quinta-feira, 25 de setembro de 2025

A força onipotente do ódio de classe

Charge: Latuff/247
Por Jair de Souza

Várias agências de sondagem de opinião acabam de divulgar enquetes que refletem as reações públicas em relação com as recentes condenações dos líderes da organização criminosa que arquitetou a tentativa de golpe de Estado que culminou nos atos vandálicos de 8 de janeiro de 2023.

Embora os números apresentados são, de certa forma, alvissareiros, já que indicam uma não aceitação majoritária da proposta de anistia para os golpistas condenados, também há neles motivos para causar-nos apreensão. Como entender que cerca de 40% dos sondados ainda demonstrem condescendência e identificação com o líder da organização criminosa, mesmo após as revelações de detalhes incontestáveis de seu envolvimento nos planos para violar o desejo expressado por via do voto pela maioria dos brasileiros e, inclusive, com as tramas que visavam assassinar o atual presidente, seu vice e o presidente do TSE?

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

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Fascista dá cusparada em filha de Fachin

Por Altamiro Borges


O discurso de ódio disseminado por expoentes do neofascismo nativo – como os do ex-presidente Jair Bolsonaro e vários parlamentares bolsonaristas – segue gerando cenas tristes e repugnantes. Na semana passada, a professora Melina Girardi Fachin, filha do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, foi alvo de agressões verbais e de uma cusparada no campus da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ela foi chamada de “lixo comunista” por um bolsonarista hidrófobo.

A agressão foi rechaçada de imediato. A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Lula, postou no X: “Nossa solidariedade à professora Melina Fachin, vítima de uma agressão covarde em frente à Faculdade de Direito da UFPR. Um homem a ameaçou, cuspiu nela e a chamou de ‘lixo comunista’. Isso tem nome: violência política de gênero. E não é um caso isolado, é fruto do ódio disseminado pela extrema-direita contra as mulheres, contra as universidades e a nossa democracia”.