quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Desespero do cambaleante Aécio Neves

Por Altamiro Borges

Em seus artigos na Folha, Aécio Neves, o cambaleante presidenciável do PSDB, tem abusado das platitudes – com textos enfadonhos que não dizem absolutamente nada. Até Suzana Singer, ombudsman do jornal, já escreveu que eles servem apenas de palanque eleitoral. Nesta semana, porém, o senador mineiro se superou e partiu para a mentira deslavada. Logo na abertura, ele afirma na maior caradura que “desde que o século 21 começou, a economia brasileira vive o seu pior ano”. Será que ele já esqueceu a “herança maldita” de FHC, a quebradeira do país no triste reinado tucano?

Comparativo desmente o tucano

Para não cansar os leitores, que sentiram na pele a desgraceira, cito apenas alguns dados da economia no último ano de FHC. O PIB, que representa a riqueza produzida no país, tinha encolhido. Em 2002, ele ficou em US$ 500 bilhões. Em 2012, segundo ano do governo Dilma Rousseff, ele atingiu US$ 2,6 trilhões, tornando o Brasil a sexta maior economia do mundo. Já a taxa de investimento sobre o PIB pulou de 16,4%, em 2002, para 20,8%, em 2012. A inflação no último ano de FHC foi de 12,5%; hoje, mesmo com as turbulências na economia mundial, ela está na casa dos 5%.

Se os dados macroeconômicos desmentem Aécio Neves, que deve pensar que o povo vive de ressaca, os indicadores sociais são ainda mais espantosos. Em 2002, a taxa de desemprego atingiu 12,9%, segundo o IBGE. Já em 2012, ela ficará por volta dos 5%, apesar da grave crise capitalista. Já o salário mínimo pulou de U$ 200 no último ano de FHC para R$ 622, em 2012. Com a geração de emprego e renda e a ampliação dos programas sociais, a taxa de pobreza caiu de 26,7%, em 2002, para 12,8%, em 2011. O presidenciável tucano conhece bem estes dados, mas blefou para enganar os incautos!

O pífio desempenho de Aécio

Aécio Neves sabe que apenas o cínico discurso “ético”, amplificado pela mídia tucana, não será suficiente para alavancar a sua trôpega candidatura. Daí porque tem insistindo nas últimas semanas no debate sobre a economia. Ele retoma as desgastadas bandeiras neoliberais, como as privatizações e a redução do papel do estado, e tenta se firmar como alternativa. “É hora de retomar as reformas iniciadas sob o governo Fernando Henrique Cardoso e paralisadas pelo petismo na última década”, afirma ao final do seu falacioso artigo.

Esta investida agressiva, porém, até agora não surtiu resultados. A pesquisa Datafolha desta semana indica que Aécio Neves terá dificuldades até para viabilizar a sua postulação até no ninho tucano. Como apontou Raymundo Costa, no jornal Valor, “pífio é o mínimo que pode ser dito do desempenho, na pesquisa Datafolha, do mais provável candidato do principal partido de oposição, Aécio Neves (PSDB-MG). No cenário com Lula na disputa o tucano fica em quarto lugar, atrás de Marina Silva, que tem o recall da última eleição presidencial, mas atrás do presidente do STF, Joaquim Barbosa, que nunca disputou uma eleição - e nem a audiência da TV Justiça é capaz de justificar”. O senador mineiro vai precisar mentir muito!

9 comentários:

Anônimo disse...

Peraí Miro, agora você me confundiu. O Aécinho é cambaleante no sentido literal ou figurado?

Rogerio disse...

A frase "Já o salário mínimo pulou de U$ 200 no último ano de FHC para R$ 622, em 2012.", não deveria ser "Já o salário mínimo pulou de R$ 200 no último ano de FHC para R$ 622, em 2012."? Real ao invés de dólar no valor so salário mínimo no último ano de fhc.

Anônimo disse...

Se fosse FHC diria que foi do governo mais corrupto da nossa Republica, se fosse Serra diria que aquele que ajudou a vender a Vale preço de bananas (palavra do pp FHC)e de uma mau carater capaz de fazer dossiê contra amigos e inimigos, mas como é o Aécio a bola da vez, NAS PALAVRAS DE FHC: "Não tem perfil de candidato a presidente", está para playboy do bafomento. Hélio Fernandes dizia "Serra nunca será presidente", o mesmo digo para o AÉCIO, o PIG vai mandâ-lo apoio Eduardo Gomes ou Marina em 2014.

