terça-feira, 30 de setembro de 2025

Há algo de novo no front

Foto: Brasil de Fato/MG
Por Roberto Amaral

A última semana teve início promissor no domingo, 21 de setembro, pois se ouviu, a lembrar outros eventos, a voz do povo: livre, espontânea, alegre, mas trazendo para as ruas um grito reprimido de inconformismo, um rotundo não! à atonia política que parecia dominar o país, receoso de fazer frente à maré montante da extrema-direita, apresentada como história já acontecida, cantada nas ruas, recitada na imprensa, nos púlpitos, nas portas dos quartéis. As ruas e as praças, o espaço onde o povo atua e faz história, seriam agora o território privilegiado do reacionarismo.

A história parava aí.

Mas o povo, mobilizado, disse não, e com seu gesto pôs de manifesto o torpor de nossas lideranças, políticas e governantes, a anomia dos partidos, o conhecido recesso do movimento sindical.

Outrora, antissemitas; hoje, pró-sionistas

Charge: Gilmal/BNC Amazonas
Por Jair de Souza

A menos que esteja disposto a estudar com seriedade a evolução histórica, a cabeça de uma pessoa poderia entrar em polvorosa ao constatar que, nos dias atuais, quase todos os adeptos do nazismo são também fervorosos admiradores do sionismo israelense. Como entender uma, aparentemente, tão gritante contradição? É o que trataremos de elucidar nas seguintes linhas.

Ao estudarmos o panorama social predominante na Europa até o término da Segunda Guerra Mundial, uma das evidências que constatamos é que permeava entre as populações de grande parte de seus países um forte sentimento de repulsa às pessoas identificadas como judias. Ainda que de modo incorreto e completamente alheio à logica de análise antropológica, ou linguística, essa aversão passou a ser denominada como antissemitismo.

Pela votação imediata da isenção do IR

Charge: Aroeira, IJF/Niara
Editorial do site Vermelho:


A primavera trouxe significativas vitórias ao Brasil e ao povo. A começar pelo dia 21 de setembro, quando milhares de pessoas, em cerca de cem cidades, se manifestaram contra a Proposta de Ementa Constitucional (PEC) da Blindagem, ou da “bandidagem”, na linguagem sábia das ruas. Igualmente, o povo bradou forte contra à anistia aos golpistas, essa nova trama contra a democracia.

Em decorrência direta dessa bela e vigorosa mobilização do povo e de largas camadas sociedade, na quarta-feira (24) o Senado Federal enterrou a PEC. Agora é a vez de sepultar o Projeto de Lei (PL) de anistia, resultado das pressões da extrema-direita, em conluio com governo Trump, para tentar livrar Bolsonaro e demais comparsas golpistas da cadeia. De quebra, a pressão democrática e popular deve dar esse mesmo destino ao chamado PL da dosimetria que pretende diminuir as penas dos golpistas.

Tarcísio age para ser o candidato bolsonarista

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Nesta segunda-feira, 29/9, o governador Tarcísio tinha uma agenda oficial em Brasília. Assim como ele, os demais governadores do país foram convidados para a solenidade de posse do ministro Edson Fachin na presidência da Suprema Corte.

Mais que uma mero rito solene, a posse de Fachin teve um significado maior, o de simbolizar a afirmação da justiça brasileira no momento em que nossa economia e o STF são alvejados por ataques do governo Trump orquestrados por bolsonaristas que atentam contra a soberania nacional desde os EUA em associação com agentes estrangeiros.

Todos os governadores estiveram presentes pessoalmente ou foram representados pelos seus vices no evento no STF – menos, entretanto, o capitão do Exército Tarcísio de Freitas, governador do Estado que representa 21% da população e 31% do PIB nacional.

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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

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