terça-feira, 20 de janeiro de 2026
RedeTV! demite a bolsonarista Luciana Gimenez
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| Foto: Divulgação |
Na sexta-feira passada (16), a combalida RedeTV! demitiu a apresentadora Luciana Gimenez, que comandou por 25 anos o programa SuperPop – um dos principais palanques do fascista Jair Bolsonaro na televisão brasileira. Ela estava curtindo suas férias em Nova York, quando foi comunicada da dispensa sumária. Em um vídeo postado no Instagram no domingo (18), a celebridade midiática tão paparicada pelos bolsonaristas aparece aos prantos e desabafa:
“[Tô aqui] pra agradecer todas as mensagens de carinho, motivacional, de amor que me mandaram. Quero dizer que o SuperPop foi um marco na minha vida e eu fiz sempre com muito carinho, com muita dedicação, alegria e muita vontade. Eu ia pra RedeTV! com meu coração cheio de vontade de fazer a diferença, de conhecer pessoas, e uma coisa que sempre me propus a fazer é mostrar a realidade de forma leve, despretensiosa, clara, humilde”.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
domingo, 18 de janeiro de 2026
As agressões de Trump ao Irã e à Venezuela
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| Charge do site Instaforex |
Os acontecimentos simultâneos no Irã e na Venezuela que se somam a um conjunto de outros países agredidos, são produtos do mesmo ato, a ofensiva belicosa e neocolonial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Não é mera coincidência que Irã e Venezuela, a agressão da vez, respectivamente, tenham a 3ª e a 1ª reserva de petróleo do mundo.
Trump age sem pudor e apostando na impunidade ao pisotear a Carta das Nações Unidas, elaborada sob os escombros da Segunda Guerra Mundial. E vai além ao passar por cima até de aliados históricos dos Estados Unidos, como a chamada Europa Ocidental, ameaçando se apossar da Groelândia de uma forma ou de outra, forçando, inusitadamente, Alemanha, França, Suécia, Noruega, Holanda e Inglaterra a enviarem tropas à região para se juntarem a efetivos da Dinamarca.
A jogada de Tarcísio com o boné da Faria Lima
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| Charge: Gilmal/BNC |
A grande sacada de Tarcísio de Freitas, desde que chegou ao governo paulista, não foi aquela foto desastrosa com o boné de Trump. Aconteceu agora, com a declaração em vídeo de que o Brasil precisa de um novo CEO para se ver livre do PT.
A primeira-dama, Cristiane Freitas, em jogada ensaiada, foi lá, curtiu o vídeo e deixou esse comentário: “Nosso país precisa de um novo CEO, meu marido!”. Tarcísio teria produzido uma eureca em família.
Comentaristas de ponta da direita nos jornalões captaram o recado como algo excepcional. Enquanto Michelle fala de Lúcifer, com a linguagem do povo evangélico, Cristiane vem aí com a fala do pessoal da Faria Lima.
Recauchutam e tentam ressuscitar a ideia gasta do político gestor, que com certeza saiu da cabeça de algum marqueteiro reciclador de sacadas usadas.
Breves anotações sobre Defesa Nacional
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| Ilustração e montagem: Klawe Rzeczy/Político |
A capacidade militar do Brasil, desde a Segunda Guerra Mundial, é concebida como extensão do poderio do Pentágono. Uma nova conflagração generalizada se desenha e, seja qual for o seu desenrolar, obedecendo ou contrariando Washington, seremos afetados.
Se, na melhor hipótese, forem usadas armas convencionais a carnificina se prolongará por tempo indeterminável.
Na pior, armas nucleares encurtarão a guerra e o resultado será inimaginável.
Nas últimas décadas, orientações de nossa Defesa Nacional (DN) foram reescritas sem novidades substantivas. Consistem em generalidades e truísmos sobre o quadro geopolítico acompanhadas de proposições rotineiras das Forças Armadas.
Esses documentos mostram a DN como matéria da alçada militar.
Revelam que as armas mais complexas são importadas e o desenvolvimento de tecnologia própria não acompanha o ritmo frenético dos grandes atores internacionais. Parcerias tradicionais são preservadas. As fileiras estão prontas para preservar a Lei e a Ordem e cumprir múltiplas funções. Finalmente, concluem que a DN estaria melhor, não fosse a avareza do Estado.
A política externa do império
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| Charge: Osama Hajjaj/Cartoon Movement |
Nada do que estamos assistindo é estranho à história da formação da sociedade estadunidense, marcada pela violência da colonização, que é a semente de suas relações com o mundo, dos tempos ingleses e espanhóis dos primeiros aventureiros até aqui: animus de beligerância à beira da barbárie sem descanso, que, aos olhos da humanidade de hoje, apenas se aprofunda, pragmaticamente desapartada de limites éticos ou de cuidados semânticos, aposentado o vencido cinismo liberal do discurso “politicamente correto”.
O big stick permanece a postos; variável é tão-só a fala.
O far west não é um só momento da saga dos pioneiros. É uma ideologia de expansão e domínio. É o direito (ou a força que se transforma em direito) que se legitima pela efetividade. Ou, para usar termos mais amenos, que se efetiva pela sua naturalização. Frantz Fanon já nos falou sobre a alienação do colonizado, reproduzindo como seus os interesses do colonizador. Há pouco nos foi dado conhecer as incursões mais ou menos bem-sucedidas de políticos brasileiros de extrema-direita obrando junto à Casa Branca contra interesses nacionais. Igualmente são públicas as tratativas de plantadores de soja e exportadores de carne negociando, em nosso nome, em Washington, o tarifaço de Trump.
Em Trump, o nazismo ressurge com ferocidade
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| Charge: Ridha/Daoly Mail |
Alguns acontecimentos dos recentes dias servem como provas evidentes de que o espírito e a prática que caracterizaram o nazismo hitlerista voltaram a ocupar o centro da política no atual país símbolo do mundo ocidental. Logicamente, estamos fazendo referência aos Estados Unidos e às políticas determinadas e levadas adiante por Donald Trump e seus auxiliares.
Não há como não fazer uma associação direta entre as blitzkriegs hitleristas contra a França, Bélgica e Holanda nos períodos prévios à II Guerra Mundial, por exemplo, e a recém efetuada agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela, a qual redundou no assassinato de cerca de uma centena de pessoas e no sequestro do legítimo presidente deste país latinoamericano e de sua esposa. As semelhanças são por demais visíveis para não serem notadas de imediato.
sábado, 17 de janeiro de 2026
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