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A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) manifesta seu mais veemente repúdio à agressão militar perpetrada pelos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela, ocorrida na madrugada deste sábado (3/01), com ataques que atingiram diversas regiões do país, inclusive a capital Caracas, colocando em risco a população civil e aprofundando a instabilidade em toda a América Latina e o Caribe.
A ofensiva, impulsionada pela escalada belicista do governo de Donald Trump, representa mais uma grave violação da Carta das Nações Unidas, do direito internacional e do princípio da autodeterminação dos povos. Trata-se de uma ação que retoma a lógica da guerra, da ingerência e da força como instrumentos de política externa, com consequências imprevisíveis para a região.
A Fenaj denuncia, ainda, o papel histórico e recorrente de grandes conglomerados de comunicação e da mídia hegemônica, nacional e internacional, na construção de narrativas que criminalizam a Venezuela, deslegitimam seu governo eleito e naturalizam sanções, bloqueios econômicos e intervenções militares. A desinformação sistemática, o silenciamento de vozes dissidentes e a reprodução acrítica de versões oficiais do imperialismo criam o ambiente político e simbólico que sustenta a violência e a ruptura da legalidade internacional.
Rechaçamos as narrativas falsas que minimizam o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Tais alegações configuram uma operação de guerra informacional, baseada em acusações infundadas, que busca justificar a intervenção externa, o saque das riquezas naturais venezuelanas e a imposição de interesses geopolíticos alheios à vontade do povo do país.
Há anos, a Venezuela é alvo de sanções ilegais, bloqueios econômicos, ameaças militares e ações de desestabilização que penalizam diretamente a população civil. Os ataques recentes, com bombas e mísseis atingindo áreas urbanas, agravam ainda mais o sofrimento de milhões de pessoas, especialmente crianças, idosos, trabalhadores e os setores mais vulneráveis, configurando grave violação do direito internacional humanitário.
A Fenaj reafirma sua solidariedade ao povo venezuelano e aos jornalistas e comunicadores do país que lutam contra o bloqueio midiático. Defendemos que quaisquer conflitos sejam resolvidos exclusivamente por meios diplomáticos, com respeito absoluto à soberania nacional e à legalidade internacional.
Por fim, a Federação convoca jornalistas, sindicatos, veículos independentes e organizações democráticas a denunciar a escalada militar, a guerra informacional e a cumplicidade da mídia colonizada, reafirmando o compromisso ético do jornalismo com a verdade, a paz, os direitos humanos e os povos da América Latina.
Brasília, 3 de janeiro de 2026
Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj

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