categoria indistinta, sem o amparo das proteções legais já asseguradas.
O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé manifesta seu apoio integral à revogação da Lei nº 15.325/2026, que regulamenta a chamada profissão de “multimídia”. Entendemos que a norma, aprovada e sancionada sem diálogo efetivo com as categorias profissionais impactadas, representa um grave retrocesso para o jornalismo, para as demais profissões da comunicação e para o conjunto da sociedade.
A criação de uma categoria genérica de “profissional multimídia”, abrangendo atividades como criação, produção, edição e gestão de conteúdos, conforme estabelecido pela referida lei, ameaça garantias legais, condições de trabalho e a identidade profissional dos jornalistas e de outras categorias regulamentadas, ao permitir que funções historicamente privativas de determinadas profissões sejam exercidas por uma categoria indistinta, sem o amparo das proteções legais já asseguradas.
Cuba está totalmente ilhada
Por Gilberto Maringoni, no site A terra é redonda:
O bloqueio a Cuba não é apenas econômico, é uma tentativa de apagar a memória de um povo que aprendeu, desde criança, que a vergonha de 1901 não pode se repetir
É pouco provável que Cuba sofra uma invasão territorial, como a Venezuela, e tampouco que seja alvo de bombardeios como o Irã. Ao que tudo indica, o objetivo de Donald Trump é asfixiar o país, bloqueando o ingresso de petróleo, alimentos, máquinas e equipamentos, medicamentos e todo e qualquer gênero de primeira necessidade, até o ponto da vida se tornar insuportável na Ilha.
A infame frase do comandante da Força Aérea, Curtis Le May (1906-1990), de que os Estados Unidos deveriam fazer o Vietnã “retroceder até a Idade da Pedra”, parece mover a atual escalada imperial no Caribe.
Ao contrário de Venezuela e Irã, que no quebra-cabeças global são decisivos para o fornecimento de petróleo à China, oponente estratégico dos EUA, Cuba não representa ameaça de nenhum tipo. O país conta muito mais para a política interna, num ano de eleições parlamentares, por galvanizar o voto da comunidade cubana ultraconservadora da Flórida.
O bloqueio a Cuba não é apenas econômico, é uma tentativa de apagar a memória de um povo que aprendeu, desde criança, que a vergonha de 1901 não pode se repetir
É pouco provável que Cuba sofra uma invasão territorial, como a Venezuela, e tampouco que seja alvo de bombardeios como o Irã. Ao que tudo indica, o objetivo de Donald Trump é asfixiar o país, bloqueando o ingresso de petróleo, alimentos, máquinas e equipamentos, medicamentos e todo e qualquer gênero de primeira necessidade, até o ponto da vida se tornar insuportável na Ilha.
A infame frase do comandante da Força Aérea, Curtis Le May (1906-1990), de que os Estados Unidos deveriam fazer o Vietnã “retroceder até a Idade da Pedra”, parece mover a atual escalada imperial no Caribe.
Ao contrário de Venezuela e Irã, que no quebra-cabeças global são decisivos para o fornecimento de petróleo à China, oponente estratégico dos EUA, Cuba não representa ameaça de nenhum tipo. O país conta muito mais para a política interna, num ano de eleições parlamentares, por galvanizar o voto da comunidade cubana ultraconservadora da Flórida.
O monstro despertou: começa a Lava-Jato 2
![]() |
| Divulgação |
Como previsto desde o início, o caso Master foi o estopim para a montagem da Operação Lava Jato 2.
O quadro é o mesmo:
1- Sensação disseminada de corrupção fora de controle.
2- Um caso com desdobramentos por todos os poros da República, permitindo direcionar a cobertura jornalísticas (e as investigações) manobrando vazamentos. Quem controla os vazamentos controla a narrativa.
3- Movimento perceptível da mídia de alinhamento contra a candidatura Lula.
A privatização do Tapajós, Madeira e Tocantins
![]() |
| Foto: Comunicação/CITA |
O coração hídrico do Brasil pulsa na Amazônia, e seus principais vasos – rios como o Tapajós, o Madeira e o Tocantins – estão no centro de um embate que redefine fronteiras entre desenvolvimento, soberania e sobrevivência.
Um projeto articulado entre o agronegócio e setores do governo federal ameaçava transformar esses cursos d’água em meras hidrovias de eficiência logística, através de um processo duplo: a concessão à iniciativa privada (uma forma de privatização da gestão dos rios) e a dragagem intensiva para garantir o escoamento de grãos.
Esta equação, vendida como progresso, ignorava o custo social e ambiental astronômico, e revelava os contornos de uma política que beneficiaria uma elite econômica em detrimento de povos tradicionais e do patrimônio natural do país.
Um projeto articulado entre o agronegócio e setores do governo federal ameaçava transformar esses cursos d’água em meras hidrovias de eficiência logística, através de um processo duplo: a concessão à iniciativa privada (uma forma de privatização da gestão dos rios) e a dragagem intensiva para garantir o escoamento de grãos.
Esta equação, vendida como progresso, ignorava o custo social e ambiental astronômico, e revelava os contornos de uma política que beneficiaria uma elite econômica em detrimento de povos tradicionais e do patrimônio natural do país.
Assinar:
Comentários (Atom)