Anônimo disse...

Gosto muito quando tu chama " o CAMBALEANTE.... foi porque foi pego bêbado no trânsito?

Regina disse...

Artigo publicado em 10/2002. O prognóstico para o país e para Lula era um só: moratória. Aliás prevista por um "jênio" da economia, daqueles que sabem tudo. E se tivesse ocorrido de quem seri a responsabilidade? Do Lula ou do sociólogo jênio?


Professor da London School of Economics
considera moratória como "única saída" para o Brasil
por Eric Brucher Camara [*]

Rússia, Equador e Argentina já declararam moratórias para as suas dívidas. O professor George Phillip, da London School of Economics (LSE), acredita que o Brasil do futuro presidente Luís Inácio Lula da Silva será, inevitavelmente, o próximo dessa lista.

"Não vejo outra saída. Pode-se chamar o não-pagamento de várias coisas: default, moratória, calote ou renegociação. Se Rússia e Equador conseguiram renegociar suas dívidas depois de uma moratória, por que o Brasil não conseguiria?', perguntou Phillip, em debate sobre as eleições presidenciais brasileiras na LSE realizado a 21 de Outubro.

Tanto o Equador quanto a Rússia registaram taxas de crescimento maiores após as moratórias, e das subseqüentes renegociações das dívidas. A Argentina, no entanto, ainda continua à espera de um novo acordo que lhe garanta mais empréstimos para sair do buraco.

"No caso do Brasil, os juros dos empréstimos já estão em patamares altíssimos. Quanto tempo se pode pagar juros a 20%?", pergunta o professor de Política Latino-Americana da LSE, reforçando a tese defendida pelo prêmio Nobel de economia em 2001, Joseph Stiglitz.

Pessimismo

Para o economista Francisco Panizza, também da LSE, o governo Lula tentará evitar a moratória até onde for possível. "Muitos dizem que é inevitável, hoje a maioria está pessimista. Acho que um governo do PT vai tentar evitar uma medida assim enquanto as condições permitirem", disse Panizza.

O problema, na opinião do professor Phillip, é que as condições do mercado internacional já não garantem a sobrevivência do Brasil com o modelo adotado actualmente.

"As palavras terão que ser escolhidas cuidadosamente quando se for falar sobre o assunto. Algo do tipo: Nós queremos pagar, mas gostaríamos de conversar sobre isso", disse Phillip.

Consenso de Washington

O catedrático da LSE acredita que a era do "consenso de Washington" — expressão cunhada em 1989 pelo economista John Williamson para descrever a política econômica que norteou os órgãos financeiros internacionais e a maior parte dos governos da América Latina na última década — chegou ao fim.

"Sim, chegou ao fim. Só não se sabe o que virá depois. O primeiro golpe foi a eleição de Hugo Chávez, na Venezuela, e a ruptura definitiva aconteceu com a quebra da Argentina", comentou Phillip.

O golpe de misericórdia seria a eleição de Lula no próximo domingo. Phillip acredita que novos blocos geopolíticos seriam, então, formados na América Latina.

"Não consigo vislumbrar o México dando uma guinada à esquerda. Talvez ele se alinhe com o Chile. O Brasil, a Argentina e a Venezuela podem formar outro grupo, e talvez ainda surjam outros", especulou.

"O mundo está a mudar rapidamente. É uma época interessante".

[*] da BBC

http://resistir.info/brasil/moratoria_brasil.html

sergio m pinto disse...

Sem falar na denúncia do Novojornal, que está sem resposta até hoje.
Vai ser ético assim la em Cochabamba.

Anônimo disse...

Pelo andar da carruagem, acho que Aécio está é fazendo campanha para FHC. E o FHC continua se achando né mesmo?

Rossi disse...

O momento máximo do ecim foi o discurso brilhante que fez no senado em defesa do Demóstenes.Deu no que deu.

Francisco Aguiar de Oliveira disse...

Eu não vou deixar de votar no PT por causa do Mensalão ou por causa do PIG...

Eu voto no PT pelo Salário Mínimo, pelo ENEM, pelo FIES, pelo PROUNI, pelo Bolsa Família, pelo Minha Casa Minha Vida, pelo Estatuto do Idoso, pelo Crédito, pela Valorização do Real, pelo Aumento da Renda, pelas Exportações, pela Poupança Interna, pelo Pagamento da Dívida, por ser Credor do FMI, pela Abertura de Universidades e Escolas Técnicas, pelo Emprego, etc. etc. etc.