quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Por que os atos de domingo foram tão fortes?

Foto: Letícia Oliveira/PT Bahia
Por Pedro Carrano

Há anos a esquerda e as forças populares não levavam tanta gente pras ruas, em todas as capitais e, ao total, 35 cidades do Brasil.

Contra a Anistia, pela punição aos golpistas, pela Soberania e contra a PEC da Blindagem/ Bandidagem do Congresso; em Curitiba a Boca Maldita ficou lotada, como há anos não se via.

Salvador, Natal, Recife, Rio, Aracaju e Belo Horizonte, entre outras, mostraram muita força. Na maior cidade do país, SP, o ato em julho havia tido 15 mil pessoas e agora alcançou 42,4 mil de acordo com USP e Cebrap. Análises e fotos apontam que deve ter sido maior.

A presença massiva se deve ao caráter antipopular escancarado da Câmara ao aprovar a PEC da Blindagem e da Anistia. Além disso, o neofascismo neste ano se desgasta e perde capacidade de mobilização ao erguer bandeiras dos EUA e ficar ao lado da taxação e das ameaças ao país, permitindo à esquerda retomar a bandeira da Soberania.

A presença social dos sindicatos

Charge: Laerte
Por João Guilherme Vargas Netto


O trabalho humano é o fundamento da vida em sociedade. Embora essencial não é reconhecido - assim como o ar que se respira.

Algo parecido e agravado pelo interesse material oportunista acontece com a ação sindical dos trabalhadores.

O movimento sindical e sua institucionalidade passam despercebidos e apenas em ocasiões muito especiais projetam-se na consciência e na compreensão das pessoas, muitas vezes em um registro negativo.

Cabe às direções sindicais compreenderem estes fatos e trabalharem para superar estas limitações.

A força onipotente do ódio de classe

Charge: Latuff/247
Por Jair de Souza

Várias agências de sondagem de opinião acabam de divulgar enquetes que refletem as reações públicas em relação com as recentes condenações dos líderes da organização criminosa que arquitetou a tentativa de golpe de Estado que culminou nos atos vandálicos de 8 de janeiro de 2023.

Embora os números apresentados são, de certa forma, alvissareiros, já que indicam uma não aceitação majoritária da proposta de anistia para os golpistas condenados, também há neles motivos para causar-nos apreensão. Como entender que cerca de 40% dos sondados ainda demonstrem condescendência e identificação com o líder da organização criminosa, mesmo após as revelações de detalhes incontestáveis de seu envolvimento nos planos para violar o desejo expressado por via do voto pela maioria dos brasileiros e, inclusive, com as tramas que visavam assassinar o atual presidente, seu vice e o presidente do TSE?