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| Charge: Latuff/247 |
Neste domingo, dia 1º, a imprensa iraniana informou que o bombardeio dos EUA e de Israel a um colégio feminino em Minab, no sul do país, resultou no assassinato de 148 crianças. A carnificina promovida pelos nazifascista Donald Trump e Benjamin Netanyahu não foi manchete na mídia sionista do mundo todo – incluindo a imprensa vira-lata do Brasil. Segundo a Mizan News Agency, agência oficial do Poder Judiciário do Irã, a escola foi atingida durante a operação militar. Já a agência estatal IRNA informou que as equipes de resgate continuam trabalhando na remoção dos escombros e no atendimento às vítimas. A agência Al Jazeera confirmou as mortes.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, compartilhou uma imagem do colégio bombardeado e afirmou que o ataque terrorista matou “crianças inocentes... Esses crimes contra o povo iraniano não ficarão sem resposta”. Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, classificou o bombardeio como um “crime flagrante” e pediu uma ação imediata do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).
Diante desses trágicos fatos, o jornalista Mohammed Vall, da Al Jazeera, afirmou que os ataques desmentem as declarações dos EUA e Israel de que estariam atingindo somente alvos militares: “Eles dizem que estão mirando apenas alvos militares e tentando punir o regime, não o povo do Irã... O presidente Trump prometeu ao povo iraniano que ajuda ou apoio estavam a caminho, mas agora estamos vendo vítimas civis; isso é algo que o governo iraniano irá destacar como um caso de violação do direito internacional e uma agressão contra o povo iraniano”.
Esse sanguinário infanticídio, porém, não comoveu os donos do oligárquico Estadão. Em editorial publicado neste domingo, o jornalão infiltrado de agentes sionistas celebrou a agressão dos EUA e Israel. “Ninguém vai chorar pelo Irã”, estampou no título desumano e revoltante. Para o veículo da famiglia Mesquita, a operação militar dos genocidas Donald Trump e Benjamin Netanyahu tem como objetivos “neutralizar ameaças iminentes, enfraquecer a infraestrutura militar do regime e impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear”. Haja cinismo e desinformação!
O próprio editorial admite as inseguranças sobre o futuro na região, mas mantém o endosso à escalada imperialista e sionista. Afirma que “não há certeza de que a guerra produzirá o resultado desejado” e admite que são limitadas as informações sobre o que de fato foi atingido: “Os danos reais às instalações nucleares e à cadeia de comando ainda não estão de todo claros”. Mesmo assim, o jornal manifesta total apoio à agressão, tratada como “moralmente” justificável, mesmo ferindo o direito internacional e matando centenas de iranianos, incluindo crianças.

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